Assumi uma atitude psicótica, porque acho que se o outro não está mais afim, seja homem, honre as calças que veste e tenha ao menos a dignidade de dizer isso a outra parte envolvida. Descobri que no MSN eu estava bloqueado, e que ele não queria mesmo era me atender, nem falar comigo.domingo, 18 de setembro de 2011
Sofrer é opcional!
Assumi uma atitude psicótica, porque acho que se o outro não está mais afim, seja homem, honre as calças que veste e tenha ao menos a dignidade de dizer isso a outra parte envolvida. Descobri que no MSN eu estava bloqueado, e que ele não queria mesmo era me atender, nem falar comigo.segunda-feira, 11 de julho de 2011
Despedida.

Foram 30 dias de hospital, no meu caso, e pra ele 42 dias de internação. Tive momentos de irritação, de descontração, de medo, de amor pelo meu pai, compaixão pelo seu sofrimento, e vontade de dar uns tapas nele nos momentos de teimosia e chatice. Mas num resumo geral, os últimos 30 dias, eu estive do seu lado, acompanhando tudo o que ele estava vivendo.
Na madrugada da última sexta-feira, ele se foi. Pela manhã o hospital mandou me chamar e o médico me deu a notícia, ali sozinho. Afinal, nos seus últimos momentos de vida, no dia anterior, eu que o vi com vida, que conversei com ele, que dei água, que tentei ajeitar a posição na cama, que pedi que lutasse para que saísse logo daquela UTI, e ele disse que assim faria.
Meu pai se foi, de forma inesperada. Ele tinha tudo para sair dali e continuar vivendo. Mas não foi assim que aconteceu. Exatos 30 dias após a minha chegada, ele partiu.
E agora ainda estou perdido, sem acreditar que realmente aconteceu, que o enterrei, que o vi num caixão, que tudo isso de fato ocorreu.
A vida agora tenta seguir seu rumo normal. A saudade ainda vai ficar por muito, muito tempo. E agora vem as decisões que não sei se devo ou não tomar. Ficar em SP ou voltar para Bahia? Assumir a posição do meu pai na família ou deixar tudo como está?
Apesar de na Bahia ter meus amigos e família, não sei se conseguiria viver minha vida como vivo em SP. Enfim, são coisas que eu preciso pensar muito bem antes de decidir.
Por enquanto, ainda fico na Bahia alguns dias até resolver algumas coisas, mas até o final do mês eu volto pra SP.
Nos dias em que estive confinado em um hospital, aproveitei para refletir sobre minha vida, sobre o que tenho feito, o que quero fazer. Mas principalmente, pensei sobre a efemeridade da vida. Vivemos tão loucamente dia após dia, muita fritura, muita gordura, açúcar, correria, sem tempo para cuidar de si, alimentação fora de hora... A verdade é que um dia o corpo cobra tudo isso, e no fim podemos terminar como meu pai, preso a um hospital, tendo que levar várias agulhadas durante o dia, inúmeros exames, e perspectiva de ir para casa, nenhuma.
A verdade é que agora eu quero me cuidar mais, do meu bem estar, da minha qualidade de vida, para tentar evitar um futuro tão doloroso.
E no meu peito, permanece a saudade...
Abraço a todos.
sábado, 14 de maio de 2011
Notícias!

sábado, 9 de abril de 2011
Acontecimentos.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Natal realmente Feliz!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Natal = Família.

domingo, 9 de maio de 2010
Vale a pena?
sábado, 7 de novembro de 2009
O irmão gay.

