E neste espaço, eu vivo nas idas e vindas. Escrevo, sumo por um tempo, reapareço.
Preciso escrever pra tentar me entender. Pra analisar minha vida, minhas escolhas e o rumo para o qual estou seguindo. Mas, será que estou mesmo seguindo para um rumo? Qual?
Hoje me questionava sobre isso. Saí de casa, jantei no shopping, comprei livros, consertei ó óculos, e caminhei no meio dos estranhos, incólume, invisível, sem despertar a atenção de ninguém em particular.
Caminhei, caminhei, caminhei e pensei sobre o que estou fazendo de minha vida. Lá no fundo, aquele desejo bobo, infantil de amar e ser amado, de ter a companhia e a atenção de alguém especial. Se a minha vida gira em torno disso? Não, acho que não. Tô me praparando para receber meu apartamento e partir para vida de solteiro propriamente dita. Trabalhando. E pensando em como arrumar a casa nova, e o que irei fazer no futuro quando esta meta estiver totalmente cumprida. Viajar? Estudar? Adotar um cachorro, um gato? Nisso tudo só não posso colocar como meta namorar, casar, viver com alguém.
Porque?
Porque não depende de mim, exclusivamente. E sinceramente, eu tenho medo de esperar por isso. Medo de esperar por alguém que pode não vir. Medo de esperar, idealizar uma relação que pode acontecer somente nas minhas mais vãs ideias. Eu tenho medo. De sonhar com um amor. Ou com o amor.
Porque parece que quanto mais se sonha, mas ele se distancia. E não acontece.
E aí vem um outro medo: saberei lidar com a solidão de um apartamento vazio? Eu e minhas paredes, minhas coisas, meus medos e anseios?
Não sei. Mas preciso resolver essas pendências internas, preencher esse espaço que não foi ocupado por ninguém, e que não tenho garantias de que será. Um trabalho nada fácil. Mas necessário.
Tô de volta... Abração, queridos.
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sábado, 25 de julho de 2015
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
E terminando 2013...
2014 não chegou, mas já tive uma prévia do que está por vir! MUDANÇAS!
Algumas pessoas que leem este blog há um tempo sabem que vim morar em São Paulo há 4 anos atrás, e desde então divido um apartamento com uma amiga. Viemos juntos da Bahia pra cá.
Hoje, moramos eu, ela e a namorada dela (que na verdade, já pode ser considerada mulher, esposa, companheira visto que tem mais de 01 ano que ela reside aqui). A princípio eu não queria, porque achava que me sentiria mal. No fim das contas, a dinâmica entre nós três funcionou "bem".

Mas, eu sempre havia dito que quando minha amiga encontrasse alguém, eu sairia de casa. Iria morar só ou providenciar algo meu. Além disso sempre dizia que até os 30 anos queria ou pagando algo MEU ou morando em algo meu.
Além do mais, não dá pra morar com um casal de lésbicas. É drama demais pra uma pessoa só aguentar. Tema para um post futuro...
Pois bem. Chegou o dia. Tudo muito rápido, mas foi lançado um empreendimento imobiliário perto de onde moro atualmente, em condições melhores de transporte, localização, proximidade de lojas, bancos, etc. A princípio me interesse mas fiquei com aquela dúvida entre manifestar ou não o interesse. Mandei os documentos, que foram aprovados. Fiz a proposta de pagamento, que foi aceita.
E foi assim, rápido, porém com os pés no chão, sabendo que vou ter que me sacrificar em algumas coisas, e pagar parcelas por um bom tempo (porque infelizmente não nasci rico) que hoje assinei os papéis da compra do apartamento. E o medo, meus amigos? O MEDO! De alguma coisa dar errado lá na frente, de não conseguir pagar, de ser enrolado, de não entregarem o apartamento...medos, medos, medos...Mas não permiti que eles me paralisassem. Segui em frente.

Daqui há 2 anos, estarei prestes a me mudar para o meu lugar, a minha casa. Sinceramente, ainda não caiu a ficha. Agora vem a parte burocrática, financiamento, papéis, etc, etc. Mas com fé em Deus, daqui a pouco estou morando no que é meu!
E este é o meu último post de 2013! Com uma notícia ótima como essa!!! Hoje estou indo pra Bahia, onde passo o Natal e o Réveillon com minha família e amigos. E em 2014 espero escrever mais, ter mais o que contar, e principalmente comentar muito as postagens de vocês, meus queridos amigos que leem e comentam meus Devaneios!
Feliz Natal, boa entrada pra vocês (kkkkk) e que 2014 seja muito mais maravilhoso que 2013! E ainda que saibamos aproveitar as boas oportunidades que nos forem apresentadas!
Forte Abraço!
sábado, 30 de março de 2013
2.8 - parte 2.

O querido Raphael do blog Forever Young, fez uma postagem falando sobre o seu aniversário de 28 anos. Por coincidência, também fiz 28 anos no último dia 27. Começa a contagem regressiva para os 30. Particularmente, sinto uma chamada a ser mais responsável, a conquistar algo para o meu futuro, ter o meu cantinho, minhas conquistas. Preciso reavivar alguns sonhos, traçar novas metas, e buscar arduamente um pouquinho só de disciplina, que é o que falta para conseguir as coisas que almejo.
Com 28 anos, e analisando pelo menos os últimos 8 anos ou melhor, os últimos 3 anos em que vivo aqui em São Paulo, vejo o quanto amadureci, me reconheci, e firmei traços da minha personalidade.
Hoje já não tenho mais medo do que as pessoas irão pensar de mim, me preocupo muito mais com meu corpo que mudou drásticamente nos últimos meses (entenda-se por mudança engordar, principalmente ganhando mais barriga do que jamais tive), penso constantemente que sou um homem de quase 30 anos que mora com uma amiga (ainda) e que preciso começar a planejar a compra de um lugar pra mim, com a minha cara, com as minhas coisas e de portas abertas para receber os amigos e a família quando vierem me visitar. Preciso também retomar os estudos, fazer a Pós-Graduação, um curso de línguas, me movimentar no sentido dos estudos. Enfim, até os 30anos, planos são muitos, só preciso colocá-los em prática.

