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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O novo não é perfeito.

2016. Novo ano. Novas histórias.

Como havia antecipado para vocês anteriormente, meu finalzinho de 2015 foi uma correria só. De repente, me vi prestes a mudar para o apartamento novo, sendo que a previsão era que ele fosse entregue somente em março deste ano. Diante dessa mudança de planos, comecei a procurar piso, eletricista, planejar a mudança, resolver com minha amiga que morava comigo como ela faria para se mudar com a mulher dela, se isso seria antes ou depois da minha mudança...
Enfim, foi correria sim. Mas, diante de todo afobamento, de inúmeras vezes achar que não daria certo, e das pequenas sabotagens neste meio tempo, consegui me mudar em dezembro. Casa nova, tudo novo. Mal passei 15 dias na casa nova e tive que viajar e só retornei já no iníciozinho de janeiro.
Então, agora sim é que vou aproveitar meu lar, e começar a arrumar ele e deixá-lo do meu jeito. A ficha ainda não caiu que eu estou morando no que é meu, que eu posso deixar aquele espaço com a minha cara, as minhas características.
Às vezez me pego olhando as paredes, o piso, os quartos e pensando: isso aqui é meu, minha conquista, minha casa. E bate uma alegria imensa!!!
Confesso que, assim que mudei, e surgiram alguns probleminhas como vazamento de pias, janela que não fecha direito, etc, etc, foi batendo um desânimo. E aí, num dos papos com a psicóloga ela me joga a frase: "O novo não é perfeito." E isso é algo que eu preciso entender.
Então, aos poucos estou arrumando minha casa e aproveitando para arrumar meu interior também. 2015 foi um ano de mudanças para mim, isso é evidente. Mas foi um ano que tomou muito de minha atenção, disposição. Um ano que me consumiu.
E com tudo isso, problemas familiares, mudança, apartamento novo, eu deixei meu coração de lado. Não me envolvi com ninguém, não abri meu coração pra ninguém. Deixei os sentimentos de lado.
E agora, início do novo ano, sinto que continuo fechado para os sentimentos. Só não sei o porque.
Estou encanado comigo mesmo, me sentido fora de forma, indigno de atenção alheia, de ser olhado, paquerado. Auto estima em níveis abissais. E isso tem me impedido de querer conhecer gente nova, de me envolver, de dar uns beijos, uns pegas por aí.
Ou seja, nem tudo é perfeito mesmo, seja novo ou velho. O ano é novo, a casa é nova, mas eu continuo um velho. Com ideias velhas, com atitudes velhas, com um amor-próprio velho, digno de minha adolescência conturbada.
Pelo visto, este será um ano de cuidar de mim, e dessa cabeça e coração tão confusos.
Feliz ano novo pra todos. Me perdoem o atraso em desejar isso, mas espero que 2016 seja o ano da VIRADA para muitos, aquele ano que jamais será esquecido. Muita luz pra todos.

domingo, 11 de janeiro de 2015

A primeira de 2015!

11 dias se passaram desde que 2015 chegou. Como viajei para passar as festas com a família na Bahia, acabei não escrevendo uma tradicional retrospectiva de 2014, nem um levantamento do que foi feito ou não no ano que passou. E nem me despedi dos amigos desejando um Feliz Ano Novo antes da viagem. Por causa disso, peço desculpas.
Mas, aqui estou eu. Este ano é especial para mim por que estou mais perto de ir para meu apartamento e completo (com fé em Deus) 30 anos em março. Agora eu penso sobre as outras mudanças que eu quero pra mim.
O tempo passa, nós repensamos inúmeras coisas de nossa vida: os erros, os acertos, os sonhos e planos para o futuro e o que eu mais tenho questionado é sobre o que me faz me feliz. O que me motiva? O que faz com que eu siga em frente, rumo a um futuro que é incerto mas que depende em partes das minhas ações no presente?
Trabalhei, conquistei muita coisa, e ainda quero muitas outras. Porém, às vezes sinto que viver não é somente EU. É um NÓS. Sinto que eu preciso fazer alguma coisa para ajudar o próximo, dividir minha experiência de vida ajudando os outros. A questão é onde posso fazer isso, como?
Estou em busca dessas modificações, desses novos sentidos para a vida. Novas cores, e novos ares.
Desejo a todos um 2015 cheio de novidades, de mudanças, de experiências que proporcionem o crescimento de cada um. Grande abraço, meus queridos!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A vida é cheia de curvas

Neste mês, a revista Vida Simples veio com um presente para os assinantes: um livro do Eugênio Mussak "A vida é cheia de curvas". O livro tem 30 capítulos, com textos curtos que falam sobre as mudanças de rumo, sejam elas pessoais, profissionais, etc.
Já tenho o livro como uma preciosidade. As reflexões são fantásticas.
Dia desses, pensava em como reagimos diante das coisas que acontecem em nossas vidas. Em algumas situações, principalmente as mais complicadas, dramáticas, na maioria das vezes bate o desespero. Aquele medo que nos domina e nos faz agir de forma inconsciente. A preocupação que nos tira o sono, que nos estressa, que nos adoece e irrita. Mas no fim das contas, tudo se resolve.
Ultimamente, tenho procurado principalmente nos momentos de dificuldade, repetir pra mim que: Tudo passa. TUDO. Nada, nenhuma situação que estejamos vivendo hoje em nossa vida é eterna. Tudo passa. Tudo é mutável.
Ajuda? Sim. A mim, pelo menos. Claro, não vou deixar a coisa na situação que está, vou tentar resolver, mas guardo no coração e na mente a certeza de que irá passar.
Só não gostei muito quando, lendo o livro que mencionei acima, o autor discorrendo sobre este mesmo pensamento de que Tudo Passa, diz que isto vale tanto para os momentos de extrema dificuldade quanto para os momentos de extrema felicidade. O Tudo Passa serve para as duas situações. E aí lembrei daquela frase que já ouvi tanto quando morava na Bahia: "Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe". Difícil aceitar que assim como a tristeza, a alegria também vai passar. Mas, pensando dessa forma ao menos tentamos aproveitar cada momento de alegria, de felicidade genuína pois sabemos que ela poderá não durar muito.

Abraços, meus queridos!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Morar Só.

