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segunda-feira, 9 de março de 2015

Homens que se entregam demais...

Há uma grande diferença entre encontrar e ser encontrado; escolher e ser escolhido.
Durante muito tempo eu procurei, eu fui atrás do reconhecimento, do sentimento, da entrega de uma outra pessoa a mim. E até aqui, isto não tem funcionado.
Costumo me entregar de cara, me jogar de cabeça independente do que esteja acontecendo. E isso tem sido fonte de inúmeras dores pra mim. Não sei ser difícil, fazer o papel de desconfiado, de descrente. Eu me jogo mesmo e se não der certo, quebro a cara, sofro e vamos em frente. Vivo intensamente! Poderia me descrever desta forma.
Mas talvez seja hora de aplicar-me um pouco mais e ser mais reservado. Guardar meus sentimentos, palavras, ações para algo ou alguém que realmente valha a pena. E isso (saber se vale a pena) só sabemos com o tempo, com a convivência, com a conquista.
Conquista esta que eu não quero mais empreender ou pelo menos não quero me dedicar e ser o único a isso. É cansativo se dedicar tanto a alguém e no fim receber um olhar blasé, um tanto faz, e um discurso de que estou numa boa, não é o que eu quero neste momento porque estou com uma vida muito atribulada...e não sei o que mais...
Como disse um amigo num bate-papo virtual, "se o interesse é mútuo, pouco importa se a vida anda uma merda, a gente embarca e vê no que vai dar".
Diante dessa indiferença alheia, só posso recolher o pouco de vergonha que me resta e me reinventar. Quem sabe assim seja menos doloroso...

Boa semana galera, até o próximo desabafo. rs.

Forte abraço!

domingo, 23 de novembro de 2014

Amigos, amigos...

Faz tempo...um bom tempo que tento ir com frequência a academia. A preguiça de acordar cedo me vence quase todos os dias, o que me impede de manter a disciplina, e melhorar este corpinho (e a saúde principalmente).
Há uns dois meses atrás (mais ou menos), nessas idas esporádicas a academia, percebi um rapaz que volta e meia, trocava olhares comigo. Não é o tipo de homem que chamaria a minha atenção, mas eu gostei: tatuagens pelos braços, pernas, (algumas tatuagens), piercing no nariz (aquelas argolinhas que colocam no septo sabe), cabelo castanho liso com um topetinho, branco, grande. Enfim, alguns olhares depois, um dia ele chegou na academia e me cumprimentou. Outro dia ouviu o instrutor me chamando e perguntou se meu nome também era Jefferson (igual ao dele), e ficamos nesse papo besta. Logo de cara, vi que ele utilizava um anel de compromisso e já imaginei que tivesse namorado.
Alguns dias depois, por acaso, vi seu perfil no Instagram e confirmei minha suspeita: namorava sim. Curti uma foto, logo depois ele me seguiu e deixou um comentário numa foto para que eu adicionasse ele no Facebook. Eu adicionei e conversamos algumas bobagens, nosso interesse por Madonna, o ritmo na academia, etc, etc. Alguns dias depois, pediu para que eu o adicionasse no Whats App, porque nem sempre conseguia utilizar o Messenger do Face. Adicionei, e trocávamos algumas mensagens bobas no Whats, do tipo: vai na academia amanhã, cadê você que não apareceu hoje, quero ver você na academia amanhã hein, etc. 
Volta e meia, nesses papos, eu sempre tocava falava sobre o namorado dele, sobre o namoro, coisa que ele evitava falar. Acho que mais como uma forma de me lembrar que a pessoa em questão é comprometido e que aquilo tudo não passava de uma amizade de academia, e nada mais.
Comentando com ele sobre séries, comentei que havia comprado uma naquele dia bem baratinha, ele me pediu para comprar uma pra ele e me pagaria em dinheiro. Comprei, e coloquei a entrega para meu trabalho. Como ele trabalha perto, fui entregar no metrô entre o horário de saída dele e a hora do meu almoço no trabalho. Ele me viu com o uniforme do trabalho, sorriu e disse que estava bonito naquela roupa, que nem me reconheceu. Agradeceu por eu ter comprado a série e foi embora. Um outro dia em que trabalhei num sábado, comentei com ele que estava trabalhando e pediu que esperasse por ele pra ir embora, já que trabalha perto e mora perto de mim também. Resisti, mas no fim das contas encontrei com ele e fomos embora. No caminho, ele me olhando e sorrindo disse que eu era a cara de um ex dele. Tudo, até a voz. Até brinquei falando que pelo visto foi alguém importante, ele negou, falou que sofreu muito com a pessoa e nem tem contato mais.
Fato é que, quando estamos na presença um do outro, rola uma energia legal, dá pra sentir uma atração latente. Mas, ultimamente tenho evitado estar com ele e acho que ele percebeu isso.
O cara namora, pelo visto está muito bem com o namorado e eu não vou entrar de gaiato neste navio. 
Convidei ele e pedi que trouxesse o namorado para almoçarem em minha casa qualquer dia desses, já que moramos perto e ele ficou de falar com o love e me avisar. E eu espero. Mas decidi tratar tudo como uma amizade apenas e não dar margem para confusões. E pelo visto ele já percebeu isso, porque as mensagens diminuíram.
É a vida, e seus desencontros.

Abraços, queridões! 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Os Livros e a leitura.

