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domingo, 30 de agosto de 2015

Qual o motivo pelo qual estou sozinho?

E ele está namorando também. Também, porque se eu olhar ao redor a maioria dos carinhas que conheço estão num relacionamento sério.
Ele estava com alguém, vivendo uma história de amor linda, até descobrir que seu "amado" trocava mensagens no WhatsApp com outros caras, onde enviava fotos, vídeos, etc, etc. A história acabou ali. Isto foi há 6, 7 meses atrás. Agora, ele está apaixonado de novo e fazendo declarações de amor na web. O perfil dele: cara sarado, bonito, bem-sucedido, fazer várias viagens para lugares bacanas, tem amigos que são do mesmo perfil que ele. E agora está namorando um gatinho, como ele. Ou seja, foi simples para ele mudar a história. Afinal, é um cara bonitão, e interessante.
Já levei para minha psicóloga esta questão: porque (e isso me incomoda pra caralho) quando vejo alguém que conheço começar a namorar, sinto um sentimento ruim. Nomeei como inveja, mas ela disse que não é inveja visto que não desejo o mal da pessoa nem farei o mal visando atingir os envolvidos. Ela acha que é apenas o desejo de viver a mesma coisa, de viver aquela realidade que o outro está vivendo.
Não sei. Mas realmente, fico angustiado, triste quando vejo que mais um casal se formou e eu continuo solteiro.
Hoje em dia, a minha tristeza por não ter um namorado diminuiu bastante se comparada com o auge da minha adolescência e juventude. Mas, eu ainda sinto muito a falta de um amor, de companhia.
Já pensei, já tentei de toda forma analisar onde está o erro. Dizem que é porque eu não saio muito e o cara não vai bater na minha porta. Outros dizem que é porque eu escolho muito. Ou há ainda os que dizem que não aconteceu ainda porque não é a hora certa. Mas existe uma hora certa para encontrar um cara bacana, disposto a viver um relacionamento?
Ou seja, cada um dá seu veredicto. Mas não chegam a um consenso e na verdade, nem eu chego a uma decisão final. Eu não sei porque estou sozinho. Porque não namoro. Porque não me consigo encontrar um cara legal para construir uma história.
Será que é porque hoje em dia está tudo mais fácil, tantos aplicativos que permitem os caras se conhecerem, transarem sem compromisso e por isso as pessoas não querem mais se envolver?
Eu não sei. Mas sigo procurando a resposta para a pergunta que dá título a este post. E você, meu amigo leitor, o que pensa a respeito? Se está solteiro, porque? Se está namorando ou casado, o que aconselha a fazer um cara de 30 anos, que mora em SP, para encontrar ou se envolver com alguém?
Quero analisar todas opiniões.
Grande abraço!

P.S. Me perdoem, mas eu nunca consegui gravar a diferença entre os 4 porquês. Então escrevo todos eles do mesmo jeito. Importante é que entendam a mensagem final! rs.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Neste momento...

