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sábado, 6 de agosto de 2016

Num indo e vindo infinito...

"A vida vem ondas como o mar, num indo e vindo infinito" Lulu Santos

É assim a minha história com o blog. Um indo e vindo infinito. Escrevo, paro, escrevo, paro.
Dessa vez posso até colocar a desculpa de que, com a mudança para a casa nova, fiquei sem internet praticamente 6 meses. Agora, devidamente conectado, não vejo razão para não voltar a ler os blogs e postar algumas coisas de vez em quando.
Acabo de sair de um período de reclusão total em casa por motivos de: caxumba! Meu Deus, nunca imaginei que ficar de repouso, sozinho num apartamento, fosse tão ruim. Já adoeci antes (coisa rara, é fato), mas não tenho lembranças de nada tão difícil quanto o que passei neste dias.
Se ver sozinho em SP, morando só, e doente foi uma das experiências mais difíceis que já passei. Me fez questionar o que estou fazendo da vida. Por que morar tão longe de minha família? Por que morar sozinho? Por que?
Sofri demais. Precisei ir ao hospital 4 vezes, sendo que numa dessas vezes fui obrigado a pedir ajuda da namorada da minha amiga, com quem morava antes de me mudar, tal o meu estado de debilidade.
E diante de tudo isso, fui obrigado a contar a minha mãe que estava doente, o que só serviu pra deixá-la preocupada. 
Tenho amigos em SP, grandes amigos. Porém, moro numa metrópole. Moro distante dos meus amigos, que também tem suas famílias, maridos, namoradas, esposas, filhos. Alguns até se dispuseram a vir até minha casa, ver se eu estava precisando de algo. E eu recusei.
Recusei porque caxumba é altamente contagioso, caso a pessoa nunca tenha contraído o vírus anteriormente, e como alguns desses amigos tem filhos, sobrinhos pequenos, não queria contagiar ninguém. Mas sofri com a solidão do apartamento vazio, das noites de febre, da falta de vontade de fazer comida, de me alimentar direito. Talvez por isso a doença tenha piorado e me feito ir ao hospital muito mal.
MAS, enfim foi embora essa maldita. E os questionamentos do momento de convalescença permaneceram: o que estou fazendo aqui? E se eu adoecer novamente no futuro, como será? Como lidar com esta solidão que eu me impus? Com esse "distanciamento" das pessoas que me querem bem? Porque não fazer novos amigos, sair mais de casa, conhecer novas pessoas, estreitar laços com outras pessoas? Se optei por morar longe da família, preciso construir aqui uma nova família com amigos, e filhos de amigos, e amigos de amigos.
Ou seja, estou cheio de questionamentos e pensamentos para avaliar com a terapeuta na próxima sessão de terapia.
Voltei, e voltei com tudo. Prometo escrever mais vezes.

Grande abraço, querid@s!

sábado, 25 de julho de 2015

Medo de Esperar.

E neste espaço, eu vivo nas idas e vindas. Escrevo, sumo por um tempo, reapareço.
Preciso escrever pra tentar me entender. Pra analisar minha vida, minhas escolhas e o rumo para o qual estou seguindo. Mas, será que estou mesmo seguindo para um rumo? Qual?
Hoje me questionava sobre isso. Saí de casa, jantei no shopping, comprei livros, consertei ó óculos, e caminhei no meio dos estranhos, incólume, invisível, sem despertar a atenção de ninguém em particular.
Caminhei, caminhei, caminhei e pensei sobre o que estou fazendo de minha vida. Lá no fundo, aquele desejo bobo, infantil de amar e ser amado, de ter a companhia e a atenção de alguém especial. Se a minha vida gira em torno disso? Não, acho que não. Tô me praparando para receber meu apartamento e partir para vida de solteiro propriamente dita. Trabalhando. E pensando em como arrumar a casa nova, e o que irei fazer no futuro quando esta meta estiver totalmente cumprida. Viajar? Estudar? Adotar um cachorro, um gato? Nisso tudo só não posso colocar como meta namorar, casar, viver com alguém.
Porque?
Porque não depende de mim, exclusivamente. E sinceramente, eu tenho medo de esperar por isso. Medo de esperar por alguém que pode não vir. Medo de esperar, idealizar uma relação que pode acontecer somente nas minhas mais vãs ideias. Eu tenho medo. De sonhar com um amor. Ou com o amor.
Porque parece que quanto mais se sonha, mas ele se distancia. E não acontece.
E aí vem um outro medo: saberei lidar com a solidão de um apartamento vazio? Eu e minhas paredes, minhas coisas, meus medos e anseios?
Não sei. Mas preciso resolver essas pendências internas, preencher esse espaço que não foi ocupado por ninguém, e que não tenho garantias de que será. Um trabalho nada fácil. Mas necessário.


Tô de volta... Abração, queridos.

domingo, 1 de março de 2015

Desinteresse.

