sábado, 5 de dezembro de 2009

Carta do além.


"Cuide bem do seu amor, seja quem for". Paralamas do Sucesso

Engraçado. Sempre que estamos dispostos a mudar, a seguir em frente esquecendo antigas histórias que nos machucaram e deixaram algumas marcas ruins, os "fantasmas" costumam surgir do além para nos atormentar. Isso sempre acontece quando encontramos um novo amor. Parece o período propício para aquele ex, que há muito você não vê, aparecer querendo lhe encontrar, querendo sair, conversar, ou então aquele contato do MSN que sempre fez um joguinho duro e resolveu amolecer justo agora, quando você está conhecendo um carinha tão legal.
No meu caso, isso não está acontecendo. Continuo Sozinho, e estou traçando meus planos para o ano vindouro, preparando viagem, talvez uma mudança de cidade, de estado. Há alguns meses atrás, para ser mais exato, em setembro, prometi escrever sobre o término de um relacionamento meu que durou 4 meses. Desses quatro, dois eu vi o suposto namorado com certa frequência, e os outros dois foi de total ausência corporal. Isso porque o fulano não mora aqui na minha cidade. O tal do "namoro" era apenas por telefone e ás vezes, MSN. No fim destes 4 meses, já considerava a relação mais que fria, "glacial" seria a palavra ideal, e terminei. Ele disse que a relação não estava fria, que o que ele sentia por mim continuava igual. Mal tivemos tempo de nos conhecer direito por causa da distância, passamos dois meses sem nos ver, mal nos falando por telefone, e ele disse que nada mudou pra ele, que tudo estava igual... Sujeitinho forte, hein?
Enfim, havia emprestado alguns DVD's a ele e pedi que me mandasse pelo Correio, porque são parte de um seriado que tenho. Isso aconteceu em outubro e ele me disse que havia mandado os DVD's mais uma carta, que era pra ler e dar uma resposta a ele.
1 mês se passou e a carta, que é registrada não chegou. Dois meses se passaram, e ontem, chegando do trabalho fui procurar saber se algo havia chegado pra mim, pois estou esperando uma encomenda via Sedex. Me informaram que havia chegado sim, e quando me entregaram, fiquei surpreso: era o bendito envelope, com os meus DVD's e a cartinha dele.
Na verdade, creio que vocês imaginam o que há na carta: declaração de amor, que me quer, que só agora percebeu que me ama de verdade e quer ficar comigo, que não acredita que eu não sinta mais nada por ele e que eu deveria dar uma chance a ele, ao nosso namoro a distância. Justo agora, que estou cheio de planos para o futuro e neles eu não incluí ninguém?
Nessas horas acredito em destino. Porque uma carta registrada demoraria 2 meses para chegar, sendo que ele mora a duas horas daqui da cidade onde moro? Parece até que a carta percorreu o Brasil antes de cehgar até mim.Se ela tivesse chegado antes, teria eu resistido, mudaria meus planos para ficar com ele? Daria uma outra chance?
São perguntas que não serão respondidas porque os planos já traçados infelizmente não podem mais voltar atrás e é o que eu realmente quero. São perguntas que devem ficar no passado, onde a tal carta também irá ficar, porque nem a resposta a ele pretendo dar, uma vez que ele também acha que ela não chegou até mim.
Com isso, fica a lição: cuidado! Se você tem alguém que gosta muito, cuide, ame, não dê motivos para esta pessoa ir embora e depois você se arrepender e ir correndo atrás. Pode ser tarde demais.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Antigos Escritos

Comecei a "futucar" as minhas antigas agendas, em busca dos meus antigos escritos, da época de adolescente. Apesar do título, não tem tanto tempo assim que estive nessa fase, e confesso que ainda trago resquíscios profundos dela. Teve um momento de minha vida que parece que eu simplesmente enxergava o mundo através de poesias. São várias, de Mário Quintana, Fernando Pessoa, Cecília Meireles, algumas de autores desconhecidos, mas todas, sem exceção, falavam de mim, do momento que eu vivia, e algumas ainda hoje fazem sentido pra mim. Acho que de tanto ler essas poesias, me deixei influenciar e escrevi algumas coisas também.
Tem alguns textos meus que leio e me pergunto: Meu Deus, onde eu estava com a cabeça quando escrevi isso? Outros, ainda hoje, mostram muito de mim, da minha realidade, da minha vida.
Encontrei este, que lembro mais ou menos o porque de tê-lo escrito. Mas não acho necessário falar para não influenciar a interpretação dos outros. Então está aí.