Chego aos 28 anos solteiro, sem ainda ter vivido um namoro substancial, algo realmente profundo, de fundamental importância. E pior que, analisando a fugacidade dos relacionamentos hoje em dia, a facilidade com que as pessoas gostam e deixam de gostar, logo no primeiro obstáculo já estão na cama trepando com outro, sinto que será ainda mais difícil daqui pra frente encontrar um cara bacana que esteja disposto a viver algo com respeito e que pense num futuro a dois. Ao contrário do que pensava há alguns anos atrás, estou até me acostumando a ser sozinho (ou seria melhor a ser solteiro?). Talvez eu frequente os lugares errados, mantenha contato com as pessoas erradas ou simplesmente a hora não chegou, como muitos me dizem.
Fato é que cheguei aos 28 anos, com a impressão de já ter vivido muito mais que esta idade e cheio de planos para o futuro. E que venha os 30 anos!
Abraços meus queridos!
P.S. Raphael, como comecei o blog citando você, aproveitei e também copiei sua imagem com o número 28. rs.
P.S 2: A segunda foto com os presentinhos que ganhei no trabalho: uma caneca com chocolates, um pijama, um CD de Beyoncé e um livro. Dá até para montar uma cena: na cama, de pijama, ouvindo Beyoncé bem baixinho, lendo e comendo chocolates ou tomando chocolate na caneca nova. rs O cúmulo do ócio e dá-lhe gordura!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Adeus Ano Velho!

Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo
Que tudo se realize no ano que vai nascer
Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.
Hora de parar e analisar tudo o que aconteceu nos últimos 12 meses.
Creio que o termo ANO NOVO eu fiz valer em 2010, quando decidi vir morar em São Paulo. Foi um ano de adaptação, de recomeço, de lágrimas e alegrias. Não me arrependo de nada que fiz nesse sentido.
Justamente por ter sido um ano de descobertas, de explorar uma nova cidade e passar a viver como um de seus moradores é que não pude viver mais São Paulo. Muita correria pa
ra pouco tempo.
Olhando para trás, eu só tenho a agradecer a Deus, ao Universo, a Força Superior pelo que consegui até aqui e por ter guardado aqueles que amo e que estão longe de mim no momento.
Foi reconfortante pra mim após 11 meses longe, retornar a minha cidade e constatar que meus pais, irmãos, avós, primos e tios estão todos bem. Que meus amigos estão felizes e com saúde.
Retornei da viagem de Natal recarregado, com a certeza de que tenho o apoio de pessoas amadas e que estes torcem pela minha felicidade e sucesso. Energias positivas são sempre bem-vindas.
Em 2011 os planos são muitos. Retomar os estudos, começar novos cursos, arriscar outro trabalho, quem sabe, encontrar um amor. Não digo um novo porque até o momento não tive um amor. Então é encontrar um amor mesmo. Se não aparecer, beijar na boca e se divertir também é muito válido.
Fazer mais amigos. Já conheci pessoas importantes e obtive ajuda de pessoas a
quem serei grato eternamente, mas quanto mais amizades legais, leais e verdadeiras, melhor. Afinal, "os amigos são a família que nos permitiram escolher", já li em algum lugar.
Mas planejar não é o suficiente. É preciso ter foco, saber onde se quer chegar, e dar o sangue se necessário for para que os planos se concretizem. E claro, saber reconhecer quando estamos indo pelo caminho errado, e ter coragem para mudar o rumo.
A festa do reveillon em si não me agrada muito. Prefiro me recolher, analisar o que passou, agradecer a Deus por tudo de bom e até mesmo de ruim e traçar metas para o novo ano.

Nessas mudanças de 2010, escrever para mim foi um alívio, uma válvula de escape, um consolo, um hábito que eu não pretendo abandonar tão cedo. Compartilhar dessa nova experiência com todos os que leem o que escrevo foi maravilhoso e espero poder continuar fazendo o mesmo durante todo 2011. Os amigos que fiz através do Blog são pessoas que estimo muito e que mantendo contato através de MSN, telefone ou do próprio blog me ajudaram bastante a não me sentir tão só aqui em São Paulo neste ano. Eu agradeço a todos vocês de coração.
Cada um sabe a importância que tem na minha vida e como eu adoro ver os comentários, a força, a energia positiva de todos os que querem o meu bem. Muito obrigado por vocês fazerem parte de cada dia do meu ano.
Enfim, é hora de dar tchau (lembram dos Telettubies?) a 2010, e preparar tudo para a chegada de 2011. Momento de renovação. De esperança. De alegria. De mudanças. Ou apenas de continuação. Continuar a ser feliz, a ter fé, a contagiar o outro com sua esperança, vitalidade, amor, alegria, etc, etc.
Enfim, a todos o meu desejo de que 2011 seja 110% melhor do que foi 2010. E aguardo você por aqui no ano que vai começar hein?
Grande abraço cheio de carinho!
sábado, 18 de setembro de 2010
Isto é Brasil.

