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domingo, 18 de setembro de 2011

Sofrer é opcional!

Como você reagiria se estive desempregado, não tivesse passado naquela seleção de emprego que você queria MUITO, seu namorado tivesse terminado com você, alegando estar confuso, sem saber se queria viver um relacionamento com outro homem ou não, e no meio disso tudo, após a descoberta de um câncer, você tivesse que viajar para cuidar do seu pai que havia feito uma cirurgia para retirada do mesmo e infelizmente o perdeu para uma infecção hospitalar? AH, detalhe, e depois de tudo isso, tivesse que viajar de volta para a cidade distante onde está morando atualmente e recomeçar sua vida praticamente do zero?
Pois é. Imagino que maioria vá dizer que estaria confuso, arrasado, no fundo do poço, etc, etc. Foi justamente assim que me senti quando no dia 06 de agosto eu desembarquei em São Paulo, após a passagem deste furacão. Só que neste período, aquele ex confuso reapareceu arrependido e querendo voltar. E insistiu, e forçou a barra cheio de carinhos que eu não poderia retribuir no momento, e queria porque queria me reencontrar, mas eu achei melhor esperar um pouco mais.
E sim, eu disse a ele tudo o que estava sentindo naquele momento, a minha confusão, o meu medo em retomar aquele namoro, ainda que tentando ser melhor, e depois ele fazer a mesma coisa: alegar confusão e me dar um pé na bunda. Mas por fim, após algumas verdades, lágrimas, e discussões virtuais, eu decidi recomeçar com ele. Disse isso a ele, que gostava dele ainda, que estava disposto a tentar novamente. E o que aconteceu depois?
Dois dias depois ligo pra ele e sou friamente tratado. Com a convivência você conhece a pessoa pela voz. E disse isto a ele: te conheço, você não está bem. Resposta: você acha que me conhece. Como agir diante disso? Continuei educado, encerrei a conversa. A noite, tentei um papo no msn, novamente friamente tratado e dessa vez a alegação de que estava fazendo alguns projetos do trabalho. E quando tentei ser carinhoso e dizer a ele que relaxasse, que retribuisse a minha despedida no msn, com um beijo, ele me disse pra não começar e não encher que ele estava com dor de cabeça e alguns problemas. Me toquei e silenciei uns dias.
Três dias depois tentei contato novamente, e dessa vez telefone só chamou. E depois de muito tempo, apenas uma mensagem dizendo que saiu, não levou o celular e estava cansado. Iria dormir e me ligaria depois. No outro dia, celular só chamava. E no outro dia também.
Assumi uma atitude psicótica, porque acho que se o outro não está mais afim, seja homem, honre as calças que veste e tenha ao menos a dignidade de dizer isso a outra parte envolvida. Descobri que no MSN eu estava bloqueado, e que ele não queria mesmo era me atender, nem falar comigo.
A verdade é que diante de tantas quedas, tapas, ciladas que a vida nos apronta, precisamos aprender com elas. Então, essa pessoa, apesar de ter me proporcionado bons momentos quando esteve junto a mim, neste momento mostrou sua verdadeira face. Não, não conhecemos bem a pessoa que está no nosso lado. Exclui toda forma de contato com ele. Mesmo sabendo que, em determinado momento, como todos os outros fizeram, ele voltará. Arrependido, se fazendo de amiguinho. Mas aí será tarde demais.
Mas, surgiu um novo trabalho, novas pessoas. Agora é focar nas metas e seguir em frente. Se no caminho alguém aparecer e quiser me acompanhar, será bem vindo. Mas ser maltratado, não dá.
Abraços, meus queridos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Despedida.