Estou fazendo algo que definitivamente não gosto. Correndo atrás de alguém.
A príncípio, achei que era mútuo. Que havia interesse. Mas agora, acho que o interesse sumiu, e só restou minha insistência em querer acreditar que ele ainda está interessado. Que ele ainda quer continuar com os papos, com as trocas de informações, etc.
Eu gosto de carinho, de interesse, de atenção. Eu sei dar essas coisas a alguém, seja amigo, seja pretendente. Mas quem oferece essas coisas, no fundo, no fundo espera receber também. E quando, em contrapartida, só recebe respostas geladas, que demonstram frieza e desinteresse, provavelmente é porque você está correndo atrás e o outro sabe disso. Gosta e usa isso a seu favor.
Mas há limite pra tudo na vida. E eu cheguei no meu.

Ando sumido, eu sei. Mas tão sem assunto, que vou começar a postar coisas assim, reflexões ou retratos do meu dia-a-dia, apenas para não ficar longe daqui por tanto tempo.

Abraços, meus queridos.

domingo, 10 de agosto de 2014

Quase 30.

2015, daqui a 8 meses mais ou menos, eu faço 30 anos. Um divisor de águas, assim como os 20, e a crise dos 20.
Estou chegando aos trinta com algumas metas cumpridas: mudei de cidade e Estado, conclui minha graduação, e já estou a caminho da minha casa, meu apartamento. De tudo o que já conquistei até aqui, minha maior frustração foi não ter vivido até o momento um amor, daqueles que marcam, que ferem, que são como bálsamo, que são a cura e a "doença". E o pior é que vejo os tempos atuais, de relacionamentos virtuais via aplicativos, Redes Sociais (e eu confesso, me rendo à essas tecnologias todas) e vejo que com o passar o do tempo a situação só tende a piorar.
Pra completar, acho que quem convive comigo deve ter pena de mim ou algo do tipo, porque agora alguns amigos e amigas cismaram de arranjar seus amigos e conhecidos pra mim, e não dá certo. Não funciona. Chega a ser engraçado kkkk.
A maturidade vem, vamos ficando mais exigentes. Sexo por sexo já não tem tanta graça, e a falta de sentimento, de acolhimento, de colo, de carinho faz falta pra caramba. E o coração pede por um novo amor. E esse pedido só piora quando ao redor todos anunciam seus namoros, casamentos, gritam suas felicidades de cima dos telhados. Inveja? Nome feio. Mas sim, inveja.
Questionamentos: porque não eu? O que está errado? O que mudar? Como agir? Será que ainda vai acontecer? E se não acontecer? Tantas perguntas que somente o tempo poderá responder.
Agora é me cuidar, rever essa saúde que tá descuidada, e me preparar para, com fé em Deus, chegar aos 30 anos melhor que os 20.

Abração, queridos!

terça-feira, 20 de maio de 2014

Sem nome

O problema de receber cuidado, carinho, atenção é quando você fica sem, é um buraco gigantesco que fica dentro do peito, uma dor física que faz você se enroscar todo pra dormir.
Sim, pra dormir, porque é neste momento você e sua consciência, e seus travesseiros, o cobertor que paro pra pensar em tudo o que foi, o que poderia ter sido, tudo o que não será.
Hoje sinto menos falta que ontem, e amanhã sentirei menos ainda do que hoje. Aos poucos seus contornos vão sumindo de minha memória e sendo substituídos por preocupações diárias, por outras imagens igualmente belas, por novas perspectivas. Mas ainda lembro do teu cheiro quando sinto o perfume em outra pessoa, ainda lembro dos abraços apertados, das noites agarradinhos..e pensar nisso tudo me deixa de olhos marejados...
Me pediram para pensar que tudo tem um propósito na vida. Não entendemos, mas no fim houve um motivo para nossas vidas se cruzarem e se separarem tão rapidamente. Aprendizados que podemos não reconhecer agora, mas que um dia virão à tona. Não sei se isso de fato acontecerá, mas confesso: agora eu só queria você aqui, comigo...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Até breve, Bahia!