Pois é, ao citar isso, alguns leitores ficaram curiosos para saber como eu descobri que meu irmão do meio, o segundo na escala de sucessão familiar (kkkkk) também é "do ramo", como costumamos dizer por aqui.
Na verdade foi bem simples, ao meu ver.
Morei com meu irmão e um colega nosso da cidade onde fomos criados por um ano. Na verdade, nove meses. Após esse período, devido a algumas chateações com a dona da casa onde estávamos, nos mudamos, apenas eu e meu irmão. Nesse exato período, quando estávamos preparando mudança e tal, percebi uma atitude estranha por parte de meu irmão. Claro que antes de chegar ao fato, veio uma breve análise da vida dele: fã de Beyoncé, tem um monte de amiguinhos no Orkut que eu sei que são gays porque conheço, sem contar que um menino no auge da juventude nunca apareceu com namoradinha nenhuma. Ou seja, apliquei a ele o que aplicaram a mim para saber se era gay ou não.
Além de morarmos juntos, também estávamos trabalhando no mesmo local, um cyber café, em horários diferentes. Percebi que toda vez que eu me aproximava do PC onde ele costumava acessar a net, ele mudava de página rapidamente, ficava todo desconfiado. Neste período, tinha acabado de surgir o MSN Plus, e algumas pessoas ainda não sabiam utilizar o aplicativo. Entre estas pessoas, meu querido irmão. Então o que fiz: instalei o Plus numa máquina onde ele costumava acessar sempre, e esperei que ele fizesse isso. Logo depois que ele saiu deste PC, eu fui dar aquela velha "fuçada" e encontrei algumas conversas dele com colegas aqui da cidade marcando outra aventura como aquela, alguns papos cheios de sacanagens com amigos e outro papo onde ele falava de dinheiro com um cara, o que me revoltou de certa forma, porque ele não tinha necessidade de fazer aquilo. Então, resolvi agir.
Imprimi a conversa, e guardei para uma hora oportuna. Assim que nos mudamos, estávamos em casa apenas eu e ele. E falando sobre morar só nós dois e tals, aproveitei o ensejo e mostrei a conversa a ele, alertando-o sobre os riscos do que ele estava fazendo, dessas conversas pela internet, uma vez que ele tinha praticamente acabado de chegar á cidade, e estava tendo um contato mais intenso com a net agora. Já que na cidade onde fomos criados, net era artigo de luxo na época. Então fiz os devidos alertas, já que beirava os 18 anos e culminei, frio e incisivo com a frase:
- Ah, e deixa eu avisar logo. Já que vamos morar só eu e você a partir de agora, quero lhe dizer que sou gay. Estou avisando por que caso você chegue em casa e me encontre com alguém, não se assuste, ou coisa do tipo. E nem preciso falar que fica entre eu e você, não é?
Ele disse:
- Novidade... ( e fez cara de desdém).
De lá pra cá, minha relação com ele melhorou um pouco. Brigamos como todos os irmãos. Mas acabamos nos aproximando mais. No entanto, ele é bastante diferente de mim, em questões de personalidade. E por ser muito fechado, nunca conversou comigo sobre ser gay. Mas, na hora certa isto vai acontecer. Mas, ele me respeita e eu o respeito em sua privacidade.
Como disse em post anterior, hoje estou morando só, e ele na cidade onde fomos criados. Creio que ele está passando por uma barra lá, porque cidade pequena, família inteira de olho... Mas, na hora certa ele terá a sua "carta de alforria" assim como eu tive a minha. E irá viver a vida dele (se já não o está fazendo).
Viram, foi bem simples. Para quem estava esperando mais emoção na narração desta descoberta, sinto em desapontá-los. (rsrsrsrs)
Abraços meu amados leitores. E amigos.
P.S. Gente, não encontrei uma foto para ilustrar este post. Quem tiver sugestões de sites onde eu possa encontrar, além do Google Imagens, por favor, manda pra mim??? Obrigado.
domingo, 11 de outubro de 2009
Recordações

