E neste espaço, eu vivo nas idas e vindas. Escrevo, sumo por um tempo, reapareço.
Preciso escrever pra tentar me entender. Pra analisar minha vida, minhas escolhas e o rumo para o qual estou seguindo. Mas, será que estou mesmo seguindo para um rumo? Qual?
Hoje me questionava sobre isso. Saí de casa, jantei no shopping, comprei livros, consertei ó óculos, e caminhei no meio dos estranhos, incólume, invisível, sem despertar a atenção de ninguém em particular.
Caminhei, caminhei, caminhei e pensei sobre o que estou fazendo de minha vida. Lá no fundo, aquele desejo bobo, infantil de amar e ser amado, de ter a companhia e a atenção de alguém especial. Se a minha vida gira em torno disso? Não, acho que não. Tô me praparando para receber meu apartamento e partir para vida de solteiro propriamente dita. Trabalhando. E pensando em como arrumar a casa nova, e o que irei fazer no futuro quando esta meta estiver totalmente cumprida. Viajar? Estudar? Adotar um cachorro, um gato? Nisso tudo só não posso colocar como meta namorar, casar, viver com alguém.
Porque?
Porque não depende de mim, exclusivamente. E sinceramente, eu tenho medo de esperar por isso. Medo de esperar por alguém que pode não vir. Medo de esperar, idealizar uma relação que pode acontecer somente nas minhas mais vãs ideias. Eu tenho medo. De sonhar com um amor. Ou com o amor.
Porque parece que quanto mais se sonha, mas ele se distancia. E não acontece.
E aí vem um outro medo: saberei lidar com a solidão de um apartamento vazio? Eu e minhas paredes, minhas coisas, meus medos e anseios?
Não sei. Mas preciso resolver essas pendências internas, preencher esse espaço que não foi ocupado por ninguém, e que não tenho garantias de que será. Um trabalho nada fácil. Mas necessário.
Tô de volta... Abração, queridos.
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sábado, 25 de julho de 2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Neste momento...
Em posts anteriores eu falei sobre parar de correr atrás de pessoas, visto que o desinteresse é algo que me põe além do "pra baixo"; falei sobre o colega da academia que se mostrou todo interessado e tals, mas que namorava e por este motivo eu não faria nada além de bater papo. Hoje, conversando com essas duas pessoas, descobri que o desinteressado está namorando (ou seja, o nome do desinteresse era EU) e o colega da academia, todo oferecido, terminou o namoro há pouco mais de 1 mês.
MAS, nada de animações com a miséria alheia: segundo as palavras dele, já está em outra. E realmente, uma breve investigação facebookiana revelou que o novo affair até quadro com a imagem dele já pintou, viajaram, saem bastante, etc.
Estas primeiras 10 linhas do post está parecendo nada mais, nada menos que palavras de um recalcado, mal amado, mal quisto, com dor de cotovelo por ter apostado, acreditado, se iludido com duas pessoas distintas que no fim das contas, nada mais são que homens à caça. E eu, um homem de 30 anos, me apegando a essas "ilusões", acreditando em tudo o que me é apresentado. Tsc, tsc.
O problema é um só: optei, ou estou optando diariamente por viver num mundo que não existe, a virtualidade. Tenho meus dias de folga, onde poderia muito bem sair de casa, ver o mundo, curtir São Paulo, fazer novos amigos, ou alimentar as "antigas" amizades, me desconectar do PC/celular e me conectar ao mundo, ao sol ou a chuva, ao vento, ao calor, ao frio, aos bares, aos cinemas, aos teatros, as livrarias, aos shoppings, as viagens, aos parques e assim contemplar novos olhares, sentir novos cheiros, sabores, línguas, corpos, palavras, seduzir e me deixar seduzir. Sem a expectativa de nada além, apenas pra sentir que estou vivo, e que ainda atraio a atenção dos outros.
Porque sendo muito sincero com todos vocês que volta e meia lêem isso aqui: estou me sentindo um inútil. Só durmo, como, vejo TV e séries, se deixar fico o fim de semana, os feriados inteiros em casa. Mal vejo a luz do sol. É TV e computador. Horrível pensar que essas atitudes lembram uma pessoa depressiva, mas às vezes me remete a isso, mesmo não estando triste. E aí vem minha terapeuta dizer o que todos que convivem comigo dizem: "Saia de casa. Nada de bom irá acontecer estando trancado dentro do apartamento." Eles tem razão? Sim, eles tem razão. Tudo que é demais, estraga. Se hoje que moro duas garotas, lésbicas, eu já fico em casa o dia inteiro, imagine quando eu for morar sozinho? Vão ter que chamar um guincho para tirar de dentro de casa.
É necessário haver equilíbrio, harmonia, para que tudo o mais na vida entre nos eixos ou mesmo saia dos eixos, nos transformando, nos tornando mais fortes, mais experientes, mais sábios e leves.
Voltando ao início do post, homens confusos, indecisos, sedutores existem em todo e qualquer lugar, seja no mundo virtual ou no real. Eu é que preciso deixar de ser idiota, e adquirir um pouco mais de maldade, esperteza, de autoconfiança. De saber quem sou, onde estou e onde quero chegar. Acredito que desta forma, será menos sofrível experiências como as que tive ultimamente. E quer saber: a vida não é feita só de envolvimentos românticos. Existem muito mais para ser descoberto!
Desculpem pelo tom confessional, meio perdido dessas palavras. Mas às vezes, preciso desabafar. rs.
Abraços, queridos!
domingo, 29 de março de 2015
O que eu vi da vida, até aqui.
Cheguei neste mundo quando o Brasil entrava na Nova República, saindo da Ditadura, período horroroso que vivemos neste país. Naquele mesmo ano, tivemos o primeiro Rock In Rio, o retorno de Roque Santeiro a TV Brasileira, após ser censurada 10 anos antes.
Cresci assistindo Xuxa e AMAVA saber que faço aniversário no mesmo dia que ela. Imagine acordar no dia de seu aniversário, e ver aquela cantora e apresentadora que você é fã comemorando o aniversário na TV. Para mim era o Céu.
Tive momentos inesquecíveis com os amigos na infância e adolescência, vi grandes novelas, vi grandes artistas e esportistas partirem, como Ayrton Senna, Mamonas Assassinas que me marcaram demais! Após anos de Papado de João Paulo II, que eu achava fantástico, vi a primeira vez a morte de um Papa, e a eleição do novo. Como na época era rato de igreja, aquilo pra mim foi marcante demais. Ainda lembro onde estava quando a TV anunciou que o novo papa havia sido escolhido, apesar de não simpatizado muito com a cara dele.
Acompanhei o fenômeno Chiquititas, não assisti Carrossel. Adorava Timão e Pumba. Fui fã de carteirinha de Sandy e Jr. Nossa, como eu adorava aqueles dois. Todo domingo acordava e ia direto para o sofá esperar o programa deles.