Ontem no Fantástico, foi exibido um episódio da série "Vai fazer o quê?", onde expõem pessoas comuns a situações inusitadas, com o intuito de ver como elas irão reagir. No episódio deste domingo, uma criança de uns 8 anos, maltrapilho, na rua fazendo um pedido no mínimo estranho: ao invés de pedir para as pessoas na rua dinheiro, comida, como constantemente acontece nos grandes centros, em frente a uma livraria famosa aqui de São Paulo ele pedia: "Por favor, você pode comprar um livro pra mim? Pode ser do mais baratinho..."
Só em escrever isso, eu já fico emocionado. Os olhos, durante a reportagem, ficaram cheios de lágrimas em ver as pessoas surpresas com o pedido do garoto, emocionadas, e alguns até leram pra ele. E fiquei pensativo com aquilo que assistia. (
Filho de professora, graduado em Letras, ex-professor (visto que só exerci minha profissão por 1 ano letivo), eu acredito piamente que a vida de uma pessoa pode ser completamente modificada através da leitura. Algumas pessoas que aqui conheci costumam me chamar de culto, de não sei mais o que, somente pelo falo de que gosto de ler. Outros até vem até mim perguntar: Como faço pra aprender gramática? E se lamentam, que são ruins, que não entendem, etc, etc. Ao que eu respondo: você vai aprender muito de gramática, se ler muito. Acaba aprendendo por osmose  a escrever bem, e se for crítico ainda poderá interpretar melhor o mundo ao redor.
Eu sou um adepto dos livros, sejam do que for. Já comprei livros pela capa e fui muito, muito Feliz na compra, assim como já comprei livros que não consegui terminar de ler (sem culpa alguma, não leio nada forçado). Não consigo ir a uma livraria somente para olhar lançamentos. Se estou lá, saio com 2, três livros pelo menos. AMO o ambiente das bibliotecas, quando estava na graduação sabia onde estavam os livros que eu gostava sem precisar consultar o sistema (muitos de meus colegas se aproveitaram disso). Meu sonho de infância era ter uma assinatura das Revistas da Turma da Mônica. Como eu amava (ou amo ainda) aqueles gibis. Li revistas tipicamente femininas, como Carícia, Capricho, Atrevida. Fui assinante da Super Interessante, da Mundo Estranho e hoje sou assinante (e apaixonado) pela Vida Simples, da Editora Abril. E tenho meus livros, de crônicas, romances, poemas. Adoro um bom romance policial. Sou viciado em Martha Medeiros, Rubem Alves, Mário Quintana, ou qualquer outro livro que esteja na moda. Sim, livros ou autores da moda, como John Green, James Patterson, etc. E procuro incentivar as pessoas com quem convivo a lerem mais.
Bom exemplo disso é uma colega de trabalho que tem sindrome do pânico (ou tinha). Quando nos conhecemos, ela me disse que não conseguia pegar o metrô, fazia o trajeto pra casa de ônibus e raramente de metrô, porque ficava sufocada quando começava a encher, os túnel, e o calor, etc, etc e ela acabava descendo no início do trajeto e optando pelo ônibus. Perguntei porque ela não fazia o trajeto lendo, e quem sabe assim se desligasse do problema e fizesse sua viagem em paz. E ela começou a levar um livro meu pra ler... Hoje ela só faz o trajeto de casa para o trabalho com um livro, e lê super rápido! Diz que sou seu biblioterapeuta! No trabalho tem uma caixa cheia de livros meus, onde algumas pessoas pegam emprestado, outro colega lê minhas revistas Vida Simples, e assim vou fazendo minha parte.
Meu afilhado de 8 anos (filho adotivo de uma tia minha, que é professora também) está crescendo sendo constantemente incentivado a ler. Hoje, ele antes de dormir vai para o quarto dele, veste seu pijama, deita na cama e abre um livro. E fica ali lendo, lendo...às vezes levanta, apaga as luzes e dorme. Outras vezes, dorme com o livro aberto sobre o peito. Uma coisa LINDA de ver! Faço questão de, nas duas vezes por ano que vou a Bahia, levar livros pra ele, que devora rapidinho! Agora está metido até a querer fazer palavras cruzadas, que minha tia gosta. Mas como não sabe ainda, temos que ir ajudando e ele fica super animado.
Eu faço minha parte e fico feliz de ver que influenciei a vida de algumas pessoas através da leitura. Confesso que com a reportagem do Fantástico, senti como se não estivesse fazendo nada, que poderia fazer mais pelas crianças, sei lá, apoiando uma ONG, doando livros para instituições de caridade, lendo para uma ou várias crianças. Preciso amadurecer estas ideias, sinto que é algo que quero fazer, que preciso fazer. Inclusive, se alguém souber de algum projeto social que tenha voluntariado, me indica!
E é isso! Grande abraço, meus queridos!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Repetições.

25 anos, uma filha de dois ou três, algumas incertezas e meio perdido na vida. Mas ainda assim eu gostei do cheiro, do corpo, do beijo, do carinho e atenção e até mesmo do ciúme meio louco que tinha. Custei a acreditar que alguém do porte dele fosse se interessar por mim: quase 5 anos mais velho, fora de forma, morando distante dele, entre outras coisas.
Mas ele se interessou, gostou, curtiu. Ao menos tudo isso me foi dito. E assim embarcamos em noites juntos, em banho juntos, em tardes vendo TV, ou simplesmente jogando Candy Crush (quando ele não conseguia passar a fase, me pedia para fazer isso). Cozinhei pra ele, cuidei, dei conselhos, mostrei a opções para ele pudesse tomar decisões, apoiei quando necessário.
E assim seguimos por 1 mês, até que numa discussão boba de fim de sábado, ele dormiu sem falar comigo. No domingo foi embora cedo pra casa dele e com raiva de mim, e naquele mesmo dia colocou um ponto final em tudo aquilo. Muitas lágrimas, muita conversa, aceitei que o fim era ali e ponto. E ele voltou atrás, chorando e pediu desculpas, dizendo que não ia fazer isso. E pediu pra voltar. Ufa, respirei aliviado.
Mas no fundo, eu sentia que essa decisão apenas adiaria o fim. Não seria como antes, e na primeira oportunidade, ele faria novamente.
Dito e certo.
4 dias depois, percebendo que ele estava muito diferente do que era antes da discussão de dias atrás, questionei e ele negou. Negou, para momentos depois dizer que não dávamos certo juntos. Que gosta de mim, muito e não será fácil me esquecer, mas não dá pra continuar. Aquelas desculpas esfarrapadas de sempre...um Ovo de Páscoa comprado sem necessidade, um feriadão pela frente para sofrer, lembrar, tentar entender e principalmente, aceitar.
Mais um fim. Mais um Acabou. Mais um Espero que encontre alguém que te faça feliz, porque você merece. Repetições.

domingo, 16 de março de 2014

Relacionamento e sexo.