Está se aproximando a data em que vamos escolher o próximo presidente do nosso país, bem como nossos representantes no Senado e nossos Deputados Estaduais e Federais.
Distante de minha terra, não sei como está a política por lá. Mas estou acompanhando o cenário político nacional e estadual aqui em São Paulo e confesso: não é muito diferente do resto do nosso país. Verdadeiras figuras cômicas, porque não dizer ridículas, querendo chegar ao Poder.
Algumas dessas pessoas, que dizem ter um intuito político, e querem cuidar da nossa saúde, educação, segurança, lazer, etc, etc deixam muito, MUITO a desejar na propaganda eleitoral.
Claro, precisamos ver o que os presidenciáveis tem a dizer sobre sua proposta de Governo, apesar de ser praticamente certo que a candidata Dilma Roussef (em quem eu não votaria*) vence esta eleição. Mas a propaganda dos que tentam ser deputados sinceramente, me faz gargalhar.
Temos cantores, fanáticos religiosos, humoristas, pessoas que percebemos que basicamente sabem ler e escrever (e olhe lá), todos querendo o seu quinhão no Governo e claro, no dinheiro que envolve a nossa política.
Claro que não posso generalizar. Há os deputados e senadores que realmente querem trabalhar pela sua comunidade, querem ver o Brasil crescer e melhorar.
Mas pra mim, não tem melhor programa de comédia do que o Horário Gratuito Eleitoral.
E como se não bastasse a palhaçada deste programa, ainda aparecem os escândalos eleitorais que já viraram marca registrada da política deste país. Tráfico de influência, quebra de sigilo fiscal, acusações gratuitas, todo eleição é a mesma coisa.
Quando é que a política nesse país vai ser levada a sério?
A todos os meus leitores, um grande abraço, e um pedido de desculpas pelo sumiço. É a inspiração que não vem...rs
* (digo votaria porque infelizmente este ano eu não poderei me manifestar através do meu voto, já que infelizmente estou sem meu título de eleitor aqui em São Paulo)
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
O que você quer?

Nestes últimos instantes de 2009, pensava em algo para escrever, tentando marcar o encerramento de mais um ano, uma década, a primeira do século XXI. Na verdade, faltou-me originalidade para fazer isso. Não, eu não queria colocar aqui uma lista do que quero fazer em 2010, as famosas metas a serem atingidas. Até porque no fim do ano acabo esquecendo tudo o que eu prometi, ou pensei em fazer durante o ano.
Claro, o fato de não colocar aqui essas metas não significa que não as tenho. Mas, queria realmente refletir sobre essas metas, refletir sobre o que eu preciso mudar em mim, na forma de agir e ver o mundo, de tratar as pessoas.
Enfim, busquei em meus autores preferidos algo que dissesse o que eu tenho pensado neste fim de ano. Recordo-me que antes de iniciar 2009, coloquei aqui o poema Receita de Ano Novo, de Drummond, que com certeza vale a pena ser relido antes de continuar com o restante deste post.
Este ano escolhi uma crônica de Martha Medeiros, autora que li muito este ano e pela qual me apaixonei. E espero que todos os meus leitores e amigos gostem e se questionem: O que é que você quer? Eu estou fazendo este questionamento e elegendo minhas prioridades.
Desejo que cada um eleja as suas, e corra atrás (ou na frente, quem sabe, rsrsrsrsrs) para fazer com que elas se tornem realidade. Que 2010 seja um ano de realizações para cada um que lê as minhas palavras neste blog, e que no final deste ano que vai começar, possamos juntos analisar tudo o que passou e ver se de fato chegamos ao fim satisfeitos com tudo o que conseguimos. E claro, que a necessidade de escrever só aumente com o passar dos dias e que venham posts maravilhosos pela frente.
Bruta Flor do Querer
"Quando era menino, o pintor mexicano Diego Rivera entrou numa loja, numa daquelas antigas lojas cheias de mágicas e surpresas, um lugar encantado para qualquer criança. Parado diante do balcão e tendo na mão apenas alguns centavos, ele examinou todo o universo contido na loja e começou a gritar, desesperado: "O que é que eu quero???"
Quem nos conta isso é Frida Khalo, sua companheira por mais de 20 anos. Ela escreveu que a indecisão de Diego Rivera o acompanhou a vida toda. Ao ler isso, me perguntei: quem de nós sabe exatamente o que quer?
A gente sabe o que não quer: não queremos monotonia, não queremos nos endividar, não queremos perder tempo com pessoas mesquinhas, não queremos passar em branco pela vida. Mas a pergunta inicial continua sem resposta: o que a gente quer, o que iremos escolher entre tantas coisas interessantes que nos oferece esta loja chamada Futuro? Sério, a loja em que o pequeno Diego entrou chamava-se, ironicamente, Futuro.

O que é que você quer? Múltiplas alternativas. Medicina. Arquitetura. Música. Homeopatia. Casar. Ficar solteiro. Escrever um livro. Fazer nada o dia inteiro. Ter dois filhos. Ter nenhum. Cruzar o Brasil de carro. Entrar para a política. Tempo pra ler todos os livros do mundo. Conhecer a Grécia. Morar na Grécia. Morrer dormindo. Não morrer. Aprender chinês. Aprender a tocar bateria. Desaprender tudo o que aprendeu errado. Acupuntura. Emagrecer. Ser famoso. Sumir.
O que você quer? Morar na praia. Filmar um curta. Arrumar os dentes. Abrir uma pousada. Recuperar a amizade com seu pai. Trocar de carro. Meditar. Aprender a cozinhar. Largar o cigarro. Nunca mais sofrer por amor. Nunca mais.
O que você quer? Viver mais calmo. Acelerar. Trancar a faculdade. Cursar uma faculdade. Alta na terapia. Melhorar o humor. Um tênis novo. Engenharia química. Um mundo mais justo. Cortar o cabelo. Alegrias. Chorar.
Abra a mão, menino, deixa eu ver quantos centavos você tem aí. Olha, por esse preço, só uma caixinha vazia, você vai ter que imaginar o que tem dentro.
Serve."
MEDEIROS, Martha. Bruta flor do querer. In: Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM, 2006.
FELIZ 2010 A TODOS! e ATÉ O PRÓXIMO ANO...RS
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Ciclos