O alarme soou. Chegou a hora.
Por quase dois anos dividi uma casa, cheguei até mesmo a dividir uma cama com minha amiga, com quem eu vim me lançar nesta cidade que eu amo. Correrias, problemas, idas e vindas, e estamos juntos.
Mas de uns dias pra cá, algo aqui dentro começou a soar e me dizer: é hora de você ter o seu canto.
Alugado que seja, mas MEU canto. Certa vez , li em algum lugar que o ariano tem um instinto de independência aguçado.
No meu caso, isso é a mais pura verdade. Tanto é que deixei minha família para viver só em outro estado, mesmo com a saudade, com a solidão, não penso em retornar tão cedo. E agora, não quero mais dividir uma casa com outra pessoa.
Amo meus amigos, ela é uma amiga, mas muito diferente de mim. E as diferenças são suportáveis até certo ponto. Uma coisa é você ter um amigo, sair com ele, conversar com ele, rir, dividir angústias, etc. Outra é ter dentro de casa, com hábitos diferentes do seu, costumes, manias... Ou talvez tudo isso seja apenas uma desculpa para assumir: eu gosto de morar só, eu quero morar só.



Meta para 2012: Arranjar um cantinho pra mim. Meu coração está pedindo isso. E eu vou fazer de tudo para conseguir.
Preciso focar no trabalho, procurar promoções; encontrar um lugar básico, mas aconchegante; já ir comprando tudo o que vou necessitar para morar sozinho; e claro, ir preparando o terreno para isso.
Em breve, maiores notícias sobre o assunto. Forte abraço, meus amigos!

P.S. Dos 7 itens acima, eu não faço nada com porta aberta...rs; Já sei lavar minhas roupas; Cozinho algo além de miojo; Festa no meu AP...hum...talvez... nada de esbórnias, todo fim de semana.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O retorno e as decisões a serem tomadas.

São Paulo. Fiquei mais tranquilo ao colocar os pés aqui. É inegável, eu gosto deste lugar, apesar das saudades de casa, da minha mãe, de ter alguém cuidando de mim. Mas, eu gosto de viver a minha vida, do meu modo. Então, agora é recomeçar.
E por falar em recomeçar, o improvável aconteceu. O ex, o confuso, que voltaria para Igreja quando terminou comigo, resolveu voltar atrás, reconhecer que errou, e dizer que faço falta. Tá bom, eu esperei por isso durante os quase dois meses em que passamos separados, nos falando uma vez ou outra e brigando uma vez ou outra. Sim, reconheço que pedi pra voltar, que briguei, que chorei, que implorei, me humilhei até mesmo. E o que ele me dizia? Que não estava pronto. Que não era hora, que ele precisava de tempo. E eu, curioso que sou, cai na besteira de perguntar se no tempo que não estivemos separados, ele ficou com alguém, e ouvi o que não queria. Ficou sim. Porque estava carente, porque recebeu atenção, carinho, e outros motivos.
Quando eu fiquei sabendo disso, resolvi deixar ele de lado. Não o procurei mais, não dei notícias, ignorei. E aí ele voltou atrás, dizendo que sentiu minha falta, que reconheceu o meu valor em sua vida, que quer conversar.
E agora, eu não sei se quero mais retomar uma história que não sei tem condições de seguir em frente. Acho que saber que uma pessoa que olhava em meus olhos e dizia que amava como nunca amou ninguém, e ainda assim ficou com outra pessoa, fez com que algo se perdesse.
Algo se quebrou. Não sei o que, não sei onde, e não sei se é possível consertar. Aceitei ter esta conversa, mas até isso eu estou evitando, não estou fazendo questão que aconteça. Preciso de um tempo. Pra mim, pra meu coração, pra minha vida.
E acho que o caminho agora é ser bem direto e realista com ele. Mentir pra que? O que tiver de ser, será.
Fato é que estou de volta, que quero viver mais algumas coisas da cidade de SP, conhecer gente nova, viver. Minha cota de sofrimento de 2011 já foi utilizada totalmente.
Seguir em frente... e deixar rolar. É o meu lema agora.
Saudades de todos! Prometo que voltarei a ler os blogs e comentar, viu.

sábado, 23 de julho de 2011

Do fundo do poço...


Esses dias, comentei com uma amiga que estou no fundo do poço. Finalmente, eu acho que cheguei. MAS, não ficarei.
O bom de se viver é ter esta capacidade de ir ao fundo, de sofrer, de penar, de acolher tudo o que estamos vivendo num momento difícil, mas não adicionarmos isso a nossas vidas. Saí do emprego, descobri que meu pai estava com câncer, não passei no processo seletivo que estava fazendo, o namorado terminou comigo, perdi meu pai, e agora estou reorganizando os pensamentos para retornar para São Paulo. Confesso que neste momento veio a dúvida entre permanecer onde estou ou voltar para onde estava. E cheguei a conclusão que não consigo mais ficar aqui.
Preciso da efervescência de São Paulo, dos carros, dos aviões, dos helicopteros, das nuvens negras de chuva, do caos. Me acostumei muito bem a isso e agora que estou sem, sinto falta. Ou seja, é meu coração dizendo para onde devo voltar.
Sinto este retorno como um renascimento, uma retomada da vida parada na qual estava vivendo. É hora de procurar trabalho novamente, de investir nos estudos, de sonhar de novo, de encontrar um novo amor ou simplesmente curtir com pessoas legais que acrescentem à minha vida. É momento de renovação.
Quero aqui enterrar tudo que deve ser deixado para trás, guardar os aprendizados desses momentos difíceis e encarar a vida de frente novamente!
Que venham os novos tempos!
Também deixo registrado aqui o meu pesar pela perda da grande artista que é Amy Winehouse! Voz inigualável, talento de sobra. Fará muita falta ao mundo da música.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Voltar ao passado...

"Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo um sorriso sincero, um abraço
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade"

Há um ano atrás estava prestes a embarcar no voo 4061: Salvador-Campinas, que me trouxe a São Paulo com certeza de que, ao contrário do que disse a muitas pessoas, não voltaria a Bahia por tão cedo. Afinal, vim para ficar.
Na mala as roupas, o computador, os livros que mais gostava, e a esperança de conseguir ficar nesta cidade que após 01 ano ainda me encanta muito. O ano de adaptação passou muito, muito rápido.
Após a última viagem a Bahia (e a primeira após ter saído de casa) um frio, uma excitação me dominava.
Fui recebido por Salvador-BA com um calor imenso, um sol brilhante, céu azul e mar tranquilo, ás 08 da manhã da véspera de Natal.
Inquieto, segui para a rodoviária e mais uma vez fui abençoado com um breve passeio pela orla de Salvador. Ver a praia de Itapuã, Piatã, Patamares, sentir o cheiro gostoso do mar da minha Bahia, fez uma alegria genuína brotar em mim.
Inevitável não procurar nas paisagens e lugares em que passei as mudanças que ocorreram em 1 ano. Mas foram tão poucas que o sentimento que tive foi de que na verdade eu não havia saído dali, em momento algum. E foi algo tão forte o que senti, que cheguei a procurar indícios de que realmente eu havia acabado de chegar de São Paulo e lá havia morado nos últimos meses.
Aproveitei a viagem para, de certa forma, surpreender minha família, que esperava a minha chegada somente a noite, e me viram chegar para o almoço!
A alegria do reencontro, de ver como os pequenos cresceram absurdamente, de ver todos chegando para me ver, de ouvir elogios de como estou mais bonito, mais forte, e a conclusão de muitos de que São Paulo me fez bem me deixou muito satisfeito. Por fim, não consegui decidir se estar em casa parecia um sonho ou se ter morado fora durante 11 meses é que era um sonho.
Foi perfeito, mágico, gostoso dormir em minha cama, estar em minha casa, rir com meus tios, comer a comida da vovó, falar da experiência de se tornar totalmente independente em uma cidade muito longe de casa.
A emoção da despedida era visível no abraço da minha avó e em sua benção, nos olhos da minha mãe, e até mesmo na alegria de verem que o tempo passou mas eu continuo o mesmo e estou muito bem onde estou. Meu pai se dispôs a me levar ao aeroporto, prolongando o tempo ao lado do primogênito. E até então, eu estava bem.
As lágrimas de saudade, de amor só rolaram quando o avião já não tocava mais o solo baiano.
Por outro lado, ficaram promessas de visitas do meu irmão e minha mãe ainda em 2011. O amor e o apoio daqueles que estimamos é o melhor presente que podemos receber.
Este ano me sinto ainda mais feliz do que há 01 ano atrás. As perspectivas são as melhores possíveis. Até aqui valeu a experiência de dividir uma casa com uma amiga, planejar os dias futuros, traçar metas, conhecer o lugar que agora é minha cidade e me adaptar ao clima louco deste lugar. E claro, sempre procurando o melhor para nós.
01 ano se passou e não me arrependo de nada do que fiz até o momento. Que venha mais 01 ano pela frente!
Abração meus amigos queridos!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Adeus Ano Velho!


Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo
Que tudo se realize no ano que vai nascer
Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.

Hora de parar e analisar tudo o que aconteceu nos últimos 12 meses.
Creio que o termo ANO NOVO eu fiz valer em 2010, quando decidi vir morar em São Paulo. Foi um ano de adaptação, de recomeço, de lágrimas e alegrias. Não me arrependo de nada que fiz nesse sentido.
Justamente por ter sido um ano de descobertas, de explorar uma nova cidade e passar a viver como um de seus moradores é que não pude viver mais São Paulo. Muita correria pa
ra pouco tempo.
Olhando para trás, eu só tenho a agradecer a Deus, ao Universo, a Força Superior pelo que consegui até aqui e por ter guardado aqueles que amo e que estão longe de mim no momento.
Foi reconfortante pra mim após 11 meses longe, retornar a minha cidade e constatar que meus pais, irmãos, avós, primos e tios estão todos bem. Que meus amigos estão felizes e com saúde.
Retornei da viagem de Natal recarregado, com a certeza de que tenho o apoio de pessoas amadas e que estes torcem pela minha felicidade e sucesso. Energias positivas são sempre bem-vindas.
Em 2011 os planos são muitos. Retomar os estudos, começar novos cursos, arriscar outro trabalho, quem sabe, encontrar um amor. Não digo um novo porque até o momento não tive um amor. Então é encontrar um amor mesmo. Se não aparecer, beijar na boca e se divertir também é muito válido.
Fazer mais amigos. Já conheci pessoas importantes e obtive ajuda de pessoas a
quem serei grato eternamente, mas quanto mais amizades legais, leais e verdadeiras, melhor. Afinal, "os amigos são a família que nos permitiram escolher", já li em algum lugar.
Mas planejar não é o suficiente. É preciso ter foco, saber onde se quer chegar, e dar o sangue se necessário for para que os planos se concretizem. E claro, saber reconhecer quando estamos indo pelo caminho errado, e ter coragem para mudar o rumo.
A festa do reveillon em si não me agrada muito. Prefiro me recolher, analisar o que passou, agradecer a Deus por tudo de bom e até mesmo de ruim e traçar metas para o novo ano.
Nessas mudanças de 2010, escrever para mim foi um alívio, uma válvula de escape, um consolo, um hábito que eu não pretendo abandonar tão cedo. Compartilhar dessa nova experiência com todos os que leem o que escrevo foi maravilhoso e espero poder continuar fazendo o mesmo durante todo 2011. Os amigos que fiz através do Blog são pessoas que estimo muito e que mantendo contato através de MSN, telefone ou do próprio blog me ajudaram bastante a não me sentir tão só aqui em São Paulo neste ano. Eu agradeço a todos vocês de coração.
Cada um sabe a importância que tem na minha vida e como eu adoro ver os comentários, a força, a energia positiva de todos os que querem o meu bem. Muito obrigado por vocês fazerem parte de cada dia do meu ano.
Enfim, é hora de dar tchau (lembram dos Telettubies?) a 2010, e preparar tudo para a chegada de 2011. Momento de renovação. De esperança. De alegria. De mudanças. Ou apenas de continuação. Continuar a ser feliz, a ter fé, a contagiar o outro com sua esperança, vitalidade, amor, alegria, etc, etc.
Enfim, a todos o meu desejo de que 2011 seja 110% melhor do que foi 2010. E aguardo você por aqui no ano que vai começar hein?
Grande abraço cheio de carinho!


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Amor ou posse?