Meu recesso de dois meses está chegando ao fim. Este é meu último post na Bahia, já que no próximo sábado estou retornando pra SP.
Confesso a vocês que não sei o que estou sentindo. Vivi tanta coisa nestes dois meses aqui, mas sabendo o tempo inteiro que teria que retomar minha vida quando o furacão passasse. E ele passou, e sol já mostra alguns raios por entre as nuvens, anunciando a chegada de um novo dia, de um novo tempo.
Neste exato momento, tenho vontade de chorar. Chorar pelo meu pai que eu enterrei enquanto estive aqui, chorar por minha mãe que vai ficar aqui, por meu amigos que eu amo tanto e com quem tive momentos únicos nesses dias, chorar por medo de retornar, de recomeçar após todas as dificuldades. Chorar de saudades daqueles que amo e que ficarão aqui. Sim, eu sei que não é uma ida sem volta. Se eu não quiser permanecer lá, posso retornar a hora que quiser, e por isso estou tentando ir livre de amarras.
Mas, quando se tem sonhos e planos na vida, temos que procurar a melhor forma de realizá-los e acho que continuar vivendo aqui não seria a melhor alternativa. Dói pra mim também ver a diferença, a dificuldade em fazer amigos, bons amigos em SP. Enquanto aqui basta mandar um SMS e dizer ao amigo que estou indo dormir na casa dele pra gente conversar, em SP eu tenho que me contentar a algumas visitas marcadas e remarcadas com pessoas conhecidas, mas não tão amigas assim. Ainda permaneço com esta dificuldade em fazer amigos numa cidade tão populosa como a capital paulista.
Mas, tudo pronto, a mim só resta entrar naquele avião e retornar. E seja o que tiver de ser!
AH...e nessas reviravoltas da vida, tem o ex querendo conversar quando eu retornar... Depois de tudo o que aconteceu.
E também quero partilhar com você uma dupla que estou adorando ouvir. Em especial esta música. Espero que gostem. E até o próximo post, já em SP galera.
Forte abraço em todos!


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Estou...

Eu estou cansado.
Cansado da procura incessante por algo que parece não existir mais.
Cansado de ser taxado de "bom demais" para alguém.
De ser apenas mais um.

Não quero aqui reclamar da rotina, como Elisa Lucinda nos diz para não fazer. O que quero é bem simples, e ao mesmo tempo complicado de encontrar. Eu quero sair ao sol, e poder me sentir feliz por estar vivo, por ter pessoas que me amam, por saber que quando eu quiser posso voltar atrás e achar o conforto do meu lar.
Por outro lado, quero sair ao sol e poder me sentir feliz por tudo o que já conquistei e que ainda irei conquistar, por ter saúde para alcançar estes e outros objetivos ainda maiores. Quero sair ao sol e me sentir feliz por amar alguém e ter esse amor retribuído.
E me perguntam: você está preparado para o que você procura?
E precisa-se estar preparado para encontrar alguém que te ajude a ser um pouco mais feliz? Que dê uma cor diferente, junto ao prisma de cores que a sua vida tem?
Então preciso também descobrir onde é a escola para me preparar para isso.
Preciso de novos objetivos, de um novo olhar, de um novo coração, de uma mente que comande todo o resto do corpo.

sábado, 14 de agosto de 2010

Ferido


Retirei do seu lugar habitual, e o expus novamente ao tempo. As intempéries do tempo.
Sabia dos riscos que corria, estava ciente que ele poderia retornar ao seu antigo lugar tão ferido e machucado como estava antes. E sabia que as lágrimas também gostariam de voltar. E acertei.
Sim, existiram tentativas de blindá-lo, de torná-lo imune as estas ações do tempo, mas as tentativas fracassaram.
É muito vivo para passar em brancas nuvens pela vida. É muito consciente de tudo o que tem dentro de si e que deseja sair, ganhar o mundo, as pessoas, tudo ao seu redor para que seja capaz de prender tudo isso em seu interior.
Só precisará tomar mais cuidado pois corre o risco de tornar-se racional demais, e deixar esse lado emotivo no canto, abandonado. Se bem que o lado emotivo não tem ajudado em nada. Pelo contrário, encanta e afasta.
Mas ele é assim mesmo, teimoso, não aprende com as ilusões que vive, com os sonhos que vê desmoronar. No momento acha que é o fim, ou o início dele. Para daí a instantes estar novamente aberto, à espera de algo realmente novo.
Algo novo que não chega.



sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Será muito tarde?

Sessão dupla de cinema. Uma pra ver 2012, e fui com uma amiga, sala lotadíssima! A segunda, logo em seguida, fui ver Lua Nova, e dessa vez sozinho, sala lotada, mas com direito a sentar no meio do povão e ter uma cadeira vazia do meu lado durante todo o filme... A cadeira da espera.
Chegando em casa, lembrei que havia prometido ao Jay que leria a história da sua vida(ou parte dela) no blog. E chegando em casa foi o que fiz.
E chorei, chorei muito. Me identifiquei com muita coisa, e fiquei encantado com algumas coisas que ele escreveu. De fato, é uma história de superação e quero dizer que virei fã! (Também).
Ainda lendo o blog, li uma parte onde ele diz que ainda não tinha alguém. E diz ainda:

Faltava uma pessoa em minha vida. Eu sonhava comalguém especial e até pedia a Deus por isso. E tenho certeza que Deus ouviu minhas orações...

