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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Assumir-se (parte 2).

Há alguns meses (7 para ser exato) escrevi um post onde falava sobre a vinda de minha mãe pra São Paulo e sobre a minha vontade de me assumir gay pra ela. Não sei se havia necessidade disso, mas no meu íntimo sentia que precisava, que devia contar a ela minha orientação sexual que com certeza ela sempre soube.
Acredito que isso acontecia também devido ao fato de ter passado dias no hospital com meu pai, acreditando piamente que ele sairia de lá e ser surpreendido com a notícia do seu falecimento, onde fiquei com a sensação de perder alguém que amava e que parecia que eu não conhecia quase nada sobre a vida dele ou ele sobre a minha. Também por isso decidi me aproximar ainda mais da minha mãe.
Na ocasião relatada no post anterior, minha mãe acabou não vindo pra São Paulo em fins de maio, porque uma semana antes da viagem caiu e machucou o pé.
Então a viagem ficou em Stand by até agora, quando ela finalmente veio. Semana passada, dia 14 minha mãe chegou a São Paulo e eu consegui ainda tirar alguns dias no trabalho pra ficar em casa durante toda a sua estadia de 1 semana. Pode parecer pouco, mas aproveitamos bem.


Ela conheceu a Paulista, o Brás, a 25 de março, Bom Retiro, Ibirapuera, Aparecida, conheceu onde trabalho e quem trabalha comigo. Me diverti muito, dei muitas risadas e pude ter a minha mãe só pra mim, sem dividir com meus dois irmãos que ficaram na Bahia e confesso: a experiência foi ÓTIMA!
Porém, mesmo antes dela chegar me angustiava o contar a ela que sou gay. Antes disso, já dei inúmeras indicações de livros, de reportagens na TV falando sobre o homossexualismo e ela sempre reagiu bem. Leu o que pedi, assistiu também. 
Nestes dias aqui em casa acompanhamos o drama do ex-casal gay da novela das 21hs, assim como as maldades do Félix (Matheus Solano), na Paulista vimos vários casais de namorados passeando de mãos dadas e não perdi a oportunidade de dizer o quando achava bonito, e como seria a reação das pessoas da minha cidade na Bahia ao ver uma cena de amor como esta. Fomos ao Museu da Língua Portuguesa onde está acontecendo uma exposição intitulada Cazuza Mostra Sua Cara, contando a vida deste poeta, músico, cantor que também era gay. Ela também conheceu a República, reduto gay de SP e fiz questão de mostrar e dizer isso a ela.
Enfim, o terreno estava mais que pronto, mas o medo de uma reação adversa me fez adiar essa conversa até hoje, quando fomos no Ibirapuera. Já no fim do passeio:

 - Mãe, preciso conversar com a senhora.
 - Então fala, que agora é o momento.
 - O que a senhora ACHARIA se eu disser que sou gay? (nervosismo em alta, fiz a pergunta como uma suposição)
 - Normal. Nada contra. (e tomou um gole de água).
 - Mas a senhora não iria me recriminar, ficar com raiva de mim?

 - Oxe, menino.Que besteira. Porque eu faria isso? Se toda preocupação que eu tivesse fosse essa...estava bom. (se referindo a outras preocupações que ela tem enfrentado, principalmente com meu irmão mais novo, hétero, de 16 anos).

 Minha alegria foi tamanha que dei um beijo nela, e um abraço hiper apertado, e falei que precisava dizer isso a ela pra viver em paz. E realmente, estou em paz. Analisei a forma de me tratar, se alguma coisa mudou depois do que disse, mas ela continuou a mesma, a minha Mãe. A pessoa que eu mais admiro e amo nesta Terra.
Amanhã ela volta pra Bahia e daqui a 1 mês eu tô indo passar o Natal e o Réveillon em casa. Mas este será um Natal diferente. Não ter porque temer, esconder, achar que ela está desconfiando, ou me recriminando por algo. Tudo isso invenção de minha cabeça. Minha mãe retorna e eu sei que tenho( ou que sempre tive) uma amiga, uma confidente, alguém que irá me amar sempre, apesar de qualquer coisa.
Hoje, eu estou em paz ( e feliz). 

Abraços, meus queridos amigos leitores!