A raposa diz ao Pequeno Princípe, na obra de Saint Exupéry: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
Outra frase super utilizada que vemos por aí é: "Amo a liberdade. Por isso deixo livre tudo o que tenho. Se voltar é porque conquistei, se não, é porque nunca as tive." Ou algo parecido.
Porque estou falando destas frases?
Estive analisando as formas de amar. As várias configurações do amor, que ás vezes assume características possessivas, obssessivas, e outras ivas.
Um amor muito interessante e extremamente necessário é o de nossos pais. Como todos sabem, estou viajando para São Paulo hoje. Preparei minha mãe desde que decidi fazer a viagem, e ela que me conhece perfeitamente bem sabe que se tudo der certo, eu irei passar mais tempo que o esperado na capital paulista. Já com meu pai, fui muito sincero, sem rodeios: vou e pretendo ficar. Ambos conhecem o filho que tem, e não tentaram me persuadir em momento algum a não ir. Me apoiaram e se colocaram a minha disposição para qualquer necessidade.
O mesmo não aconteceu com uma amiga que viaja junto comigo, com os mesmos propósitos. A mãe não a apoiou, ficou sem falar com ela. O pai deu toda força. Tudo bem, ela é lésbica, a mãe não aceita e quer controlar a vida dela a todo custo. Mas se sua filha quer um futuro melhor, independente de sua orientação sexual, e tem condições de encontrar isto em outro lugar, porque não incentivar sua filha para que cresça? Por ela, sua filha acabaria a faculdade e voltaria a morar na cidadezinha do interior, sendo mais uma professora da cidade, e debaixo dos olhos dela. Não somente ela, como os outros filhos também. Amor? Posse?
Conversando com uma tia sobre essa viagem, disse a ela que se preparasse porque os pais criam os filhos para o mundo e não para si mesmo. Ela me respondeu que sabia disso, mas ainda assim queria os filhos perto dela.
Compreendo o amor dos pais, e o medo que estes tem de perder seus filhos para tanta coisa ruim que anda acontecendo neste mundo. Mas quando este amor vira posse, e necessidade de fazer com que seus filhos realizem os desejos que um dia o pai ou a mãe teve, mas não pôde realizar, a situação fica complicada, principalmente para o filho(a) que deixa a sua vida (ou é forçado a isso) para viver a vida que seu pai ou sua mãe gostaria de estar vivendo hoje.
São acontecimentos como estes que fazem com que os filhos saim de casa e demorem muito tempo para voltar, SE voltar.
Torço para que a distância entre mãe e filha acabe fazendo com que esta relação melhore, que a saudade cure algumas feridas causadas pela convivência. Quanto a mim, caso realmente fique, vou sentir tanta saudade de meus pais, minha avó com quem fiz questão de ir almoçar essa semana só pra ficar mais perto dela, afinal, não sei como será os próximos dias...
Mais do que nunca, vou precisar de amigos. Vou construir uma nova família, e espero manter a família que já comecei a fazer virtualmente. Será uma viga de sustentação neste período.
Então meus queridos amigos, próximo post, eu já estarei em São Paulo. Viajo hoje pela manhã. Agradeço a torcida de todos, e conto com vocês para me acudirem nos momentos de saudade, e compartilharem comigo minhas alegrias, conquistas, ou até mesmo as tristezas.
Forte abraço em cada um e em breve eu retorno com minhas impressões sobre a Selva de Pedras.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Terra das oportunidades.

Ouvindo e vendo a Coletânea Celebration, de Madonna.

Ano novo inspira mudanças. Sempre. É o desejo de ser alguém melhor, de ter uma vida melhor, de deixar para trás antigos erros, inimizades, amores mal resolvidos, aquele trabalho chato e que nos consome mais do que ajuda a crescer, enfim, todo novo ano carrega a tira colo um sobrenome: mudança.
Particularmente, estou me preparando para conhecer a capital paulista. Dependendo da adaptação, e outras coisas mais, posso me instalar na cidade por um tempo indefinido. FRIO NA BARRIGA!
Este início de ano, ao menos esses primeiros 15 dias está sendo bastante chato. Rever algumas pessoas antes de viajar, arrumar malas, despedir-me. Não suporto a idéia de ficar longe de quem eu amo. E por isso acho que essa viagem será tão dolorosa pra mim. Mais do que nunca precisarei de amigos virtuais ou não.
Mesmo sabendo que há a possibilidade de voltar, de não ficar em SP, sei que vou chorar quando o avião decolar e eu ver as praias da minha Bahia, e lembrar que aqui fica todos que são muito importantes para mim. Vai ser difícil, mas eu preciso arriscar.
Mas, quem sabe que estou indo para São Paulo só me diz uma coisa: "Lá é a terra das oportunidades." Estou ciente que terei algumas, é bem verdade. Mas também estou ciente que não estou indo para a Terra Prometida, onde chove maná, e tem um rio onde corre leite e mel. Se eu quiser construir algo, vou ter que batalhar. E estou pronto para isso.
Mas confesso que mesmo triste por deixar quem eu amo, também estou animado com a possibilidade de viver uma nova vida, muito diferente da que vivo aqui. Afinal, agora mais do que nunca eu serei responsável por mim, e por minha vida.
Aproveitando esse desejo de mudar, mudei o layout do blog também. O que vocês acharam? Alguma sugestão, crítica, reclamação, é só dizer, que irei analisar cada uma. Coloquei vermelho, provocante, um preto pra dar uma seriedade... E o nome do blog formado por pessoas foi uma forma de dizer que nosso ego, o eu de cada um é influenciado por pessoas importantes em nossas vidas. Mas ainda assim mantemos nossa individualidade.
Enfim, é 2010. É hora de mudar. Avante.
Abraços meus amados amigos e leitores. Digam o que acharam das mudanças do blog. Ok?


