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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Will & Will: uma história que vale a pena.

Livros. Minha paixão, minha forma de desconexão com esta realidade que às vezes sufoca.
Sou bem daqueles que não podem, de forma alguma, ir a uma livraria. Porque invariavelmente vai sair de lá com um, dois, três livros. E em tempos de planos futuros, casa, morar só, é necessário ter um pouco de controle nos gastos ( o que sempre acabo perdendo quando entro na livraria).

Ás vezes, saio do trabalho no sábado à tarde e quando penso que terei que voltar pra casa, para fazer NADA, resolvo caminhar da Estação Ana Rosa do metrô até a Avenida Paulista. Caminhar me ajudar a pensar, a divagar...e nesta caminhada invariavelmente acabo pelas livrarias da Avenida mais charmosa (ou mais famosa) do Brasil. Em uma destas caminhadas, parei na livraria, e me deparei com um livro de capa bonita e história que parecia bonita também.
Um curiosidade sobre mim: às vezes, leio o livro pela capa. Nem sempre me dou bem, mas em outras vezes a capa, aliada a resenha do livro na orelha, o estilo da escrita, etc, me fazem cair de amores por ele e não sou decepcionado. Foi o que aconteceu com Will & Will, do John Green e David Levithan.

Na sinopse, diz que "Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio."

Achei o livro tocante por falar de aceitação, amizade, amor, respeito, descobertas. E algumas partes da história realmente nos levam (ou pelo menos me levaram) a pensar sobre tantas coisas da minha própria vida...
Um dos trechos do livro que eu achei lindo, lindo e até publiquei através de uma foto do Instagram traduz bem o que penso sobre amor e sexo... Os curiosos podem ler aqui http://instagram.com/p/e_eTXLilNl/
Bom, acredito que vale a leitura. Quem tiver interesse e depois quiser me dizer o que achou, vou gostar de partilhar esta história com alguém.

Abraços!

P.S. Como o link não funcionou, segue a imagem do trecho do livro:


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Livro: Águas Turvas


"A vida trafega em alta velocidade através de fibras óticas, mas poucos tem a sorte de encontrar a alma do outro." CALDEIRA, Helder. Águas Turvas.

Vi o nosso amigo Edilson, do Lua dos Gatos, comentando outro dia no Face sobre um livro que ele queria ler, e que iria adquirir. O comentário foi efetuado na página do autor no Face.
Curioso, fui ver de quem se tratava, e sobre o que falava o livro. E me interessei pela história da família Thompson, particularmente pela história de Gabriel e Justin. Num rompante, acabei comprando o livro.
Devorei aquela história. Chorei muito, vibrei com os momentos de felicidade. E achei o livro encantador.


Dramas reais de uma família americana, de classe média alta, que comprova que na vida nem tudo são flores.
As reflexões, as músicas citadas no livro que nos fazem entrar, participar, estar presente nas cenas descritas trazem um diferencial a história. Não é uma história sobre um casal gay, onde o esperma escorre pelas páginas por causa das inúmeras cenas de sexo. As situações vividas são mais reais.
É complicado para mim falar sobre o livro, pois corro o risco de falar demais, soltar pistas sobre a história e não é o que quero.
O que desejo é falar que li, gostei muito, parabenizei o autor pelo livro e este é um dos livros que no futuro eu leria novamente. Quem puder conferir...vai gostar.
Forte abraço!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Indignado!