Aí você conhece o cara, super bacana, super gente e na hora que a conversa entra no assunto sexo, descobre que ambos tem preferências parecidas. Em alguns casos, a conversa esfria ali mesmo.
Em outros, ambos tentam continuar tudo aqui na esperança de que possa dar certo, afinal o sexo é apenas uma parte da relação (na minha opinião uma parte importante mas não decisiva..ou será que estou errado?)
Já vi relacionamentos esfriarem porque o sexo não era tão bom, porque o parceiro curtia o mesmo que o outro (ambos se denominavam ativos ou ambos passivos). Dizem que o melhor mesmo é ser versátil pois dessa forma ambos se satisfazem e coisa caminha em paz ( ao menos no âmbito sexual).
Tenho poucas experiências no campo relacionamento. E por isso questiono: é possível dois caras que curtem as mesmas coisas na cama se relacionarem e serem felizes assim? Ou em determinado momento, um pode ir procurar fora da relação o que não encontra "em casa"?

Penso que, quando você encontra O Cara, o sexo vai ser um complemento. O que tiver de acontecer, vai acontecer e será bom para ambos. Se ambos estiverem de acordo, claro. Porém, ainda não coloquei esta forma de pensar em prática. Não tive O relacionamento ainda, para experimentar e ter certeza disso. Mas quero a palavra de vocês todos que estão namorando, que estão solteiros mas que já viveram isso.

Abração!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Medo de esquecer.

Vivemos na era da tecnologia. Momentos podem ser registrados com facilidade via smartphone, camêras digitais, etc, etc.
Porém, há momentos em nossas vidas impossíveis de ser capturados por câmeras ou celulares. E são estes que eu tenho medo de esquecer.
São histórias com os amigos, como a vez em que ajudei uma amiga a fazer uma mudança, no bairro universitário de Feira de Santana, numa carroça. Ainda lembro de seus sorrisos naquele dia. Ou quando fomos apresentar um trabalho na Academia Baiana de Letras, cujo tema do trabalho era O VOCABULÁRIO ERÓTICO EM A CASA DOS BUDAS DITOSOS. Imagine, num lugar cheio de acadêmicos, professores e colegas, levarmos um trabalho para ser apresentado onde falavámos sobre as várias designações para pênis, vagina, seios, ânus que apareciam no livro. Foi memorável!!!
Ou ainda os momentos únicos em família, quando nos almoços de domingo na casa de minha avó alguém solta uma pérola e todos caem na risada, minha avó chorando de rir. Ou aqueles domingos em casa onde minha mãe fazia a unha de meu pai enquanto eu e meu irmão ficávamos vendo TV e rindo com as palhaçadas deles... Ou ainda, o último olhar do meu pai no leito do hospital...
Eu tenho medo de esquecer. De tudo isso e de muito mais. Mesmo sabendo que, invariavelmente, um dia essas coisas serão apenas fragmentos de memória que eu não pude eternizar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Assumir-se.

Em tempos de Daniela Mercury se assumindo, Felicianos e Joelmas da vida "metendo o pau nos gays", analiso como hoje eu estou referente a minha sexualidade, ou identidade sexual, ou orientação, ou seja lá o que for: gosto de homem e acabou.
Para alguns sinto-me à vontade para assumir numa boa. Para outros que fingem ser tolerantes ou simpáticos à causa, eu deixo por conta deles decidirem isso. Exemplo: no trabalho todos devem desconfiar, ninguém nunca me perguntou e eu nunca assumi nada pra ninguém, e só conversei abertamente sobre com uma colega de trabalho. Mas o que o restante pensa ou deixa de pensar, pouco me importa.
No entanto, uma pessoa que sempre achei imprescindível ter uma conversa sobre este assunto é minha mãe. Alguns me dizem que não devo conversar nada neste sentido com ela, e viver minha vida. Ainda mais morando longe, em outro Estado. Vejo outras pessoas que contaram sobre sua orientação aos pais e conseguiram verdadeiros amigos, aliados, um colo para onde correr sempre que a dor apertar, no quesito coração ferido, solidão, etc. Meu pai faleceu em 2011 e mesmo tendo permanecido com ele nos seus últimos 30 dias de vida, este não foi um assunto abordado entre nós.
Minha mãe já estava separada do meu pai quando ele faleceu, e percebo hoje que estou muito mais ligado a ela depois dos últimos acontecimentos. Problemas em família, alegrias, tristezas, tudo ela conversa comigo, num excesso de palavras que antes não existia. Estou adorando isso e por causa disto me senti mais à vontade para preparar o terreno e conversar com ela sobre minha homossexualidade, sobre as dores de ser muito sozinho morando em SP, de não ter um namorado, um companheiro, de como sinto falta de um colo de mãe nestes momentos...
Ultimamente ela tem lido muito e por isso mandei pra ela ano passado um livro espírita que conta a história de um menino gay, e as agruras que este passou em sua descoberta, e qual a reação da família. Quando questionei se ela leu, minha mãe disse que sim, e comentou o quanto o menino sofreu. Depois disso, alguns comentários aqui, outros ali. Outro dia o "Encontro com Fátima Bernardes" debatia justamente a situação dos filhos que assumem sua homossexualidade e a reação dos pais. Quando vi o tema do programa, imediatamente liguei pra ela, que me disse que estava assistindo. E não conversei muito para não atrapalhá-la.
Minha mãe já sabe que seu filho mais velho é gay, e acho que justamente por saber ela não se opôs quando decidi vir morar em SP. Na Bahia, ela ainda mora na cidadezinha do interior onde fui criado, e até pouco tempo atrás ainda exercia a profissão de professora, na qual trabalhou durante 30 anos e agora se aposentou. Portanto, hoje ela tem 50 anos, três filhos, está solteira novamente, e tem ainda alguns bons anos para curtir a vida, e a aposentadoria. Por ter feito faculdade tardiamente (ela concluiu a graduação quando eu estava no 6º semestre da minha faculdade), acabou por conhecer muita gente, viver no ambiente universitário durante um bom tempo e por isso acabou se abrindo para muitas coisas que as pessoas da cidadezinha em que vive e a própria família não aceitam, não entendem bem. Por isso, acredito que a forma como ela pensa não condiz com o julgamento que as mentes tacanhas daquela cidade fazem a respeito dos homossexuais. E por isso, ela me apoiou quando eu quis morar em outra cidade, longe da língua daquelas pessoas, do que elas vão falar, do julgamento que irão fazer.
Como minha mãe nunca viajou para tão longe como São Paulo, e por estar aposentada e com todo tempo do mundo para viajar, planejei sua vinda para cá no fim de maio, quando entro de férias. Portanto, dia 31/05 ela chega e fica 09 dias por aqui, e retorno com ela pra Bahia para curtir um merecido descanso. Estou ansioso pra que ela venha, pois teremos uma semana de programação bem mãe e filho e será nesta semana que ela irá conhecer melhor minha realidade em SP, meus amigos (poucos), meu trabalho, onde moro, os lugares que frequento e que mais amo nesta cidade que escolhi para morar. E será nesta viagem também que quero conversar com ela sobre mim, sobre minha homossexualidade, e sobre ela também: uma mulher que ficou casada por quase 25 anos com um homem bom, que só não foi melhor devido ao vício do alcoolismo e que hoje está solteira, na meia idade e tem todo o meu apoio para encontrar e viver um novo amor (caso queira), e que na minha concepção deve aproveitar agora todos os dias da vida e viajar, e aprender coisas novas, e curtir a vida.
Não vejo a hora que maio, ou melhor, que o fim de maio chegue logo. Acredito que terei boas surpresas nestes dias que passarei com minha mãe em aqui em SP e serão dias inesquecíveis.