Vi o Real ser implantado como nossa nova moeda, o PT ascender ao poder e aí ficar até hoje.
Vi no 11 de setembro de 2001, os atentados contra os EUA ao vivo na TV. Coisa triste, inacreditável. Jurava que era um filme sendo exibido pela manhã na TV, achei até estranho.
Acompanhei o advento da internet, que hoje é imprescindível para todos, até pra quem não curte muito.
Li inúmeros livros, alguns inesquecíveis, outros até releio sem lembrar que já li antes. Músicas várias que marcaram minha história nestes 30 anos.
Terminei o Ensino Médio, fiz novos amigos no caminho até a Universidade e lá fiz amigos para a vida inteira. 5 anos maravilhosos de minha vida. Perdi pessoas que amava, sendo o principal meu pai.
Me mudei, vindo morar em SP. Estou quase morando sozinho, no meu apartamento. Aos poucos conquistando meu lugar no mundo e planejando meu futuro.
Toda essa falação só para lembrar o quanto vivi em 30 anos, recém completados no último dia 27. Uma data que me trouxe tantas lembranças de onde estive, onde estou e onde quero estar daqui há 5, 10, 30 anos.
Cheguei aos 30 feliz por ser quem sou, por ter me tornando um homem responsável e que faz bem a tanta gente ao meu redor. Claro, pontos a melhorar tenho muitos! Mas dá pra ir mudando com o tempo.
domingo, 23 de novembro de 2014
Amigos, amigos...
Faz tempo...um bom tempo que tento ir com frequência a academia. A preguiça de acordar cedo me vence quase todos os dias, o que me impede de manter a disciplina, e melhorar este corpinho (e a saúde principalmente).
Há uns dois meses atrás (mais ou menos), nessas idas esporádicas a academia, percebi um rapaz que volta e meia, trocava olhares comigo. Não é o tipo de homem que chamaria a minha atenção, mas eu gostei: tatuagens pelos braços, pernas, (algumas tatuagens), piercing no nariz (aquelas argolinhas que colocam no septo sabe), cabelo castanho liso com um topetinho, branco, grande. Enfim, alguns olhares depois, um dia ele chegou na academia e me cumprimentou. Outro dia ouviu o instrutor me chamando e perguntou se meu nome também era Jefferson (igual ao dele), e ficamos nesse papo besta. Logo de cara, vi que ele utilizava um anel de compromisso e já imaginei que tivesse namorado.
Alguns dias depois, por acaso, vi seu perfil no Instagram e confirmei minha suspeita: namorava sim. Curti uma foto, logo depois ele me seguiu e deixou um comentário numa foto para que eu adicionasse ele no Facebook. Eu adicionei e conversamos algumas bobagens, nosso interesse por Madonna, o ritmo na academia, etc, etc. Alguns dias depois, pediu para que eu o adicionasse no Whats App, porque nem sempre conseguia utilizar o Messenger do Face. Adicionei, e trocávamos algumas mensagens bobas no Whats, do tipo: vai na academia amanhã, cadê você que não apareceu hoje, quero ver você na academia amanhã hein, etc.
Volta e meia, nesses papos, eu sempre tocava falava sobre o namorado dele, sobre o namoro, coisa que ele evitava falar. Acho que mais como uma forma de me lembrar que a pessoa em questão é comprometido e que aquilo tudo não passava de uma amizade de academia, e nada mais.
Comentando com ele sobre séries, comentei que havia comprado uma naquele dia bem baratinha, ele me pediu para comprar uma pra ele e me pagaria em dinheiro. Comprei, e coloquei a entrega para meu trabalho. Como ele trabalha perto, fui entregar no metrô entre o horário de saída dele e a hora do meu almoço no trabalho. Ele me viu com o uniforme do trabalho, sorriu e disse que estava bonito naquela roupa, que nem me reconheceu. Agradeceu por eu ter comprado a série e foi embora. Um outro dia em que trabalhei num sábado, comentei com ele que estava trabalhando e pediu que esperasse por ele pra ir embora, já que trabalha perto e mora perto de mim também. Resisti, mas no fim das contas encontrei com ele e fomos embora. No caminho, ele me olhando e sorrindo disse que eu era a cara de um ex dele. Tudo, até a voz. Até brinquei falando que pelo visto foi alguém importante, ele negou, falou que sofreu muito com a pessoa e nem tem contato mais.
Fato é que, quando estamos na presença um do outro, rola uma energia legal, dá pra sentir uma atração latente. Mas, ultimamente tenho evitado estar com ele e acho que ele percebeu isso.
O cara namora, pelo visto está muito bem com o namorado e eu não vou entrar de gaiato neste navio.
Convidei ele e pedi que trouxesse o namorado para almoçarem em minha casa qualquer dia desses, já que moramos perto e ele ficou de falar com o love e me avisar. E eu espero. Mas decidi tratar tudo como uma amizade apenas e não dar margem para confusões. E pelo visto ele já percebeu isso, porque as mensagens diminuíram.
É a vida, e seus desencontros.
Abraços, queridões!
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
A vida é cheia de curvas
Neste mês, a revista Vida Simples veio com um presente para os assinantes: um livro do Eugênio Mussak "A vida é cheia de curvas". O livro tem 30 capítulos, com textos curtos que falam sobre as mudanças de rumo, sejam elas pessoais, profissionais, etc.
Já tenho o livro como uma preciosidade. As reflexões são fantásticas.
Dia desses, pensava em como reagimos diante das coisas que acontecem em nossas vidas. Em algumas situações, principalmente as mais complicadas, dramáticas, na maioria das vezes bate o desespero. Aquele medo que nos domina e nos faz agir de forma inconsciente. A preocupação que nos tira o sono, que nos estressa, que nos adoece e irrita. Mas no fim das contas, tudo se resolve.
Ultimamente, tenho procurado principalmente nos momentos de dificuldade, repetir pra mim que: Tudo passa. TUDO. Nada, nenhuma situação que estejamos vivendo hoje em nossa vida é eterna. Tudo passa. Tudo é mutável.
Ajuda? Sim. A mim, pelo menos. Claro, não vou deixar a coisa na situação que está, vou tentar resolver, mas guardo no coração e na mente a certeza de que irá passar.
Só não gostei muito quando, lendo o livro que mencionei acima, o autor discorrendo sobre este mesmo pensamento de que Tudo Passa, diz que isto vale tanto para os momentos de extrema dificuldade quanto para os momentos de extrema felicidade. O Tudo Passa serve para as duas situações. E aí lembrei daquela frase que já ouvi tanto quando morava na Bahia: "Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe". Difícil aceitar que assim como a tristeza, a alegria também vai passar. Mas, pensando dessa forma ao menos tentamos aproveitar cada momento de alegria, de felicidade genuína pois sabemos que ela poderá não durar muito.