E mesmo tendo me segurado até aí, chorei ao ler isso. Chorei por lembrar da amizade que já tive com o Criador, quando frequentei por anos a Igreja e por achar que Ele me julga culpado por ser gay, por gostar de homens, chorei por constatar que perdi muita coisa que era minha, que fazia parte de mim, da minha personalidade em nome da carne, chorei por ver que sempre pedi a Deus uma pessoa especial em minha vida, mas quando me afastei dele deixei esse pedido de lado e confesso a todos vocês que minha vida afetiva principalmente no que se refere aos homens, é um fracasso, chorei, chorei como forma de expurgar toda a minha dor, os sentime
ntos ruins que guardo dentro de mim e que ás vezes até exponho, chocando
quem se relaciona comigo, seja pessoalmente ou virtualmente.
A verdade meus amigos, é que nos últimos 4 anos, quando eu me afastei da Igrej
a, e decidi assumir, pra mim principalmente, que eu gosto sim de homens, entr
ei numa espiral sentimental, onde transferi para o sexo casual e envolvimentos escusos toda
a minha carencia, todo o meu desejo de amar e de ser amado de volta. Vivi muitas coisas nos últimos quatro anos...
Mas quando o assunto é afetividade, eu me maltratei demais. Como ser humano, eu me despi de tudo o que achava correto e que ainda admiro hoje em relações como a do Jay e do Alê, para me envolver com caras que só queriam sexo, o popular fast foda (me perdoem a expressão).
Em nome do meu desejo de encontrar alguém e que eu achei que encontraria através do sexo, eu deixei muito dos meus p
rincípios, da minha dignidade, para trás. Eu matei o meu amor próprio, que já andava doente. E o que eu consegui com isso? O quê as transas sem sentimento, apenas pelo prazer, me trouxeram ao longo destes 4 anos? Nada.
Apenas me tornei uma pessoa "rodada". Expressão horrível, mas infelizmente é assim que me sinto agora. Usado, abusado por mim mesmo. Me desvalorizei, totalmente. E agora?
Após ler a história do Jay, percebi que eu tenho valor sim. Tive um insight, e percebi o que eu me tornei, e o que eu NÃO consegui vivendo desta forma.
Será muito tarde para tentar ser melhor? Será muito tarde para recuperar tudo o que eu acreditava ser o certo e que abri mão achando que transando com alguém que mal conheço poderia encontrar? Será muito tarde para desejar um dia ter aquela cadeira vazia da sala de cinema ocupada por um verdadeiro amor?

Abraços, meus amigos.

P.S. Dand, quero te agradecer pelas palavras de sabedoria, e dizer publicamente o quanto te admiro e o quanto você está me ajudando. Obrigado, amigo, pela palavras na madrugada. Sabe que torço demais pela sua felicidade.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Esperando...

"Há sempre o dia de amar, mas vésperas não são possíveis." Renata Belmonte

Num fim de semana coroado por uma grande realização como a formatura, tive e oportunidade também de conversar mais com pessoas importantes em minha vida, como meus amigos. Entre eles, aquele que eu sempre vou amar e ter certeza que é parte de mim, que me completaria. Mas, não vem ao caso agora falar de meu amor platônico.
Entre muitas risadas, confissões, brincadeiras, chegamos a conversa sobre relacionamentos. Nesse papo, veio histórias sobre como conheceram seus respectivos namorados ou pessoas que amaram de verdade. Cada um contando a sua história. Menos eu.
Só ouvi. Só percebi que tudo o que vivi em minha vida até agora não passou de sexo casual ou de um desejo de possuir a pessoa que estava ao meu lado.
Não, nunca amei e fui amado de volta. Até agora só dei amor e recebi nada de volta, ou amizade apenas. Ou me envolvi achando que estava nascendo um sentimento lindo, para depois ver que não era nada disso.

Decepcionado como estou relacionamentos vividos a distância, espero encontrar alguém mais pertinho. Alguém que seja mais presente. Preciso da sensação de batimentos cardíacos acelerados, pernas bambas, mãos que suam, pensamento distante. Preciso de um amor. Preciso de paixão.
Quero um amor pertinho. Quero um amor correspondido. Quero partilhar da minha vida com alguém que de fato seja especial em minha história. Só me resta uma coisa: esperar (e sentado).
Abração meus leitores.

sábado, 28 de março de 2009

Esperando...