Em posts anteriores eu falei sobre parar de correr atrás de pessoas, visto que o desinteresse é algo que me põe além do "pra baixo"; falei sobre o colega da academia que se mostrou todo interessado e tals, mas que namorava e por este motivo eu não faria nada além de bater papo. Hoje, conversando com essas duas pessoas, descobri que o desinteressado está namorando (ou seja, o nome do desinteresse era EU) e o colega da academia, todo oferecido, terminou o namoro há pouco mais de 1 mês.
MAS, nada de animações com a miséria alheia: segundo as palavras dele, já está em outra. E realmente, uma breve investigação facebookiana revelou que o novo affair até quadro com a imagem dele já pintou, viajaram, saem bastante, etc.
Estas primeiras 10 linhas do post está parecendo nada mais, nada menos que palavras de um recalcado, mal amado, mal quisto, com dor de cotovelo por ter apostado, acreditado, se iludido com duas pessoas distintas que no fim das contas, nada mais são que homens à caça. E eu, um homem de 30 anos, me apegando a essas "ilusões", acreditando em tudo o que me é apresentado. Tsc, tsc.
O problema é um só: optei, ou estou optando diariamente por viver num mundo que não existe, a virtualidade. Tenho meus dias de folga, onde poderia muito bem sair de casa, ver o mundo, curtir São Paulo, fazer novos amigos, ou alimentar as "antigas" amizades, me desconectar do PC/celular e me conectar ao mundo, ao sol ou a chuva, ao vento, ao calor, ao frio, aos bares, aos cinemas, aos teatros, as livrarias, aos shoppings, as viagens, aos parques e assim contemplar novos olhares, sentir novos cheiros, sabores, línguas, corpos, palavras, seduzir e me deixar seduzir. Sem a expectativa de nada além, apenas pra sentir que estou vivo, e que ainda atraio a atenção dos outros.
Porque sendo muito sincero com todos vocês que volta e meia lêem isso aqui: estou me sentindo um inútil. Só durmo, como, vejo TV e séries, se deixar fico o fim de semana, os feriados inteiros em casa. Mal vejo a luz do sol. É TV e computador. Horrível pensar que essas atitudes lembram uma pessoa depressiva, mas às vezes me remete a isso, mesmo não estando triste. E aí vem minha terapeuta dizer o que todos que convivem comigo dizem: "Saia de casa. Nada de bom irá acontecer estando trancado dentro do apartamento." Eles tem razão? Sim, eles tem razão. Tudo que é demais, estraga. Se hoje que moro duas garotas, lésbicas, eu já fico em casa o dia inteiro, imagine quando eu for morar sozinho? Vão ter que chamar um guincho para tirar de dentro de casa.
É necessário haver equilíbrio, harmonia, para que tudo o mais na vida entre nos eixos ou mesmo saia dos eixos, nos transformando, nos tornando mais fortes, mais experientes, mais sábios e leves.
Voltando ao início do post, homens confusos, indecisos, sedutores existem em todo e qualquer lugar, seja no mundo virtual ou no real. Eu é que preciso deixar de ser idiota, e adquirir um pouco mais de maldade, esperteza, de autoconfiança. De saber quem sou, onde estou e onde quero chegar. Acredito que desta forma, será menos sofrível experiências como as que tive ultimamente. E quer saber: a vida não é feita só de envolvimentos românticos. Existem muito mais para ser descoberto!
Desculpem pelo tom confessional, meio perdido dessas palavras. Mas às vezes, preciso desabafar. rs.

Abraços, queridos!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Homens que se entregam demais...

Há uma grande diferença entre encontrar e ser encontrado; escolher e ser escolhido.
Durante muito tempo eu procurei, eu fui atrás do reconhecimento, do sentimento, da entrega de uma outra pessoa a mim. E até aqui, isto não tem funcionado.
Costumo me entregar de cara, me jogar de cabeça independente do que esteja acontecendo. E isso tem sido fonte de inúmeras dores pra mim. Não sei ser difícil, fazer o papel de desconfiado, de descrente. Eu me jogo mesmo e se não der certo, quebro a cara, sofro e vamos em frente. Vivo intensamente! Poderia me descrever desta forma.
Mas talvez seja hora de aplicar-me um pouco mais e ser mais reservado. Guardar meus sentimentos, palavras, ações para algo ou alguém que realmente valha a pena. E isso (saber se vale a pena) só sabemos com o tempo, com a convivência, com a conquista.
Conquista esta que eu não quero mais empreender ou pelo menos não quero me dedicar e ser o único a isso. É cansativo se dedicar tanto a alguém e no fim receber um olhar blasé, um tanto faz, e um discurso de que estou numa boa, não é o que eu quero neste momento porque estou com uma vida muito atribulada...e não sei o que mais...
Como disse um amigo num bate-papo virtual, "se o interesse é mútuo, pouco importa se a vida anda uma merda, a gente embarca e vê no que vai dar".
Diante dessa indiferença alheia, só posso recolher o pouco de vergonha que me resta e me reinventar. Quem sabe assim seja menos doloroso...

Boa semana galera, até o próximo desabafo. rs.

Forte abraço!

domingo, 19 de outubro de 2014

Mais do mesmo...