P.S. Estou profundamente irritado porque na hora da escrita, o texto aparece lindo, as palavras separadas bonitinhas. Depois que posto, aparecem separadas erradamente no texto e isso é inaceitável pra mim. Alguém me ajuda a resolver? Ou serei obrigado a mudar o modelo do blog?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Morar Só.

O alarme soou. Chegou a hora.
Por quase dois anos dividi uma casa, cheguei até mesmo a dividir uma cama com minha amiga, com quem eu vim me lançar nesta cidade que eu amo. Correrias, problemas, idas e vindas, e estamos juntos.
Mas de uns dias pra cá, algo aqui dentro começou a soar e me dizer: é hora de você ter o seu canto.
Alugado que seja, mas MEU canto. Certa vez , li em algum lugar que o ariano tem um instinto de independência aguçado.
No meu caso, isso é a mais pura verdade. Tanto é que deixei minha família para viver só em outro estado, mesmo com a saudade, com a solidão, não penso em retornar tão cedo. E agora, não quero mais dividir uma casa com outra pessoa.
Amo meus amigos, ela é uma amiga, mas muito diferente de mim. E as diferenças são suportáveis até certo ponto. Uma coisa é você ter um amigo, sair com ele, conversar com ele, rir, dividir angústias, etc. Outra é ter dentro de casa, com hábitos diferentes do seu, costumes, manias... Ou talvez tudo isso seja apenas uma desculpa para assumir: eu gosto de morar só, eu quero morar só.



Meta para 2012: Arranjar um cantinho pra mim. Meu coração está pedindo isso. E eu vou fazer de tudo para conseguir.
Preciso focar no trabalho, procurar promoções; encontrar um lugar básico, mas aconchegante; já ir comprando tudo o que vou necessitar para morar sozinho; e claro, ir preparando o terreno para isso.
Em breve, maiores notícias sobre o assunto. Forte abraço, meus amigos!

P.S. Dos 7 itens acima, eu não faço nada com porta aberta...rs; Já sei lavar minhas roupas; Cozinho algo além de miojo; Festa no meu AP...hum...talvez... nada de esbórnias, todo fim de semana.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Voltar ao passado...

"Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo um sorriso sincero, um abraço
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade"

Há um ano atrás estava prestes a embarcar no voo 4061: Salvador-Campinas, que me trouxe a São Paulo com certeza de que, ao contrário do que disse a muitas pessoas, não voltaria a Bahia por tão cedo. Afinal, vim para ficar.
Na mala as roupas, o computador, os livros que mais gostava, e a esperança de conseguir ficar nesta cidade que após 01 ano ainda me encanta muito. O ano de adaptação passou muito, muito rápido.
Após a última viagem a Bahia (e a primeira após ter saído de casa) um frio, uma excitação me dominava.
Fui recebido por Salvador-BA com um calor imenso, um sol brilhante, céu azul e mar tranquilo, ás 08 da manhã da véspera de Natal.
Inquieto, segui para a rodoviária e mais uma vez fui abençoado com um breve passeio pela orla de Salvador. Ver a praia de Itapuã, Piatã, Patamares, sentir o cheiro gostoso do mar da minha Bahia, fez uma alegria genuína brotar em mim.
Inevitável não procurar nas paisagens e lugares em que passei as mudanças que ocorreram em 1 ano. Mas foram tão poucas que o sentimento que tive foi de que na verdade eu não havia saído dali, em momento algum. E foi algo tão forte o que senti, que cheguei a procurar indícios de que realmente eu havia acabado de chegar de São Paulo e lá havia morado nos últimos meses.
Aproveitei a viagem para, de certa forma, surpreender minha família, que esperava a minha chegada somente a noite, e me viram chegar para o almoço!
A alegria do reencontro, de ver como os pequenos cresceram absurdamente, de ver todos chegando para me ver, de ouvir elogios de como estou mais bonito, mais forte, e a conclusão de muitos de que São Paulo me fez bem me deixou muito satisfeito. Por fim, não consegui decidir se estar em casa parecia um sonho ou se ter morado fora durante 11 meses é que era um sonho.
Foi perfeito, mágico, gostoso dormir em minha cama, estar em minha casa, rir com meus tios, comer a comida da vovó, falar da experiência de se tornar totalmente independente em uma cidade muito longe de casa.
A emoção da despedida era visível no abraço da minha avó e em sua benção, nos olhos da minha mãe, e até mesmo na alegria de verem que o tempo passou mas eu continuo o mesmo e estou muito bem onde estou. Meu pai se dispôs a me levar ao aeroporto, prolongando o tempo ao lado do primogênito. E até então, eu estava bem.
As lágrimas de saudade, de amor só rolaram quando o avião já não tocava mais o solo baiano.
Por outro lado, ficaram promessas de visitas do meu irmão e minha mãe ainda em 2011. O amor e o apoio daqueles que estimamos é o melhor presente que podemos receber.
Este ano me sinto ainda mais feliz do que há 01 ano atrás. As perspectivas são as melhores possíveis. Até aqui valeu a experiência de dividir uma casa com uma amiga, planejar os dias futuros, traçar metas, conhecer o lugar que agora é minha cidade e me adaptar ao clima louco deste lugar. E claro, sempre procurando o melhor para nós.
01 ano se passou e não me arrependo de nada do que fiz até o momento. Que venha mais 01 ano pela frente!
Abração meus amigos queridos!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Viver São Paulo!