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ciclos

Estive pensando no que será para mim o ano que está por vir: 2010?
Temos em nossas vidas ciclos que são encerrados de tempos em tempos. Vivi um longo ciclo, de 16 anos, que foi o período em que morei com meus pais, numa cidadezinha do interior, onde concluí meus estudos, onde vivi apartado do mundo, reprimindo meus desejos. Essa semana, encontrando uma amiga daquela época, ela me recordava das nossas conversas de que aquela cidade era pequena pra mim. E de fato, bastou acabar o Ensino Médio e minha amada mãe me impulsionou a sair de lá e estudar fora. Começava aí mais um ciclo: morar com parentes, em uma cidade grande, conhecer novas pessoas, outra realidade, ter acesso direto ao mundo em si, e descobrir quem eu era de verdade, os meus desejos, meu gosto. Aprender
a cuidar de algumas coisas sozinho, e ser mais independente.
Período muito importante! Ainda lutando contra algumas realidades que precisavam ser aceitas, mas que fingi não ver. Esse período durou 3 anos, até que veio mais uma mudança: passar no vestibular.
Encerrava-se outro ciclo e começava um totalmente novo: entrar na vida acadêmica, encontrar o primeiro trabalho na cidade grande, ter responsabilidades, aceitar minha homossexualidade, vivê-la, driblar as pessoas mais chegadas para que não soubessem, até que eu tivesse confiança o suficiente para me aceitar e partilhar isso com as pessoas que amo. Um período muito gostoso e difícil.
Dois anos depois, veio mais um ciclo: morar com o irmão, dividir a casa, executar alguns trabalhos domésticos. Crescer mais como homem. Acreditar mais em mim, e mostrar as pessoas que amo quem realmente eu sou: Homem, gay, inteligente, divertido, amigo fiel até o fim, carente e necessitado de amor, solteiro desde então...e ávido por finalmente viver uma história verdadeira, em conflito com a família, principalmente o pai, ás vezes triste em excesso, grosso, cheio de arestas a serem aparadas.
Nesses dois anos, vivi um deles com meu irmão e nosso colega, e o outro ano com meu irmão apenas. Aprendi muito, e fiquei mais próximo de meu maninho.
Após este período veio a oportunidade de morar sozinho. Alguns aprendizados nessa fase, que veio junto com o final de mais um ciclo: a graduação.
Agora, após estes ciclos, contabilizando um total de 24 anos estou morando "só", graduado, sem neuras quanto a ser gay, entrando nos eixos na relação com a família, escolhendo muito bem meus amigos, recém saído de uma experiência como educador onde aprendi muito, vivendo as minhas amizades, vejo o encerramento de mais um ciclo, e o possível início de um outro, onde virá a minha independência financeira, a minha independência como homem. É chegada a hora de finalmente CRESCER. Tomar as rédeas da minha vida, minhas decisões, e seguir em frente, traçando metas, analisando e aproveitando as oportunidades que aparecerem, e construindo a MINHA VIDA, sem a interferência de ninguém.
Confesso que bate o medo do desconhecido, do novo, do futuro. Mas estou decidido a enfrentá-lo e arriscar. Em um determinando texto de Augusto Branco, atribuído a Charles Chaplin, Shakespeare e etc, ele diz que "O mundo é de quem se atreve."
Então, 2010 para mim não será apenas mais um ano. Será O ANO. Novas tentativas, nova vida, nova cidade, um recomeço.
AH, e não posso deixar de dizer que no encerramento de mais um ciclo, o blog ganhou proporção viciante em minha vida. Agora posso dizer que escrever aqui para mim é algo fundamental e a mudança de vida em 2010 será relatada aqui com certeza!
A todos os meus amigos e leitores, um forte abraço e antes que termine o ano, volto com um textinho reflexivo sobre os próximos 365 dias que vem aí. Até mais.

domingo, 29 de novembro de 2009

Pra frente é que se anda.

"A borboleta pousada, ou é Deus ou é nada." Adélia Prado

Post passado, num momento de grande crise pessoal, escrevi sobre o quanto o blog de um amigo mexeu comigo. E me fez reavaliar minha posição diante da vida, do que vem acontecendo comigo, das minhas últimas relações, incluíndo aí a minha relação com Deus.
Ao contrário do que
algumas possam ter entendido, eu não deixei de acreditar em Deus, talvez tenha duvidado de que ele me amasse, independente de minha orientação sexual. Isso está resolvido, mas a minha crise foi sim contra a Igreja.
Definitivamente eu não consigo estar dentro de um ambiente onde pregam que estou vivendo no pecado, que estou errado, que irei para o inferno por que gosto de homens e quero viver um amor verdadeiro com um. Por isso, por discordar do que a Igreja prega, que decidi me afastar.
Nesse período, comecei a ler também alguns livros de Rubem Alves. E me identifiquei demais com o autor, que foi pastor presbiteriano, mas se afastou da religião e hoje acredita num Deus livre de qualquer religião que seja. Partilho do mesmo pensamento que ele atualmente, quando diz que "Deus é um passáro em vôo", e compara as religiões com gaiolas, onde cada uma procura prender Deus da sua forma. No entanto, Ele é livre e está em todas as coisas, presente em todos os lugares.
Respeito os que acreditam na presença de Deus em templos, e que preferem seguir as religiões. Cada um tem que procurar o melhor para si. Ainda partilho de algumas coisas da religião que frequentei, mas não consigo mais ficar numa Igreja, me incomoda.
Após a minha última postagem, e após os comentários maravilhosos que recebi de pessoas que valorizo demais, e que já não consigo viver sem, estou recomeçando.
Com devidas avaliações, estou aceitando a nova pessoa que me tornei, porque como disse o Voy:
Tudo o que fiz ontem, me transformou na pessoa que sou hoje. E de fato, hoje posso me considerar uma pessoa
mais forte, e as experiências vividas me ajudaram bastante a crescer, neste sentido.
De fato, não posso agor
a me desesperar porque errei, mas fazer o que meu amigo Dand também me aconselhou: olhar para frente. Fazer as devidas mudanças, e recomeçar.
A vida é feita de recomeços. Sempre. E é o que estou a fazer, mais uma vez.
Quanto a minha relação com Deus, essa só tem melhorado, a cada dia. Preciso agora melhorar a minha relação com o homem, e nisso não falo somente do sexo masculino, mas também do feminino. Aprimor
ar o contato com o ser humano e nisso eu incluo a minha relação comigo mesmo, ser humano complicado.
Agradeço aos comentários do post anterior e pela força que cada um procurou me transmitir. Recebi todas e estou pronto pra continuar, com a presença de vocês sempre por aqui.
Abraço forte em cada um.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Evoluir...