Talvez

Arriscar-se a viver
A ver o que a vida coloca à tua frente
É duro e nem todos querem
Mas necessário para ir a frente
O mundo parece te engolir
E é você que o engole
Devora, digere, vomita!
Tua pele arde, transpira o teu desejo
E já não podes esconder
A tua alma, tua vida,
Teus olhos revelam os sentimentos.
"Eis o homem".
By J.M.

Talvez eu precise voltar a ler mais alguns poetas, e quem sabe apreender mais o mundo e as situações que me envolvem através de uma linguagem poética. Recordo que passei a escrever a assim com medo de que alguém pegasse minha agenda e lesse o que escrevi, descobrindo assim coisas íntimas minhas. Era como se a agenda funcionasse como um diário, onde colocava as minhas angús
tias, tristezas, pensamentos, alegrias. Por medo de que alguém viesse a invadir de tal forma a minha privacidade, comecei a escrever de forma subjetiva, para enganar ou no mínimo confundir quem fosse ler sem minha autorização. Coisas de adolescente...
Continuo garimpando pra ver se aparece algo que preste.
Enquanto isso, me divirto com os posts alheios.
Forte abraço em cada um que por aqui passar, e um ótimo fim de semana!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ser professor.

Este ano eu fui para uma sala de aula pela primeira vez na posição de educador. Confessei anteriormente o meu medo em assumir a minha profissão, agora de direito. Muitos questionamentos, o medo de não conseguir controlar uma classe cheia de adolescentes, de ser um profissional medíocre, enfim, de ser tudo, menos professor.
O ano letivo está no fim e acabo de entrar na semana das avaliações finais, para aqueles alunos que não atingiram a média de pontos da escola durante as IV unidades em que é dividido o ano letivo. Das três turmas onde leciono, vi o alto índice de alunos em duas delas tentando só agora recuperar o que não conseguiram aprender durante todo ano. Falhei? A culpa foi minha? Deles? Do sistema?
Fazendo agora uma avaliação sobre minha posição de professor, vi que consegui superar os meus medos, consegui ser antes de mais nada amigo de meus alunos, mas soube manter o respeito e o controle da turma nos momentos necessários, soube identificar as dificuldades deles, mas agora me questiono se consegui ajudá-los a superar essas dificuldades? Cheguei a conclusão que não tenho muita paciência para sair da escola e ainda trazer trabalho para
casa. Não, não é isso o que quero, perder noites, horas, preparando aulas, atividades, trabalhos, avaliações. Trabalho é trabalho, descanso é descanso. Mas quem está em sala de aula, é inevitável não corrigir trabalhos, não procurar um texto que chame a atenção da turma, não pensar naqueles que não se comprometem com o estudos.
Apesar disso, é gratificante ver alguns alunos que começaram o ano letivo mal, e que cresceram maravilhosamente até o fim do ano.
Mas, também vi alunos que repetem uma mesma série já a 4, 5 anos. E que por mais incrível que pareça, mostram um conhecimento como se tivessem acabado de chegar naquela sala de aula. Presenciei alunos que mal
sabem escrever, na 5ª série do Ensino Fundamental II (o atual 6º ano), alguns que estão acostumados a ter um professor que pensem por eles e dêem a resposta pronta apenas para que copiem no caderno. Estive em contato com indivíduos sem perspectiva de futuro, sem planos, sem sonhos e que quando questionados sobre isso, apenas brincavam, riam. Espero sinceramente que alguma coisa que eu tenha dito em sala de aula, fora dos conteúdos de Língua Portuguesa ou até mesmo dentro dos conteúdos através de textos, músicas, artes, tenha servido para alertá-los do mundo em que vivemos, das dificuldades que passamos estudando, quanto mais sem estudar.
Aluno é criatura vaidosa! Quem não gosta de receber elogios vindos do seu professor? Percebi o efeito devastador que as palavras de um professor tem na vida de um aluno. Quando vi, na primeira avaliação, alunos tirarem notas baixas, estimulei, disse que poderiam sim melhorar, que bastava estudar, se esforçar, participar e essas notas com certeza iriam mudar. E mudou! E qual não foi a alegria destes em ver que tem potencial para conseguir superar suas dificuldades.
Acima questionei se o fato de alguns alunos não conseguirem aprender, mal escreverem estando em uma série avançada para o seu nível de conhecimento, se seria erro do professor, do sistema ou do próprio aluno? Infelizmente, alguns professores estão acostumados a simplesmente avaliar pela nota e não se preocupam com o nível de conhecimento oferecido aos seus alunos nem tampouco se estes estão de fato aprendendo ou não. Importa é chegar no fim do ano letivo e passar estes alunos para a próxima série. E o resultado é aluno repetente já a 5 anos num mesmo nível. Quem perde com isso? O aluno.
O professor precisa ter consciência da importância que tem na vida do aluno. Precisa saber que ele tem o poder de construir e de destruir na vida de uma pessoa. E que cabe a ele grande parte do possível sucesso desta pessoa no futuro.
No entanto, o
sistema educacional também é responsável por parte do sucesso deste aluno no futuro. Mas, de nada adianta o professor ser ótimo e o sistema de ensino também se não há no indivíduo o desejo de aprender, de ser melhor, de ser alguém no futuro, e obter o sucesso, alcançando o que sonhou no período escolar.
Cheguei no fim desta missão. E procurei cumprir o que foi me designado. No entanto, acho que esta não é a área que quero trabalhar, onde quero ficar por livre e espontânea vontade.
E infelizmente, sendo mais clichê do que tudo, a profissão apesar de bela, ainda é extremamente marginalizada, desvalorizada. Espero um dia poder ser professor, mas como hobbie, e por prazer, não para sobreviver. A experiência serviu, aprendi muito. Mas essa é a minha impressão no momento.
Abraços meus queridos leitores.