Tenho sentido muita falta ultimamente de estar apaixonado. Do frio na barriga, do ter em quem pensar o dia inteiro, do nervoso ao ver a pessoa desejada e amada. Mas não quero ter que sentir tudo isso e não ser correspondido. Nossa, como é ruim gostar e não ter o mesmo sentimento de volta!!!
E ultimamente é o que tenho passado. Em post's anteriores falei do amor que sinto por um cara, mas que não sou retribuído (http://devanneios.blogspot.com/2008/07/porque-no-eu.html; http://devanneios.blogspot.com/2008/07/abandonar-s-vezes-melhor-forma-de.html).
Ah, ele é o meu melhor amigo. Porque ele quiz assim e eu acatei com medo de perdê-lo. Temos estreitado e muito a nossa amizade e eu decidi passar a tratá-lo como um amigo, o que facilitou e muito nossa aproximação.
No entanto ainda me pego pensando nele, em como ele é tudo o que sempre procurei numa pessoa, tudo o que sempre esperei encontrar. Mesmo já sabendo dos seus defeitos, ainda assim, o amo. Me fiz crer que éramos apenas amigos, nada mais. E funcionou por uns dias.
Mas ao passar boa parte de um dia, ou fim de semana praticamente inteiro ao lado dele, vejo que meu sentimento não morreu. Que se ele mudar de idéia, e me perceber ao seu lado de uma outra forma, eu iria adorar. Eu seria o homem mais feliz.
O fato de ainda o amar, não me impede de estar "preparando a casa" para a possível chegada de um outro alguém. Como disse no início, quero me apaixonar. Quero deixar o amigo na posição de amigo e ceder o seu lugar a outro que seja tão especial quanto ele. Sei que não posso avaliar os outros a partir dele, e não faço isso.
Mas mesmo querendo me apaixonar, mesmo "arrumando a casa" para que isso aconteça, as condições não estão me favorecendo ultimamente. Aliás, creio que não estão favorecendo a muita gente. Mas isso não vem ao caso...
O que quero é paixão. É sentir a minha rotina modificada com a chegada de um novo alguém que realmente abale as minhas estruturas. Eu tento minha gente, eu tento não esperar por isso como muitos me aconselham a fazer. Mas como conseguir? Há uma receita? Preciso dela. Alguém me envia por favor?

Abraços...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Síndrome do Dedo Podre.

Ouvindo Madonna, S&S Tour.

Mais uma vez eu estive rememorando as pessoas que já passaram por minha vida, e que eu numa imensa carência denominei namorados. E cheguei a uma conclusão: eu tenho dedo podre. Ou seria mão podre?
Porque de todos os que encontrei no meu caminho (não foram muitos, apesar do TODOS), não houve nenhum livre, *sem complicações afetivas passadas, ou presentes. Um não era confiante o bastante, me deixou porque tinha medo de se envolver, outro estava em dúvida se era gay mesmo ou se deveria retornar para a ex-noiva, outro quer se envolver, mas ainda gosta do ex-namorado. Enfim, todos tiveram suas complicações. E eu no meio do fogo cruzado, entre a cruz e a espada.
Assumo que mesmo tendo um dedo podre, eu também tenho as minhas neuras. E quem não tem? Mas aparecem pessoas piores que eu, fico abismado com isso. No fim das contas, creio que o melhor a fazer é o que Alanis Morissette assumiu ter feito.
Em uma entrevista que a cantora deu, assumiu ser depende de amor. Viciada, como ela mesma definiu. E diz que a vida dela dependia de sempre ter um amor, um namorado, alguém do lado dela sempre. No entanto, quando o último namorado dela a largou e hoje está prestes a ser casar com com atriz Scarlett Johansson, ela pensou que iria morrer. E após sofrer toda a sua dor, resolveu não mais se apegar a nínguem, ou viver com esta necessidade de ter alguém do seu lado como namorado, mas viu que poderia conhecer muitas pessoas e não se apegar a nínguem. E ela diz que é o que tem feito: tem conhecido muita gente legal, tem beijado na boca, se divertido, mas nada sério.
Na verdade eu já vivo isso. Só que falta o desejo de não querer nínguem sério. Falta a opção: estar só por opção minha e não opção dos outros.
É difícil se acostumar com esta idéia. Estar só e estar bem assim mesmo. Após passar todo o carnaval enjaulado dentro de casa, porque maior parte dos dias de carnaval na Bahia foram chuvosos, eu pensei que ia enlouquecer sem ter nínguem ali comigo, sem ter alguem pra conversar, namorar, beijar... Foi uma experiência frustrante, enlouquecedora. Mas que pode hoje servir como um aprendizado. Antes de mais nada, estar bem sozinho, feliz assim, para que quando alguém se decidir a fazer parte da minha vida, apenas complemente minha felicidade e não que seja a razão dela.
Enfim, acho que estou caminhando para uma maturidade emocional necessária para ser feliz.
Abraços meus amados leitores...

*P.S. Eu não quero uma pessoa sem passado, mas uma pessoa bem resolvida com o seu passado, porque "águas passadas não movem moinho".

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Aconteceu...