Abraços, meus queridos!
domingo, 9 de novembro de 2014
E seus sonhos, como estão?
Quando mais novos, pré-adolescentes, os sonhos povoam nossa mentalidade. Profissão (ou profissões), viagens, experiências, planos para um futuro (não) tão distante. Eu tinha vários deles..
O tempo passa, nós crescemos, e viramos adultos cheios de responsabilidades e contas a pagar, estudos, problemas, relacionamentos, etc etc e no meio do caminho vamos deixando nossos sonhos de lado ou mesmo os abandonando.
Tenho tentado resgatar meus sonhos. Na correria diária, não sobra tempo para os questionamentos: o que quero da minha vida futura? O que ainda falta experimentar? Quais os lugares que quero conhecer, os shows que quero ir, os livros que quero ler, os sabores, os cheiros, os toques...
E pensando nisso tudo, vejo que algumas coisas já foram devidamente marcadas na minha lista: viagem ao Rio pra ver o show de Madonna em 2008, morar na grande metrópole que é SP, terminar minha graduação em Letras que é uma área que gosto muito, ter minha casa (sonho que está quase se realizando, afinal está no papel ainda, só preciso entrar na dita cuja), show de Beyoncé na área VIP ano passado, show de Ivete Sangalo este ano, em SP (a pessoa sai da Bahia pra ver Ivete em SP, como pode?), e tem muita, muita coisa pendente ainda.
O grande amor, aquele que será inesquecível; show de Bethânia (que espero ir ano que vem, na comemoração de 50 anos de carreira dela); viajar para Barcelona (apaixonado por aquela cidade) e conhecer outros lugares no Brasil como Belo Horizonte, Porto Alegre, Floripa, Vitória, Curitiba, e algumas outras; fazer o curso de espanhol e inglês; fazer da corrida um estilo de vida; viajar em férias com minha mãe e tantos outros planos, sonhos, vontades que espero (e irei me preparar) para realizar cada uma delas e descobrir outras tantas...
Como diz Eugênio Mussak, em seu livro A vida é cheia de Curvas (Ed. Abril), "Os sonhos são como os deuses, só existem enquanto acreditamos neles". E eu acredito nos meus!
E você, meu amigo leitor, quais os seus sonhos? Ainda os tem, ou já os deixou pelo caminho da vida?
Abraços!
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Os Livros e a leitura.
Ontem no Fantástico, foi exibido um episódio da série "Vai fazer o quê?", onde expõem pessoas comuns a situações inusitadas, com o intuito de ver como elas irão reagir. No episódio deste domingo, uma criança de uns 8 anos, maltrapilho, na rua fazendo um pedido no mínimo estranho: ao invés de pedir para as pessoas na rua dinheiro, comida, como constantemente acontece nos grandes centros, em frente a uma livraria famosa aqui de São Paulo ele pedia: "Por favor, você pode comprar um livro pra mim? Pode ser do mais baratinho..."
Só em escrever isso, eu já fico emocionado. Os olhos, durante a reportagem, ficaram cheios de lágrimas em ver as pessoas surpresas com o pedido do garoto, emocionadas, e alguns até leram pra ele. E fiquei pensativo com aquilo que assistia. (
Filho de professora, graduado em Letras, ex-professor (visto que só exerci minha profissão por 1 ano letivo), eu acredito piamente que a vida de uma pessoa pode ser completamente modificada através da leitura. Algumas pessoas que aqui conheci costumam me chamar de culto, de não sei mais o que, somente pelo falo de que gosto de ler. Outros até vem até mim perguntar: Como faço pra aprender gramática? E se lamentam, que são ruins, que não entendem, etc, etc. Ao que eu respondo: você vai aprender muito de gramática, se ler muito. Acaba aprendendo por osmose a escrever bem, e se for crítico ainda poderá interpretar melhor o mundo ao redor.
Eu sou um adepto dos livros, sejam do que for. Já comprei livros pela capa e fui muito, muito Feliz na compra, assim como já comprei livros que não consegui terminar de ler (sem culpa alguma, não leio nada forçado). Não consigo ir a uma livraria somente para olhar lançamentos. Se estou lá, saio com 2, três livros pelo menos. AMO o ambiente das bibliotecas, quando estava na graduação sabia onde estavam os livros que eu gostava sem precisar consultar o sistema (muitos de meus colegas se aproveitaram disso). Meu sonho de infância era ter uma assinatura das Revistas da Turma da Mônica. Como eu amava (ou amo ainda) aqueles gibis. Li revistas tipicamente femininas, como Carícia, Capricho, Atrevida. Fui assinante da Super Interessante, da Mundo Estranho e hoje sou assinante (e apaixonado) pela Vida Simples, da Editora Abril. E tenho meus livros, de crônicas, romances, poemas. Adoro um bom romance policial. Sou viciado em Martha Medeiros, Rubem Alves, Mário Quintana, ou qualquer outro livro que esteja na moda. Sim, livros ou autores da moda, como John Green, James Patterson, etc. E procuro incentivar as pessoas com quem convivo a lerem mais.
Bom exemplo disso é uma colega de trabalho que tem sindrome do pânico (ou tinha). Quando nos conhecemos, ela me disse que não conseguia pegar o metrô, fazia o trajeto pra casa de ônibus e raramente de metrô, porque ficava sufocada quando começava a encher, os túnel, e o calor, etc, etc e ela acabava descendo no início do trajeto e optando pelo ônibus. Perguntei porque ela não fazia o trajeto lendo, e quem sabe assim se desligasse do problema e fizesse sua viagem em paz. E ela começou a levar um livro meu pra ler... Hoje ela só faz o trajeto de casa para o trabalho com um livro, e lê super rápido! Diz que sou seu biblioterapeuta! No trabalho tem uma caixa cheia de livros meus, onde algumas pessoas pegam emprestado, outro colega lê minhas revistas Vida Simples, e assim vou fazendo minha parte.
Meu afilhado de 8 anos (filho adotivo de uma tia minha, que é professora também) está crescendo sendo constantemente incentivado a ler. Hoje, ele antes de dormir vai para o quarto dele, veste seu pijama, deita na cama e abre um livro. E fica ali lendo, lendo...às vezes levanta, apaga as luzes e dorme. Outras vezes, dorme com o livro aberto sobre o peito. Uma coisa LINDA de ver! Faço questão de, nas duas vezes por ano que vou a Bahia, levar livros pra ele, que devora rapidinho! Agora está metido até a querer fazer palavras cruzadas, que minha tia gosta. Mas como não sabe ainda, temos que ir ajudando e ele fica super animado.