Estive pensando no que será para mim o ano que está por vir: 2010?
Temos em nossas vidas ciclos que são encerrados de tempos em tempos. Vivi um longo ciclo, de 16 anos, que foi o período em que morei com meus pais, numa cidadezinha do interior, onde concluí meus estudos, onde vivi apartado do mundo, reprimindo meus desejos. Essa semana, encontrando uma amiga daquela época, ela me recordava das nossas conversas de que aquela cidade era pequena pra mim. E de fato, bastou acabar o Ensino Médio e minha amada mãe me impulsionou a sair de lá e estudar fora. Começava aí mais um ciclo: morar com parentes, em uma cidade grande, conhecer novas pessoas, outra realidade, ter acesso direto ao mundo em si, e descobrir quem eu era de verdade, os meus desejos, meu gosto. Aprender
a cuidar de algumas coisas sozinho, e ser mais independente.
Período muito importante! Ainda lutando contra algumas realidades que precisavam ser aceitas, mas que fingi não ver. Esse período durou 3 anos, até que veio mais uma mudança: passar no vestibular.
Encerrava-se outro ciclo e começava um totalmente novo: entrar na vida acadêmica, encontrar o primeiro trabalho na cidade grande, ter responsabilidades, aceitar minha homossexualidade, vivê-la, driblar as pessoas mais chegadas para que não soubessem, até que eu tivesse confiança o suficiente para me aceitar e partilhar isso com as pessoas que amo. Um período muito gostoso e difícil.
Dois anos depois, veio mais um ciclo: morar com o irmão, dividir a casa, executar alguns trabalhos domésticos. Crescer mais como homem. Acreditar mais em mim, e mostrar as pessoas que amo quem realmente eu sou: Homem, gay, inteligente, divertido, amigo fiel até o fim, carente e necessitado de amor, solteiro desde então...e ávido por finalmente viver uma história verdadeira, em conflito com a família, principalmente o pai, ás vezes triste em excesso, grosso, cheio de arestas a serem aparadas.
Nesses dois anos, vivi um deles com meu irmão e nosso colega, e o outro ano com meu irmão apenas. Aprendi muito, e fiquei mais próximo de meu maninho.

Após este período veio a oportunidade de morar sozinho. Alguns aprendizados nessa fase, que veio junto com o final de mais um ciclo: a graduação.
Agora, após estes ciclos, contabilizando um total de 24 anos estou morando "só", graduado, sem neuras quanto a ser gay, entrando nos eixos na relação com a família, escolhendo muito bem meus amigos, recém saído de uma experiência como educador onde aprendi muito, vivendo as minhas amizades, vejo o encerramento de mais um ciclo, e o possível início de um outro, onde virá a minha independência financeira, a minha independência como homem. É chegada a hora de finalmente CRESCER. Tomar as rédeas da minha vida, minhas decisões, e seguir em frente, traçando metas, analisando e aproveitando as oportunidades que aparecerem, e construindo a MINHA VIDA, sem a interferência de ninguém.
Confesso que bate o medo do desconhecido, do novo, do futuro. Mas estou decidido a enfrentá-lo e arriscar. Em um determinando texto de Augusto Branco, atribuído a Charles Chaplin, Shakespeare e etc, ele diz que "O mundo é de quem se atreve."
Então, 2010 para mim não será apenas mais um ano. Será O ANO. Novas tentativas, nova vida, nova cidade, um recomeço.
AH, e não posso deixar de dizer que no encerramento de mais um ciclo, o blog ganhou proporção viciante em minha vida. Agora posso dizer que escrever aqui para mim é algo fundamental e a mudança de vida em 2010 será relatada aqui com certeza!
A todos os meus amigos e leitores, um forte abraço e antes que termine o ano, volto com um textinho reflexivo sobre os próximos 365 dias que vem aí. Até mais.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Rapaz Solteiro Procura...A Felicidade.
Sempre morei em cidade pequena. Há quase 10 anos saí de minha cidade e vim parar aqui, na segunda maior cidade da Bahia, com o intuito de continuar os estudos. De início, fui morar com uma tia e sua família: marido, e dois filhos. Reconheço ter sido acolhido como um terceiro filho, mas casa de parentes nunca é igual a nossa. Por isso eu viajava tanto para minha cidade, para ficar com a minha família. Esse período durou mais ou menos 5 anos. E foi bom.Mas a sensação de liberdade que senti quando meu irmão também veio morar aqui na cidade, junto com um colega e surgiu a proposta de dividirmos uma casa para nós três era maravilhosa. E foi o que fizemos. Moramos um ano juntos. Tive um pouco de liberdade, mas nada tão extraordinário.
Após um ano morando juntos, nos mudamos eu e meu irmão e fomos morar em outro local. A convivência não era das melhores, afinal temos algumas diferenças, o que é perfeitamente normal, mas ainda assim moramos mais um ano juntos. Dessa vez, logo que mudamos, senti a necessidade de contar a ele, que moraria comigo a partir de então, que sou gay. Ele não disse nem que estava bom, nem tampouco que estava ruim. Agiu com indiferença. E vivemos este um ano juntos onde eu me senti mais livre, onde pude ser mais eu mesmo com uma pessoa que vive comigo já a 20 anos. Descobri depois que meu irmão também é gay. Mas como ele é superfechado, nunca comentou nada comigo, nem eu pergunto nada.
Esse ano, por motivo de trabalho, ele retornou para a cidade onde fomos criados e passei a morar só. Faz oito meses que tenho uma certa liberdade e indepedência que me fizeram muito bem. Minha mãe sempre aparece, praticamente toda semana para conferir como estou, mas maior parte dos meus dias, estou só. Acordo na hora que acho que devo, como o que quiser, faço o meu café (que adoro), entro e saio da casa onde moro com autonomia. Como é bom viver assim...
Enfim, nesses quase 10 anos muita coisa mudou. Sempre percebi o meu lado independente. E sempre gostei demais disso. Comigo é: se não tenho companhia, faço sozinho. Sem problema algum.
Analisando este decênio, hoje sou graduado, moro só, tenho um trabalho (pelo menos até dezembro), um bom nível cultural. Hoje sei do que gosto, sei da minha orientação sexual e aceito muito bem. Tive coragem para partilhar isto com pessoas maravilhosas que hoje me respeitam pelo que sou. Falta-me o amor. Ou um amor. Alguém que possa compartilhar comigo destas conquistas e que tenha as suas também. Alguem para somar, dividir, não para subtrair.
Infelizmente, o amor não depende de nada do que tenho, nem do que sou, nem do que conquistei. Analisar a minha vida, tudo o que passei para chegar até aqui, onde me encontro, só me faz querer ir além, e não ficar preso a possibilidade de encontrar alguém que me faça feliz. Felicidade não pode depender jamais de outra pessoa.
Então hoje, como disse Dona Canô, mãe de Bethânia e Caetano, por ocasião de seu aniversário de 102 anos: "A vida, a gente é que decide. Eu escolhi a felicidade."
Ser feliz, fazer o que me deixa bem, olhar para frente sem ficar remoendo o passado, uma vez que seu próprio nome já diz: PASSOU. E "águas passadas não movem moinho".
Hoje a minha prioridade é viver muitos momentos felizes, sozinho, com amigos, com família, com ficantes...ou quem sabe até com um grande amor. Mas, a prioridade do momento é ser feliz COMIGO MESMO.
Amo cada um de vocês!
Após um ano morando juntos, nos mudamos eu e meu irmão e fomos morar em outro local. A convivência não era das melhores, afinal temos algumas diferenças, o que é perfeitamente normal, mas ainda assim moramos mais um ano juntos. Dessa vez, logo que mudamos, senti a necessidade de contar a ele, que moraria comigo a partir de então, que sou gay. Ele não disse nem que estava bom, nem tampouco que estava ruim. Agiu com indiferença. E vivemos este um ano juntos onde eu me senti mais livre, onde pude ser mais eu mesmo com uma pessoa que vive comigo já a 20 anos. Descobri depois que meu irmão também é gay. Mas como ele é superfechado, nunca comentou nada comigo, nem eu pergunto nada.