domingo, 29 de novembro de 2009

Pra frente é que se anda.

"A borboleta pousada, ou é Deus ou é nada." Adélia Prado

Post passado, num momento de grande crise pessoal, escrevi sobre o quanto o blog de um amigo mexeu comigo. E me fez reavaliar minha posição diante da vida, do que vem acontecendo comigo, das minhas últimas relações, incluíndo aí a minha relação com Deus.
Ao contrário do que
algumas possam ter entendido, eu não deixei de acreditar em Deus, talvez tenha duvidado de que ele me amasse, independente de minha orientação sexual. Isso está resolvido, mas a minha crise foi sim contra a Igreja.
Definitivamente eu não consigo estar dentro de um ambiente onde pregam que estou vivendo no pecado, que estou errado, que irei para o inferno por que gosto de homens e quero viver um amor verdadeiro com um. Por isso, por discordar do que a Igreja prega, que decidi me afastar.
Nesse período, comecei a ler também alguns livros de Rubem Alves. E me identifiquei demais com o autor, que foi pastor presbiteriano, mas se afastou da religião e hoje acredita num Deus livre de qualquer religião que seja. Partilho do mesmo pensamento que ele atualmente, quando diz que "Deus é um passáro em vôo", e compara as religiões com gaiolas, onde cada uma procura prender Deus da sua forma. No entanto, Ele é livre e está em todas as coisas, presente em todos os lugares.
Respeito os que acreditam na presença de Deus em templos, e que preferem seguir as religiões. Cada um tem que procurar o melhor para si. Ainda partilho de algumas coisas da religião que frequentei, mas não consigo mais ficar numa Igreja, me incomoda.
Após a minha última postagem, e após os comentários maravilhosos que recebi de pessoas que valorizo demais, e que já não consigo viver sem, estou recomeçando.
Com devidas avaliações, estou aceitando a nova pessoa que me tornei, porque como disse o Voy:
Tudo o que fiz ontem, me transformou na pessoa que sou hoje. E de fato, hoje posso me considerar uma pessoa
mais forte, e as experiências vividas me ajudaram bastante a crescer, neste sentido.
De fato, não posso agor
a me desesperar porque errei, mas fazer o que meu amigo Dand também me aconselhou: olhar para frente. Fazer as devidas mudanças, e recomeçar.
A vida é feita de recomeços. Sempre. E é o que estou a fazer, mais uma vez.
Quanto a minha relação com Deus, essa só tem melhorado, a cada dia. Preciso agora melhorar a minha relação com o homem, e nisso não falo somente do sexo masculino, mas também do feminino. Aprimor
ar o contato com o ser humano e nisso eu incluo a minha relação comigo mesmo, ser humano complicado.
Agradeço aos comentários do post anterior e pela força que cada um procurou me transmitir. Recebi todas e estou pronto pra continuar, com a presença de vocês sempre por aqui.
Abraço forte em cada um.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Será muito tarde?