Eu faço minha parte e fico feliz de ver que influenciei a vida de algumas pessoas através da leitura. Confesso que com a reportagem do Fantástico, senti como se não estivesse fazendo nada, que poderia fazer mais pelas crianças, sei lá, apoiando uma ONG, doando livros para instituições de caridade, lendo para uma ou várias crianças. Preciso amadurecer estas ideias, sinto que é algo que quero fazer, que preciso fazer. Inclusive, se alguém souber de algum projeto social que tenha voluntariado, me indica!
E é isso! Grande abraço, meus queridos!
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Assumir-se (parte 2).
Há alguns meses (7 para ser exato) escrevi um post onde falava sobre a vinda de minha mãe pra São Paulo e sobre a minha vontade de me assumir gay pra ela. Não sei se havia necessidade disso, mas no meu íntimo sentia que precisava, que devia contar a ela minha orientação sexual que com certeza ela sempre soube.
Acredito que isso acontecia também devido ao fato de ter passado dias no hospital com meu pai, acreditando piamente que ele sairia de lá e ser surpreendido com a notícia do seu falecimento, onde fiquei com a sensação de perder alguém que amava e que parecia que eu não conhecia quase nada sobre a vida dele ou ele sobre a minha. Também por isso decidi me aproximar ainda mais da minha mãe.
Na ocasião relatada no post anterior, minha mãe acabou não vindo pra São Paulo em fins de maio, porque uma semana antes da viagem caiu e machucou o pé.
Então a viagem ficou em Stand by até agora, quando ela finalmente veio. Semana passada, dia 14 minha mãe chegou a São Paulo e eu consegui ainda tirar alguns dias no trabalho pra ficar em casa durante toda a sua estadia de 1 semana. Pode parecer pouco, mas aproveitamos bem.

Ela conheceu a Paulista, o Brás, a 25 de março, Bom Retiro, Ibirapuera, Aparecida, conheceu onde trabalho e quem trabalha comigo. Me diverti muito, dei muitas risadas e pude ter a minha mãe só pra mim, sem dividir com meus dois irmãos que ficaram na Bahia e confesso: a experiência foi ÓTIMA!
Porém, mesmo antes dela chegar me angustiava o contar a ela que sou gay. Antes disso, já dei inúmeras indicações de livros, de reportagens na TV falando sobre o homossexualismo e ela sempre reagiu bem. Leu o que pedi, assistiu também.
Nestes dias aqui em casa acompanhamos o drama do ex-casal gay da novela das 21hs, assim como as maldades do Félix (Matheus Solano), na Paulista vimos vários casais de namorados passeando de mãos dadas e não perdi a oportunidade de dizer o quando achava bonito, e como seria a reação das pessoas da minha cidade na Bahia ao ver uma cena de amor como esta. Fomos ao Museu da Língua Portuguesa onde está acontecendo uma exposição intitulada Cazuza Mostra Sua Cara, contando a vida deste poeta, músico, cantor que também era gay. Ela também conheceu a República, reduto gay de SP e fiz questão de mostrar e dizer isso a ela.
Enfim, o terreno estava mais que pronto, mas o medo de uma reação adversa me fez adiar essa conversa até hoje, quando fomos no Ibirapuera. Já no fim do passeio:
- Mãe, preciso conversar com a senhora.
- Então fala, que agora é o momento.
- O que a senhora ACHARIA se eu disser que sou gay? (nervosismo em alta, fiz a pergunta como uma suposição)
- Normal. Nada contra. (e tomou um gole de água).
- Mas a senhora não iria me recriminar, ficar com raiva de mim?
Minha alegria foi tamanha que dei um beijo nela, e um abraço hiper apertado, e falei que precisava dizer isso a ela pra viver em paz. E realmente, estou em paz. Analisei a forma de me tratar, se alguma coisa mudou depois do que disse, mas ela continuou a mesma, a minha Mãe. A pessoa que eu mais admiro e amo nesta Terra.
Amanhã ela volta pra Bahia e daqui a 1 mês eu tô indo passar o Natal e o Réveillon em casa. Mas este será um Natal diferente. Não ter porque temer, esconder, achar que ela está desconfiando, ou me recriminando por algo. Tudo isso invenção de minha cabeça. Minha mãe retorna e eu sei que tenho( ou que sempre tive) uma amiga, uma confidente, alguém que irá me amar sempre, apesar de qualquer coisa.
Hoje, eu estou em paz ( e feliz).
Abraços, meus queridos amigos leitores!
P.S. Estou profundamente irritado porque na hora da escrita, o texto aparece lindo, as palavras separadas bonitinhas. Depois que posto, aparecem separadas erradamente no texto e isso é inaceitável pra mim. Alguém me ajuda a resolver? Ou serei obrigado a mudar o modelo do blog?
sábado, 23 de julho de 2011
Do fundo do poço...

Esses dias, comentei com uma amiga que estou no fundo do poço. Finalmente, eu acho que cheguei. MAS, não ficarei.
O bom de se viver é ter esta capacidade de ir ao fundo, de sofrer, de penar, de acolher tudo o que estamos vivendo num momento difícil, mas não adicionarmos isso a nossas vidas. Saí do emprego, descobri que meu pai estava com câncer, não passei no processo seletivo que estava fazendo, o namorado terminou comigo, perdi meu pai, e agora estou reorganizando os pensamentos para retornar para São Paulo. Confesso que neste momento veio a dúvida entre permanecer onde estou ou voltar para onde estava. E cheguei a conclusão que não consigo mais ficar aqui.
Preciso da efervescência de São Paulo, dos carros, dos aviões, dos helicopteros, das nuvens negras de chuva, do caos. Me acostumei muito bem a isso e agora que estou sem, sinto falta. Ou seja, é meu coração dizendo para onde devo voltar.
Sinto este retorno como um renascimento, uma retomada da vida parada na qual estava vivendo. É hora de procurar trabalho novamente, de investir nos estudos, de sonhar de novo, de encontrar um novo amor ou simplesmente curtir com pessoas legais que acrescentem à minha vida. É momento de renovação.
Quero aqui enterrar tudo que deve ser deixado para trás, guardar os aprendizados desses momentos difíceis e encarar a vida de frente novamente!
Que venham os novos tempos!
Também deixo registrado aqui o meu pesar pela perda da grande artista que é Amy Winehouse! Voz inigualável, talento de sobra. Fará muita falta ao mundo da música.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
O fim (ou não?)

"Sometimes it lasts in love,
but sometimes it hurts instead"
Adele, "Someone Like You"
Em meio a lágrimas, escrevo esse post. Eu até tento ser forte e direcionar meus pensamentos, minha atenção para outras coisas, mas meu coração sangra já a alguns dias.
É horrível se entregar a alguém, deixar os sonhos que estavam presos vir a tona, fazer planos, se apegar, para depois ver tudo terminar tão facilmente. E com uma alegação que ficou solta. Vaga.