Esse ano, por motivo de trabalho, ele retornou para a cidade onde fomos criados e passei a morar só. Faz oito meses que tenho uma certa liberdade e indepedência que me fizeram muito bem. Minha mãe sempre aparece, praticamente toda semana para conferir como estou, mas maior parte dos meus dias, estou só. Acordo na hora que acho que devo, como o que quiser, faço o meu café (que adoro), entro e saio da casa onde moro com autonomia. Como é bom viver assim...
Enfim, nesses quase 10 anos muita coisa mudou. Sempre percebi o meu lado independente. E sempre gostei demais disso. Comigo é: se não tenho companhia, faço sozinho. Sem problema algum.
Analisando este decênio, hoje sou graduado, moro só, tenho um trabalho (pelo menos até dezembro), um bom nível cultural. Hoje sei do que gosto, sei da minha orientação sexual e aceito muito bem. Tive coragem para partilhar isto com pessoas maravilhosas que hoje me respeitam pelo que sou. Falta-me o amor. Ou um amor. Alguém que possa compartilhar comigo destas conquistas e que tenha as suas também. Alguem para somar, dividir, não para subtrair.
Infelizmente, o amor não depende de nada do que tenho, nem do que sou, nem do que conquistei. Analisar a minha vida, tudo o que passei para chegar até aqui, onde me encontro, só me faz querer ir além, e não ficar preso a possibilidade de encontrar alguém que me faça feliz. Felicidade não pode depender jamais de outra pessoa.
Então hoje, como disse Dona Canô, mãe de Bethânia e Caetano, por ocasião de seu aniversário de 102 anos: "A vida, a gente é que decide. Eu escolhi a felicidade."
Ser feliz, fazer o que me deixa bem, olhar para frente sem ficar remoendo o passado, uma vez que seu próprio nome já diz: PASSOU. E "águas passadas não movem moinho".
Hoje a minha prioridade é viver muitos momentos felizes, sozinho, com amigos, com família, com ficantes...ou quem sabe até com um grande amor. Mas, a prioridade do momento é ser feliz COMIGO MESMO.
Amo cada um de vocês!
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
E quando a idade chegar?
Ultimamente tenho ouvido muito de amigos meus, principalmente os gays, declarações de que não querem envelhecer. Algo como: "Quero morrer antes dos 50", ou "Não vou chegar nem aos 50 anos". Mas o porque dessa afirmação?
Bem...uma amiga diz que é porque ela não quer virar um "sapatão" velho, e só de imaginar que pode ser sozinha, fica aterrorizada. Outro, um amigo super vaidoso, tem medo de ver tudo cair quando a idade chegar, além de ter medo de ficar sozinho. Fico chocado com esses pensamentos.
De fato, chegar aos 40, 50, 60 anos, não é nada fácil. Nosso corpo já não é mais o mesmo, já não temos mais a vitalidade da juventude, a disposição da adolescência. E ainda tem o fator ser Gay. Isso implica em encontrar uma pessoa e viver o resto dos dias juntinhos (acho que ainda espero que isso aconteça comigo um dia....será um doce ilusão?), ou se tornar um coroa que frequenta boates, saunas, cinemas, etc, atrás de garotinhos para uma transa esporádica, sem compromisso, ou pior, que
procure esses garotinhos para sustentá-los como uma forma de afirmar para si mesmo que não envelheceu tanto assim. Porque um cara de mais de 40 que opta por trocar de namoradinhos de 20 anos a cada semana, só pode ser alguém que não aceita que envelheceu e quer se manter sempre na mesma faixa etária dos ninfetos.
No entanto, há aqueles que fazem planos para um futuro onde a juventude existirá nos pensamentos e na alma, que eu acho que é onde são mais importantes. Não é porque você se chegou aos 50 anos que você vai deixar de ir a boates, frequentar ambientes GLS, se cuidar, ir a academia (se gostar disso), ou fazer uma caminhada, pedalar, ou qualquer outra atividade física. Não porque você tem 60 anos e é gay que vai deixar de viajar, de sair com os amigos, de namorar, ou quem sabe encontrar um grande amor e ficar com ele até o fim da vida. E chegar a melhor idade sozinho? E o que é que tem isso?
Eu particularmente não tenho muito medo de ficar só quando mais velho. Pretendo com o passar do tempo adotar uma criança, ser talvez um pai solteiro, criar meu filho (ou filhos). Viajar bastante, conhecer lugares que sempre tive vontade, estar sempre com meus amigos. Rezo para encontrar um amor que me suporte quando eu ficar velho. E fique do meu lado.
Mas se isso não acontecer, vou bradar aos céus que me leve daqui, porque minha vida não tem sentido? JAMAIS!
Não vim ao mundo a passeio. Estou aqui para aproveitar tudo que me acontecer, e se o meu futuro me reserva chegar aos 80 anos, lá estarei, lindo e belo, pronto para recordar o que já vivi e viver o que ainda não pude. Caso eu tenha que ir antes disso, espero ter vivido muita coisa até lá.
Mandem suas opiniões sobre este assunto. Abraços, meus queridos.
P.S. Não tenho nada contra caras de 20 que preferem mais velhos, caras mais velhos que preferem os de 20. O que disse acima é: existem aqueles que não aceitam a idade que tem, e se comportam como garotinhos de 20 anos e portanto trocam de namoradinhos também de 20 anos a todo instante como uma forma de auto-afirmação de que não tem a idade que tem. Nada impede que um homem de 40, 50, tenha e viva um grande amor com um carinha de 20, 25 anos. Porque não? Quisera Deus eu encontrar um cinquentão maravilhoso e viver uma linda história.