Todos por aqui, que tiveram o trabalho (ou prazer) em ler minhas últimas postagens sabem que estou na Bahia, que tive de vir por que meu pai fez uma cirurgia e precisava da minha companhia.
Foram 30 dias de hospital, no meu caso, e pra ele 42 dias de internação. Tive momentos de irritação, de descontração, de medo, de amor pelo meu pai, compaixão pelo seu sofrimento, e vontade de dar uns tapas nele nos momentos de teimosia e chatice. Mas num resumo geral, os últimos 30 dias, eu estive do seu lado, acompanhando tudo o que ele estava vivendo.
Na madrugada da última sexta-feira, ele se foi. Pela manhã o hospital mandou me chamar e o médico me deu a notícia, ali sozinho. Afinal, nos seus últimos momentos de vida, no dia anterior, eu que o vi com vida, que conversei com ele, que dei água, que tentei ajeitar a posição na cama, que pedi que lutasse para que saísse logo daquela UTI, e ele disse que assim faria.
Meu pai se foi, de forma inesperada. Ele tinha tudo para sair dali e continuar vivendo. Mas não foi assim que aconteceu. Exatos 30 dias após a minha chegada, ele partiu.
E agora ainda estou perdido, sem acreditar que realmente aconteceu, que o enterrei, que o vi num caixão, que tudo isso de fato ocorreu.
A vida agora tenta seguir seu rumo normal. A saudade ainda vai ficar por muito, muito tempo. E agora vem as decisões que não sei se devo ou não tomar. Ficar em SP ou voltar para Bahia? Assumir a posição do meu pai na família ou deixar tudo como está?
Apesar de na Bahia ter meus amigos e família, não sei se conseguiria viver minha vida como vivo em SP. Enfim, são coisas que eu preciso pensar muito bem antes de decidir.
Por enquanto, ainda fico na Bahia alguns dias até resolver algumas coisas, mas até o final do mês eu volto pra SP.
Nos dias em que estive confinado em um hospital, aproveitei para refletir sobre minha vida, sobre o que tenho feito, o que quero fazer. Mas principalmente, pensei sobre a efemeridade da vida. Vivemos tão loucamente dia após dia, muita fritura, muita gordura, açúcar, correria, sem tempo para cuidar de si, alimentação fora de hora... A verdade é que um dia o corpo cobra tudo isso, e no fim podemos terminar como meu pai, preso a um hospital, tendo que levar várias agulhadas durante o dia, inúmeros exames, e perspectiva de ir para casa, nenhuma.
A verdade é que agora eu quero me cuidar mais, do meu bem estar, da minha qualidade de vida, para tentar evitar um futuro tão doloroso.
E no meu peito, permanece a saudade...
Abraço a todos.

sábado, 14 de maio de 2011

Notícias!


Meus queridos amigos! Em primeiro lugar, peço-lhes perdão por ter sumido por tanto tempo, nem ao menos visitando os blogs alheios e deixando um mero sinal de "estou vivo".
Mas, aqui estou, querendo retomar a minha escrita, aos meus devanneios e a minha amizade com todos os que leem o que escrevo aqui.
Bem, nos últimos posts, falei de alguns acontecimentos da minha vida.
Estava aguardando um resultado de um processo seletivo, que após muitas fases e muito tempo de espera, acabei não passando. Chorei, chorei muito de raiva, de decepção porque tudo indicava que uma das vagas eu conseguiria, e foi justamente na hora H, na hora da convocar os canditatos para a contratação que o meu nome não apareceu na lista. Fiquei muito mal com esse resultado, questionamentos vários, mas resposta alguma de lugar algum, nem da empresa, nem dos céus, nem de qualquer outro canto.
Ou seja, estou desempregado, angustiado por não conseguir um emprego que não seja na área em que estava, enfim... Estou tentando seguir em frente e ver onde vou chegar.
O namoro, que começou virtualmente lá em fevereiro, continua. Brigas aconteceram, desentendimentos, momentos maravilhosos, e estamos juntos. Manter um relacionamento não é fácil. A distância ajuda, ás vezes atrapalha... Mas com esta pessoa eu estou aprendendo muitas coisas: confiar, ter paciência, moderar nas palavras, pensar antes de dizer ou de agir, ouvir...enfim, muitos aprendizados. E acho que são esses relacionamentos que nos acrescentam, nos tornam melhores, que no final das contas valem realmente a pena. E olhem que, em post anterior, eu estava indeciso se levava isso a frente ou não, por N motivos. Mas, não me arrependo de ter dado uma chance a um sentimento bom, a uma pessoa boa.
Também comentei sobre meu pai, que está com câncer. Ele na Bahia e eu aqui, quilômetros de distância. Graças a Deus, apesar de ser um tumor maligno, os médicos disseram que não evoluiu e que será feita uma cirurgia para retirada do tumor. Agora é esperar a cirurgia.
Enfim, estou assim. Meio bagunçado interiormente, tentando colocar ordem na alma para ter um pouco de equilibrio e organizar a vida no meio desta balbúrdia em que me encontro. Saudades de todos por aqui. Prometo que nesses próximos dias volto a visitar os blogs, comentar e retomar as atividades no EGGO. Grande abraço a todos...

sábado, 9 de abril de 2011

Acontecimentos.