Sim, ele terminou comigo alegando estar confuso, não saber o que quer da vida. Disse que apesar de agora ter tudo o que sempre quiz , não estava feliz. Algo o estava incomodando.
Não, o motivo não era eu. Segundo o que me disse eu mostrei a ele algo que ninguém nunca mostrou, eu fiz ele sonhar em viver com alguém, em dividir uma vida. Eu o fiz feliz. Eu o toquei mais fundo que alguém já o tocou antes. "Meu coração quer você, mais minha cabeça está confusa, cheia de dúvidas e medos", foi o que eu ouvi.
Foram dias sofridos. Chorei e senti a dor de ver meus sonhos desmoronarem como se tivesse perdido parte de mim. Durou pouco, mas foi intenso, nunca vivi nada do tipo. E acabou.
No meio dessa confusão ele me pede, implora que eu não me afaste por que sou o único com quem ele pode conversar sobre o que sente. Mas e a minha dor, onde fica? E o que eu ainda sinto por ele, como fica?
Dois dias após o fim, precisei me fazer de forte para dar suporte a uma pessoa confusa, que aparentemente não se aceita, não entende que ser gay não é pecado, que amar outro homem e querer viver e ser feliz ao lado dele, apesar de trazer duras batalhas, também traz recompensas inesquecíveis. Fiz o que pude, mas volta e meia ele não aguenta o que sente e diz que ainda me ama, que sente minha falta, que pensa em mim, e chora. Mas que precisa se encontrar, precisa colocar as coisas em ordem em sua cabeça, e quem sabe, se tiver de ser, depois a gente se acerta.
Não sei se faço de tudo pra matar esse sentimento em mim, ou se alimento esperanças de quando tudo passar, ele voltar e recomeçarmos.
Não sei. Em um momento de confusão, recarregar as baterias é o melhor. Viajo pra Bahia hoje também por causa do meu pai, mas estar longe vai me ajudar a pensar um pouco, a reavaliar tudo e dar tempo para que ele procure ajuda, e também avalie seus sentimentos, suas ações.
Até o fim do mês tenho decisões para tomar, conversas para ter, pessoas para cuidar, saudades para diminuir.
E viajo com essa música representando nós dois.
A vocês meus amigos, um grande abraço e até o fim do mês.
sábado, 14 de maio de 2011
Notícias!

Meus queridos amigos! Em primeiro lugar, peço-lhes perdão por ter sumido por tanto tempo, nem ao menos visitando os blogs alheios e deixando um mero sinal de "estou vivo".
Mas, aqui estou, querendo retomar a minha escrita, aos meus devanneios e a minha amizade com todos os que leem o que escrevo aqui.
Bem, nos últimos posts, falei de alguns acontecimentos da minha vida.
Estava aguardando um resultado de um processo seletivo, que após muitas fases e muito tempo de espera, acabei não passando. Chorei, chorei muito de raiva, de decepção porque tudo indicava que uma das vagas eu conseguiria, e foi justamente na hora H, na hora da convocar os canditatos para a contratação que o meu nome não apareceu na lista. Fiquei muito mal com esse resultado, questionamentos vários, mas resposta alguma de lugar algum, nem da empresa, nem dos céus, nem de qualquer outro canto.
Ou seja, estou desempregado, angustiado por não conseguir um emprego que não seja na área em que estava, enfim... Estou tentando seguir em frente e ver onde vou chegar.
O namoro, que começou virtualmente lá em fevereiro, continua. Brigas aconteceram, desentendimentos, momentos maravilhosos, e estamos juntos. Manter um relacionamento não é fácil. A distância ajuda, ás vezes atrapalha... Mas com esta pessoa eu estou aprendendo muitas coisas: confiar, ter paciência, moderar nas palavras, pensar antes de dizer ou de agir, ouvir...enfim, muitos aprendizados. E acho que são esses relacionamentos que nos acrescentam, nos tornam melhores, que no final das contas valem realmente a pena. E olhem que, em post anterior, eu estava indeciso se levava isso a frente ou não, por N motivos. Mas, não me arrependo de ter dado uma chance a um sentimento bom, a uma pessoa boa.
Também comentei sobre meu pai, que está com câncer. Ele na Bahia e eu aqui, quilômetros de distância. Graças a Deus, apesar de ser um tumor maligno, os médicos disseram que não evoluiu e que será feita uma cirurgia para retirada do tumor. Agora é esperar a cirurgia.
Enfim, estou assim. Meio bagunçado interiormente, tentando colocar ordem na alma para ter um pouco de equilibrio e organizar a vida no meio desta balbúrdia em que me encontro. Saudades de todos por aqui. Prometo que nesses próximos dias volto a visitar os blogs, comentar e retomar as atividades no EGGO. Grande abraço a todos...
sábado, 9 de abril de 2011
Acontecimentos.
Oi Gente Linda! Sumi, não é mesmo? Mas é chegada a hora de dar sinal de vida.
Neste tempo, aconteceram coisas de repercussão mundial como terremoto e tsunami no Japão, Massacre de Realengo, mas também aconteceram coisas de repercussão pessoal. O namoro vai bem, obrigado. Um aprendizado após o outro, e confesso: hoje gosto muito mais dele do que ontem. E assim permanece, dia após dias. Já se vão dois meses que nos conhecemos e 01 mês de namoro.
Neste período feliz, como disse no post anterior, fiquei e estou ainda (por pouco tempo, eu espero) desempregado. Aguardando o resultado do processo seletivo que fiz. Então estou em casa, cuidando da vida.
No último dia 27, completei 26 anos. Um aniversário bem tranquilo, em casa, com os vizi-amigos. rs. Não houve uma comemoração maior porque na segunda-feira, após o aniversário, descobri que meu pai, que está na Bahia, está com câncer. E ainda não dá pra saber a gravidade, só após o resultado dos vários exames que ele ainda está fazendo. O namorado apareceu, trouxe presente, fiquei feliz, mas não dá pra evitar a preocupação com quem amamos e que está longe.
Morar em outro estado, outra cidade é libertador, mas tem esses percalços. Momentos importantes que queremos estar presente, mas que não há a possibilidade.
Enfim, passei para dizer a todos que estou bem e pedir desculpa. Voltarei a ler e comentar nos blogs que sigo e que amo.
domingo, 13 de março de 2011
Ter Coragem!
Viver requer um coragem.
Coragem para mudar nossas opniões diante de alguns fatos. Coragem para mudar uma situação que já não nos agrada mais. Coragem para "jogar tudo pro alto" e começar do zero sem medo de ser feliz. Coragem para se abrir a um novo amor, e se permitir ser feliz.
Coragem para assumir as decisões que você tomou um dia e aprender a conviver com ela, tenha dado certo ou não.