Bem...uma amiga diz que é porque ela não quer virar um "sapatão" velho, e só de imaginar que pode ser sozinha, fica aterrorizada. Outro, um amigo super vaidoso, tem medo de ver tudo cair quando a idade chegar, além de ter medo de ficar sozinho. Fico chocado com esses pensamentos.
De fato, chegar aos 40, 50, 60 anos, não é nada fácil. Nosso corpo já não é mais o mesmo, já não temos mais a vitalidade da juventude, a disposição da adolescência. E ainda tem o fator ser Gay. Isso implica em encontrar uma pessoa e viver o resto dos dias juntinhos (acho que ainda espero que isso aconteça comigo um dia....será um doce ilusão?), ou se tornar um coroa que frequenta boates, saunas, cinemas, etc, atrás de garotinhos para uma transa esporádica, sem compromisso, ou pior, que
procure esses garotinhos para sustentá-los como uma forma de afirmar para si mesmo que não envelheceu tanto assim. Porque um cara de mais de 40 que opta por trocar de namoradinhos de 20 anos a cada semana, só pode ser alguém que não aceita que envelheceu e quer se manter sempre na mesma faixa etária dos ninfetos.No entanto, há aqueles que fazem planos para um futuro onde a juventude existirá nos pensamentos e na alma, que eu acho que é onde são mais importantes. Não é porque você se chegou aos 50 anos que você vai deixar de ir a boates, frequentar ambientes GLS, se cuidar, ir a academia (se gostar disso), ou fazer uma caminhada, pedalar, ou qualquer outra atividade física. Não porque você tem 60 anos e é gay que vai deixar de viajar, de sair com os amigos, de namorar, ou quem sabe encontrar um grande amor e ficar com ele até o fim da vida. E chegar a melhor idade sozinho? E o que é que tem isso?
Eu particularmente não tenho muito medo de ficar só quando mais velho. Pretendo com o passar do tempo adotar uma criança, ser talvez um pai solteiro, criar meu filho (ou filhos). Viajar bastante, conhecer lugares que sempre tive vontade, estar sempre com meus amigos. Rezo para encontrar um amor que me suporte quando eu ficar velho. E fique do meu lado.
Mas se isso não acontecer, vou bradar aos céus que me leve daqui, porque minha vida não tem sentido? JAMAIS!
Não vim ao mundo a passeio. Estou aqui para aproveitar tudo que me acontecer, e se o meu futuro me reserva chegar aos 80 anos, lá estarei, lindo e belo, pronto para recordar o que já vivi e viver o que ainda não pude. Caso eu tenha que ir antes disso, espero ter vivido muita coisa até lá.
Mandem suas opiniões sobre este assunto. Abraços, meus queridos.
P.S. Não tenho nada contra caras de 20 que preferem mais velhos, caras mais velhos que preferem os de 20. O que disse acima é: existem aqueles que não aceitam a idade que tem, e se comportam como garotinhos de 20 anos e portanto trocam de namoradinhos também de 20 anos a todo instante como uma forma de auto-afirmação de que não tem a idade que tem. Nada impede que um homem de 40, 50, tenha e viva um grande amor com um carinha de 20, 25 anos. Porque não? Quisera Deus eu encontrar um cinquentão maravilhoso e viver uma linda história.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Mudanças
"Sabe quando vc vê ciclos da sua vida se encerrando e vc nao sabe o que fazer do futuro que se aproxima?".
Este foi um trecho de uma conversa que eu tive com o Théo pelo MSN, onde falava com ele que não estou sabendo agir diante da vida, do destino, do futuro, ou qualquer coisa que o denomine.
Estou sim encerrando alguns ciclos em minha vida. E a incerteza do futuro me deixa louco. A faculdade acabou, a formatura será neste fim de semana. Em dezembro o contrato de trabalho vence, e adíos sala de aula.
Sempre quiz sair daqui, conhecer uma cidade maior, mais movimentada. Sempre sonhei com São Paulo. E fiz planos para conhecê-la.
Ontem, no susto, uma amiga que está decidida a ir morar na megalópole veio comprar as sua passagem comigo, na net. Compramos, e ela me perguntou: você vai ou não comigo em janeiro? Eu vacilei.
Pensei tanta coisa, pensei no futuro, e se eu encontrar alguém aqui, e se aparecer um trabalho, e se, e se, e se... e ela perguntou uma última vez, logo depois de ter comprado a sua passagem: vai comprar a sua ou não?
Num átimo de loucura, eu disse: vamos lá. Pronto. Compramos as passagens, e dia 16 de janeiro desembarco em solo paulista. Quero ficar. E por isso vou começar a procurar emprego daqui, e pedir ajuda a uma amiga que mora lá.
E o futuro continua nebuloso. E eu continuo com medo. Mas disposto a arriscar. Sempre.
Abraços meus leitores, amo vocês!
Este foi um trecho de uma conversa que eu tive com o Théo pelo MSN, onde falava com ele que não estou sabendo agir diante da vida, do destino, do futuro, ou qualquer coisa que o denomine.
Estou sim encerrando alguns ciclos em minha vida. E a incerteza do futuro me deixa louco. A faculdade acabou, a formatura será neste fim de semana. Em dezembro o contrato de trabalho vence, e adíos sala de aula.