Oi Gente Linda! Sumi, não é mesmo? Mas é chegada a hora de dar sinal de vida.
Neste tempo, aconteceram coisas de repercussão mundial como terremoto e tsunami no Japão, Massacre de Realengo, mas também aconteceram coisas de repercussão pessoal. O namoro vai bem, obrigado. Um aprendizado após o outro, e confesso: hoje gosto muito mais dele do que ontem. E assim permanece, dia após dias. Já se vão dois meses que nos conhecemos e 01 mês de namoro.
Neste período feliz, como disse no post anterior, fiquei e estou ainda (por pouco tempo, eu espero) desempregado. Aguardando o resultado do processo seletivo que fiz. Então estou em casa, cuidando da vida.
No último dia 27, completei 26 anos. Um aniversário bem tranquilo, em casa, com os vizi-amigos. rs. Não houve uma comemoração maior porque na segunda-feira, após o aniversário, descobri que meu pai, que está na Bahia, está com câncer. E ainda não dá pra saber a gravidade, só após o resultado dos vários exames que ele ainda está fazendo. O namorado apareceu, trouxe presente, fiquei feliz, mas não dá pra evitar a preocupação com quem amamos e que está longe.
Morar em outro estado, outra cidade é libertador, mas tem esses percalços. Momentos importantes que queremos estar presente, mas que não há a possibilidade.
Enfim, passei para dizer a todos que estou bem e pedir desculpa. Voltarei a ler e comentar nos blogs que sigo e que amo.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal realmente Feliz!

Não há como negar que este está sendo um dos melhores Natais da minha vida! Após quase um ano longe de casa, fiz todos os esforços possíveis para voltar a Bahia e passar esta festa com a minha família que tanto amo.
Consegui! E escrevo este post agora na cozinha da casa da minha avó materna, após o almoço de Natal. Ontem, o já tradicional amigo secreto entre meus 16 primos, sendo que encabeço a turma por ser o mais velho, foi um momento marcante, como sempre, repleto de descontração, de reencontro, de alegria!
Uma coisa eu pude comprovar: eu sou amado. Por minha família, por meus amigos, por pessoas que conheci quando, por muitos anos, participei ativamente da Igreja Católica.
Avisei a família que chegaria num horário que não era o verdadeiro. Cheguei muito mais cedo do que eles esperavam e surpresa foi geral (a alegria também). E muito bom ver que todos estavam esperando para me ver, amigos procurando por mim, querendo saber se já havia chegado, outras pessoas dizendo que queriam me ver antes que fosse embora.
Resumindo: está sendo muito bom rever todos, matar a saudade, constatar que após este ano, todos estão bem, com saúde, animados para o ano vindouro e principalmente, me apoiando no que necessito para continuar morando em São Paulo, batalhando para encontrar o meu lugar ao sol.
Amanhã, batizo meu primeiro afilhado, filho adotivo da minha tia! Mais um momento especial para mim. E na terça, infelizmente (não pela cidade, mas pela rotina e por ter que deixar todo esse amor aqui), retorno para minha vida normal em Sampa.
Enfim, meus amigos, desejar a todos um Feliz Natal agora seria tardio. Mas espero que todos tenham aproveitado bastante, curtido o momento ao lado daqueles que ama, e experimentado da mesma alegria que experimento hoje.
Antes do ano novo escrevo o último post com o tradicional balanço de 2010, e talvez, alguns propósitos para 2011.
Amo vocês! Forte abraço direto da Bahia!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Natal = Família.