Eu sei que o assunto está sendo hiper debatido estes dias devido as agressões que jovens gays sofreram na Avenida Paulista, aqui em São Paulo e próximo ao Forte de Copacabana, no Rio. Mas como ver tanta intolerância e ficar quieto? Como ver tanta maldade, tanta crueldade e simplesmente ficar calado, e fingir que não me atinge em nada?
Me atinge sim, uma vez que eu sou gay, uma vez que eu quero ser respeitado pelo que sou como ser humano, cidadão e também pela minha orientação sexual. Gostar de homem me faz pior do que outro ser humano?
Vi o vídeo com algumas mensagens do twitter onde as pessoas se dizem a favor da homofobia, onde levantam a bandeira de morte aos gays, onde essas pessoas mostram que se acham melhores que os gays, mais dignas, soberanas. E eu pergunto: no final das contas, todos nós não iremos para o mesmo lugar?
No fim de tudo, não viraremos pó?
O que mais me deixa indignado é que enquanto essas pessoas mesquinhas, de pensamento pequeno se preocupam tanto conosco, homens que gostamos de homens e não fazemos mal a ninguém, que procuram apenas os seus direitos e que buscam viver a sua vida da melhor forma possível, o país segue com inúmeras pessoas vivendo na miséria, políticos corruptos sendo reeleitos, inúmeras falhas na educação básica deste país, o aquecimento global piorando a cada dia, a violência também aumentando a cada dia, e essas almas pobres preocupadas com o fato de um homem querer amar e transar com outro homem? Qual o mal que estamos fazendo a essas pessoas? Comemos em suas casas? Dormimos em suas casas? Eles pagam nossas contas?
Sinceramente, a raiva que estou sentindo nesse momento, a indignação, o desprezo por essas pessoas nem permitem que eu continue escrevendo sobre este assunto.
Ao menos fica registrado aqui a minha indignação com alguns seres humanos, pessoas desprezíveis.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Eu X SATC X GaGa X Kylie Minogue

Ando sumido, é verdade. Mas é que minha vida está passando por mudanças cruciais, e eu estou gostando de tudo o que está acontecendo.

No trabalho, fui transferido. Estou trabalhando com outro setor da empresa e esse promete! Estou muito animado!
Estive na primeira Parada Gay em São Paulo e ADOREI! Claro, na próxima espero não ir tão no meio da muvuca, curtir um pouco mais de longe. Mas como não fui sozinho, acabei seguindo quem estava comigo. Mas não me arrependo. Foi bom!
E estes últimos dias, não sei se devido a alguma conjunção astral, estou muito mais confiante com relação a mim e isso tem surtido bons efeitos. Algumas pessoas se dizendo encantadas e interessadas em manter um contato mais íntimo. Estou curtindo o momento e vendo o que acontece. Mas, há chances reais de algo gostoso surgir...rsrs.
Fui assistir Sex and the city 2 e confesso: ADOREI. Li algumas críticas quanto ao filme, mas não sei se pelo fato de ser fã da série, ou se por analisar outros contextos, gostei muito do filme. Como já falei anteriormente, a forma de pensar da personagem principal Carrie
Bradshaw-Preston acaba por traduzir muita coisa que penso e sem contar na ironia, sarcasmo presente tanto na série quanto nos filmes, o que me deixa encantado. Adorei Liza Minelli e sua versão de Single Ladies! Apesar da idade, mostrou que ainda está com tudo. A fotografia do filme também está perfeita. Claro, as personagens usam algumas roupitchas que deixam a desejar, mas são meros detalhes, ao menos pra mim. Adorei e quero ver novamente antes que saia das salas de cinema.
E para finalizar, nossa maravilhosa diva, absoluta Lady Gaga divulgou neste último dia 08 seu novo clipe, da música Alejandro. Como sempre, arrasou! E pelo visto, não vai demorar ser excomungada da Igreja Católica, se é que ela é católica...rsrsrs. Mas a Igreja em breve vai se manisfestar quanto ao seu uso de imagens católicas como o terço, ou ainda quando aparece vestida de freira no clipe, ou imagens cristãs como a cruz. Logo abaixo está o clipe para quiser conferir. Com certeza, vale a pena.
Atenção para os dançarinos submissos que aparece nas camas, de salto alto... Interessante!!! rs E a cena final, dela com todos os dançarinos num ritmo frenético e extremamente sexual é marca inconfundível dos clipes sensuais que Gaga tem lançado desde o início de sua carreira. Enfim, fã é
suspeito para falar...rs
E por falar em clipes, a maravilhosa Kylie Minogue também lançou o primeiro clipe do seu novo albúm Aphrodite. A música All The Lovers tem o estilo inconfundível da Kylie e o clipe também abusa da sensualidade que a própria cantora consegue emanar em boa parte de suas produções. Fiquei animado para uma refilmagem do clipe aqui em São Paulo...claro, uma refilmagem gay. Seria interessante se atracar com corpos maravilhosos em plena Avenida Paulista, como aparece no clipe. kkk. Brincadeirinha. Mas uma pirâmide como a que aparece no final não seria uma má idéia. Concordam??? Logo abaixo também o clipe de All The Lovers.