Vários foram os post's recordando o Valentine's Day. Confesso que na véspera até lembrei da data, mas no dia, foram tantas coisas na cabeça que acabou passando em branco.
Em branco apenas no recordar da data, mas com uma pessoa especial. Faz mais de 01 ano que nos conhecemos virtualmente, que conversamos via MSN e Orkut, porém as oportunidadades para um encontro nunca foram palpáveis. Esse fim de semana, num átimo de loucura, e após um convite dele, dizendo que queria muito me ver, resolvi ir pra capital encontrar o meu amigo. Sempre tivemos uma atração muito grande um pelo outro, ainda que não tívessemos nos encontrado ainda.
Fui sabendo que ele tem namorado, que ele passa por crises com o mesmo por N motivos, e também por momentos difíceis na vida. Mas fui...
Era exatamente a pessoa que sempre conversei, porém mais atencioso, carinhoso, divertido. Saímos com seus amigos, nos divertimos, ficamos juntos. Ficamos no sentido de dormimos juntos, namoramos, mas fiquei o fim de semana inteiro com uma pontada de dor no peito porque sabia que aquilo acabava ali.
Eu retornaria pra minha cidade, e ele continuaria com o namoro moderno dele. Do qual ele reclama, mas não consegue se desvencilhar. Aproveitei as migalhas de carinho oferecidas, a atenção que me foi dispensada, e no fim do domingo retornei, com lágrimas nos olhos, para a realidade: aquele estilo de vida não me pertence, aquela pessoa carinhosa, atenciosa, tem uma paixão mais forte em seu peito. Hoje veio o comentário de que adorou o fim de semana, que eu o fiz se sentir bem, especial, no meio de tantos problemas pelo qual está passando.
Ainda na Capital, lá em sua casa, questionei a amiga sobre a foto no desktop do PC dele, de quem seria. Ela disse ser ele e um amigo, o Fulano. Eu questionei depois de ter vindo embora se o nome do namorado dele é Fulano. E hoje também veio a confirmação, da seguinte forma: Sim, o nome dele é Fulano. Tô morrendo de saudades. Volta logo...
Meu coração não aguenta isso. E esse imã para situações complicadas, pessoas complicadas, que me atrai, puxa, para depois me deixar assim, esfacelado, ferido...
Não, eu não sobreviveria a nada deste tipo. Aconteceu, e bem verdade. Mas não quero que se repita. Que a amizade prevaleça. E que meu coração retorne ao seu estado normal de solidão.
Infelizmente sou composto principalmente por sentimentos. A parcela de minha personalidade que se deixa dominar pela carne e pela razão é pequena. E sei que se levar esta história a frente, quem vai se dar mal sou eu. Então, melhor esclarecer as coisas, e permitir que apenas a amizade, nada mais que a amizade siga em frente em nossa história.

Aconteceu
Marisa Monte e Arnaldo Antunes

Aconteceu
O que aconteceu
Foi melhor assim
Estava por um fio
Estava por um triz
Estava já no fim
Todo mundo via
Que acontecia
Pois aconteceu
Era o que devia
Quando um descaminho
Acha o seu desvio
Tudo se alivia
Foi melhor assim
Quando dei por mim
Já estava aqui e agora

Abraços, amigos leitores.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A new day has come

A new day has Come (Celine Dion) não sai de minha cabeça desde que acordei!

Ano Novo, mas algumas coisas do passado, ou melhor, pessoas do passado insistem em voltar.
Já falei em postagem anterior sobre o meu último "relacionamento", onde o ex em 15 dias estava distribuindo declarações de amor para o novo namorado. Ok, para mim, isto já era passado.
Mas o dito cujo, ao invés de me deixar em paz, insistia em falar comigo quase toda vez em que eu estava no MSN. No início fui grosso, e depois optei por ignorar. Hoje, após voltar das festas de fim de ano, mais uma vez ele insistiu. Só que dessa vez ele percebeu que entre nós não há possibilidades de existir uma amizade.
Posso ter dito isto a ele logo que terminamos, mas na verdade eu queria ser superior e mostrar que não me importo com pessoas como ele. Porém, não consegui.
Não consigo esquecer algo que me fizeram tão facilmente assim. Não faço o gênero "bom samaritano", não atingi os altos níveis da meditação budista.
Não fico remoendo o passado, mas se houver oportunidade, as lembranças voltam sim! E jogo na cara!
Enfim, porque ele não segue o caminho dele e me deixa em paz? Já não está em outra (ou melhor, outro)?
E por falar em relacionamentos, cada vez que vejo uma pessoa que conheço namorando, alguém que há um tempo atrás estava como eu, me sinto um fracassado. Um sentimento de derrota, de incapacidade que toma conta de mim, por ver que eu não consigo namorar. Acho que como meu "psicológo" e amigo me disse, isso são características de um desesperado.
Eu ainda sou um deles...

"Let the rain come down and wash away my tears Let it fill my soul and drown my fears Let it shatter the walls for a new sun
A new day has... come"


"Deixe a chuva cair e lavar minhas lágrimas
Deixe-a encher minha alma afogar meus medos
Deixe-a derrubar as paredes para o novo sol entrar
Um novo dia ... chegou"

domingo, 16 de novembro de 2008

Mais uma vez... Rejeitado.