Abraços e boa semana pra todos!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Eu e elas.

Gay. Os melhores amigos das mulheres, na maioria das vezes.
Eu sempre tive mais amizade com as mulheres, e elas bem que me usaram muitas vezes para tentar entender o universo masculino. Mas sempre gostei da companhia, da sensibilidade da mulher, de algumas admirei a força (minha mãe), de outras a beleza, de muitas a inteligência. Mas até então, eu sempre (e pretendo continuar!) só admirando. Minha praia é outra.
De mulheres, sou virgem. Nunca nem beijei uma, acreditam? Mas elas me adoram. No auge de meus quase 27 anos, permaneço encantando as mulheres (pasmem!).
No trabalho agora virou moda. Uma me abraça, me beija, me morde, me chama de cheiroso, me alisa. A outra quer saber porque eu não experimento, que quando eu decidir provar, ela topa. Outra vive se insinuando, e eu me fazendo de louco. Levo tudo na brincadeira, claro. Tem algumas bonitas, muito bonitas, que dá vontade de ficar sim, de beijar, e SÓ! Nada mais. Mas é vontade que assim como vem, vai embora rapidamente.
Outro dia cai na besteira de vestir uma bata branca que tenho, com cara de praia, de verão, e fui trabalhar. Nossa...choveram elogios de todas. E perguntei a uma delas: porque só as mulheres me elogiam? Nenhum homem me elogiou...disse nada. Acho que nem viram."
É assim que me sinto às vezes, como se eles não me vissem. Eu vejo tudo e todos o tempo inteiro. Mas parece que permaneço invisível. Para elas não, além de ser visto, sou sentido olfativamente. Vivem me elogiando por causa do perfume, rs.
Mas o que quero mesmo é ser ciceroneado por um carinha inteligente, charmoso, que saiba conquistar, e queira conquistar. Mas ele não apareceu, e sigo aceitando e me divertindo com elas.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mesmo Nível?

Trabalho novo, pessoas novas. Alguns gatinhos. Tem até aqueles que seu radar diz que são gays, mas que afirmam veementemente que são héteros...aham, sei.
Comentando com novas amizades sobre esses gatos que vejo todos os dias, duas vezes ouvi algo que me deixou no mínimo intrigado.
Nestes comentários, me disseram que eu preciso procurar alguém do meu "nível", que não posso querer qualquer um. Claro que questionei:  qual era o meu nível?
As duas criaturas me disseram que eu preciso procurar alguém como eu, que tenha bom gosto, que seja culto, que goste de coisas boas. Alguém que queira algo na vida.
Certo, em partes eu até concordo que devo encontrar alguém que tenha um gosto minimamente parecido com o meu. Mas ficar bitolado esperando o homem culto, lindo, inteligente e não dar oportunidade para quem não seja assim, pode ser arriscado.
Não gosto dessas distinções. Não tenho nível algum. Sou apenas alguém que se esforçou e esforça para ter um futuro melhor. Alguém que gosta de boa música sim, mas que também gosta do que o povo gosta. Sou diplomático, a verdade é essa. Agrado a gregos e troianos.
Claro, tem coisas que me chamam e muito a atenção como inteligência, por exemplo. Mas daí a achar que eu estou num outro nível e que preciso encontrar alguém à altura, é um pouco demais.
Eu quero alguém que me faça rir, que me faça sonhar, que me faça pensar, que consiga conversar sobre coisas interessantes, mas que também saiba falar sobre frivolidades. Alguém que seja bonito principalmente nas palavras que o habitam. Diferenças existirão, e aprenderei a respeitar. Não quero alguém igual a mim, seria chato alguém que gosta de tudo o que eu gosto. O bom é conhecer o que ele gosta, e fazer com que ele conheça o que eu gosto. Novas experiências são sempre bem-vindas!
Abraço, meus amigos!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O retorno e as decisões a serem tomadas.