São Paulo! Dia desses um amigo pediu que eu desse minha opinião sobre o trecho de um livro de Caio Fernando Abreu, onde ele troca cartas com um amigo. Em uma dessas cartas, ele fala sobre seu retorno a SP com a seguinte alusão:

"Mas estou mais tranquilo. E percebendo coisas: voltei para Sampa muito alegrinho, muito na-boa, muito tudo-vai-rolar. A memória da gente é safada: elimina o amargo, a peneira só deixa passar o doce. Então eu tinha esquecido que esta cidade te cobra preços altos. Ela é uma mulher (ou um homem) belíssima(o) que se oferece, tentador(a), como se amasse, te envolve, te seduz — e na hora em que você não suporta mais de tesão e faria qualquer negócio, ela(e) te diz o preço. Que é muito alto."

Minha opinião? Hum...deixa eu pensar... Eu adoro São Paulo. Eu gosto de não ter que ver os mesmos rostos todos os dias nas indas e vindas para trabalhar ou caso eu saia para algum lugar. Eu gosto de saber que há inúmeras oportunidades de diversão, ainda que eu não aproveite nada dessas opções, ficando em casa nos fins de semana. Eu gosto das mudanças de tempo repentina, estamos com sol agora, menos de 1 hora depois chuva torrencial! Enfim, se for elucidar aqui todos os motivos que me fazem gostar de São Paulo o post será imenso.
Porém, em alguns momentos bate a tristeza, por N motivos. O último foi no sábado.
Fiz um novo amigo na academia. Muito lindinho, atencioso, sinto quando estou com ele que há uma energia boa entre nós. Porém, ele namora e eu respeito demais isso, assim como ele também. No sábado eu precisei ir até o trabalho e ele pediu pra esperar por ele que trabalha perto para voltarmos juntos. Já havia dito antes aqui a falta que tenho de novos amigos, de companhias para sair no fim de semana, ir no shopping, conversar, pegar um cinema, dar risada, etc. Enfim, ele me acompanhou até determinada estação de metrô, onde precisou descer para encontrar o namorado, pois iam sair. Ia chamar os dois pra gente jantar, comer algo, conversar mas ele disse que iriam ao aniversário da tia do namorado. Fui sozinho ao shopping, onde fui jantar sozinho e comecei a teclar com meu melhor amigo que mora na Bahia.
E como tenho espaço para conversar abertamente com ele, falei que estava jantando, sozinho. Ele disse que isso irá mudar, e ficamos falando amenidades até que ele se despediu pois havia marcado de sair para jantar com amigos, e encerramos o papo. E neste momento, shopping lotado, maior barulho, a minha situação veio com força total: SOZINHO. Jantando sozinho. Existe situação de maior solidão do que jantar sozinho num shopping lotado? E ali fiquei, com os olhos cheios de lágrimas, remoendo tudo isso. Tentei esquecer, comprei um milkshake, mas os olhos ali, transbordando. E pensei, pensei, pensei. Deixei a dor doer até chegar em casa...quando tentei me ocupar de outras coisas para não pensar mais nisso.
Eu espero que São Paulo cobre o preço por eu escolher morar aqui, daqui há muitos, muitos anos!
E o Fred ainda quer que eu escreva mais...pra contar o que, Fred?

Abraços, meus queridos!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Repetições.