Post de segunda, cheio de preguiça, escrito vestido de pijama...
MAS, epa: já fui pra academia e voltei. Mera questão de estar mais a vontade em casa. Após um fim de semana pensando e aceitando tudo o que me foi dito, resolvi correr atrás do prejuízo.
De uns dias pra cá, tenho recebido alguns alertas de pessoas conhecidas, através de MSN, ou até pessoalmente sobre minha conduta. Sobre a forma como me vejo, sobre algumas atitudes, defeitos que saltam aos olhos das pessoas e que sinceramente eu não tenho feito o mínimo esforço para ocultá-los ou saná-los. Se as críticas chegam, é porque algo está errado. Na verdade, sempre soube disso, mas nunca me importei, porque achava que não incomodava ninguém.
Agora incomoda aos outros e automaticamente a mim.
Então, "um belo dia resolvi mudar, e fazer tudo o que queria fazer". Comecei pela academia, retornando hoje. As coisas físicas são super fáceis de serem mudadas. A rotina, algumas atitudes incoerentes com a minha idade, coisas que já não cabem mais aos meus 24 anos podem ser resolvidas tranquilamente e com um pouco de vigilância.
Mas quando o assunto são as mudanças interiores, aí tudo complica. Ainda mais que a mudança em si deve ser de dentro para fora. Mudar minha forma de ver as pessoas, as coisas, o mundo, e principalmente a forma como me vejo, para a partir daí mudar o que é externo a mim.
Mudar, crescer, evoluir, tudo isso necessita de um pouco, só um pouquinho de DISCIPLINA. Quando permanecemos num propósito, com afinco, boa parte das vezes conseguimos alcançar o que procuramos.
Confesso: falta-me disciplina, para mudanças interiores, para atividades rotineiras, para estudar...Mas vou ter que achar, onde quer que ela esteja.
O que não posso é ficar da forma como estou.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Surto!

Meus queridos leitores, amigos, venho através deste post dizer a vocês que EU ESTOU SURTANDO!!!!!!!!!!!!!!!
Primeiro: não tenho mais a graduação. Já não vou mais a universidade, já não tenho mais a rotina de ônibus, sala de aula, trabalhos, problemas com matrícula, professores chatos, professores divertidos, colegas, risadas, almoço em bandejão, BIBLIOTECA!!! Não pensei que sentiria tanta falta da rotina acadêmica. Meus dias agora se resumem a: dormir (muito, já não gostava de fazer isso, agora então), acessar (porque não posso viver sem vocês!), viajar até minha cidade, ministrar minhas aulas para os meus queridos "pestinhas" e retornar para esta cidade de onde vos escrevo, lidar com a rotina de planejar aulas (odeio), e só.
Aí, como diz o ditado: mente vazia, oficina do diabo. A bendita da minha amiga praticamente me forçou a comprar minha passagem para viajarmos para Sampa em janeiro. Ok. Passagens compradas, planos traçados. Idéia primeira: passear. E lá no fundo a idéia é: ficar em São Paulo por um tempo (?). E aí mora o meu desespero. Largar minha vida aqui na Bahia, família, o medo de ir morar onde não conheço nada, de não ter mais meu plano de saúde (kkkkkkkk), de não conseguir um emprego agora que estou devidamente graduado, de não suportar o frio de São Paulo, de adoecer por causa deste mesmo frio. Tá, eu admito: sou exagerado, dramático, estou fazendo a velha "tempestade em copo d'água". Mas a mudança me deixa assim.
Tenho apelado até mesmo para as previsões astrológicas, runas, tarot, numerologia, tudo para ter um vislumbre do meu 2o10. Se meus planos de fato irão se concretizar, se São Paulo será a minha moradia no ano vindouro. Mas nem eles sabem me dizer.
O fato é que o destino está selado, e pouco mais de 2 meses me separam do bendito avião que irá me levar para a Selva de Pedra. Preciso me ocupar nestes dois meses. Isso se o surtonão piorar, já que em dezembro ainda vem a falta de trabalho. Aí, vou escrever um post por dia para aliviar minha tensão. (kkkkkkkkkkkk). Ou me esvair de outra forma....
Abraços e prometo a vocês que vou parar de falar nisso...
Rs

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rapaz Solteiro Procura...A Felicidade.

Sempre morei em cidade pequena. Há quase 10 anos saí de minha cidade e vim parar aqui, na segunda maior cidade da Bahia, com o intuito de continuar os estudos. De início, fui morar com uma tia e sua família: marido, e dois filhos. Reconheço ter sido acolhido como um terceiro filho, mas casa de parentes nunca é igual a nossa. Por isso eu viajava tanto para minha cidade, para ficar com a minha família. Esse período durou mais ou menos 5 anos. E foi bom.
Mas a sensação de liberdade que senti quando meu irmão também veio morar aqui na cidade, junto com um colega e surgiu a proposta de dividirmos uma casa para nós três era maravilhosa. E foi o que fizemos. Moramos um ano juntos. Tive um pouco de liberdade, mas nada tão extraordinário.
Após um ano morando juntos, nos mudamos eu e meu irmão e fomos morar em outro local. A convivência não era das melhores, afinal temos algumas diferenças, o que é perfeitamente normal, mas ainda assim moramos mais um ano juntos. Dessa vez, logo que mudamos, senti a necessidade de contar a ele, que moraria comigo a partir de então, que sou gay. Ele não disse nem que estava bom, nem tampouco que estava ruim. Agiu com indiferença. E vivemos este um ano juntos onde eu me senti mais livre, onde pude ser mais eu mesmo com uma pessoa que vive comigo já a 20 anos. Descobri depois que meu irmão também é gay. Mas como ele é superfechado, nunca comentou nada comigo, nem eu pergunto nada.
Esse ano, por motivo de trabalho, ele retornou para a cidade onde fomos criados e passei a morar só. Faz oito meses que tenho uma certa liberdade e indepedência que me fizeram muito bem. Minha mãe sempre aparece, praticamente toda semana para conferir como estou, mas maior parte dos meus dias, estou só. Acordo na hora que acho que devo, como o que quiser, faço o meu café (que adoro), entro e saio da casa onde moro com autonomia. Como é bom viver assim...
Enfim, nesses quase 10 anos muita coisa mudou. Sempre percebi o meu lado independente. E sempre gostei demais disso. Comigo é: se não tenho companhia, faço sozinho. Sem problema algum.
Analisando este decênio, hoje sou graduado, moro só, tenho um trabalho (pelo menos até dezembro), um bom nível cultural. Hoje sei do que gosto, sei da minha orientação sexual e aceito muito bem. Tive coragem para partilhar isto com pessoas maravilhosas que hoje me respeitam pelo que sou. Falta-me o amor. Ou um amor. Alguém que possa compartilhar comigo destas conquistas e que tenha as suas também. Alguem para somar, dividir, não para subtrair.
Infelizmente, o amor não depende de nada do que tenho, nem do que sou, nem do que conquistei. Analisar a minha vida, tudo o que passei para chegar até aqui, onde me encontro, só me faz querer ir além, e não ficar preso a possibilidade de encontrar alguém que me faça feliz. Felicidade não pode depender jamais de outra pessoa.
Então hoje, como disse Dona Canô, mãe de Bethânia e Caetano, por ocasião de seu aniversário de 102 anos: "A vida, a gente é que decide. Eu escolhi a felicidade."
Ser feliz, fazer o que me deixa bem, olhar para frente sem ficar remoendo o passado, uma vez que seu próprio nome já diz: PASSOU. E "águas passadas não movem moinho".
Hoje a minha prioridade é viver muitos momentos felizes, sozinho, com amigos, com família, com ficantes...ou quem sabe até com um grande amor. Mas, a prioridade do momento é ser feliz COMIGO MESMO.
Amo cada um de vocês!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mudanças

"Sabe quando vc vê ciclos da sua vida se encerrando e vc nao sabe o que fazer do futuro que se aproxima?".