"Conquiste esta cidade cinzenta!" Foi o conselho do K, do blog G Clichê! Quase um ano se passou desde que cheguei nessa cidade linda, que eu aprendi a gostar. É caótica, sim. Louca, totalmente louca. Mas eu adoro.
Em 2011, como já falei antes, os planos são muitos. Mas não posso em hipótese alguma deixar de lado a Selva de Pedras. É mais do que a hora de começar a sair mais, de viver a cidade em que estou morando. De ter mais histórias para contar por aqui! De conhecer mais gente, me relacionar, criar laços.
Quero mudanças, muitas mudanças em 2011. Grandes, substanciais, importantes.
O ideal é ter metas definidas.
Sorriso no rosto, força de vontade, e a certeza de que existem pessoas prontas a nos apoiar em qualquer circunstância.
Primeiro dia útil chuvoso do ano, tédio total, vontade de prolongar os dias que fiquei em casa. Mas...o dever nos chama.
Olhando a chuva, a cidade, o trânsito, as pessoas, me peguei pensando na rotina, na chatice de todos os dias repetir as mesmas coisas. Mas, é aí que entra a poesia, nos tirando do marasmo e dando novas cores a vida. A fantástica Elisa Lucinda escreveu em 1997 este poema lindo, que espero ler várias e várias vezes até decorar (gravar no coração).
Deliciem-se! Forte abraço, meus queridos!

Termos da nova dramática (Parem de falar mal da rotina)

Parem de falar mal da rotina
parem com essa sina anunciada
de que tudo vai mal porque se repete.
Mentira. Bi-mentira:
não vai mal porque repete.
Parece, mas não repete
não pode repetir
É impossível!
O ser é outro
o dia é outro
a hora é outra
e ninguém é tão exato.
Nem filme.
Pensando firme
nunca ouvi ninguém falar mal de determinadas rotinas:
chuva dia azul crepúsculo primavera lua cheia céu estrelado barulho do mar
O que que há?
Parem de falar mal da rotina
beijo na boca
mão nos peitinhos
água na sede
flor no jardim
colo de mãe
namoro
vaidades de banho e batom
vaidades de terno e gravata
vaidades de jeans e camiseta
pecados paixões punhetas
livros cinemas gavetas
são nossos óbvios de estimação
e ninguém pra eles fala não
abraço pau buceta inverno
carinho sal caneta e quero
são nossas repetições sublimes
e não oprime o que é belo
e não oprime o que aquela hora chama de bom
na nossa peça
na trama
na nossa ordem dramática
nosso tempo então é quando
nossa circunstância é nossa conjugação
Então vamos à lição:
gente-sujeito
vida-predicado
eis a minha oração.
Subordinadas aditivas ou adversativas
aproximem-se!
é verão
é tesão!

O enredo
a gente sempre todo dia tece
o destino aí acontece:
o bem e o mal
tudo depende de mim
sujeito determinado da oração principal.