25 anos, uma filha de dois ou três, algumas incertezas e meio perdido na vida. Mas ainda assim eu gostei do cheiro, do corpo, do beijo, do carinho e atenção e até mesmo do ciúme meio louco que tinha. Custei a acreditar que alguém do porte dele fosse se interessar por mim: quase 5 anos mais velho, fora de forma, morando distante dele, entre outras coisas.
Mas ele se interessou, gostou, curtiu. Ao menos tudo isso me foi dito. E assim embarcamos em noites juntos, em banho juntos, em tardes vendo TV, ou simplesmente jogando Candy Crush (quando ele não conseguia passar a fase, me pedia para fazer isso). Cozinhei pra ele, cuidei, dei conselhos, mostrei a opções para ele pudesse tomar decisões, apoiei quando necessário.
E assim seguimos por 1 mês, até que numa discussão boba de fim de sábado, ele dormiu sem falar comigo. No domingo foi embora cedo pra casa dele e com raiva de mim, e naquele mesmo dia colocou um ponto final em tudo aquilo. Muitas lágrimas, muita conversa, aceitei que o fim era ali e ponto. E ele voltou atrás, chorando e pediu desculpas, dizendo que não ia fazer isso. E pediu pra voltar. Ufa, respirei aliviado.
Mas no fundo, eu sentia que essa decisão apenas adiaria o fim. Não seria como antes, e na primeira oportunidade, ele faria novamente.
Dito e certo.
4 dias depois, percebendo que ele estava muito diferente do que era antes da discussão de dias atrás, questionei e ele negou. Negou, para momentos depois dizer que não dávamos certo juntos. Que gosta de mim, muito e não será fácil me esquecer, mas não dá pra continuar. Aquelas desculpas esfarrapadas de sempre...um Ovo de Páscoa comprado sem necessidade, um feriadão pela frente para sofrer, lembrar, tentar entender e principalmente, aceitar.
Mais um fim. Mais um Acabou. Mais um Espero que encontre alguém que te faça feliz, porque você merece. Repetições.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Morar Só.

O alarme soou. Chegou a hora.
Por quase dois anos dividi uma casa, cheguei até mesmo a dividir uma cama com minha amiga, com quem eu vim me lançar nesta cidade que eu amo. Correrias, problemas, idas e vindas, e estamos juntos.
Mas de uns dias pra cá, algo aqui dentro começou a soar e me dizer: é hora de você ter o seu canto.
Alugado que seja, mas MEU canto. Certa vez , li em algum lugar que o ariano tem um instinto de independência aguçado.
No meu caso, isso é a mais pura verdade. Tanto é que deixei minha família para viver só em outro estado, mesmo com a saudade, com a solidão, não penso em retornar tão cedo. E agora, não quero mais dividir uma casa com outra pessoa.
Amo meus amigos, ela é uma amiga, mas muito diferente de mim. E as diferenças são suportáveis até certo ponto. Uma coisa é você ter um amigo, sair com ele, conversar com ele, rir, dividir angústias, etc. Outra é ter dentro de casa, com hábitos diferentes do seu, costumes, manias... Ou talvez tudo isso seja apenas uma desculpa para assumir: eu gosto de morar só, eu quero morar só.



Meta para 2012: Arranjar um cantinho pra mim. Meu coração está pedindo isso. E eu vou fazer de tudo para conseguir.
Preciso focar no trabalho, procurar promoções; encontrar um lugar básico, mas aconchegante; já ir comprando tudo o que vou necessitar para morar sozinho; e claro, ir preparando o terreno para isso.
Em breve, maiores notícias sobre o assunto. Forte abraço, meus amigos!

P.S. Dos 7 itens acima, eu não faço nada com porta aberta...rs; Já sei lavar minhas roupas; Cozinho algo além de miojo; Festa no meu AP...hum...talvez... nada de esbórnias, todo fim de semana.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

6 meses.