Este foi um trecho de uma conversa que eu tive com o Théo pelo MSN, onde falava com ele que não estou sabendo agir diante da vida, do destino, do futuro, ou qualquer coisa que o denomine.
Estou sim encerrando alguns ciclos em minha vida. E a incerteza do futuro me deixa louco. A faculdade acabou, a formatura será neste fim de semana. Em dezembro o contrato de trabalho vence, e adíos sala de aula.
Sempre quiz sair daqui, conhecer uma cidade maior, mais movimentada. Sempre sonhei com São Paulo. E fiz planos para conhecê-la.
Ontem, no susto, uma amiga que está decidida a ir morar na megalópole veio comprar as sua passagem comigo, na net. Compramos, e ela me perguntou: você vai ou não comigo em janeiro? Eu vacilei.
Pensei tanta coisa, pensei no futuro, e se eu encontrar alguém aqui, e se aparecer um trabalho, e se, e se, e se... e ela perguntou uma última vez, logo depois de ter comprado a sua passagem: vai comprar a sua ou não?
Num átimo de loucura, eu disse: vamos lá. Pronto. Compramos as passagens, e dia 16 de janeiro desembarco em solo paulista. Quero ficar. E por isso vou começar a procurar emprego daqui, e pedir ajuda a uma amiga que mora lá.
E o futuro continua nebuloso. E eu continuo com medo. Mas disposto a arriscar. Sempre.
Abraços meus leitores, amo vocês!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Acabou, agora tá tudo acabado...

"Queria ter coragem para te enfrentar e dizer tudo o que sinto hoje por você. Mas acho que sou covarde demais para isso. Então resolvi te escrever, porque nunca escondi para nínguem, e principalmente para você que sou muito melhor com a escrita do que com a fala.
Passamos bons momentos juntos, e isso é impossível negar. Fui feliz, num período curto de tempo, mas fui feliz. Só que mesmo gostando de você, e mais uma vez deixando de lado as minhas convicções para viver uma aventura, eu estou me arrependendo. Acabei de ter plena certeza que eu não nasci para viver um romance a distância. Eu preciso da presença, de saber que se necessitar, poderei contar com você em questão de minutos, que poderemos ir ao cinema sem a preocupação de alguem conhecido ver você, de sair contigo, ir num barzinho, jogar conversa fora, falar de nós, falar da vida, falar de como estamos bem hoje. Nunca vivemos isso.
Brigamos muito, reconheço que na maioria das vezes por ciúmes meus, reflexo da minha insegurança, mas que você alimentou também, com algumas atitudes que mesmo você me pedindo para esquecer, porque faziam parte do passado, infelizmente eu não consegui atender o seu pedido.
Hoje, eu gosto de você sim. Mas ao contrário de você, não to fazendo planos para um futuro onde haja o NÓS. Sempre penso em mim, no meu futuro. Encaro isso como um sinal da falta de um sentimento maior. Quero que você seja feliz. Quero que você encontre alguém que o faça feliz. Ainda que você me diga que esse alguém sou eu, infelizmente eu não posso concordar com você. Posso estar fazendo você feliz, mas eu não estou mais feliz.
Acho que se colocarmos um ponto final nesse relacionamento amoroso agora, poderemos manter um relacionamento amistoso, uma amizade sadia daqui para a frente. Espero que me perdoe pela covardia de não te encarar, de não ter essa conversa pessoalmente, mas eu vacilaria e isso não seria bom para nós dois.
Sei que você irá me entender. Desculpe..."

Esse post é em resposta ao meme que o Theo, autor do Blog As cartas do Théo me indicou. Consiste em escrever uma carta onde eu estaria terminando um relacionamento. Este meme foi criado por Daniele Vieria que se inspirou na exposição Cuide de Você, da francesa Sophie Calle, que convidou 104 mulheres para interpretarem um e-mail de seu ex-namorado que gostaria de romper o relacionamento de ambos.

As regras do meme são as seguintes:

1 - Escrever uma carta como se você estivesse rompendo com o seu (sua) namorado(a);
2 - Escrever estas regras e uma breve explicação do que é o meme (como a que fiz acima);
3 - Indicar cinco pessoas.

Meus indicados:

3 Sem Tirar

Correio Masculino

Confissões a esmo

G Cliché

Confissões do Pensador Grego na Selva de Pedra


E estes são os meus indicados. Antes de terminar este post, quero dizer que ele foi mais que uma indicação. Após conversar pelo MSN com o Théo, que me indicou para este meme, e confessar a ele que realmente era o que eu estava prevendo que iria acontecer na minha vida, o término de mais um curto namoro, ele me indicou para participar desta "brincadeira".

Pois é. No outro dia, não suportando mais a situação, acabei com o namoro de 4 meses. Mas, falo disso no próximo post...Abraços.





quinta-feira, 16 de abril de 2009

O que eu sou???

Acho que sou fruto da imaginação,
A imagem viva da ilusão.
(O que é que eu sou, Paula Toller)

Analisar-se faz parte da vida de todo e qualquer ser humano. E eu estou numa fase dessas, de autoavaliação. E confesso estar triste com ela. Não estou satisfeito comigo.
Acho que ainda sou imaturo demais, com atitudes que beiram a infantilidade, e definitivamente, isso afasta as pessoas de mim.
Eu quero crescer. Mas crescer, principalmente quando se trata de personalidade, de maturidade, não é algo que basta desejarmos e acontece. Isto leva tempo, e requer esforço e sensibilidade para aprender com as coisas que nos acontece no dia-a-dia.
Eu queria ser a pessoa que confia em si mesmo, que se ama, que está pronto para viver um relacionamento quando este aparecer, que não é extremamente necessitado de carinho e atenção, que compreende os outros e seus motivos, que não se irrita nem cria caso por besteiras. Eu queria não ser este ser infantil, possessivo, melodramático, etc.
Enfim, eu não estou bem comigo mesmo. E sinceramente, não sei como ficar. É um momento de confusão, mas creio que antes e primeiramente, de aceitação do que sou hoje. Mas o grande X da questão é: como me tornar uma pessoa melhor, segundo aquilo que espero de mim mesmo?
Enquanto não resolvo essa equação, continuo insatisfeito...

terça-feira, 31 de março de 2009

Uma avaliação.