Sessão dupla de cinema. Uma pra ver 2012, e fui com uma amiga, sala lotadíssima! A segunda, logo em seguida, fui ver Lua Nova, e dessa vez sozinho, sala lotada, mas com direito a sentar no meio do povão e ter uma cadeira vazia do meu lado durante todo o filme... A cadeira da espera.
Chegando em casa, lembrei que havia prometido ao Jay que leria a história da sua vida(ou parte dela) no blog. E chegando em casa foi o que fiz.
E chorei, chorei muito. Me identifiquei com muita coisa, e fiquei encantado com algumas coisas que ele escreveu. De fato, é uma história de superação e quero dizer que virei fã! (Também).
Ainda lendo o blog, li uma parte onde ele diz que ainda não tinha alguém. E diz ainda:

Faltava uma pessoa em minha vida. Eu sonhava comalguém especial e até pedia a Deus por isso. E tenho certeza que Deus ouviu minhas orações...

E mesmo tendo me segurado até aí, chorei ao ler isso. Chorei por lembrar da amizade que já tive com o Criador, quando frequentei por anos a Igreja e por achar que Ele me julga culpado por ser gay, por gostar de homens, chorei por constatar que perdi muita coisa que era minha, que fazia parte de mim, da minha personalidade em nome da carne, chorei por ver que sempre pedi a Deus uma pessoa especial em minha vida, mas quando me afastei dele deixei esse pedido de lado e confesso a todos vocês que minha vida afetiva principalmente no que se refere aos homens, é um fracasso, chorei, chorei como forma de expurgar toda a minha dor, os sentime
ntos ruins que guardo dentro de mim e que ás vezes até exponho, chocando
quem se relaciona comigo, seja pessoalmente ou virtualmente.
A verdade meus amigos, é que nos últimos 4 anos, quando eu me afastei da Igrej
a, e decidi assumir, pra mim principalmente, que eu gosto sim de homens, entr
ei numa espiral sentimental, onde transferi para o sexo casual e envolvimentos escusos toda
a minha carencia, todo o meu desejo de amar e de ser amado de volta. Vivi muitas coisas nos últimos quatro anos...
Mas quando o assunto é afetividade, eu me maltratei demais. Como ser humano, eu me despi de tudo o que achava correto e que ainda admiro hoje em relações como a do Jay e do Alê, para me envolver com caras que só queriam sexo, o popular fast foda (me perdoem a expressão).
Em nome do meu desejo de encontrar alguém e que eu achei que encontraria através do sexo, eu deixei muito dos meus p
rincípios, da minha dignidade, para trás. Eu matei o meu amor próprio, que já andava doente. E o que eu consegui com isso? O quê as transas sem sentimento, apenas pelo prazer, me trouxeram ao longo destes 4 anos? Nada.
Apenas me tornei uma pessoa "rodada". Expressão horrível, mas infelizmente é assim que me sinto agora. Usado, abusado por mim mesmo. Me desvalorizei, totalmente. E agora?
Após ler a história do Jay, percebi que eu tenho valor sim. Tive um insight, e percebi o que eu me tornei, e o que eu NÃO consegui vivendo desta forma.
Será muito tarde para tentar ser melhor? Será muito tarde para recuperar tudo o que eu acreditava ser o certo e que abri mão achando que transando com alguém que mal conheço poderia encontrar? Será muito tarde para desejar um dia ter aquela cadeira vazia da sala de cinema ocupada por um verdadeiro amor?