Há exatos seis meses eu desembarcava nessa cidade, pronto para iniciar uma nova vida. Sinto a cada dia que passa que sempre tive uma alma paulista. Nasci para esse movimento, esse vai e vem de pessoas desconhecidas. A vida está se ajeitando, estou começando a colocar em ação os planos que fiz para esta nova fase. Ainda não pensei em voltar para casa, mesmo com saudades. Não me arrependi de ter vindo.
De tudo nessa cidade, só não me acostumei ainda ao frio. Não é de todo ruim, mas me deixa com mais preguiça do que já tenho. rs
No trabalho o meu desejo é dar o melhor de mim para alcançar outros cargos. E é o que estou fazendo. Na área sentimental, coração à espera de algo que realmente valha a pena. Coisa difícil. Acho mesmo que estou errando em esperar.
Enquanto isso vou seguindo tentando conhecer novas pessoas e fazendo planos para o futuro. Muito em breve vou a Bahia ver a família por alguns dias, um feriado prolongado...
Confesso que nestes 6 meses a saudade e a solidão é o que tem mais me incomodado. Apesar de morar com uma amiga, quase não a vejo devido aos nossos horários que são incompatíveis. Nos falamos mais por celular, SMS, do que pessoalmente. Sinto falta da casa de amigos, onde posso ir, passar o dia, dormir, comer, dar risada. Sinto falta dos amigos para sair, ir ao cinema, teatro, sentar num café e conversar somente. Diante da falta de companhias, a única opção que me resta é a internet, é mandar e-mails para os que estão longe. Quando a saudade aperta mesmo, ligo, mando torpedo. Mas estou cansado desta vida virtual também.
Mesmo enquanto morava na Bahia, não gostava de sair para lugares GLS sozinho, me sinto deslocado...envergonhado. Perdido, sem ter com quem conversar, comentar, dar risada.
Cinema, teatro, shows, tudo bem. Eu consigo ir sozinho. E irei começar a fazer isso.
Sair sozinho. Desbravar São Paulo. Conhecer alguns recantos para chamar de meu. Mas hoje, os dias pra mim estão sendo difíceis.
Peço a vocês desculpa por ser até mesmo repetitivo. Mas escrever é a minha terapia.
Amo-os. Um grande abraço.

domingo, 9 de maio de 2010

Vale a pena?

"Mãe, tô morrendo de saudades."
"Eu também, parece que faz um ano que você saiu".

Essa frase foi o suficiente para colocar pra fora as lágrimas que desde ontem eu prendi, com saudades daquela que é a pessoa que mais amo! O difícil de sair de casa e se aventurar em outro estado, uma cidade desconhecida, é deixar para trás aqueles que você gostaria que estivessem do seu lado nesse momento.
Quando a saudade aperta, é que vem o questionamento: vale mesmo a pena fazer esse sacríficio?

domingo, 13 de dezembro de 2009

Quem espera sempre alcança?


Faltam quase 15 dias para o término de 2009. É chegada a hora das restrospectivas, avaliações de final de ano, promessas para o ano novo (que raramente são cumpridas), amigos secretos (alguns nem tão secretos assim), viagens, rever a família, presentes, peru, etc.
Tenho visto em alguns blogs alguns amores nascendo através da escrita, outros falando de sua solidão e do desejo de encontrar um novo amor. Alguns felizes com antigos amores...
Recordei-me lendo o post de um dos amigos daqui do blog de uma frase que já citei inúmeras vezes em outros post's, mas é que gosto tanto dela, e do que a sua autora escreve... que acho que vale a pena citar mais uma vez: Há sempre o dia de amar, mas vésperas não são possíveis.*
2009 está acabando e mais uma vez, acabei o ano sem encontrar o amor. O amor possível, correspondido, construido.
Esperei sim por ele durante todo o ano. Mas ele não veio e fiz valer a frase de Gabriel García Marquez, em seu livro Memórias de minhas putas tristes: "O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança."
Mesmo sem a presença de uma pessoa especial do meu lado, me amando, e sendo amado de volta, o ano em si foi bom. Agora graduado, sobrevivi a experiência de ser professor, consegui milagres na vida familiar que jamais esperaria conseguir.
Vida familiar, profissional, social, tudo foi tranquilo no ano que está terminando. Mas no amor, o ano de 2009 não foi legal. Assim como em 2008, 2007, 2006...
Ainda ontem, numa boate, vi o cara com quem tentei me envolver há uns dois meses atrás. E que não deu certo, por vários fatores. Ele e o novo namorado, em clima de paixão tórrida.
Vi, mas com classe fingi não ter visto e dancei a noite toda. Hoje, no MSN, ele disse que me viu, mas não falou comigo para não interromper a minha animação. Disse que também o vi, mas achei melhor deixá-lo curtir a festa com o namorado. Ele achou que eu não o tinha visto, pois não direcionei o olhar para ele uma vez ao menos. E logo depois ele colocou no orkut: "...celebremos com alegria esse dia feliz pelo simples fato da felicidade existir... estar com vc me inspira a alma... feliz!!!"
Então me questionei: não sei fazer alguém feliz? Estaria o problema em mim?
Este período sozinho, já no fim do ano, para mim está servindo para fazer uma auto-análise profunda da minha forma de ver a vida, de tratar as pessoas, e principalmente, localizar onde está a minha alegria de viver. Estar só, mesmo sendo doloroso, é bom para estimular o amor-próprio, cuidar melhor e estar mais próximo daqueles que amamos.
Ando cansado de ano após ano renovar esta esperança de que poderei enfim viver um grande amor, conhecer alguém realmente especial, e aprender a conviver com este alguém. Apesar do cansaço, sei que lá fundo continuarei a esperar a pessoa que irá me fazer "tremer nas bases". Enquanto isso... vou terminando o ano novamente sozinho.
Abraços meus queridos leitores.
AH, e logo abaixo coloquei uma música do Mika, que descobri pelos blogueiros LicoSP e Mike, e que adorei! Essa música está mexendo demais comigo...desde que a ouvi.