Enfim, fiquei admirando aquela noite tempestuosa. Adoro ver os raios. Se pudesse, deitaria no quintal de casa para ficar olhando-os. O mesmo acontece quando passa furacões na TV. Acho a força do vento fantástica. Sei que tem toda aquela destruição por trás, mas acho aforça da natureza incrível. Raios e ventos.
Enquanto alimentava meu lado estranho de achar raios bonitos, mesmo morrendo de medo, do tipo: desligo computador, celular, evito pegar em metal (kkkk), me recordava de quando era pequeno.
Morando em cidade do interior, quando essas chuvas fantásticas desabavam sobre a cidade, meu pai não nos deixava fazer nada. Não podíamos tomar banho, nem comer nada, nem ligar nada a energia elétrica. Lembro de uma dessas chuvas que na verdade parecia mais uma chuva de raios. Nunca vi tantos. Recordo da família toda sentada na sala. Meus pais imóveis e com medo (ou respeito, como eles diziam), e eu e meus irmão lutando para não rir e não fazer brincadeiras. Um deles muito pequeno ainda não entendia direito, então meu pai ficava com ele no colo e tentando fazer ele ficar quieto. Eu e o segundo irmão começavamos a brincar e rir, quando estrondava aquele trovão que parecia que o mundo estava desabando. Meu pai pirava com a gente!!! Ficávamos imóveis, com a mão na boca e olhos arregalados! kkkkk Muito hilário. Volta e meia eu ficava olhando pelos vidros da porta a chuva caindo la fora e o mundo sendo iluminado pelos relâmpagos, alguns que cortavam o céu de ponta a ponta, incríveis. Enfim, em cidades do interior, com toda aquela tradição que envolve os mais velhos e que passam de pai para filho, contemplar esses momentos de força bruta da natureza é sempre maravilhoso, livrando os estragos, claro.
Enfim, esse post é apenas uma recordação da época em que era feliz e não sabia...
Abraços...
terça-feira, 17 de março de 2009
O perigo mora ao lado.
Moro na cidade com meu irmão e ao chegar o encontro com a vizinha. Ao pisar meus belos pés em casa, logo vem a notícia:
Vizinha: está sabendo do seu novo inquilino?
Eu: Inquilino? Onde? (Logo entrei em pânico, porque se tem uma coisa que tenho verdadeiro horror é de algum parente do interior resolver se mudar para o Apertadinho onde moro.)
Vizinha: Seu primo, está vindo morar aqui. Chegou de "mala e cuia".
Eu: Morar onde? Que primo? Explica isso direito, menina.
Vizinha: Seu primo, Caio, chegou aí na casa da outra vizinha, parece que vai dividir o AP com ela. (Não entendi nada, porque minha vizinha e amiga é lésbica, adora um movimento em casa, e meu primo é o machista homofóbico de plantão da família. Ou seja, o que está acontecendo?)
Contextualizando: são quatro apartamentos onde três deles são ocupados por pessoas que se conhecem, porque todos vieram da mesma cidadezinha do interior. E o 4° apartamento está vazio. Minha vizinha do lado esquerdo está morando sozinha e passando maior parte do tempo no interior, enquanto que meu primo está estudando e trabalhando aqui na cidade, e não tem onde ficar. Só não ia ficar em meu apertadinho porque dois já bastam. Então a viziamiga resolveu dividir o AP com ele. Sem aviso prévio ao gay da família que mora ao lado. Ou seja, mífu...., porque morando com um homofóbico do lado, todo cuidado é pouco para que um escândalo não ocorra no seio da família.
Por outro lado, a psicologia
explica: quando a pessoa é extremamente homofóbica, é porque tem algo errado aí. Um amigo meu que conhece meu primo diz que ele tem uma quedinha para o nosso lado. Eu nunca percebi. Mas se tivesse mesmo, bem que eu iria gostar.Ontem a noite fui no apartamento do lado conferir se meu priminho querido estava bem instalado. Na verdade, fui conferir se o "material" da época em que moravámos na mesma cidade continuava o mesmo ou estava melhor. Sabe aquelas histórias de descobertas entre primos? Calma gente: infelizmente não aconteceu comigo. Mas este primo em particular é um dos melhores do clã. Bonito, viril, corpo lindo. A cabeça vazia, é bem verdade, mas quem disse que tô estou interessado no conteúdo da cabeça dele?
Enfim, uma breve visitinha para conferir o material e confesso: está melhor. Um corpo atlético, não sarado, de homem que está entrando na idade adulta, cheio de testosterona, daquele tipo que conversa com você atestando que é homem inteiro através de leves (ou não tão leves ) apalpadelas em seu brinquedinho o tempo inteiro... Ai, ai...
Enfim, ruim ter uma pessoa preconceituosa morando ao seu lado, espero que isso não me atrapalhe em nada. No entanto, muito bom ter um pessoa como ele, um colírio aos meus olhos, todos os dias, ali do ladinho.
Neste caso, o perigo decididamente mora ao lado. Neste caso o duplo perigo.
Abraços meus amigos.
P.S.1 A mídia começa a informar a morte do deputado federal Clodovil Hernandez. Eu particularmente, sinto muito. Eu gostava do Clô e de sua personalidade marcante. Vai fazer falta.
P.S. 2 - Lendo o post de um amigo, o Marcos, do Passageiro do Mundo, resolvi colocar aqui o vídeo de uma música do Coldplay que eu adoro!
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Paternidade

Ultimamente, tenho pensado muito na minha vida familiar, ou melhor, tenho recordado muitos momentos bons que tive com minha família em anos passados.
Após a separação de meus pais, eu achei que estaria apoiando o melhor para todos nós. Mas confesso que sinto saudades de muitos dos momentos que nós: eu, minha mãe, meu pai, meu irmão, e um pouco mais tarde, meu segundo irmão, fora momentos impares. Na verdade, toda essa saudade do passado surgiu com o afastamento de meu pai nos ultimos meses.
Após a separação eu prometi continuar um filho presente, porém, minha ligação com minha mãe é muito mais forte. Me questiono: minha relação com ele não será reflexo de tentativas frustadas de aproximação do mesmo no passado? Nas inúmeras vezes em que este me convidou para viajar com ele, mas que recusei terminantemente porque não conseguia ficar sem minha mãe. Recordo os presentes que ele dava a mim e meu irmão, nossas viagens para praia nas férias, ao almoços de domingo em casa, família reunida, um churrasquinho só pra gente, muitas risadas após o almoço... Recordo também as broncas, as brigas...
Na verdade, analisando hoje a vida desta pessoa que não deixa de ser importante na minha, vejo o quanto ele regrediu, o quanto perdeu o seu brilho e deixou que isso influenciasse na nossa família, culminando no fim da mesma. Uma pessoa vaidosa, com sonhos, que foi caíndo após perder o emprego...acabando com aquilo o que conquistou ao longo dos anos através do vício da bebida... e no fim, acabando "só", entre aspas porque um dos filhos muito ligado a ele, ainda permanece como um presente de Deus para acompanhá-lo enquanto os outros dois estão longe, no sentido literal da palavra.
Sim, eu queria que a relação com meu pai fosse diferente, mas o passar do anos, seu trabalho fora, as brigas por causa da bebida, as ofensas ditas neste estado de embriaguez marcaram, e fundo. Mas hoje vejo que as alegrias que passamos juntos superam isso. E sinto, no fundo, que o amo...
J.M.