Sempre quiz sair daqui, conhecer uma cidade maior, mais movimentada. Sempre sonhei com São Paulo. E fiz planos para conhecê-la.
Ontem, no susto, uma amiga que está decidida a ir morar na megalópole veio comprar as sua passagem comigo, na net. Compramos, e ela me perguntou: você vai ou não comigo em janeiro? Eu vacilei.
Pensei tanta coisa, pensei no futuro, e se eu encontrar alguém aqui, e se aparecer um trabalho, e se, e se, e se... e ela perguntou uma última vez, logo depois de ter comprado a sua passagem: vai comprar a sua ou não?
Num átimo de loucura, eu disse: vamos lá. Pronto. Compramos as passagens, e dia 16 de janeiro desembarco em solo paulista. Quero ficar. E por isso vou começar a procurar emprego daqui, e pedir ajuda a uma amiga que mora lá.
E o futuro continua nebuloso. E eu continuo com medo. Mas disposto a arriscar. Sempre.
Abraços meus leitores, amo vocês!
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quinta-feira, 4 de junho de 2009
Bons Momentos...

Sumido! Esta é a palavra que me define no momento. Sumi muito daqui, mas não da net. Alguns amigos que estão no meu MSN vêem que continuo aparecendo de vez em quando.
Mas devido a falta de tempo, é que nao tenho escrito tanto como antes. No último post falei sobre a minha falta de confiança na pessoa com a qual estou namorando faz um mês. Pensei em terminar o que mal tinha começado, mas vi que estava cobrando demais de uma pessoa que mal conhecia. Após um papo com o mesmo pessoalmente resolvi levar em frente o que começamos e dar um voto de confiança a ele. Afinal, nem todos os caras são como o que me envolvi ano passado, que estava comigo e com outro na cidade dele ao mesmo tempo. Ainda bem que só descobri isso tempos depois e não me afetou (ao menos conscientemente). Quanto a eu e H. estamos bem.
Vou tentando não imaginar o que ele pode fazer comigo na cidade dele. Isso pode até ser uma neura minha. Mas uma coisa que admiti pra mim e até para o próprio H. é que não confio (ainda) em mim. Minha autoestima não me permite acreditar que ele gosta de mim e não quer outra pessoa. Ele diz que é isso o que acontece, mas sempre acho que tem um Q de mentira aí atrás. Como disse, tento não ficar encanando com essas coisas e assim estamos felizes um com o outro. A saudade é imensa, ma
s dá pra levar, uma vez que nos falamos todos os dias, religiosamente, ao telefone. E nos vemos com uma certa regularidade.
Enfim, estou feliz.
Não apenas por isso, mas também por ter chegado ao último semestre da faculdade. Agora sou um Provável Concluinte, como a própria universidade me define. Dentro de no máximo 6 meses serei um licenciado. Confesso que estou nervoso com a cerimônia de formatura, aquele mundaréu de fotos, de cumprimentos, de... esqueci a palavra.
Além disso, minha vida tomou rumos que não eu esperava. Quem antes bradava aos quatro ventos que não iria ser professor, hoje está em sala de aula, tomando conta de três turmas de alunos, todos na faixa etária da pré-adolescência. Um verdadeiro sufoco, com alguns bons momentos. Mas que estou conseguindo superar e desempenhar o meu papel. Não sei se bem, mas...
No mais, está tudo assim. Prometo que não sou sumir por tanto tempo. E que voltarei com meus devanneios...rs
Abraços meus amigos leitores.
Vou tentando não imaginar o que ele pode fazer comigo na cidade dele. Isso pode até ser uma neura minha. Mas uma coisa que admiti pra mim e até para o próprio H. é que não confio (ainda) em mim. Minha autoestima não me permite acreditar que ele gosta de mim e não quer outra pessoa. Ele diz que é isso o que acontece, mas sempre acho que tem um Q de mentira aí atrás. Como disse, tento não ficar encanando com essas coisas e assim estamos felizes um com o outro. A saudade é imensa, ma
s dá pra levar, uma vez que nos falamos todos os dias, religiosamente, ao telefone. E nos vemos com uma certa regularidade.Enfim, estou feliz.
Não apenas por isso, mas também por ter chegado ao último semestre da faculdade. Agora sou um Provável Concluinte, como a própria universidade me define. Dentro de no máximo 6 meses serei um licenciado. Confesso que estou nervoso com a cerimônia de formatura, aquele mundaréu de fotos, de cumprimentos, de... esqueci a palavra.
Além disso, minha vida tomou rumos que não eu esperava. Quem antes bradava aos quatro ventos que não iria ser professor, hoje está em sala de aula, tomando conta de três turmas de alunos, todos na faixa etária da pré-adolescência. Um verdadeiro sufoco, com alguns bons momentos. Mas que estou conseguindo superar e desempenhar o meu papel. Não sei se bem, mas...
No mais, está tudo assim. Prometo que não sou sumir por tanto tempo. E que voltarei com meus devanneios...rs
Abraços meus amigos leitores.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Rotinas...
Ando sumido, é bem verdade. Mas é que a rotina está retornando. Trabalho
três vezes na semana, faculdade voltando ás aulas, e por incrível que pareça, mesmo tendo que fazer apenas três matérias para concluir o curso, terei que estar na universidade todos os dias da semana. Não gosto muito dessa idéia, mas tenho que focar no fim último que é a conclusão do curso, que eu espero que não passe deste ano.
três vezes na semana, faculdade voltando ás aulas, e por incrível que pareça, mesmo tendo que fazer apenas três matérias para concluir o curso, terei que estar na universidade todos os dias da semana. Não gosto muito dessa idéia, mas tenho que focar no fim último que é a conclusão do curso, que eu espero que não passe deste ano.O pânico que tinha em ser professor parece que está amenizando. Livrando o fato de ter escolhido dar aulas para 5ª série do Ensino Fundamental II ( coisa que me arrependo muito agora, porém, já está feito, não tenho mais o que fazer), está tudo correndo razoavelmente bem. Mas continuo com a idéia de não ser professor, mas estou professor até que o ano acabe.