Encontrar pessoas por site de relacionamento, ou salas de bate-papo configurou-se para mim em um erro e numa atitude de desespero. Parece que em minha cabeça, cada dia é uma chance de encontrar o grande amor de minha vida, e se eu ficar em casa, sem acessar a internet, sem procurar, ele poderá não me achar.

Mas com esses ambientes virtuais ás vezes vem surpresas boas, mas que no fim deixam marcas amargas. Ao me conhecer, disse logo que eu era igual ao que viu em fotos. Ok. Não iria e nem tinha porque mentir, mostra uma imagem que não era minha. Porém, logo de cara, já disse: só que na foto você era mais moreno.

Viagem, hospedagem, muita conversa, uma crítica ao meu andar, que segundo ele, parece-se com o do seu melhor amigo, que parece estar numa passarela. Não tem postura, anda encurvado. Já fiquei com um cachorro atrás da orelha.

A noite, num barzinho, numa cidade movimentada, águas termais, muita gente tomando banho, ele olhando sem parar para um cara da mesa vizinha. Disfarçava, olhava, virava o rosto...e assim ficou boa parte do tempo que ficamos na mesa. Não aguentei e perguntei o que ele tanto olhava? Interessou, vai atrás. Ele disse que não estava olhando pra nínguem.

A noite, no quarto do hotel, não estava para muita conversa e ele entrava e saía do quarto a todo momento, o que me irritou. Eu perguntei o que era que estava acontecendo, que ele entrava e saía toda hora. Eu sabia que estava de papo com o atendente do hotel que segundo ele era amigo, de outras vezes em que esteve lá. Tudo bem, não me importava com isso. Mas me deixasse assistir minha TV em paz. Daí começou a hora da verdade.

Primeiro ele disse que eu era ciumento e ele não gostava disso, e blah, blah, blah. Admiti: sou ciumento até certo ponto, e se a pessoa que está comigo está mais interessando em uma pessoa da mesa vizinha, que vá atrás. Melhor do que ficar humilhando quem está ao seu lado na mesa.

Disse não estar olhando, que foi impressão minha, não gostou do que falei pra ele ir atrás, e que ia verificar uma coisa, perceber uma coisa e depois a gente ia conversar.

Bem, se a conversa havia começado, ela ia terminar.

Forcei ele a dizer logo o que era que ele estava pensando, porque nós não tínhamos nada, não teria porque eu cobrar a ele nada, nem ele tampouco de mim.

E foi aí que veio o jorro: disse que eu havia dito a ele que era "na minha" e era discreto. Que era ativo. Mas que ele estava percebendo que havia algumas contradições, porque eu realmente era na minha, mas não era tão discreto assim, e que como a família dele acabou de saber da orientação dele, precisava encontrar alguém, mas que fosse igual a ele, discreto, ainda mais que o pai e o irmão não sabiam ainda, mas se esse alguem fosse eu, com certeza o pai e o irmão diriam logo que ele estaria tendo um "caso" comigo. E que ele achava que eu não era ativo/versátil porque eu não estava aparentando isso, e outras coisas mais.

Bem, a conversa toda na íntegra seria muito longa. Mas as palavras ainda giram em minha cabeça. Mais uma vez pensei ter encontrado a felicidade ao lado de algúem, mas ledo engano. Não nego que ele é uma pessoa maravilhosa. Mas retirei meu time de campo. Não quero ser empecilho na vida de nínguem, nem tampouco motivo de vergonha ou chacota.

Minha atitude foi somente acordar no outro dia, arrumar minhas coisas e voltar para minha cidade, enquanto que ele foi pra cidade vizinha, visitar amigos que até o dia anterior ele não iria visitar. Mas depois que eu falei em ir embora, ele resolveu ir. Ou seja, eu seria motivo de vergonha novamente. Compreendo-o. Mas a dor que eu sinto é incrível. Só tenho vontade de chorar quando lembro. Chorar pelo que? Pelo que ele disse? Pelo que ele é e eu não posso ter? Por mais uma vez ter acreditado em algo, e ver essa crença destruída?

Sou o gay mais idiota que existe, chego a ser ridículo ás vezes.

sábado, 26 de julho de 2008


Abandonar, ás vezes, é a melhor forma de preservar um amor." Renata Belmonte, escritora
Post escrito ao som de "O que me importa", de Marisa Monte