Grande abraço meus amigos. Saudades de todos. E não deixem de comentar.




sábado, 10 de abril de 2010

Medo do Não.


A situação é a seguinte: em uma balada, você vê aquele cara que te interessou, trocou alguns olhares do tipo "Ei, estou interessado em você". Mas ele não se aproximou para dizer nada, e agora é com você. Ir até lá e puxar conversa, e correr o risco, ou ficar na sua, aproveitando o restante da balada?
Bom, creio que boa parte dos meus leitores irão responder que "chegar" no cara não custa nada. E esse meus caros, é o meu dilema: eu não sei chegar em ninguém. Sou capaz de trocar olhares, de encarar um olhar fixo, mas ir até o cara e puxar conversa, eu sinceramente sou um desastre.
Fico sem graça, nervoso, não consigo articular uma conversa interessante e no fim das contas, recebo nada mais que um NÃO na cara. E situações anteriores me deixaram traumatizado com relação a isso, fazendo com que hoje em dia, se um cara não chegar até mim, olho, cobiço, flerto a noite inteira, mas não vou até ele. Com medo do não.
Minha auto estima ainda não tem força o suficiente para isso. Receber um não é algo que me faria encher a cara na balada (coisa que não é muito difícil pra mim, ficar bêbado rápido), e guardar essa experiência traumatizante por um bom tempo.
Admiro aqueles que tem senso de humor, cara de pau, que chegam mesmo no cara e se dão bem! Como eu queria ter um pouquinho só dessa auto-confiança toda, essa auto-estima que acaba sendo um atrativo a mais em qualquer pessoa.
Nessa situação eu tenho medo do não. Em outras situações, não...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Se você pudesse escolher...

Desde ontem que tenho feito uma pergunta a mim, após ter lido uma reportagem na revista Junior (que por sinal ADOREI, muito boa a revista) onde falava sobre os BBB's entendidos desta versão 2010. Nesse trechinho da revista, que falava sobre assumir ser gay, ou não, beijar ou não em público, discussões que já surgiram dentro da casa, no final tem uma declaração feita pelo Dícesar (Dimmy Kieer) dentro da casa, onde ele diz que "se pudesse escolher não ser gay, não seria".
Isso me deixou encucado. Eu, particularmente, não tive envolvimentos com mulheres. Na minha pré-adolescência, fui apaixonado por uma garota que não me deu bola, e era apenas uma amiga, mesmo sabendo do que eu sentia por ela. Após esse amor-platônico, ainda tentei fugir do que sentia pelos garotos, e alimentar outras paixões, por outras meninas, no entanto, não deram certo e o que falava mais alto em mim (que era o tesão por homens) começou a dominar. Então meu primeiro beijo foi com um homem, minha primeira relação sexual também e todos os envolvimentos de lá pra cá.
Hoje estou bem com minha orientação sexual. Não me vejo tendo um relacionamento ou simplesmente uma transa com uma mulher. Não tenho tesão para isso.
Mas, o questionamento é: se me fosse dada a oportunidade de escolher entre ser gay ou não, o que eu escolheria?
Sei que ser gay não é uma questão de escolha. Não se acorda da noite para o dia, simplesmente, e diz: "a partir de hoje, serei gay. Vou me envolver com homens." Mas, hipoteticamente, se fosse uma decisão a ser tomada, o que você decidiria, meu caro leitor?
Também sei que para tomar uma decisão dessas, o ideal seria experimentar as duas versões da coisa, para só então chegar a uma conclusão. Acho que por isso até agora não consegui encontrar uma resposta.
Nesse âmbito, ainda existem os que preferem os dois. Ser bissexual. Admiro quem consegue tamanha versatilidade. Eu prefiro ficar onde estou. rs. Mas respeito quem divide o seu ano em ficar 6 meses com mulher e 6 meses com homem...gosto não se discute.
O fato é que hoje me entendo gay, gosto de homens (ADORO) e não consigo me ver como hetero.
Sabemos que ser gay hoje ainda implica em bater de frente com uma sociedade conservadora. Em alguns lugares existe uma certa "tolerância", mas ainda assim, somos vistos como anormais. Esse é apenas um dos fatores negativos de ser gay. Por outro lado, existem coisas boas em ser gay, como não ter que aturar uma mulher com TPM todo mês, ou ainda, nossas festas que são inesquecíveis!
Fica então o questionamento. Votem na enquete ao lado: Se você pudesse escolher, seria gay ou não? Quero a participação de todos e claro, os comentários não é?
Um grande beijo apimentado do baiano J.M.