Ultimamente tenho sumido daqui. Escrito pouco. Assuntos não me tem faltado, mas diante de tantas preocupações, e ocupações, optei por não escrever.
Então, retornando hoje com algumas novidades. No post anterior, falei sobre se envolver com alguém que não mora tão perto quanto eu gostaria. Até pensei em fechar esta porta que estava se abrindo, mas fui aconselhado a não fazer isso e dar mais uma chance a uma possível história com início, meio e final feliz. Não é fácil, é bem verdade, assumir um compromisso com alguém que está longe dos olhos. Mas nem todos que amamos estão perto dos olhos, e sim do coração. Resolvi ter coragem e assumir um novo relacionamento, viver o que tem pra ser vivido e não me arrepender no futuro de não ter tentado.
Nesse período também cheguei a conclusão de que meu trabalho já não me dava mais prazer. Tornou-se um fardo. Um peso. Algo a ser feito por obrigação. Não, não posso me dar ao luxo de sair escolhendo com o que eu quero trabalhar, mas também não sou obrigado a aguentar desmandos e perseguições e nem tampouco ser tratado como um número somente. Sem sentimentos, sem família, sem saúde. Apenas uma máquina que deve atender as necessidades de uma empresa. Não, não sou uma máquina. E justamente por isso, tive coragem de também mandar meu emprego pro espaço e recomeçar. Partir em busca de novos horizontes. Justo quando tomei a decisão e passei a cumprir o aviso prévio, veio a notícia que fui aprovado em uma das etapas de um processo seletivo que quero MUITO chegar ao fim. Acreditar nessa vitória é algo que tenho exercitado todos os dias, desde que este resultado saiu. Mais uma avaliação foi feita e aguardo agora o resultado. Confiante que já estou convocado para a próxima etapa. Só preciso mesmo da confirmação. rs.
Agora, em casa, desempregado momentaneamente, namorando uma pessoa maravilhosa, que me enche de carinho mesmo estando longe e que se preocupa comigo, aguardo a chegada dos meus 26 aninhos no final do mês. Quantas mudanças para um mês.
"São as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no MEU coração."
Amo-vos! Grande abraço meus queridos.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Viver São Paulo!

"Conquiste esta cidade cinzenta!" Foi o conselho do K, do blog G Clichê! Quase um ano se passou desde que cheguei nessa cidade linda, que eu aprendi a gostar. É caótica, sim. Louca, totalmente louca. Mas eu adoro.
Em 2011, como já falei antes, os planos são muitos. Mas não posso em hipótese alguma deixar de lado a Selva de Pedras. É mais do que a hora de começar a sair mais, de viver a cidade em que estou morando. De ter mais histórias para contar por aqui! De conhecer mais gente, me relacionar, criar laços.
Quero mudanças, muitas mudanças em 2011. Grandes, substanciais, importantes.
O ideal é ter metas definidas.
Sorriso no rosto, força de vontade, e a certeza de que existem pessoas prontas a nos apoiar em qualquer circunstância.
Primeiro dia útil chuvoso do ano, tédio total, vontade de prolongar os dias que fiquei em casa. Mas...o dever nos chama.
Olhando a chuva, a cidade, o trânsito, as pessoas, me peguei pensando na rotina, na chatice de todos os dias repetir as mesmas coisas. Mas, é aí que entra a poesia, nos tirando do marasmo e dando novas cores a vida. A fantástica Elisa Lucinda escreveu em 1997 este poema lindo, que espero ler várias e várias vezes até decorar (gravar no coração).
Deliciem-se! Forte abraço, meus queridos!
Termos da nova dramática (Parem de falar mal da rotina)
Parem de falar mal da rotina
parem com essa sina anunciada
de que tudo vai mal porque se repete.
Mentira. Bi-mentira:
não vai mal porque repete.
Parece, mas não repete
não pode repetir
É impossível!
O ser é outro
o dia é outro
a hora é outra
e ninguém é tão exato.
Nem filme.
Pensando firme
nunca ouvi ninguém falar mal de determinadas rotinas:
chuva dia azul crepúsculo primavera lua cheia céu estrelado barulho do mar
O que que há?
Parem de falar mal da rotina
beijo na boca
mão nos peitinhos
água na sede
flor no jardim
colo de mãe
namoro
vaidades de banho e batom
vaidades de terno e gravata
vaidades de jeans e camiseta
pecados paixões punhetas
livros cinemas gavetas
são nossos óbvios de estimação
e ninguém pra eles fala não
abraço pau buceta inverno
carinho sal caneta e quero
são nossas repetições sublimes
e não oprime o que é belo
e não oprime o que aquela hora chama de bom
na nossa peça
na trama
na nossa ordem dramática
nosso tempo então é quando
nossa circunstância é nossa conjugação
Então vamos à lição:
gente-sujeito
vida-predicado
eis a minha oração.
Subordinadas aditivas ou adversativas
aproximem-se!
é verão
é tesão!
O enredo
a gente sempre todo dia tece
o destino aí acontece:
o bem e o mal
tudo depende de mim
sujeito determinado da oração principal.
29 de outubro de 1997
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Adeus Ano Velho!

Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo
Que tudo se realize no ano que vai nascer
Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.
Hora de parar e analisar tudo o que aconteceu nos últimos 12 meses.
Creio que o termo ANO NOVO eu fiz valer em 2010, quando decidi vir morar em São Paulo. Foi um ano de adaptação, de recomeço, de lágrimas e alegrias. Não me arrependo de nada que fiz nesse sentido.
Justamente por ter sido um ano de descobertas, de explorar uma nova cidade e passar a viver como um de seus moradores é que não pude viver mais São Paulo. Muita correria pa
ra pouco tempo.
Olhando para trás, eu só tenho a agradecer a Deus, ao Universo, a Força Superior pelo que consegui até aqui e por ter guardado aqueles que amo e que estão longe de mim no momento.
Foi reconfortante pra mim após 11 meses longe, retornar a minha cidade e constatar que meus pais, irmãos, avós, primos e tios estão todos bem. Que meus amigos estão felizes e com saúde.
Retornei da viagem de Natal recarregado, com a certeza de que tenho o apoio de pessoas amadas e que estes torcem pela minha felicidade e sucesso. Energias positivas são sempre bem-vindas.
Em 2011 os planos são muitos. Retomar os estudos, começar novos cursos, arriscar outro trabalho, quem sabe, encontrar um amor. Não digo um novo porque até o momento não tive um amor. Então é encontrar um amor mesmo. Se não aparecer, beijar na boca e se divertir também é muito válido.
Fazer mais amigos. Já conheci pessoas importantes e obtive ajuda de pessoas a
quem serei grato eternamente, mas quanto mais amizades legais, leais e verdadeiras, melhor. Afinal, "os amigos são a família que nos permitiram escolher", já li em algum lugar.