Esta frase é o que define melhor o que estou fazendo no momento. Abandonando um amor que sempre foi impossível, mas que mantive pendurado num tênue fio de esperança ao longo 3 anos. Um de meus erros.
Ele sempre deixou claro que de mim só queria a amizade, a qual sempre disse ser muito importante. E eu ofereci mais do que o meu Eu Amigo. Me ofereci por inteiro, estava sempre disposto a subir do posto de amigo para amante, bastava ele querer. Mas isso não aconteceu.
Pelo contrário, veio a difícil confirmação de que eu nunca teria o seu amor. Não como eu queria. Ele está envolvido com uma pessoa que se parece comigo. Sinceramente, até o considero pior do que eu, numa perspectiva estética: desleixado, na concepção de algumas pessoas feio exteriormente, sem atrativos exteriores, além de fazer o mesmo curso que eu na Universidade. E o questionamento: o que ele tem, que eu não tenho? Porém, me venceu. Está com aquele que amo.
Senti cíumes, me afastei, sumi sem dar explicações. E a indagação veio: o que houve? Onde eu estava? Não aguentei e falei tudo novamente. Tudo o que sinto. E o balde de água vindo diretamente das águas dos mares glaciais caiu em cima de mim prontamente: "achei que você tinha entendido da última vez que falamos deste assunto. Escolher alguem para namorar não é algo racional. Não me culpe." Me iludi, enganei meu coração com aqueles beijos no rosto, com os torpedos dizendo que sentia minha falta, com os abraços mais ternos e cheio de sentimento que já recebi na vida. E ainda ganhei de brinde a resposta para outra indagação: "não olho a beleza das pessoas. achei que você soubesse disso." Belo tapa na cara. A sensação que tive ao ler isso, num torpedo SMS, era que um buraco se abria sob meus pés, e queda livre.
Então, creio que depois dos fatos e dos ditos, não me resta opção a não ser abandonar este amor, para que talvez fique a amizade. Uma amiga acha que nem a amizade devo manter, mas ele como amigo é uma ótima pessoa. Porém, não sei se meu coração suportará viver com ele e o novo affair. Pedi um tempo para retomar esta amizade. Preciso curar esta ferida que eu mesmo abri. E decidir se realmente tenho condições de retomá-la. Afinal, creio que não tenho vocação para masoquista.
Abraços...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Porque não eu?


“Quem está com você?”. Essa pergunta ansiava na verdade por uma resposta que não veio.
“Um amigo”. Você sabia, sim, que não era droga de amigo nenhum. Sabia que havia um envolvimento ali e que havia também o desejo de não ferir o coitado que o adorava, que faria tudo para estar no lugar deste “amigo”.
A historia se passou com uma visita surpresa, e a demora de atender a campainha, coisa que você sabe ser anormal. E o nervoso disfarçado, tentando fugir do óbvio. Mas você tinha certeza que estava acontecendo algo, porém foi covarde e fugiu do convite para adentrar o espaço e ver, com seus próprios olhos, quem estava ali, quem era o amigo, e confirmar se realmente não passava de laços de amizade. Não te confirmou as suspeitas se era ou não quem você pensava. Apenas se calou, o que já era uma resposta clara e evidente.
Sua atitude? Ir embora, com raiva, desiludido, sonhando que aquilo fosse realmente coisa da sua cabeça e que ele estivesse realmente com um amigo e nada mais. Afinal, tinha pouco tempo que ele, o cara que você tanto queria pra você e que te relegou ao posto de amigo, de confidente, sabendo que você o amava como homem, acima da amizade, tinha acabado de sair de um relacionamento sério. Essa crença foi o que fez você continuar bem, até hoje.
Uma semana depois. Ponto de ônibus. O dito que você acha que está com ele, está alguns centímentros atrás de você. E você, claro, nem consegue olhar na cara da criaturinha, pequeno, franzino, e sinceramente, sem nada que de cara poderia atraí-lo, por isso você prefere acreditar que nada está acontecendo entre os dois. Mas, junto com a chuva, com o frio, vem a confirmação funesta: aquele que você sempre quis, chega. Com ares de intimidade, com cobranças bobas, típicas de casalzinho recente. E não percebeu (ou fingiu) que você não estava ali, logo um pouco a frente, de costas. Você sabe que ele o viu. Você sentiu. E seu constrangimento foi tal, que buraco se abriu sob seus pés, e com o mundo chuvoso e escuro a sua volta, sua única atitude foi sair daquele lugar, se afastar deles, chovendo ou não, mas ir para longe, ir em busca de consolo, de alguém que pudesse ouvir de você a confirmação bombástica e que compartilhasse da mesma opinião que você: aquele não é homem para ele. Porque não eu? O que ele tem que eu não tenho? Mais inteligente? Mais carinhoso? Mais homem? Mais amante? Mais o que? Bonito, com certeza não é. E o que mais te revolta é que você e o cara que está ocupando o lugar que você sempre quis tem muitas coisas em comum. Isto é o que te revolta. É o que te deixa sem chão, sem compreender quais os critérios dele para estar com esta pessoa.
E agora? O que fazer? Continuar mantendo essa paixão idiota, sem fundamento? Continuar mantendo um fio de esperança de que um dia, talvez quando ele enfim estiver barrigudo e careca (o que não vai demorar), ele perceba que você realmente o desejou, e faria tudo para ser feliz com ele, o procure? Ou renegar este sentimento, matar o desejo, e crer que no mundo existem pessoas melhores que ele, e que poderão te dar valor?