São Paulo. Fiquei mais tranquilo ao colocar os pés aqui. É inegável, eu gosto deste lugar, apesar das saudades de casa, da minha mãe, de ter alguém cuidando de mim. Mas, eu gosto de viver a minha vida, do meu modo. Então, agora é recomeçar.
E por falar em recomeçar, o improvável aconteceu. O ex, o confuso, que voltaria para Igreja quando terminou comigo, resolveu voltar atrás, reconhecer que errou, e dizer que faço falta. Tá bom, eu esperei por isso durante os quase dois meses em que passamos separados, nos falando uma vez ou outra e brigando uma vez ou outra. Sim, reconheço que pedi pra voltar, que briguei, que chorei, que implorei, me humilhei até mesmo. E o que ele me dizia? Que não estava pronto. Que não era hora, que ele precisava de tempo. E eu, curioso que sou, cai na besteira de perguntar se no tempo que não estivemos separados, ele ficou com alguém, e ouvi o que não queria. Ficou sim. Porque estava carente, porque recebeu atenção, carinho, e outros motivos.
Quando eu fiquei sabendo disso, resolvi deixar ele de lado. Não o procurei mais, não dei notícias, ignorei. E aí ele voltou atrás, dizendo que sentiu minha falta, que reconheceu o meu valor em sua vida, que quer conversar.
E agora, eu não sei se quero mais retomar uma história que não sei tem condições de seguir em frente. Acho que saber que uma pessoa que olhava em meus olhos e dizia que amava como nunca amou ninguém, e ainda assim ficou com outra pessoa, fez com que algo se perdesse.
Algo se quebrou. Não sei o que, não sei onde, e não sei se é possível consertar. Aceitei ter esta conversa, mas até isso eu estou evitando, não estou fazendo questão que aconteça. Preciso de um tempo. Pra mim, pra meu coração, pra minha vida.
E acho que o caminho agora é ser bem direto e realista com ele. Mentir pra que? O que tiver de ser, será.
Fato é que estou de volta, que quero viver mais algumas coisas da cidade de SP, conhecer gente nova, viver. Minha cota de sofrimento de 2011 já foi utilizada totalmente.
Seguir em frente... e deixar rolar. É o meu lema agora.
Saudades de todos! Prometo que voltarei a ler os blogs e comentar, viu.

sábado, 23 de julho de 2011

Do fundo do poço...


Esses dias, comentei com uma amiga que estou no fundo do poço. Finalmente, eu acho que cheguei. MAS, não ficarei.
O bom de se viver é ter esta capacidade de ir ao fundo, de sofrer, de penar, de acolher tudo o que estamos vivendo num momento difícil, mas não adicionarmos isso a nossas vidas. Saí do emprego, descobri que meu pai estava com câncer, não passei no processo seletivo que estava fazendo, o namorado terminou comigo, perdi meu pai, e agora estou reorganizando os pensamentos para retornar para São Paulo. Confesso que neste momento veio a dúvida entre permanecer onde estou ou voltar para onde estava. E cheguei a conclusão que não consigo mais ficar aqui.
Preciso da efervescência de São Paulo, dos carros, dos aviões, dos helicopteros, das nuvens negras de chuva, do caos. Me acostumei muito bem a isso e agora que estou sem, sinto falta. Ou seja, é meu coração dizendo para onde devo voltar.
Sinto este retorno como um renascimento, uma retomada da vida parada na qual estava vivendo. É hora de procurar trabalho novamente, de investir nos estudos, de sonhar de novo, de encontrar um novo amor ou simplesmente curtir com pessoas legais que acrescentem à minha vida. É momento de renovação.
Quero aqui enterrar tudo que deve ser deixado para trás, guardar os aprendizados desses momentos difíceis e encarar a vida de frente novamente!
Que venham os novos tempos!
Também deixo registrado aqui o meu pesar pela perda da grande artista que é Amy Winehouse! Voz inigualável, talento de sobra. Fará muita falta ao mundo da música.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O fim (ou não?)

"Sometimes it lasts in love,
but sometimes it hurts instead"
Adele, "Someone Like You"


Em meio a lágrimas, escrevo esse post. Eu até tento ser forte e direcionar meus pensamentos, minha atenção para outras coisas, mas meu coração sangra já a alguns dias.
É horrível se entregar a alguém, deixar os sonhos que estavam presos vir a tona, fazer planos, se apegar, para depois ver tudo terminar tão facilmente. E com uma alegação que ficou solta. Vaga.
Sim, ele terminou comigo alegando estar confuso, não saber o que quer da vida. Disse que apesar de agora ter tudo o que sempre quiz , não estava feliz. Algo o estava incomodando.
Não, o motivo não era eu. Segundo o que me disse eu mostrei a ele algo que ninguém nunca mostrou, eu fiz ele sonhar em viver com alguém, em dividir uma vida. Eu o fiz feliz. Eu o toquei mais fundo que alguém já o tocou antes. "Meu coração quer você, mais minha cabeça está confusa, cheia de dúvidas e medos", foi o que eu ouvi.
Foram dias sofridos. Chorei e senti a dor de ver meus sonhos desmoronarem como se tivesse perdido parte de mim. Durou pouco, mas foi intenso, nunca vivi nada do tipo. E acabou.
No meio dessa confusão ele me pede, implora que eu não me afaste por que sou o único com quem ele pode conversar sobre o que sente. Mas e a minha dor, onde fica? E o que eu ainda sinto por ele, como fica?
Dois dias após o fim, precisei me fazer de forte para dar suporte a uma pessoa confusa, que aparentemente não se aceita, não entende que ser gay não é pecado, que amar outro homem e querer viver e ser feliz ao lado dele, apesar de trazer duras batalhas, também traz recompensas inesquecíveis. Fiz o que pude, mas volta e meia ele não aguenta o que sente e diz que ainda me ama, que sente minha falta, que pensa em mim, e chora. Mas que precisa se encontrar, precisa colocar as coisas em ordem em sua cabeça, e quem sabe, se tiver de ser, depois a gente se acerta.
Não sei se faço de tudo pra matar esse sentimento em mim, ou se alimento esperanças de quando tudo passar, ele voltar e recomeçarmos.
Não sei. Em um momento de confusão, recarregar as baterias é o melhor. Viajo pra Bahia hoje também por causa do meu pai, mas estar longe vai me ajudar a pensar um pouco, a reavaliar tudo e dar tempo para que ele procure ajuda, e também avalie seus sentimentos, suas ações.
Até o fim do mês tenho decisões para tomar, conversas para ter, pessoas para cuidar, saudades para diminuir.
E viajo com essa música representando nós dois.
A vocês meus amigos, um grande abraço e até o fim do mês.


domingo, 13 de março de 2011

Ter Coragem!