29 de outubro de 1997

domingo, 4 de abril de 2010

Real x Virtual

Ao som de Stereo Love, Edward Maya Feat. Vika Jiguli

Sabemos que o mundo atual sem internet não funciona! Imagine uma crise mundial onde a internet simplesmente não funcionasse? CAOS total.
Twitter, Facebook, Orkut, MSN, Blogs, Acesso a internet via celular, enfim, não tem como não estar conectado ao mundo. Falando particularmente, eu adoro estar on line. Ainda mais agora, longe da família e dos amigos e numa cidade onde não conheço praticamente nínguem. A internet me salva...
Salva?
Muitos dos meus amigos tem me questionado sobre o que tenho feito aqui em São Paulo para me divertir. Tenho colocado algumas desculpas como dinheiro, tempo, preguiça, etc, etc, para não sair. E quando não saio onde estou? Claro, On Line.
Aconteceu nestes últimos dias de ficar sem internet por um fim de semana, justamente no fim de semana em que fiz aniversário. Quase enlouqueci. Só consegui dormir o fim de semana inteiro, por grande período de tempo.
Analisando friamente a situação, vi que estou trocando contatos reais, por virtuais. UM PERIGO!
Deixando de sair, de conhecer mais São Paulo e tudo o que ela pode me oferecer em termos de cultura, de conhecer novas pessoas, fazer novos contatos, ver coisas bonitas, VIVER!
Não estou aqui condenando a internet, colocando-a no banco dos réus. Não! Adoro estar on line, adoro escrever aqui no blog, conversar com meus amigos virtuais e até mesmo os que não são virtuais, mas que infelizmente só posso ter contato no momento através da tela do note. No entanto, para tudo na vida precisamos ter equilíbrio. Saber dosar.
E eu confesso: não soube manter o equilíbrio e perdi oportunidades incríveis de viver experiências importantes em São Paulo. Mas, nem tudo está perdido.
Ainda bem que percebi isso a tempo de corrigir rotas e reavaliar posições.
Internet é bom, mas também vicia. E o que precisamos ter cuidado é justamente com isso. Porque a linha que separa o real do virtual é muito tênue. Teclando, acessando, todos os dias, por uma hora, duas horas, três horas...quando se percebe, já não consegue ficar sem acessar um dia e chega até mesmo a trocar programas reais por horas on line.
Então de posse deste insight que tive com relação a minha vida, começo a traçar os planos para a semana. Onde ir, o que fazer, quais locais devo visitar.
Na minha lista está a Biblioteca de São Paulo, que vi num programa de TV. Moderna, a biblioteca é um convite aos que gostam de leitura, filmes, internet, em um ambiente aconchegante:

"A BSP oferece serviços de referência e informação, leitura de livros, revistas e jornais, empréstimo domiciliar e de materiais de outras bibliotecas, programas de leitura, acesso gratuito à internet e localização de informação especializada. Nela é possível escutar música, assistir a um filme, brincar com os jogos eletrônicos e relaxar nas suas várias áreas de convivência."

E para comemorar meu aniversário ainda, já que na data foi fraquinho, e também para dar uma sacudida na poeira, próximo dia 11/04 estarei na festa de lançamento do novo DVD de Madonna, o registro da Sticky and Sweet Tour que será realizada na Vegas. Não posso perder a oportunidade de curtir uma noite ao som de Madonna, e dançando bastante! Quem quiser conferir informações sobre a festa, é só dar uma olhada no site do Madonna On Line.
No mais, galera, é isso. Creio que saíndo aproveitando mais do mundo real terei mais o que contar no mundo virtual. rs. Grande abraço a todos vocês!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pontualidade.

Sempre fui o atrasado. Desde que me entendo por gente, sempre me atraso pra chegar aos lugares. São raras as vezes em que marco algo e chego com antescedência. Primeiro, porque sempre deixo pra sair em cima da hora, segundo porque meus cálculos quanto a tempo nunca dão certo, sempre falta tempo. Quando estudava ainda o Ensino Médio, me recordo que sempre chegava atrasado ás aulas. Levei isso para o pré-vestibular, para a universidade.
Quando trabalhava, na Bahia, também chegava atrasado inúmeras vezes. Minha mãe coitada, já faz o contrário: me manda esperar ela em algum local antes de encontrá-la, porque sabe que dificilmente chegarei antes dela.
Trouxe esse defeito comigo para São Paulo. Mas acho que é hora que dar um jeito nisso.
Essa cidade vive correndo. As pessoas correm o tempo inteiro e eu achei que não entraria nesse ritmo frenético. Mas, como sempre...errei.
Noticio aos amigos que encontrei um emprego em São Paulo!!! YUPIIIII! Não é nenhum emprego dos sonhos, mas está relacionado com algo que gosto (livros), público, e estou animado porque há a possibilidade de crescer dentro da empresa em questão. Então, é fazer o meu melhor, me esforçar e correr atrás do meu futuro nessa cidade que estou adorando.
Nos primeiros dias do treinamento, cheguei atrasado! Saí feito louco correndo pela rua, mas ainda assim me atrasei. Ainda bem que não fui o único, e não pegou tão mal assim.
Nunca gostei muito da idéia de adiantar o relógio 5, 10 minutos, visando chegar aos lugares mais cedo, porque detesto esperar. Mas se realmente não tiver outro jeito, terei que adotar essa medida e ser mais pontual.
Principalmente porque se quero crescer profissionalmente, preciso adotar algumas posturas visando essa meta.
Então pontualidade é a minha nova meta. Grande beijo meus amigos!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Esperando a minha vez.