Mas planejar não é o suficiente. É preciso ter foco, saber onde se quer chegar, e dar o sangue se necessário for para que os planos se concretizem. E claro, saber reconhecer quando estamos indo pelo caminho errado, e ter coragem para mudar o rumo.
A festa do reveillon em si não me agrada muito. Prefiro me recolher, analisar o que passou, agradecer a Deus por tudo de bom e até mesmo de ruim e traçar metas para o novo ano.

Nessas mudanças de 2010, escrever para mim foi um alívio, uma válvula de escape, um consolo, um hábito que eu não pretendo abandonar tão cedo. Compartilhar dessa nova experiência com todos os que leem o que escrevo foi maravilhoso e espero poder continuar fazendo o mesmo durante todo 2011. Os amigos que fiz através do Blog são pessoas que estimo muito e que mantendo contato através de MSN, telefone ou do próprio blog me ajudaram bastante a não me sentir tão só aqui em São Paulo neste ano. Eu agradeço a todos vocês de coração.
Cada um sabe a importância que tem na minha vida e como eu adoro ver os comentários, a força, a energia positiva de todos os que querem o meu bem. Muito obrigado por vocês fazerem parte de cada dia do meu ano.
Enfim, é hora de dar tchau (lembram dos Telettubies?) a 2010, e preparar tudo para a chegada de 2011. Momento de renovação. De esperança. De alegria. De mudanças. Ou apenas de continuação. Continuar a ser feliz, a ter fé, a contagiar o outro com sua esperança, vitalidade, amor, alegria, etc, etc.
Enfim, a todos o meu desejo de que 2011 seja 110% melhor do que foi 2010. E aguardo você por aqui no ano que vai começar hein?
Grande abraço cheio de carinho!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Natal = Família.

Luzes. Quantas luzes...
Em 2010, eu passei todas as minhas datas comemorativas longe das pessoas que são importantes para mim. Aniversário, dia das mães, dia dos pais, aniversário deles, dos irmãos, avós, Festa Junina na Bahia, entre tantas outras datas importantes.
E agora, chegou mais uma data. Só que esta data, a meu ver, é por excelência a comemoração que devemos passar junto daqueles que amamos, sejam amigos, namorado, família.
Primeiro Natal em São Paulo! Quantas luzes! Fica tudo tão lindo, fachadas dos prédios cheios de luzes coloridas, os principais pontos da cidade completamente iluminados e brilhantes, impossível não sentir o clima natalino. Ainda não fui ver a Avenida Paulista nem a árvore de Natal no Ibirapuera. O máximo que vi foi o centro da cidade, a Prefeitura, Shopping Light, Viaduto do Chá muito iluminados e encantadores. Antes do dia 24, espero fazer este tour e poder ver como é o Natal na Selva de Pedras.
E minha família, as pessoas que amo, infelizmente longe.
MAS... Esta data eu não passo longe deles.
Próximo dia 24 também estou indo pra casa. Passar o Natal com minha família, após 11 meses longe. Momento de rever quem estimo muito, colocar os assuntos em dia, ver os amigos, enfim, reabastecer as baterias com o amor sincero de pessoas que são a minha vida. E não vejo a hora deste dia chegar logo!
Se tudo der certo, o almoço da véspera de Natal já estarei em casa. Será uma curta estadia, apenas 4 dias, mas valerá a pena.
Alguns acham que não volto mais. Que a saudade será maior e vou acabar ficando por lá mesmo. Mas ninguém parece saber dos anseios do meu coração, dos meus planos futuros. E não costumo sossegar assim facilmente.
Mas claro que antes do dia 24 eu passo por aqui novamente para lembrar o Natal junto com vocês, meus amigos blogayros que estiver super presentes no meu 2010 e que, espero, continuem ainda mais presentes no meu 2011.
A todos um um abraço carinhoso!
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Gamei em você!

Após 11 meses de trabalho, alguém prestou atenção na minha humilde pessoa. Na verdade, quase me comeu com os olhos. Ser paquerado é bom demais. Retribuí as investidas do rapaz, apesar do ditado popular: "Onde se ganha o pão, não se come a carne". Mas, o que custa não é mesmo? Basta saber fazer.
No entanto, ele foi mais rápido. Enquanto trabalhava, veio até minha mesa e deixou um papel dizendo: "Gamei em você. Esses são meus números, se quiser pode ligar". Então fui para a parte etmológica da frase: Gamei? Há quanto tempo não utilizamos mais essa expressão? Totalmente démodé. Mas, relevei o fato. Mandei SMS, comecei a trocar algumas mensagens com o dito cujo.
E o dito se mostrou super interessado, até demais para dizer a verdade. Mas no decorrer das conversa via SMS percebi uma certa pressa do cara em me ver, em estar comigo, em conversar, como se o mundo fosse acabar amanhã. Já fiquei com o pé atrás, mas continuamos trocando SMS, ele querendo me encontrar no mesmo dia, quando eu saísse do trabalho, uma vez que ele saiu antes de mim. Mas ele queria que eu fosse até um bar onde ele bebia com amigas. Optei por não ir.
E fiz bem. Ele ficou chateado, mas disse que gamou em mim desde que me viu a primeira vez, que teve vontade de me abraçar, de me beijar, de ficar comigo logo que me viu. Logo em seguida disse que gosta de namorar, que se envolveu por 5, 3 e dois anos respectivamente. Depois pediu que eu avisasse quando chegasse em casa...tudo isso em questão de 4, 5 horas trocando SMS. Logo depois começou a me chamar de bebê. Eu não reclamei, mas não retribui, claro. Nem conhecia a pessoa!
No outro dia, continuou me mandando SMS. E me chamando de bebê. E aí perguntou se eu me importava que me chamasse assim. Eu disse que não. Que ele chamasse como estivesse a fim. Aí, para minha surpresa, ele disse que eu era muito seco e frio em minhas respostas. Deduzi que ele esperava ser tratado da mesma forma. E fui obrigado a dizer a verdade, que toda essa carencia desenfreada dele estava me assustando, e que não poderia chamar de meu bem uma pessoa que nem havia conversado pessoalmente ainda, que mal tinha visto no ambiente de trabalho. Aí ele se magoou. Disse que era assim mesmo, se entregava aos relacionamentos quando conhecia alguém. RELACIONAMENTO? QUAL? ONDE?
Moral da história: nem respondi mais aos torpedos. Fiquei totalmente desestimulado. Ser carente tudo bem. Mas que se aprenda a dosar, para que não aconteça isso.
Desculpem o sumiço...prometo que voltarei a escrever com regularidade. Abraços, meus amigos...
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Estou...
Eu estou cansado.
Cansado da procura incessante por algo que parece não existir mais.
Cansado de ser taxado de "bom demais" para alguém.