Viver requer um coragem.
Coragem para mudar nossas opniões diante de alguns fatos. Coragem para mudar uma situação que já não nos agrada mais. Coragem para "jogar tudo pro alto" e começar do zero sem medo de ser feliz. Coragem para se abrir a um novo amor, e se permitir ser feliz.
Coragem para assumir as decisões que você tomou um dia e aprender a conviver com ela, tenha dado certo ou não.
Ultimamente tenho sumido daqui. Escrito pouco. Assuntos não me tem faltado, mas diante de tantas preocupações, e ocupações, optei por não escrever.
Então, retornando hoje com algumas novidades. No post anterior, falei sobre se envolver com alguém que não mora tão perto quanto eu gostaria. Até pensei em fechar esta porta que estava se abrindo, mas fui aconselhado a não fazer isso e dar mais uma chance a uma possível história com início, meio e final feliz. Não é fácil, é bem verdade, assumir um compromisso com alguém que está longe dos olhos. Mas nem todos que amamos estão perto dos olhos, e sim do coração. Resolvi ter coragem e assumir um novo relacionamento, viver o que tem pra ser vivido e não me arrepender no futuro de não ter tentado.
Nesse período também cheguei a conclusão de que meu trabalho já não me dava mais prazer. Tornou-se um fardo. Um peso. Algo a ser feito por obrigação. Não, não posso me dar ao luxo de sair escolhendo com o que eu quero trabalhar, mas também não sou obrigado a aguentar desmandos e perseguições e nem tampouco ser tratado como um número somente. Sem sentimentos, sem família, sem saúde. Apenas uma máquina que deve atender as necessidades de uma empresa. Não, não sou uma máquina. E justamente por isso, tive coragem de também mandar meu emprego pro espaço e recomeçar. Partir em busca de novos horizontes. Justo quando tomei a decisão e passei a cumprir o aviso prévio, veio a notícia que fui aprovado em uma das etapas de um processo seletivo que quero MUITO chegar ao fim. Acreditar nessa vitória é algo que tenho exercitado todos os dias, desde que este resultado saiu. Mais uma avaliação foi feita e aguardo agora o resultado. Confiante que já estou convocado para a próxima etapa. Só preciso mesmo da confirmação. rs.
Agora, em casa, desempregado momentaneamente, namorando uma pessoa maravilhosa, que me enche de carinho mesmo estando longe e que se preocupa comigo, aguardo a chegada dos meus 26 aninhos no final do mês. Quantas mudanças para um mês.
"São as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no MEU coração."
Amo-vos! Grande abraço meus queridos.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Distância...


Ele é inteligente, carinhoso, atencioso, me faz sorrir. Pode não ser o símbolo da beleza, mas tem um interior lindíssimo e me cativou. Só há um problema: mora distante. E isso é o que tem me perturbado.
Conheci uma pessoa legal, num momento legal. Mas a dúvida que paira sobre mim no momento é se isto tem futuro. Diante das experiências que tive com relacionamentos a distância, fico inclinado a acreditar que isso não vai dar certo. Por outro lado, busco evitar estes pensamentos e ter uma atitude positiva diante dos fatos.
Estamos ainda na fase de conhecimento, de muitos telefonemas, teclar por MSN. Tudo com muita calma, por opção nossa. Cheguei a conclusão de que quando é tudo ás carreiras, as chances de descobrirmos coisas desagradáveis mais a frente são bem grandes. E tento afastar os pensamentos sobre o que será do futuro, afinal não sou vidente. E cabe a nós apenas ter uma atitude positiva diante dos fatos. Sei que são quase duas horas de viagem até a cidade que ele mora, mas a minha pergunta é: há chances de algo nestas condições dar certo?
Quero saber a opinião de vocês que além de leitores são amigos: O que você acha sobre manter uma relação a distância? É possível?

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal realmente Feliz!

Não há como negar que este está sendo um dos melhores Natais da minha vida! Após quase um ano longe de casa, fiz todos os esforços possíveis para voltar a Bahia e passar esta festa com a minha família que tanto amo.
Consegui! E escrevo este post agora na cozinha da casa da minha avó materna, após o almoço de Natal. Ontem, o já tradicional amigo secreto entre meus 16 primos, sendo que encabeço a turma por ser o mais velho, foi um momento marcante, como sempre, repleto de descontração, de reencontro, de alegria!
Uma coisa eu pude comprovar: eu sou amado. Por minha família, por meus amigos, por pessoas que conheci quando, por muitos anos, participei ativamente da Igreja Católica.
Avisei a família que chegaria num horário que não era o verdadeiro. Cheguei muito mais cedo do que eles esperavam e surpresa foi geral (a alegria também). E muito bom ver que todos estavam esperando para me ver, amigos procurando por mim, querendo saber se já havia chegado, outras pessoas dizendo que queriam me ver antes que fosse embora.
Resumindo: está sendo muito bom rever todos, matar a saudade, constatar que após este ano, todos estão bem, com saúde, animados para o ano vindouro e principalmente, me apoiando no que necessito para continuar morando em São Paulo, batalhando para encontrar o meu lugar ao sol.
Amanhã, batizo meu primeiro afilhado, filho adotivo da minha tia! Mais um momento especial para mim. E na terça, infelizmente (não pela cidade, mas pela rotina e por ter que deixar todo esse amor aqui), retorno para minha vida normal em Sampa.
Enfim, meus amigos, desejar a todos um Feliz Natal agora seria tardio. Mas espero que todos tenham aproveitado bastante, curtido o momento ao lado daqueles que ama, e experimentado da mesma alegria que experimento hoje.
Antes do ano novo escrevo o último post com o tradicional balanço de 2010, e talvez, alguns propósitos para 2011.
Amo vocês! Forte abraço direto da Bahia!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Natal = Família.