Luzes. Quantas luzes...
Em 2010, eu passei todas as minhas datas comemorativas longe das pessoas que são importantes para mim. Aniversário, dia das mães, dia dos pais, aniversário deles, dos irmãos, avós, Festa Junina na Bahia, entre tantas outras datas importantes.
E agora, chegou mais uma data. Só que esta data, a meu ver, é por excelência a comemoração que devemos passar junto daqueles que amamos, sejam amigos, namorado, família.
Primeiro Natal em São Paulo! Quantas luzes! Fica tudo tão lindo, fachadas dos prédios cheios de luzes coloridas, os principais pontos da cidade completamente iluminados e brilhantes, impossível não sentir o clima natalino. Ainda não fui ver a Avenida Paulista nem a árvore de Natal no Ibirapuera. O máximo que vi foi o centro da cidade, a Prefeitura, Shopping Light, Viaduto do Chá muito iluminados e encantadores. Antes do dia 24, espero fazer este tour e poder ver como é o Natal na Selva de Pedras.
E minha família, as pessoas que amo, infelizmente longe.
MAS... Esta data eu não passo longe deles.
Próximo dia 24 também estou indo pra casa. Passar o Natal com minha família, após 11 meses longe. Momento de rever quem estimo muito, colocar os assuntos em dia, ver os amigos, enfim, reabastecer as baterias com o amor sincero de pessoas que são a minha vida. E não vejo a hora deste dia chegar logo!
Se tudo der certo, o almoço da véspera de Natal já estarei em casa. Será uma curta estadia, apenas 4 dias, mas valerá a pena.
Alguns acham que não volto mais. Que a saudade será maior e vou acabar ficando por lá mesmo. Mas ninguém parece saber dos anseios do meu coração, dos meus planos futuros. E não costumo sossegar assim facilmente.
Mas claro que antes do dia 24 eu passo por aqui novamente para lembrar o Natal junto com vocês, meus amigos blogayros que estiver super presentes no meu 2010 e que, espero, continuem ainda mais presentes no meu 2011.
A todos um um abraço carinhoso!

domingo, 9 de maio de 2010

Vale a pena?

"Mãe, tô morrendo de saudades."
"Eu também, parece que faz um ano que você saiu".

Essa frase foi o suficiente para colocar pra fora as lágrimas que desde ontem eu prendi, com saudades daquela que é a pessoa que mais amo! O difícil de sair de casa e se aventurar em outro estado, uma cidade desconhecida, é deixar para trás aqueles que você gostaria que estivessem do seu lado nesse momento.
Quando a saudade aperta, é que vem o questionamento: vale mesmo a pena fazer esse sacríficio?

sábado, 7 de novembro de 2009

O irmão gay.


No meu penúltimo post, falei sobre aspectos da minha vida aqui, na cidade onde estou morando já faz algum tempo. Citei também o meu irmão que veio morar aqui comigo e que descobri (ou melhor, apenas confirmei que este também é gay. Imagine dois em uma casa de três filhos? Huau!)
Pois é, ao citar isso, alguns leitores ficaram curiosos para saber como eu descobri que meu irmão do meio, o segundo na escala de sucessão familiar (kkkkk) também é "do ramo", como costumamos dizer por aqui.
Na verdade foi bem simples, ao meu ver.
Morei com meu irmão e um colega nosso da cidade onde fomos criados por um ano. Na verdade, nove meses. Após esse período, devido a algumas chateações com a dona da casa onde estávamos, nos mudamos, apenas eu e meu irmão. Nesse exato período, quando estávamos preparando mudança e tal, percebi uma atitude estranha por parte de meu irmão. Claro que antes de chegar ao fato, veio uma breve análise da vida dele: fã de Beyoncé, tem um monte de amiguinhos no Orkut que eu sei que são gays porque conheço, sem contar que um menino no auge da juventude nunca apareceu com namoradinha nenhuma. Ou seja, apliquei a ele o que aplicaram a mim para saber se era gay ou não.
Além de morarmos juntos, também estávamos trabalhando no mesmo local, um cyber café, em horários diferentes. Percebi que toda vez que eu me aproximava do PC onde ele costumava acessar a net, ele mudava de página rapidamente, ficava todo desconfiado. Neste período, tinha acabado de surgir o MSN Plus, e algumas pessoas ainda não sabiam utilizar o aplicativo. Entre estas pessoas, meu querido irmão. Então o que fiz: instalei o Plus numa máquina onde ele costumava acessar sempre, e esperei que ele fizesse isso. Logo depois que ele saiu deste PC, eu fui dar aquela velha "fuçada" e encontrei algumas conversas dele com colegas aqui da cidade marcando outra aventura como aquela, alguns papos cheios de sacanagens com amigos e outro papo onde ele falava de dinheiro com um cara, o que me revoltou de certa forma, porque ele não tinha necessidade de fazer aquilo. Então, resolvi agir.
Imprimi a conversa, e guardei para uma hora oportuna. Assim que nos mudamos, estávamos em casa apenas eu e ele. E falando sobre morar só nós dois e tals, aproveitei o ensejo e mostrei a conversa a ele, alertando-o sobre os riscos do que ele estava fazendo, dessas conversas pela internet, uma vez que ele tinha praticamente acabado de chegar á cidade, e estava tendo um contato mais intenso com a net agora. Já que na cidade onde fomos criados, net era artigo de luxo na época. Então fiz os devidos alertas, já que beirava os 18 anos e culminei, frio e incisivo com a frase:
- Ah, e deixa eu avisar logo. Já que vamos morar só eu e você a partir de agora, quero lhe dizer que sou gay. Estou avisando por que caso você chegue em casa e me encontre com alguém, não se assuste, ou coisa do tipo. E nem preciso falar que fica entre eu e você, não é?
Ele disse:
- Novidade... ( e fez cara de desdém).
De lá pra cá, minha relação com ele melhorou um pouco. Brigamos como todos os irmãos. Mas acabamos nos aproximando mais. No entanto, ele é bastante diferente de mim, em questões de personalidade. E por ser muito fechado, nunca conversou comigo sobre ser gay. Mas, na hora certa isto vai acontecer. Mas, ele me respeita e eu o respeito em sua privacidade.
Como disse em post anterior, hoje estou morando só, e ele na cidade onde fomos criados. Creio que ele está passando por uma barra lá, porque cidade pequena, família inteira de olho... Mas, na hora certa ele terá a sua "carta de alforria" assim como eu tive a minha. E irá viver a vida dele (se já não o está fazendo).
Viram, foi bem simples. Para quem estava esperando mais emoção na narração desta descoberta, sinto em desapontá-los. (rsrsrsrs)
Abraços meu amados leitores. E amigos.