No âmbito sentimental...bem...estou conhecendo uma pessoa. Na verdade, firmamos um compromisso e estamos namorando. Mas confesso estar cheio de medo.
Primeiro porque a situação mais recorrente de minha vida volta a acontecer: ele não mora aqui na minha cidade. E eu, inseguro, já fico cheio de medo de ser traído, enganado, de não resistir a distância, de ser infantil demais e acabar afastando ele de mim.
Estou lutando bravamente, poderando bastante antes de qualquer ato para que eu não me arrependa posteriorment
e. Mas no primeiro encontro, e no fim de semana que passamos juntos, a empatia foi palpável. Já conquistou até mesmo os amigos mais próximos e que tiveram a chance de conhecê-lo. Após a sua partida, luto agora para não cobrar atenção, para não ficar imaginando coisas, para não posar de namorado carente, ciumento, possessivo.
Melhor deixar as coisas acontecerem, e fazer a minha parte como amante: dar atenção, não dar motivos para cobranças posteriores, e tratá-lo bem, muito bem.
Tenho dito ultimamente que se estamos vivos não estamos imunes ao sofrimento. Portanto, sofrer é algo inerente a nossa vida. Não adiantaria muito ficar com medo de me envolver e não querer esta relação pelo fato da pessoa desejada não estar próxima a mim. Preciso é aprender a viver com a distancia. Quem sabe no futuro ela não seja diminuída, ou até mesmo extinta?
Mas enquanto a situação não muda, vamos aproveitando da forma como pode ser.
E que "seja eterno enquanto dure".
Abraços meus queridos leitores.
No âmbito sentimental...bem...estou conhecendo uma pessoa. Na verdade, firmamos um compromisso e estamos namorando. Mas confesso estar cheio de medo.
Primeiro porque a situação mais recorrente de minha vida volta a acontecer: ele não mora aqui na minha cidade. E eu, inseguro, já fico cheio de medo de ser traído, enganado, de não resistir a distância, de ser infantil demais e acabar afastando ele de mim.
Estou lutando bravamente, poderando bastante antes de qualquer ato para que eu não me arrependa posteriorment
e. Mas no primeiro encontro, e no fim de semana que passamos juntos, a empatia foi palpável. Já conquistou até mesmo os amigos mais próximos e que tiveram a chance de conhecê-lo. Após a sua partida, luto agora para não cobrar atenção, para não ficar imaginando coisas, para não posar de namorado carente, ciumento, possessivo.Melhor deixar as coisas acontecerem, e fazer a minha parte como amante: dar atenção, não dar motivos para cobranças posteriores, e tratá-lo bem, muito bem.
Tenho dito ultimamente que se estamos vivos não estamos imunes ao sofrimento. Portanto, sofrer é algo inerente a nossa vida. Não adiantaria muito ficar com medo de me envolver e não querer esta relação pelo fato da pessoa desejada não estar próxima a mim. Preciso é aprender a viver com a distancia. Quem sabe no futuro ela não seja diminuída, ou até mesmo extinta?
Mas enquanto a situação não muda, vamos aproveitando da forma como pode ser.
E que "seja eterno enquanto dure".
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Na sala de aula...
"A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida." Sêneca
Estou ás voltas com um novo drama! Na verdade, algo para o qual eu estou me preparando desde 2005 quando comecei a faculdade, mas que vivia dizendo aos 4 ventos que não iria fazer: entrar numa sala de aula no papel de professor!Quando optei por fazer uma licenciatura na Universidade, o meu interesse não foi a sala de aula. Mas foi estudar aquilo que tanto gosto que são as letras, a literatura, os textos, as línguas. Achei eu, (coitado!), que o meu curso poderia me ajudar a fazer outra graduação depois que acabasse esta, que é ainda o que pretendo fazer. E pensei também que se não gostasse, desistiria do curso e faria outro.
Pois é, cheguei ao 8º e último semestre do curso de Letras. Pensei em desistir do curso? Claro que sim. Mas os amigos, a família, e blah, blah, blah... acabei ficando até o fim. Passei pelas etapas mais temidas por mim mesmo: observação da prática de ensino, estágio. Mas foram experiências rápidas, com o auxílio constante da professora, dos colegas da faculdade.
O ano que eu sabia que seria um marco na minha vida dá provas de que realmente é isto o que ele será. Ano de formatura, desempregado, surge a oportunidade: dar aulas de Língua Portuguesa, para alunos do Ensino Fundamental II, em minha cidade. Parafraseando Shakespeare: Ir ou não ir: eis a questão!
Diante das dificuldades, da crise financeira que também atingiu minha vida, e o fato de estar desempregado, aceitei o desafio. É, esta é palavra certa: DESAFIO.

Porque entrar numa sala e ministrar aulas para 20, 30, ou quiçá 40 alunos, todos na pré ou na adolescência sinceramente nunca fez parte dos meus planos. No entanto, estou sendo preparado para isto desde 2005, e mais cedo ou mais tarde essa situação iria se apresentar a mim. É bem verdade que entre estudar as teorias e ir para a prática há uma diferença gritante.
Acredito que a Educação, a leitura podem mudar a vida de uma pessoa. E no momento, assumindo o papel de educador, a minha preocupação é não ser um professor qualquer, não fazer isso pensando apenas no dinheiro. Eu irei trabalhar não com livros, textos, literatura.
Eu vou trabalhar com vidas! Eu terei em minhas mãos o poder de construir ou destruir uma vida. Porque sabemos nós que um mal professor, deixa marcas para o resto da vida. Bem como um bom professor.
E eu não quero ser um professor medíocre. E muito menos marcar negativamente os meus futuros alunos.
Então agora é assumir minha nova profissão, e me preparar para o desafio deste ano. E com certeza haverão muitos post's falando sobre a minha nova experiência.
Abraços meus queridos amigos...
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