De ser apenas mais um.
Não quero aqui reclamar da rotina, como Elisa Lucinda nos diz para não fazer. O que quero é bem simples, e ao mesmo tempo complicado de encontrar. Eu quero sair ao sol, e poder me sentir feliz por estar vivo, por ter pessoas que me amam, por saber que quando eu quiser posso voltar atrás e achar o conforto do meu lar.
Por outro lado, quero sair ao sol e poder me sentir feliz por tudo o que já conquistei e que ainda irei conquistar, por ter saúde para alcançar estes e outros objetivos ainda maiores. Quero sair ao sol e me sentir feliz por amar alguém e ter esse amor retribuído.
E me perguntam: você está preparado para o que você procura?
E precisa-se estar preparado para encontrar alguém que te ajude a ser um pouco mais feliz? Que dê uma cor diferente, junto ao prisma de cores que a sua vida tem?
Então preciso também descobrir onde é a escola para me preparar para isso.
Preciso de novos objetivos, de um novo olhar, de um novo coração, de uma mente que comande todo o resto do corpo.
domingo, 24 de outubro de 2010
No Divã - parte 01

Eu sei que você é capaz de me entender ou de pelo menos me fazer percorrer o caminho que me fez chegar até aqui.
Certo. Eu nunca neguei, nas vezes em que estive deitado neste divã, que eu sou uma pessoa carente. Que preciso de atenção, que gosto de dar atenção. Que quero estar presente na vida de alguém e desejo profundamente que alguém queira a mesma coisa.
Mas você sabe bem das coisas que tem acontecido comigo ultimamente. Algumas pessoas se afastaram de mim baseando-se em meus defeitos: carente, ciumento, etc, etc. Agora apareceu uma nova modalidade: se afastar de mim porque eu sou bom demais. Como entender?
Aquela pessoa, que já te contei em outra sessão, disse pra mim que não dava mais pra continuar porque eu sou areia demais para o seu caminhão, bom demais, e que ele não merece isso. Pelo amor de Deus, era o que me faltava!
Ele conhece bem os meus defeitos e sabe que eu estou longe de ser a pessoa ideal. Tenho as minhas qualidades, assim como ele tem as dele. E acho sim que meus defeitos, os defeitos dele, podem ser uma fonte de aprendizado para ambos como fiz questão de deixar muito claro quando conversamos a última vez. No entanto, ele ainda prefere um tempo. Se afastar de mim para ter certeza do que sente e se realmente quer ficar comigo.
Eu confesso: fico perdido sem saber agora o que fazer. Se mostro minhas qualidades, as pessoas fogem. Se os defeitos são ressaltados, as pessoas fogem.
Recordo-me de uma conversa que travei uma vez com um amigo meu, do blog que escrevo, onde falávamos sobre equilíbrio. Ele me dizia justamente isso: que preciso encontrar o equilíbrio. Pela experiência, os extremos não agradaram nem a gregos nem a tróianos. Agora preciso conseguir chegar ao meio termo para ver se vai surtir algum resultado. Não é mesmo?
Em conversas anteriores com você, me disse que eu precisava encontrar em minha vida aquilo que eu gosto de fazer, descobrir o prazer de ser solteiro. Tudo bem, eu sei que tenho família (longe, no momento), que tenho amigos (maioria longe no momento também), que posso conhecer novas pessoas, ou ainda que tenho todas as possibilidades do mundo de viver a minha vida sozinho e alcançar a felicidade pessoal sem necessitar de alguém do meu lado para ser a razão da minha felicidade. Aliás, ninguém deve ser a razão da nossa felicidade. Felicidade é...
Mas você, analisando tudo o que já te contei, prestou atenção que quando o assunto é coração, é amor, é paixão, relacionamento, eu sempre fracasso? É uma triste realidade, mas que eu não tenho medo de encarar.
Não sei, acho esses 25 anos de vida tanto tempo, acho que já deveria ter vivido algo substancial sabe, do tipo que ouvimos uma música e temos do que recordar? Eu não tenho essa lembrança. E eu sinto falta dessa lembrança.
Mas, a vida segue neh? Pra quê desespero? Um ano se passou desde a última pessoa que eu denominei como namorado. Um ano solteiro. E algumas tentativas fracassadas de relacionamento. A vida acaba aqui por causa disso? Definitivamente não.
É só acrescentar mais essas coisas ao baú de experiências.
E peço desculpa pelo mês de sumiço. Realmente, não tinha inspiração para escrever. Mas estou de volta, com gás total. Abraços, meus amigos leitores.
domingo, 26 de setembro de 2010
Alis Volat Propriis*
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Adoro a madrugada. Sou um notívago confesso. Do tipo que só dorme depois do Programa do Jô, ou Altas Horas, ou uma Família da Pesada. Ás vezes chego até ao Corujão.
Gosto de pensar, de escrever, quando o mundo se cala. Quando todos estão visitando o mundo dos sonhos (ou dos pesadelos).
Hoje em especial, penso sobre minha vida nesta cidade, sobre as mudanças que estão ocorrendo principalmente me mim.
Uma gestação se passou. 9 meses quase completos morando em São Paulo, gerindo minha vida, sofrendo, chorando, sorrindo, comemorando as vitórias, desejando amar e ser amado, temendo as mudanças, dramatizando até demais o cotidiano, para no fim ver que tudo não passava de uma tragicomédia.
Estou aprendendo a me conhecer melhor, a não ser tão emocional, a racionalizar algumas atitudes antes de colocá-las em prática. Estou me permitindo. Lembro que quando o ano começou, li num desses mapas astrais que encontramos disponíveis na internet de que no final de 2010, ao olhar para trás, a sensação que eu teria era de ser outra pessoa muito diferente daquele que começou o ano.
Ainda não fiz esta retrospectiva. Mas crescer irremediavelmente traz novos aprendizados. Viver longe da família, dos amigos, trabalhar com algo que nunca se imaginou fazer, explorar uma cidade completamente nova e completamente louca (por isso me apaixonei por ela), experimentar o senso de solidariedade do próximo, ver do que é capaz o ser humano desconhecido (tanto no sentido bom quanto no sentido ruim), ver a importância de se ter um amigo de verdade, que topa viver uma aventura ao seu lado na busca de uma vida melhor, de um futuro já sonhado.
O sonho está apenas começando a se tornar realidade. Muitas outras coisas virão. Muitos degraus ainda tenho que subir para alcançar a vida tranquila e prazerosa que almejo. O importante é saber ir aproveitando o que tenho no momento e ser feliz com isso. Mas não perder o foco jamais. Saber muito bem onde quero chegar.
E te convido a vir comigo. Sua presença será muito bem vinda! Sempre!
Abraços meus amados amigos leitores.
Tradução do Título: Voa com as próprias asas.
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