* A frase é da autora Renata Belmonte, retirada do conto O tempo das coisas, presente no livro Outras Moradas.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Será muito tarde?

Sessão dupla de cinema. Uma pra ver 2012, e fui com uma amiga, sala lotadíssima! A segunda, logo em seguida, fui ver Lua Nova, e dessa vez sozinho, sala lotada, mas com direito a sentar no meio do povão e ter uma cadeira vazia do meu lado durante todo o filme... A cadeira da espera.
Chegando em casa, lembrei que havia prometido ao Jay que leria a história da sua vida(ou parte dela) no blog. E chegando em casa foi o que fiz.
E chorei, chorei muito. Me identifiquei com muita coisa, e fiquei encantado com algumas coisas que ele escreveu. De fato, é uma história de superação e quero dizer que virei fã! (Também).
Ainda lendo o blog, li uma parte onde ele diz que ainda não tinha alguém. E diz ainda:

Faltava uma pessoa em minha vida. Eu sonhava comalguém especial e até pedia a Deus por isso. E tenho certeza que Deus ouviu minhas orações...

E mesmo tendo me segurado até aí, chorei ao ler isso. Chorei por lembrar da amizade que já tive com o Criador, quando frequentei por anos a Igreja e por achar que Ele me julga culpado por ser gay, por gostar de homens, chorei por constatar que perdi muita coisa que era minha, que fazia parte de mim, da minha personalidade em nome da carne, chorei por ver que sempre pedi a Deus uma pessoa especial em minha vida, mas quando me afastei dele deixei esse pedido de lado e confesso a todos vocês que minha vida afetiva principalmente no que se refere aos homens, é um fracasso, chorei, chorei como forma de expurgar toda a minha dor, os sentime
ntos ruins que guardo dentro de mim e que ás vezes até exponho, chocando
quem se relaciona comigo, seja pessoalmente ou virtualmente.
A verdade meus amigos, é que nos últimos 4 anos, quando eu me afastei da Igrej
a, e decidi assumir, pra mim principalmente, que eu gosto sim de homens, entr
ei numa espiral sentimental, onde transferi para o sexo casual e envolvimentos escusos toda
a minha carencia, todo o meu desejo de amar e de ser amado de volta. Vivi muitas coisas nos últimos quatro anos...
Mas quando o assunto é afetividade, eu me maltratei demais. Como ser humano, eu me despi de tudo o que achava correto e que ainda admiro hoje em relações como a do Jay e do Alê, para me envolver com caras que só queriam sexo, o popular fast foda (me perdoem a expressão).
Em nome do meu desejo de encontrar alguém e que eu achei que encontraria através do sexo, eu deixei muito dos meus p
rincípios, da minha dignidade, para trás. Eu matei o meu amor próprio, que já andava doente. E o que eu consegui com isso? O quê as transas sem sentimento, apenas pelo prazer, me trouxeram ao longo destes 4 anos? Nada.
Apenas me tornei uma pessoa "rodada". Expressão horrível, mas infelizmente é assim que me sinto agora. Usado, abusado por mim mesmo. Me desvalorizei, totalmente. E agora?
Após ler a história do Jay, percebi que eu tenho valor sim. Tive um insight, e percebi o que eu me tornei, e o que eu NÃO consegui vivendo desta forma.
Será muito tarde para tentar ser melhor? Será muito tarde para recuperar tudo o que eu acreditava ser o certo e que abri mão achando que transando com alguém que mal conheço poderia encontrar? Será muito tarde para desejar um dia ter aquela cadeira vazia da sala de cinema ocupada por um verdadeiro amor?