P.S. Gente, não encontrei uma foto para ilustrar este post. Quem tiver sugestões de sites onde eu possa encontrar, além do Google Imagens, por favor, manda pra mim??? Obrigado.

domingo, 11 de outubro de 2009

Recordações

De repente o tempo fechou na Bahia. O que era pra ser um feriadão de sol com muita praia se tornou um fim de semana chuvoso e abafado.
Enfim, fiquei admirando aquela noite tempestuosa. Adoro ver os raios. Se pudesse, deitaria no quintal de casa para ficar olhando-os. O mesmo acontece quando passa furacões na TV. Acho a força do vento fantástica. Sei que tem toda aquela destruição por trás, mas acho aforça da natureza incrível. Raios e ventos.
Enquanto alimentava meu lado estranho de achar raios bonitos, mesmo morrendo de medo, do tipo: desligo computador, celular, evito pegar em metal (kkkk), me recordava de quando era pequeno.
Morando em cidade do interior, quando essas chuvas fantásticas desabavam sobre a cidade, meu pai não nos deixava fazer nada. Não podíamos tomar banho, nem comer nada, nem ligar nada a energia elétrica. Lembro de uma dessas chuvas que na verdade parecia mais uma chuva de raios. Nunca vi tantos. Recordo da família toda sentada na sala. Meus pais imóveis e com medo (ou respeito, como eles diziam), e eu e meus irmão lutando para não rir e não fazer brincadeiras. Um deles muito pequeno ainda não entendia direito, então meu pai ficava com ele no colo e tentando fazer ele ficar quieto. Eu e o segundo irmão começavamos a brincar e rir, quando estrondava aquele trovão que parecia que o mundo estava desabando. Meu pai pirava com a gente!!! Ficávamos imóveis, com a mão na boca e olhos arregalados! kkkkk Muito hilário. Volta e meia eu ficava olhando pelos vidros da porta a chuva caindo la fora e o mundo sendo iluminado pelos relâmpagos, alguns que cortavam o céu de ponta a ponta, incríveis. Enfim, em cidades do interior, com toda aquela tradição que envolve os mais velhos e que passam de pai para filho, contemplar esses momentos de força bruta da natureza é sempre maravilhoso, livrando os estragos, claro.
Enfim, esse post é apenas uma recordação da época em que era feliz e não sabia...
Abraços...

terça-feira, 17 de março de 2009

O perigo mora ao lado.