sábado, 14 de novembro de 2009

Triângulo Amoroso: é possível?

Não gostei muito da série Aline que foi exibida pela Rede Globo e que terminou neste último dia 12. Adorei o fato de ter sido rodada em São Paulo e ter mostrado parte da cidade que estou prestes a conhecer, mas achei moderninha demais, cheia de efeitos mirabolantes, meio louca, "não caiu no meu gosto".
No entanto, o tema da série parece bastante interessante: uma menina que namora dois rapazes. E que convive muito bem (obrigado)com ambos. Seria possível um relacionamento aberto como o da personagem no mundo em que vivemos?
Claro que sim! Se não, de onde viria a inspiração para a criação da série? Com certeza seus autores se basearam em alguma história que ouviram, viram ou até mesmo vivenciaram. Questionada num bate-papo com o parceiro de série Pedro Neschling sobre se de fato dá para entrar numa relação sabendo que o cara já tem outro envolvimento, a atriz Maria Flor disse que acha possível haver uma situação como a da personagem, basta que para isso haja também um acordo entre o casal, ou o trio, que seja. E disse ainda que a vida verdadeira pode ser muito mais surpreendente que a ficção, a vida real ultrapassa .
Continuando o papo, o ator Pedro Neschling diz que "O Ser humano tem sentimentos de posse, vaidade, competição... Eu conheço algumas pessoas que vivem em triângulos amorosos que funcionam muito bem desde que os envolvidos não saibam". A atriz Maria Flor diz que não concorda com isso, primeiro porque em triângulo amoroso, um deve saber da existencia do outro.
Concordo com a atriz que a vida real ultrapassa o que ficção mostra na TV. Triângulos onde as pessoas não sabem da existência do outro eu também conheço, ou pelo menos uma das partes não sabe que existe um caso ali.
Mas, trazendo a questão do triângulo amoroso para o mundo GLS, existiria espaço para um namoro a três? Não como no caso do livro "O terceiro travesseiro" de Nelson Luís de Carvalho, onde dois caras namoram e aparece uma mulher entre eles. Mas falo de três carinhas namorando, numa boa, onde um sabe do outro, e convivem tranquilamente com isso. Seria possível?
EU ainda não vi, nem ouvi falar sobre. Mas particularmente, não suportaria algo do tipo. Ainda sou um homem a moda antiga: eu e meu namorado. Não curto relacionamentos abertos. Ainda não me abri (kkkk, sem maldade, galera) a este ponto.
Ménage a trois, pode até acontecer quando não não há um envolvimento mais sério entre as pessoas. Mas namorando, e entrar uma terceira pessoa no relacionamento? Pra mim ainda é estranho.
Mas e pra vocês, meus amados leitores? Qual a opnião de vocês sobre um relacionamento a três entre três carinhas, ou três moças? Vocês acham que é possível? Funcionaria com você?
Quero a opnião de todos que lerem este post. Vamos bombar nos comentários!!!
Abraços e aguardo a opnião de vocês!

P.S. A série Aline e baseada na série em quadrinhos Aline de Adão Iturrusgari... Obrigado Mike!
P.S. 2 - Gente, eu não quero falar aqui do que foi abordado na série, ou o que deixou de ser. Eu apenas atentei para o fato de ser um triangulo amoroso, e me e vos questionei sobre se é possível três caras namorarem, um sabendo do outro, no mundo em que nós vivemos? Só isso. Quem gostou da série, ótimo! Quem não gostou, Ótimo também.