Abraços, meus amigos.

P.S. Dand, quero te agradecer pelas palavras de sabedoria, e dizer publicamente o quanto te admiro e o quanto você está me ajudando. Obrigado, amigo, pela palavras na madrugada. Sabe que torço demais pela sua felicidade.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Porque não eu?


“Quem está com você?”. Essa pergunta ansiava na verdade por uma resposta que não veio.
“Um amigo”. Você sabia, sim, que não era droga de amigo nenhum. Sabia que havia um envolvimento ali e que havia também o desejo de não ferir o coitado que o adorava, que faria tudo para estar no lugar deste “amigo”.
A historia se passou com uma visita surpresa, e a demora de atender a campainha, coisa que você sabe ser anormal. E o nervoso disfarçado, tentando fugir do óbvio. Mas você tinha certeza que estava acontecendo algo, porém foi covarde e fugiu do convite para adentrar o espaço e ver, com seus próprios olhos, quem estava ali, quem era o amigo, e confirmar se realmente não passava de laços de amizade. Não te confirmou as suspeitas se era ou não quem você pensava. Apenas se calou, o que já era uma resposta clara e evidente.
Sua atitude? Ir embora, com raiva, desiludido, sonhando que aquilo fosse realmente coisa da sua cabeça e que ele estivesse realmente com um amigo e nada mais. Afinal, tinha pouco tempo que ele, o cara que você tanto queria pra você e que te relegou ao posto de amigo, de confidente, sabendo que você o amava como homem, acima da amizade, tinha acabado de sair de um relacionamento sério. Essa crença foi o que fez você continuar bem, até hoje.
Uma semana depois. Ponto de ônibus. O dito que você acha que está com ele, está alguns centímentros atrás de você. E você, claro, nem consegue olhar na cara da criaturinha, pequeno, franzino, e sinceramente, sem nada que de cara poderia atraí-lo, por isso você prefere acreditar que nada está acontecendo entre os dois. Mas, junto com a chuva, com o frio, vem a confirmação funesta: aquele que você sempre quis, chega. Com ares de intimidade, com cobranças bobas, típicas de casalzinho recente. E não percebeu (ou fingiu) que você não estava ali, logo um pouco a frente, de costas. Você sabe que ele o viu. Você sentiu. E seu constrangimento foi tal, que buraco se abriu sob seus pés, e com o mundo chuvoso e escuro a sua volta, sua única atitude foi sair daquele lugar, se afastar deles, chovendo ou não, mas ir para longe, ir em busca de consolo, de alguém que pudesse ouvir de você a confirmação bombástica e que compartilhasse da mesma opinião que você: aquele não é homem para ele. Porque não eu? O que ele tem que eu não tenho? Mais inteligente? Mais carinhoso? Mais homem? Mais amante? Mais o que? Bonito, com certeza não é. E o que mais te revolta é que você e o cara que está ocupando o lugar que você sempre quis tem muitas coisas em comum. Isto é o que te revolta. É o que te deixa sem chão, sem compreender quais os critérios dele para estar com esta pessoa.
E agora? O que fazer? Continuar mantendo essa paixão idiota, sem fundamento? Continuar mantendo um fio de esperança de que um dia, talvez quando ele enfim estiver barrigudo e careca (o que não vai demorar), ele perceba que você realmente o desejou, e faria tudo para ser feliz com ele, o procure? Ou renegar este sentimento, matar o desejo, e crer que no mundo existem pessoas melhores que ele, e que poderão te dar valor?