Abraços, meus amigos.

P.S. Dand, quero te agradecer pelas palavras de sabedoria, e dizer publicamente o quanto te admiro e o quanto você está me ajudando. Obrigado, amigo, pela palavras na madrugada. Sabe que torço demais pela sua felicidade.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Meu lado "poético".

Sentado em frente ao computador, pensando no que escrever...
Minha vida ultimamente anda tão sem novidades, sem nada de extraordinário a não ser o fato de acordar todo os dias, de ver o sol brilhar, de poder olhar o campo três vezes na semana a caminho do trabalho em outra cidade, de brincar com uma criança linda de 2 aninhos que aperta minhas bochechas e me chama de "fofinho" (rsrsrsrsrs), de poder expressar aqui neste espaço o que penso, o que sinto, e ser apoiado ou não. Tudo isso faz da minha vida um acontecimento extraordinário , mas fora estas coisas que sei que acontecem sempre, ando sem novidades.
E foi pensando no que me falta acontecer, que escrevi um pouco fora do padrão que sempre escrevo aqui. Não sei se o considero um poema, acho que falta muita coisa para chegar a este patamar, mas são como diz Jota Quest " pensamentos soltos, traduzidos em palavras".
Recordei então que há alguns anos, costumava escrever "poemas". Maioria deles falavam de amor, principalmente dos não-correspondidos. Tenho alguns deles perdidos em agendas antigas, que de vez em quando eu folheio e duvido até mesmo que eu tenha escrito o que leio.
Hoje me veio a vontade de escrever assim, diferente, poético, ilusório, quente, romântico, triste...enfim. Leiam, e expressem o que vocês acharam. Ah, eu sou péssimo para atribuir título. Por isso, ele está sem. Aceito sugestões, junto com o comentário.

"O cheiro percorreu todo o meu corpo,
Enquanto a boca encostava em minha nuca,
E os braços me envolviam num abraço forte, quente
Carinhoso, cheio de um amor que nunca havia provado igual.
As mãos percorrendo cada pedaço do meu peito, tórax nu
Enquanto nosso corpos pareciam um,
E o suor começava a aparacer em cada poro,
A respiração ofegante, o odor inebriante,
A vontade latente...
E aqueles lábios que mais pareciam veludo,
Que minhas mãos tiveram a benção de tocar,
e que enfim, poderia agora provar, acariciar com a minha boca,
num bei....
AH! Acordei. Foi tudo um sonho...
No quarto escuro, no meio da noite, procurei ,
Mas, quem é você?
Eu não sei."

By J.M.

Abraços, meus queridos e queridas...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Manter o foco.

