Há uma grande diferença entre encontrar e ser encontrado; escolher e ser escolhido.
Durante muito tempo eu procurei, eu fui atrás do reconhecimento, do sentimento, da entrega de uma outra pessoa a mim. E até aqui, isto não tem funcionado.
Costumo me entregar de cara, me jogar de cabeça independente do que esteja acontecendo. E isso tem sido fonte de inúmeras dores pra mim. Não sei ser difícil, fazer o papel de desconfiado, de descrente. Eu me jogo mesmo e se não der certo, quebro a cara, sofro e vamos em frente. Vivo intensamente! Poderia me descrever desta forma.
Mas talvez seja hora de aplicar-me um pouco mais e ser mais reservado. Guardar meus sentimentos, palavras, ações para algo ou alguém que realmente valha a pena. E isso (saber se vale a pena) só sabemos com o tempo, com a convivência, com a conquista.
Conquista esta que eu não quero mais empreender ou pelo menos não quero me dedicar e ser o único a isso. É cansativo se dedicar tanto a alguém e no fim receber um olhar blasé, um tanto faz, e um discurso de que estou numa boa, não é o que eu quero neste momento porque estou com uma vida muito atribulada...e não sei o que mais...
Como disse um amigo num bate-papo virtual, "se o interesse é mútuo, pouco importa se a vida anda uma merda, a gente embarca e vê no que vai dar".
Diante dessa indiferença alheia, só posso recolher o pouco de vergonha que me resta e me reinventar. Quem sabe assim seja menos doloroso...
Boa semana galera, até o próximo desabafo. rs.
Forte abraço!