Luzes. Quantas luzes...
Em 2010, eu passei todas as minhas datas comemorativas longe das pessoas que são importantes para mim. Aniversário, dia das mães, dia dos pais, aniversário deles, dos irmãos, avós, Festa Junina na Bahia, entre tantas outras datas importantes.
E agora, chegou mais uma data. Só que esta data, a meu ver, é por excelência a comemoração que devemos passar junto daqueles que amamos, sejam amigos, namorado, família.
Primeiro Natal em São Paulo! Quantas luzes! Fica tudo tão lindo, fachadas dos prédios cheios de luzes coloridas, os principais pontos da cidade completamente iluminados e brilhantes, impossível não sentir o clima natalino. Ainda não fui ver a Avenida Paulista nem a árvore de Natal no Ibirapuera. O máximo que vi foi o centro da cidade, a Prefeitura, Shopping Light, Viaduto do Chá muito iluminados e encantadores. Antes do dia 24, espero fazer este tour e poder ver como é o Natal na Selva de Pedras.
E minha família, as pessoas que amo, infelizmente longe.
MAS... Esta data eu não passo longe deles.
Próximo dia 24 também estou indo pra casa. Passar o Natal com minha família, após 11 meses longe. Momento de rever quem estimo muito, colocar os assuntos em dia, ver os amigos, enfim, reabastecer as baterias com o amor sincero de pessoas que são a minha vida. E não vejo a hora deste dia chegar logo!
Se tudo der certo, o almoço da véspera de Natal já estarei em casa. Será uma curta estadia, apenas 4 dias, mas valerá a pena.
Alguns acham que não volto mais. Que a saudade será maior e vou acabar ficando por lá mesmo. Mas ninguém parece saber dos anseios do meu coração, dos meus planos futuros. E não costumo sossegar assim facilmente.
Mas claro que antes do dia 24 eu passo por aqui novamente para lembrar o Natal junto com vocês, meus amigos blogayros que estiver super presentes no meu 2010 e que, espero, continuem ainda mais presentes no meu 2011.
A todos um um abraço carinhoso!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sem Palavras...

Diante da minha confusão depois dos acontecimentos dos últimos dias, gostaria de aqui escrever tudo o que tenho dentro do meu coração, procurar entender, buscar respostas. Mas seria uma busca em vão, uma vez que as respostas parecem tão claras e ao mesmo tempo tão obscuras.
Então aceito o que minha cabeça diz: para mais uma vez aceitar os fatos, as palavras, as evidências e seguir em frente. Era tudo ilusão!?!?
As músicas deixei de lado, para evitar a dor. Mas não deixarei de lado a oportunidade de ouvi-las ao vivo muito em breve.
Ser direto ás vezes assusta. Eu sou assim. Mas eu não vou deixar essa característica de lado, porque é inerente, e em algum momento, alguém poderá gostar.
Eu queria tanto que as evidências fossem um erro de interpretação da minha parte...
Eu queria tanto ter entendido tudo errado e saber que ainda é primavera...
Mário Quintana, um sábio poeta a quem amo e sempre vou amar, escreveu este poema belíssimo que eu já decorei de tanto ler, e de tanto tentar assimilar, tentando adequá-lo a minha vida.

Canção do dia de sempre

"Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas..."

Para finalizar, um vídeo que achei de uma simplicidade fantástica, um cd que me traz recordações dolorosas por enquanto, mas que ainda assim me encanta muito! Primavera, de Tim Maia, cantada por Fernanda Takai no novo show do Pato Fu "Música de Brinquedo", que estreia aqui em São Paulo nos próximos dias 17, 18 e 19 de setembro no Sesc Vila Mariana. E claro, lá eu estarei. Beijos meus queridos amigos...




sábado, 24 de julho de 2010

A beleza e a amizade.

"Acho que as melhores pessoas não são as incrivelmente lindas". Lucas Torquette.

Este post começa com uma frase de um amigo que eu adoro, que também é escritor de um dos blogs que tenho como preferido. Partilhava com ele algo que me aconteceu na noite de hoje. Durante a semana, encontrei virtualmente um rapaz da empresa que trabalho, e entrei em contato com ele, consegui seu msn e depois disso conversamos na empresa. Nada demais. Um rapaz bonito, simpático. Gostei dele desde que o vi. Ainda nessa semana, minha amiga que mora comigo mandou uma mensagem SMS pra mim falando que conheceu um garoto na empresa dela e que falou de mim pra ele. Na mensagem ela mandava o número do garoto e seu orkut.
O dito garoto que minha amiga conheceu mandou seu msn pra mim via orkut. Adicionei e começamos um papo...nada demais. Cumprimentos, questionamentos sobre seu estado de espírito no momento...e o garoto começou a emudecer. Demorava para responder...depois alegou estar no telefone. Por fim, quando retornou, me pediu desculpas e disse que tinha acabado de voltar com o ex-namorado. Que haviam brigado, mas que fizeram as pazes. Só que "eu nasci, a 25 anos atrás", parafraseando Raul Seixas, meu conterrâneo.
Joguei logo a merda no ventilador: assumi uma posição confiante, e falei com ele que poderia se abrir, sem problema. Que eu sabia que ele não havia gostado de mim fisicamente. Ou seja, não havia me achado bonito. Lancei essa frase pra ele porque o cara do nada me veio com essa história de ex, e a forma como falava dava a entender que estava encerrando a conversa, que não queria mais papo. Por fim, ele confessou que mentiu, não havia namorado algum e que eu não era "bom, bom, mas tava bom" (ou seja, se não tiver nada melhor, eu até posso servir?) Exatamente assim. Depois disse que não gostou, e pediu desculpas.
Aproveitei a deixa, e questionei o outro carinha, que também estava no MSN. O da empresa. Ele disse que não rolava entre a gente. Antes que vocês meus leitores pensem que é paranóia minha, perguntei a ele também porque depois que me conheceu, o menino mal diz um boa noite no MSN. Quando diz...
A questão é: beleza é fundamental? Eu sei, existem pessoas e pessoas. E gosto não se discute. Há quem prefira os negros, há quem prefira os brancos, há quem goste dos peludos ou ainda dos lisinhos. Cada um tem tesão pelo que lhe apraz. Isso é fato.
No entanto, beleza é fundamental também para criar laços de amizade? Para conhecer uma pessoa melhor, ver o que ela tem de bom?
Percebo que neste ambiente onde vos escrevo, as amizades nascem baseadas no que o ser humano tem de melhor(segundo o meu modo de vista),
que são as palavras que habitam o seu corpo. Ver gente bonita é maravilhoso, claro. Se a pessoa for bonita por dentro e por fora poderíamos considerá-lo quase perfeito. Mas existem tantas pessoas que por fora não "damos um conto", mas quando esta pessoa abre a boca, é um ser simplesmente apaixonante. Onde ser "bonito" ou "feio" é um mero detalhe. A companhia da pessoa é algo inestimável.
Eu particularmente quero encontrar alguém que seja bonito por dentro, que me encante além do físico, porque um dia tudo vai cair, mas o que o ser humano tem dentro de si dificilmente cairá também. Vinícius de Moraes disse certa vez: "As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental". Eu discordo dele. Não acho que beleza seja fundamental. Beleza nas palavras, nos atos, no caráter é muito mais encantador que a beleza física, os músculos, o corpo sarado, o rosto milimetricamente perfeito. Eu não quero uma beleza física perfeita do meu lado. Dá muito mais trabalho do que uma pessoa encantadora interiormente. Aliás, beleza física é algo que nem se discute, uma vez que gosto varia. Mas acho que uma chance a amizade, independente de beleza, mas principalmente pelo que a pessoa é, deveria ser algo intrínseco, inerente a todo ser humano. No entanto existem as "amizades" por interesse, dos mais variados. As minhas são baseadas nas belezas interiores, nas palavras, no que cada um tem de melhor dentro de si e que me faz respeitar o que ele tem de "pior".
Para finalizar, coloco aqui um trecho de um livro de Rubem Alves em que ele fala sobre Política, mas o trecho é tão maravilhoso, que nem parece falar de assunto tão...tão...não tenho palavras.