Quando queremos algo em nossa vida, precisamos manter o foco e perseverar. As dificuldades serão muitas, mas se mantivermos nosso olhar no que desejamos, as chances de chegarmos ao nosso objetivo são muito, muito maiores.
Amo os meus amigos e muitas vezes eles são para mim exemplos a serem seguidos. Quando comecei a faculdade, encontrei 40 pessoas numa sala de aula. De início, nos aproximamos de boa parte deles, mas com o tempo a amizade se fortalece com aqueles com os quais temos afinidades. Nesse período conheci duas pessoas maravilhosas, Pity e Sol. Diferentes, mas muito, muito especiais.
Pra não alongar, sendo que ambas são extramamente importantes para mim, quero aqui falar um pouco de Pity. Menina simples, vinda da zona rural da cidade em que estou morando hoje, ela começou a faculdade com a mesma idade que eu, 20 anos. Era de fato uma menina, na forma de pensar, no jeito de se vestir, no namoro que tinha com um cara já há 5 anos. Com ele ela planejava casar, ter filhos, tudo quando terminasse a faculdade. No decorrer dos anos, ela se identificou com o curso, e começou a trabalhar na área de educação. Menina pobre, passou fome na infância, teve que dividir tudo sempre com mais três irmãos(nclusive a cama, onde dormia com eles e a mãe, numa casa de dois cômodos apenas) foi criada somente pela mãe que fez de tudo para que ela tivesse educação e pudesse chegar onde chegou: a faculdade.
No decorrer do curso, Pity descobriu que seu namorado e único homem de sua vida a traía. Sofreu muito, tentou voltar algumas vezes quando ele dizia que a amava, que queria se casar com ela, ter filhos... Mas ela também descobriu que ele a queria como "Amélia". Como a mulher que ficaria em casa, com os filhos enquanto ele trabalharia e ela ,deveria parar os estudos com o fim da graduação. E isso foi determinante para que ela o abandonasse, mesmo sofrendo muito. Nesse período surgiu um outro cara em sua vida, que simplesmente carregaria "água no cesto" por ela, se necessário fosse. Mas ela apenas ficou, e teve medo de se envolver, se entregar. De início, não sentia nada forte por ele, apenas atração. Mas ele a amava. E estava disposto a fazer tudo por ela. E fez, permaneceu na luta até o fim.
Bem, para encurtar o relato, Pity terminou a graduação, não voltou mais com o ex-namorado, resolveu dar uma chance ao outro carinha que faz tudo por ela, e seguiu em frente. Sempre se envolveu em projetos na faculdade, e queria continuar os estudos trabalhando com educação do campo, que era o que a encantava por ela ter vindo da zona rural e saber das dificuldades que as pessoas que moram lá passam. Consegui um trabalho pra ela na mesma escola onde trabalho, sua relação com o carinha atual melhorou muito, fazendo até mesmo com que ela viesse morar aqui na cidade com a ajuda dele, que deu total apoio para que ela fizesse isso, porque facilitava mais a vida dela, e hoje ela pode se dizer apaixonada por ele, que ajuda tanto, que a coloca pra frente, que a estimula a continuar os estudos e que deu força para que recém-graduada, tentasse um mestrado na área de Educação do Campo.
Menina do interior, que enfrentou tantas dificuldades, sem um professor para a orientá-la, com o apoio do namorado, da família e dos amigos, ela encarou a prova do mestrado, passou por todas as etapas, e hoje, como seu amigo, pude compartilhar da sua alegria de ter sido aprovada. De ter alcançado mais um objetivo de vida, onde não perdeu o foco.
Assim aconteceu também com meu amigo Mau, que conheci quando ainda era um "menino" do Paraná, que gostava de Sarah MacLachlan e morava sozinho já tão novo. Conheci ele através do blog e mantemos uma amizade sadia já há algum tempo. Ano passado ele me (nos) falou da mudança que faria, indo morar em São Paulo, onde não conhecia nínguem e havia conseguido um trabalho novo. E foi.
Um ano depois, ele está muito bem, obrigado, desbravando a Selva de Pedras que é São Paulo e que pelo visto, ele A-D-O-R-A! Hoje o acho mais homem, mais decidido, mais maduro, principalmente em seus escritos no blog.
Essas pessoas são para mim um exemplo de que tudo o que desejamos, se nos esforçamos e corremos atrás, não recuando quando as dificuldades aparecem, a gente consegue. Fiquei muito feliz pela conquista da minha amiga, e sou feliz por ter a amizade de Mau, que é um rapaz determinado no que quer e que por isso está onde está hoje.
São exemplos a ser seguidos por mim, que estou no processo de tantas mudanças, mas agora, mais do que nunca, decidido a encarar o que vier pela frente para alcançar tudo o que quero. Amizades são um dos mais necessários pilares do ser humano. Como diz Pedro Bial, no CD "Filtro Solar": Amigos: nunca abra mão de uns poucos e bons! Amo os que tenho, aqueles que vejo todos os dias, aqueles com quem teclo todos os dias, os que estão longe, mas que volta e meia mandam um scrap, um email, um sinal de vida e amor.
E não esqueçam: manter o foco e perseverar sempre! É o que tenho aprendido com essas pessoas especiais.
Amo todos vocês! Abraços...