Ando sem idéias para escrever ultimamente.
Apesar de estar numa cidade como São Paulo, cheia de coisas para serem feitas, pessoas a conhecer, lugares a visitar, minha cabeça só gira em torno de uma coisa: encontrar um emprego.
O amor declarado a esta cidade, antes mesmo de aqui chegar já foi tema de outros posts. Estou adorando a cidade, a movimentação. E decidido a ficar aqui, e começar uma vida.
Para início de conversa, não estou me atendo a minha área de formação. Quero é trabalhar, sem escolher tanto em que, pelo menos por enquanto. Depois vou estruturando minha vida, fazendo cursos, concursos, e dando continuação aos estudos acadêmicos. E claro, analisando e aproveitando outras, novas possibilidades de trabalho.
Mas encontrar um trabalho não está sendo fácil. A rotina de sair de casa todos os dias a procura, bem como responder inúmeros questionários, currículos on line, provas para candidatar-se a vagas, é cansativa. Sair nem tanto, porque eu adoro ver gente, e por aqui tenho visto cada GENTE, nossa. De tirar o fôlego.
Eu, sinceramente, não estava acostumado a tanta gente bonita, durante a minha rotina diária na cidade em que morava. Por essas e outras é que não quero voltar para Bahia.
Conheci pessoas que estão sendo de fundamental importância nesse período aqui. Pessoas que estão nos dando uma força, nos indicando para amigos que tem vagas de emprego, pedindo nossos currículos (meu e de minha amiga) para entregar a conhecidos, enfim, anjos.
Não tenho vergonha de dizer que quero começar de baixo, que assumo toda e qualquer dificuldade que eu venha a passar aqui (mesmo mamãe e papai estando dispostos a me ajudarem lá da Bahia) para conseguir chegar onde quero, alcançar minhas metas, e poder dizer um dia: cheguei em São Paulo com uma mão na frente e outra atrás, mas hoje eu consegui e o que eu tenho é fruto do meu suor, do meu sofrimento, das minhas dores e alegrias nesta cidade que acolhe a todos.
Ando sentindo falta dos amigos, principalmente os do blog que eu achei que conheceria quando estivesse na cidade. Quase 20 dias que estou aqui e só encontrei por acaso o Louis numa balada...
Ainda faltam alguns que faço questão de ao menos tomar um café, bater um papo pessoalmente.
Mas compreendo que cada um tem seus afazeres, sua vida corrida, e isso requer tempo. Então na hora certa espero conhecer meus amigos leitores virtuais, e quem sabe até mesmo fazer novos amigos através do blog e conhecer mais gente! Amizades (ainda mais se verdadeiras) numa situação como essa que estou vivendo são de extrema importância. E quanto mais, melhor!
No mais, meus queridos esta está sendo a minha vida aqui. Espero em breve poder contar novidades, dizer que estou trabalhando, e que sim, eu vou ficar nesta Selva de Pedras! Por enquanto, é o que tem pra hoje. Fortíssimo abraço em cada um de vocês!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Seguindo em frente...