Após um dia estressante, sob pressão de inúmeros trabalhos acadêmicos para finalizar, fora as obrigações do trampo, só me resta o sossego de minha casa.
Sossego? Onde? Tive a minha paz roubada na noite de ontem e isso vai durar por um tempo considerável.
Moro na cidade com meu irmão e ao chegar o encontro com a vizinha. Ao pisar meus belos pés em casa, logo vem a notícia:

Vizinha: está sabendo do seu novo inquilino?
Eu: Inquilino? Onde? (Logo entrei em pânico, porque se tem uma coisa que tenho verdadeiro horror é de algum parente do interior resolver se mudar para o Apertadinho onde moro.)
Vizinha: Seu primo, está vindo morar aqui. Chegou de "mala e cuia".
Eu: Morar onde? Que primo? Explica isso direito, menina.
Vizinha: Seu primo, Caio, chegou aí na casa da outra vizinha, parece que vai dividir o AP com ela. (Não entendi nada, porque minha vizinha e amiga é lésbica, adora um movimento em casa, e meu primo é o machista homofóbico de plantão da família. Ou seja, o que está acontecendo?)

Contextualizando: são quatro apartamentos onde três deles são ocupados por pessoas que se conhecem, porque todos vieram da mesma cidadezinha do interior. E o 4° apartamento está vazio. Minha vizinha do lado esquerdo está morando sozinha e passando maior parte do tempo no interior, enquanto que meu primo está estudando e trabalhando aqui na cidade, e não tem onde ficar. Só não ia ficar em meu apertadinho porque dois já bastam. Então a viziamiga resolveu dividir o AP com ele. Sem aviso prévio ao gay da família que mora ao lado. Ou seja, mífu...., porque morando com um homofóbico do lado, todo cuidado é pouco para que um escândalo não ocorra no seio da família.
Por outro lado, a psicologia explica: quando a pessoa é extremamente homofóbica, é porque tem algo errado aí. Um amigo meu que conhece meu primo diz que ele tem uma quedinha para o nosso lado. Eu nunca percebi. Mas se tivesse mesmo, bem que eu iria gostar.
Ontem a noite fui no apartamento do lado conferir se meu priminho querido estava bem instalado. Na verdade, fui conferir se o "material" da época em que moravámos na mesma cidade continuava o mesmo ou estava melhor. Sabe aquelas histórias de descobertas entre primos? Calma gente: infelizmente não aconteceu comigo. Mas este primo em particular é um dos melhores do clã. Bonito, viril, corpo lindo. A cabeça vazia, é bem verdade, mas quem disse que tô estou interessado no conteúdo da cabeça dele?
Enfim, uma breve visitinha para conferir o material e confesso: está melhor. Um corpo atlético, não sarado, de homem que está entrando na idade adulta, cheio de testosterona, daquele tipo que conversa com você atestando que é homem inteiro através de leves (ou não tão leves ) apalpadelas em seu brinquedinho o tempo inteiro... Ai, ai...
Enfim, ruim ter uma pessoa preconceituosa morando ao seu lado, espero que isso não me atrapalhe em nada. No entanto, muito bom ter um pessoa como ele, um colírio aos meus olhos, todos os dias, ali do ladinho.
Neste caso, o perigo decididamente mora ao lado. Neste caso o duplo perigo.

Abraços meus amigos.

P.S.1 A mídia começa a informar a morte do deputado federal Clodovil Hernandez. Eu particularmente, sinto muito. Eu gostava do Clô e de sua personalidade marcante. Vai fazer falta.

P.S. 2 - Lendo o post de um amigo, o Marcos, do Passageiro do Mundo, resolvi colocar aqui o vídeo de uma música do Coldplay que eu adoro!


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Paternidade


Ultimamente, tenho pensado muito na minha vida familiar, ou melhor, tenho recordado muitos momentos bons que tive com minha família em anos passados.

Após a separação de meus pais, eu achei que estaria apoiando o melhor para todos nós. Mas confesso que sinto saudades de muitos dos momentos que nós: eu, minha mãe, meu pai, meu irmão, e um pouco mais tarde, meu segundo irmão, fora momentos impares. Na verdade, toda essa saudade do passado surgiu com o afastamento de meu pai nos ultimos meses.

Após a separação eu prometi continuar um filho presente, porém, minha ligação com minha mãe é muito mais forte. Me questiono: minha relação com ele não será reflexo de tentativas frustadas de aproximação do mesmo no passado? Nas inúmeras vezes em que este me convidou para viajar com ele, mas que recusei terminantemente porque não conseguia ficar sem minha mãe. Recordo os presentes que ele dava a mim e meu irmão,  nossas viagens para praia nas férias, ao almoços de domingo em casa, família reunida, um churrasquinho só pra gente, muitas risadas após o almoço... Recordo também as broncas, as brigas...