Já me envolvi com algumas pessoas que com quem realmente acreditei que pudesse viver um relacionamento, algo duradouro, intenso, vibrante. Mas na maioria das vezes (ou seriam todas?) meu desejo não se realizou. Justamente por ser o MEU desejo, e não o desejo de ambos. Com algumas destas pessoas ficou uma "amizade". Ou apenas palavras cordiais trocadas no MSN, ou pessoalmente, quando um encontro ao acaso acontece.
Descobri, ou melhor, assumo que sou um pouco invejoso. Ou seria possessivo? Ando em dúvidas quanto a como nomear o sentimento que sinto.
Como disse anteriormente, com alguns destes indivíduos eu ainda mantenho um contato amigável. Mas não consigo explicar o sentimento de traição que sinto quando o mesmo encontra uma outra pessoa, e a partir daí, engata um relacionamento. Sempre penso: "Olha, ele conseguiu encontrar alguém legal. E eu, que poderia ser esse alguém, estou só." Não consigo nem tratar a pessoa normalmente, como estava tratando antes de saber que agora ele namora.
É a maldita da comparação. O ciúme. O sentimento de posse. É algo que sinto, não posso controlar.
Algo que me incomoda, que me faz por vezes até mesmo excluir a pessoa de minha lista de contatos. Será que vejo estes caras como possíveis relacionamentos, mesmo não dando certo na primeira tentativa? Será que sou invejoso mesmo, que quero é ter o que eles tem (emocionalmente falando)? Ou são loucuras de um desequilibrado?
Tenho vergonha disso que sinto. Não é normal. Esse sentimento mostra o quanto sou uma pessoa carente e que faz a sua vida girar em torno de alguém que não chegou. E que nem sei se vai chegar. Não queria ser assim, mas é um traço de minha personalidade. Traço que me deixa profundamente insatisfeito, chateado.
Queria ser como aqueles que não se apegam a nínguem, que vivem pura e simplesmente, que estão prontos para o que acontecer. Sempre. E que não fazem de suas vidas uma constante espera (ao menos, afetivamente falando.)
Isso não foi um post, foi um desabafo.

Até mais, leitores.

terça-feira, 17 de março de 2009

O perigo mora ao lado.

Após um dia estressante, sob pressão de inúmeros trabalhos acadêmicos para finalizar, fora as obrigações do trampo, só me resta o sossego de minha casa.
Sossego? Onde? Tive a minha paz roubada na noite de ontem e isso vai durar por um tempo considerável.
Moro na cidade com meu irmão e ao chegar o encontro com a vizinha. Ao pisar meus belos pés em casa, logo vem a notícia:

Vizinha: está sabendo do seu novo inquilino?
Eu: Inquilino? Onde? (Logo entrei em pânico, porque se tem uma coisa que tenho verdadeiro horror é de algum parente do interior resolver se mudar para o Apertadinho onde moro.)
Vizinha: Seu primo, está vindo morar aqui. Chegou de "mala e cuia".
Eu: Morar onde? Que primo? Explica isso direito, menina.
Vizinha: Seu primo, Caio, chegou aí na casa da outra vizinha, parece que vai dividir o AP com ela. (Não entendi nada, porque minha vizinha e amiga é lésbica, adora um movimento em casa, e meu primo é o machista homofóbico de plantão da família. Ou seja, o que está acontecendo?)

Contextualizando: são quatro apartamentos onde três deles são ocupados por pessoas que se conhecem, porque todos vieram da mesma cidadezinha do interior. E o 4° apartamento está vazio. Minha vizinha do lado esquerdo está morando sozinha e passando maior parte do tempo no interior, enquanto que meu primo está estudando e trabalhando aqui na cidade, e não tem onde ficar. Só não ia ficar em meu apertadinho porque dois já bastam. Então a viziamiga resolveu dividir o AP com ele. Sem aviso prévio ao gay da família que mora ao lado. Ou seja, mífu...., porque morando com um homofóbico do lado, todo cuidado é pouco para que um escândalo não ocorra no seio da família.
Por outro lado, a psicologia explica: quando a pessoa é extremamente homofóbica, é porque tem algo errado aí. Um amigo meu que conhece meu primo diz que ele tem uma quedinha para o nosso lado. Eu nunca percebi. Mas se tivesse mesmo, bem que eu iria gostar.
Ontem a noite fui no apartamento do lado conferir se meu priminho querido estava bem instalado. Na verdade, fui conferir se o "material" da época em que moravámos na mesma cidade continuava o mesmo ou estava melhor. Sabe aquelas histórias de descobertas entre primos? Calma gente: infelizmente não aconteceu comigo. Mas este primo em particular é um dos melhores do clã. Bonito, viril, corpo lindo. A cabeça vazia, é bem verdade, mas quem disse que tô estou interessado no conteúdo da cabeça dele?
Enfim, uma breve visitinha para conferir o material e confesso: está melhor. Um corpo atlético, não sarado, de homem que está entrando na idade adulta, cheio de testosterona, daquele tipo que conversa com você atestando que é homem inteiro através de leves (ou não tão leves ) apalpadelas em seu brinquedinho o tempo inteiro... Ai, ai...
Enfim, ruim ter uma pessoa preconceituosa morando ao seu lado, espero que isso não me atrapalhe em nada. No entanto, muito bom ter um pessoa como ele, um colírio aos meus olhos, todos os dias, ali do ladinho.
Neste caso, o perigo decididamente mora ao lado. Neste caso o duplo perigo.

Abraços meus amigos.

P.S.1 A mídia começa a informar a morte do deputado federal Clodovil Hernandez. Eu particularmente, sinto muito. Eu gostava do Clô e de sua personalidade marcante. Vai fazer falta.

P.S. 2 - Lendo o post de um amigo, o Marcos, do Passageiro do Mundo, resolvi colocar aqui o vídeo de uma música do Coldplay que eu adoro!