"...está dito lá nos textos sagrados que no início de todas as coisas está o Verbo, e que o nosso corpo é nada menos que um Poema que se fez carne. Somos as palavras que moram dentro de nós. E a gente ama aquela pessoa que tem o poder de acordar as palavras bonitas, desaprendidas, como na estória da Bela Adormecida, e que moram nalgum canto escuro, esquecido, do nosso corpo... Bem que diz a Adélia Prado que 'erótica é a alma'. Acreditem ou não: o corpo é uma carne possuída pelas palavras que moram nele. E não adianta o rosto ser bonito se as palavras que moram lá dentro são feias. Como aquela estória da princezinha enfeitiçada por uma bruxa má, tão linda por fora, bastava abrir a boca e falar, para dela saírem sapos e cobras. Não havia quem lhe fizesse companhia. Pode parecer estranho, mas é a verdade: a beleza mora é nas palavras".

Enfim, meus amigos. Esse é apenas mais um devanneio meu. Abraço especial em cada um de vocês. Ah, e antes de terminar, quero convidar a todos para visitarem a Bienal do Livro de São Paulo, que acontece neste mês de agosto. A data está no Selo Oficial que peguei no site da Bienal. Abração!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

6 meses.

Há exatos seis meses eu desembarcava nessa cidade, pronto para iniciar uma nova vida. Sinto a cada dia que passa que sempre tive uma alma paulista. Nasci para esse movimento, esse vai e vem de pessoas desconhecidas. A vida está se ajeitando, estou começando a colocar em ação os planos que fiz para esta nova fase. Ainda não pensei em voltar para casa, mesmo com saudades. Não me arrependi de ter vindo.
De tudo nessa cidade, só não me acostumei ainda ao frio. Não é de todo ruim, mas me deixa com mais preguiça do que já tenho. rs
No trabalho o meu desejo é dar o melhor de mim para alcançar outros cargos. E é o que estou fazendo. Na área sentimental, coração à espera de algo que realmente valha a pena. Coisa difícil. Acho mesmo que estou errando em esperar.
Enquanto isso vou seguindo tentando conhecer novas pessoas e fazendo planos para o futuro. Muito em breve vou a Bahia ver a família por alguns dias, um feriado prolongado...
Confesso que nestes 6 meses a saudade e a solidão é o que tem mais me incomodado. Apesar de morar com uma amiga, quase não a vejo devido aos nossos horários que são incompatíveis. Nos falamos mais por celular, SMS, do que pessoalmente. Sinto falta da casa de amigos, onde posso ir, passar o dia, dormir, comer, dar risada. Sinto falta dos amigos para sair, ir ao cinema, teatro, sentar num café e conversar somente. Diante da falta de companhias, a única opção que me resta é a internet, é mandar e-mails para os que estão longe. Quando a saudade aperta mesmo, ligo, mando torpedo. Mas estou cansado desta vida virtual também.
Mesmo enquanto morava na Bahia, não gostava de sair para lugares GLS sozinho, me sinto deslocado...envergonhado. Perdido, sem ter com quem conversar, comentar, dar risada.
Cinema, teatro, shows, tudo bem. Eu consigo ir sozinho. E irei começar a fazer isso.
Sair sozinho. Desbravar São Paulo. Conhecer alguns recantos para chamar de meu. Mas hoje, os dias pra mim estão sendo difíceis.
Peço a vocês desculpa por ser até mesmo repetitivo. Mas escrever é a minha terapia.
Amo-os. Um grande abraço.

sábado, 10 de julho de 2010

Sem saber o por quê... Ou sabendo?

Ando angustiado. Sem motivo aparente, ou com todos os motivos aparentes. Necessitado de um verdadeiro furacão na minha vida, nos meus sentimentos principalmente.
Ando cheio da mesmice, das mesmas atitudes de pessoas diferentes. Ou será que cometo eu o erro de esperar que sejam diferentes?
Ando ávido por algo diferente, novo, que me surpreenda. E espero por isso da hora que acordo, até o derradeiro momento de me entregar nos braços de Morpheu.
Leio para tentar fugir desta realidade e encontrar em romances açucarados e cheios de ironia uma vida que não me pertence. Enquanto estou nas páginas dos livros, está tudo perfeito. Duro é voltar a realidade.
Quando entro no chuveiro, em mais uma noite fria, e deixo a água esquentar bastante até entrar debaixo, é como se um ritual estivesse sendo preparado.
Adoraria saber que aquela água que escorre por meu corpo do jeito em que cheguei a este mundo leva embora o meu eu velho, meus defeitos que tanto me desagradam, essas arestas que precisam ser aparadas. Adoraria saber que tudo o que me angustia, me deixa triste, com olhar vago, perdido, está descendo pelo ralo junto com toda a sujeira de mais um dia...
Mas o banho termina, e eu continuo o mesmo.
Tantos questionamentos, tantos sentimentos represados...
Angustiado.