Na verdade, analisando hoje a vida desta pessoa que não deixa de ser importante na minha, vejo o quanto ele regrediu, o quanto perdeu o seu brilho e deixou que isso influenciasse na nossa família, culminando no fim da mesma. Uma pessoa vaidosa, com sonhos, que foi caíndo após perder o emprego...acabando com aquilo o que conquistou ao longo dos anos através do vício da bebida... e no fim, acabando "só",  entre aspas porque  um dos filhos muito ligado a ele, ainda permanece como um presente de Deus para acompanhá-lo enquanto os outros dois estão longe, no sentido literal da palavra. 

Sim, eu queria que a relação com meu pai fosse diferente, mas o passar do anos, seu trabalho fora, as brigas por causa da bebida, as ofensas ditas neste estado de embriaguez marcaram, e fundo. Mas hoje vejo que as alegrias que passamos juntos superam isso. E sinto, no fundo, que o amo...

J.M.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

A hora certa.

Lendo um post no Blog de um "amigo recente" (rs) onde ele descreveu como contou a sua mãe sobre sua homossexualidade, me veio uma pergunta: quando é a hora de contar para aqueles que você ama, principalmente família, que você é homossexual? Que você gosta de homem e pensa em formar o seu futuro ao lado de um?
Há três, quatro anos atrás, foi necessário para mim romper com a Igreja Católica, com seus dogmas, preceitos, para que eu pudesse tentar ser feliz, sem culpa, e vivendo o que eu sempre senti em mim que era o desejo por outros carinhas. Isso é um tópico para outro post que vou escrever em breve, que é a minha questão entre homossexualidade e religião.
De lá pra cá, minha vida melhorou em alguns aspectos. Hoje me divirto mais, tenho mais abertura com meus amigos, por não precisar mais fingir ser um machão, que quer casar com uma mulher e ter lindos filhos. Os meus AMIGOS sabem de minha orientação. E por serem meus AMIGOS, me aceitaram e continuam me amando como antes, talvez até mais.
Mas, mesmo tendo o apoio deles, falta o apoio de minha família. Não digo nem tanto os parentes: avós, tios, primos...mas minha família. Os que me viram crescer, que estiveram comigo em todos os momentos, quase todos os dias de minha vida. Meu pai, minha mãe, meus irmãos.
Nesta caminhada de aceitação, meu irmão do meio, o que veio logo depois de mim, acabou sendo informado (por mim mesmo) de minha orientação. E sinceramente, acho até (ou tenho certeza, mas não tô querendo aceitar, não sei porque...rsrsrsrsrs) que ele também é gay. Bem, a reação dele foi a que eu esperava. Não disse que estava bom, nem que estava ruim. Apenas aceitou, e não se manifesta a este respeito. Me respeita! Acho até que nossa relação melhorou depois que assumi para ele minha homossexualidade.
Hoje, moro com ele. E a figura mais importante de minha vida dorme alguns dias conosco, aqui em nossa casa: minha mãe. Figura doce, divertida, cuidadosa, uma leoa quando o assunto é proteger suas crias. Após a separação de meu pai, nós nos aproximamos muito. E foram inúmeras as vezes em que pensei em sentar e contar a ela o que na verdade ela já sabe: que seu filho mais velho é gay.
Minha mãe é uma pessoa de cabeça aberta. Apesar disso, é influenciável pelo que as irmãs e mãe diz. Mas agora, que ela passa mais tempo conosco, compartilhando da vida de seus filhos já crescidos, esse desejo de contar a ela que sou gay passa inúmeras vezes por minha cabeça. Tudo o que eu mais queria era apenas a aceitação dela, ouvir dela que posso contar com seu ombro sempre que precisar, que seu amor é incondicional. Desconfiar ela com certeza desconfia. Afinal, porque seu filho que não tem namorada guardaria em casa lubrificante e camisinhas? Ela já viu, mas fingiu não ver...
Enfim, quando é o momento certo de dizer pra quem você ama sua orientação sexual? Quando conseguirmos independêcia financeira? Quando encontrarmos alguém especial que esteja do nosso lado para nos apoiar? Depois de levar um fora homérico de alguem que gostamos???
Quando???
Estou aguardando partilha desse momento, pra quem lê meus devanneios. Já contou? Pensa em contar? Se contou, como foi???
Abração.