Lá fora, chuva. É só o que vejo desde que cheguei aqui. Dizem que eu que trouxe ela comigo...rs.
Aqui dentro, Lily Allen tocando, internet, um dia sem muitas novidades.
15 dias longe de casa, 15 dias procurando emprego, 15 dias conhecendo a rotina dessa Selva de Pedras. Estou gostando de estar aqui, não me arrependo de ter dado esse passo que pode ser decisivo em minha vida.
Numa entrevista de emprego, me disseram: Nossa, que coragem você teve! Legal!
Coragem? O que é coragem? Querer mudar, conseguir algo melhor, ser mais feliz, dar um passo no escuro, arriscar (ainda que não dê certo)?
Um pouquinho de coragem, sim. Mas acho que antes de mais nada tive uma inconformidade.
Não me conformei com um diploma em mãos, um trabalho temporário de prefeitura como educador, ganhando muito pouco, e tendo muito trabalho, tendo que pedir socorro a pai e mãe sempre que as coisas apertavam, o que dava a eles o direito de se meter na minha vida, querer influenciar em algumas decisões exclusivamente minhas. Amo-os, mas chega a hora dos filhos decidirem por suas vidas.
Foi a minha inconformidade que me fez seguir em frente com essa viagem, e estar nesta terra estranha hoje. E inconformado como sou, estou procurando minhas melhoras.
Li no blog do LicoSP um trecho de um texto da filosofia Osho que eu achei super pertinente para este post.

“O que é coragem? De início, não existe muita diferença entre o covarde e o corajoso. A única diferença é que o covarde dá ouvidos aos seus medos, enquanto o corajoso os põe de lado e segue em frente. O corajoso enfrenta o desc
onhecido apesar de todos os medos. Ponha tudo em jogo. Seja um jogador! Arrisque tudo porque o próximo momento não é certo. Por que então se aborrecer? Por que ficar preocupado? Viva perigosamente, viva com alegria. Viva sem medo, viva sem culpa. Viva sem medo algum do inferno, sem amb
ição alguma pelo paraíso. Simplesmente viva"

Mudando rapidamente de assunto, estamos chegando a fevereiro, mês do carnaval, show de Beyoncé chegando, onde vou matar dois coelhos de uma vez só: Ir num show de Ivete, que apesar de baiano, nunca fui; e o show de Beyoncé, que tenho admirado cada dia mais. E mais: fevereiro é mês de festa no Eggo: aniversário de 03 aninhos.
"Minha criança", com o decorrer do tempo, aprendeu a falar mais, mostrar sua personalidade, e eu espero que continue ainda mais falante! E mais abrangente.
Irei pensar em uma comemoração legal para esta data, 21/02. Uma festinha virtual, onde todos os meus leitores estarão convidados, é uma idéia interessante. Irei pensar.
Quem tiver sugestões a dar para a comemoração, aceito de bom grado.
No mais, meus queridos amigos, é isso. Peço desculpas por estar escrevendo tão pouco estes dias. E por estar sendo até mesmo repetitivo quanto ao tema dos posts, mas é que estou na procura das novas aventuras, das novidades, aguçando minha sensibilidade para escrever sobre o que realmente importa. Forte abraço e em breve apareço novamente.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Primeiras Impressões.


Ela tratou de nos receber da forma mais paulista possível: com chuva. Minha primeira noite em São Paulo foi em casa, porque chovia a cantaros na cidade e sair desta forma ainda é estranho para mim e minhas acompanhantes. Mas foi melhor assim, porque uma viagem de 1 hora de carro até Salvador, depois quase duas horas de voo até Campinas (porque viemos de Azul e não tem escala em São Paulo) e mais uma hora de ônibus da Azul até São Paulo CANSA DEMAIS! Chegamos simplesmente "mortos" aqui. Ainda assim sobrou tempo para uma bebidinha e comidinha num barzinho perto de casa.
Não me decepcionei em nada (até agora) com São Paulo. Já sabia das proporções gigantescas da cidade. Sei dos problemas também. Mas confesso ter ficado encantado com a Paulista...
E sim, a propaganda que me fizeram de que São Paulo tinha homens lindos é verdade...
Não senti tanta diferença quanto ao clima (ainda). Aqui realmente está quente, e até prefiro assim, pois quando esfriar posso experimentar a sensação térmica ir diminuído gradativamente e eu me aquecendo da mesma forma...se for possível.
Já conheci alguns ambientes gays e adorei. Dançar no domingo foi uma necessidade e me levaram pra conhecer a BuBu Lounge. Adorei e pudemos nos divertir MUITO!
Agora, vamos começar a organizar a vida em São Paulo e procurar meios de fazer dar certo a mudança. Agradeço a todos pela força, e prometo que não vou sumir. Voltarei sempre, para dar continuidade aos meus Devanneios.
Abraços meus amigos....