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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Seca total (corpo e alma).

Quase 5 meses. Isso, 5 meses sem beijo, sem sexo, sem tocar outro corpo.
E pior que apesar disso eu não estou desesperado, não estou atacando qualquer um, ou procurando desesperadamente por sexo fácil e descartável. Comecei 2014 parado demais. Sei lá, mais tranquilo, sem fazer tanta questão de envolvimentos. E cansado de correr atrás.
Tanta gente bacana, é verdade. Mas que ADORAM fazer um c* doce, um charminho...ah, por favor. Eu estou chegando aos 30, e ficando cada vez mais sem paciência pra correr atrás de quem faz pouco caso, esforço algum para estar com o outro, para sair, conversar, dar risada, tomar alguma coisa. Daí a pessoa fica naquela de que não posso, tenho compromisso, mal te responde quando você puxa assunto e eu, num átimo de amor próprio, deixo de lado.
Ao mesmo tempo que há essa auto valorização, há uma baixa estima (ou baixa auto-estima) imperando: aquele olhar de crítica no espelho, de insatisfação, de reprovação...
É um momento importante para alinhar muitas coisas internamente, porém um momento difícil também.
Espero chegar num lugar onde ganhe um novo fôlego pra recomeçar, seguir em frente e me tornar melhor.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Síndrome do Dedo Podre.

Ouvindo Madonna, S&S Tour.

Mais uma vez eu estive rememorando as pessoas que já passaram por minha vida, e que eu numa imensa carência denominei namorados. E cheguei a uma conclusão: eu tenho dedo podre. Ou seria mão podre?
Porque de todos os que encontrei no meu caminho (não foram muitos, apesar do TODOS), não houve nenhum livre, *sem complicações afetivas passadas, ou presentes. Um não era confiante o bastante, me deixou porque tinha medo de se envolver, outro estava em dúvida se era gay mesmo ou se deveria retornar para a ex-noiva, outro quer se envolver, mas ainda gosta do ex-namorado. Enfim, todos tiveram suas complicações. E eu no meio do fogo cruzado, entre a cruz e a espada.
Assumo que mesmo tendo um dedo podre, eu também tenho as minhas neuras. E quem não tem? Mas aparecem pessoas piores que eu, fico abismado com isso. No fim das contas, creio que o melhor a fazer é o que Alanis Morissette assumiu ter feito.
Em uma entrevista que a cantora deu, assumiu ser depende de amor. Viciada, como ela mesma definiu. E diz que a vida dela dependia de sempre ter um amor, um namorado, alguém do lado dela sempre. No entanto, quando o último namorado dela a largou e hoje está prestes a ser casar com com atriz Scarlett Johansson, ela pensou que iria morrer. E após sofrer toda a sua dor, resolveu não mais se apegar a nínguem, ou viver com esta necessidade de ter alguém do seu lado como namorado, mas viu que poderia conhecer muitas pessoas e não se apegar a nínguem. E ela diz que é o que tem feito: tem conhecido muita gente legal, tem beijado na boca, se divertido, mas nada sério.
Na verdade eu já vivo isso. Só que falta o desejo de não querer nínguem sério. Falta a opção: estar só por opção minha e não opção dos outros.
É difícil se acostumar com esta idéia. Estar só e estar bem assim mesmo. Após passar todo o carnaval enjaulado dentro de casa, porque maior parte dos dias de carnaval na Bahia foram chuvosos, eu pensei que ia enlouquecer sem ter nínguem ali comigo, sem ter alguem pra conversar, namorar, beijar... Foi uma experiência frustrante, enlouquecedora. Mas que pode hoje servir como um aprendizado. Antes de mais nada, estar bem sozinho, feliz assim, para que quando alguém se decidir a fazer parte da minha vida, apenas complemente minha felicidade e não que seja a razão dela.
Enfim, acho que estou caminhando para uma maturidade emocional necessária para ser feliz.
Abraços meus amados leitores...

*P.S. Eu não quero uma pessoa sem passado, mas uma pessoa bem resolvida com o seu passado, porque "águas passadas não movem moinho".

domingo, 16 de novembro de 2008

Mais uma vez... Rejeitado.

Encontrar pessoas por site de relacionamento, ou salas de bate-papo configurou-se para mim em um erro e numa atitude de desespero. Parece que em minha cabeça, cada dia é uma chance de encontrar o grande amor de minha vida, e se eu ficar em casa, sem acessar a internet, sem procurar, ele poderá não me achar.

Mas com esses ambientes virtuais ás vezes vem surpresas boas, mas que no fim deixam marcas amargas. Ao me conhecer, disse logo que eu era igual ao que viu em fotos. Ok. Não iria e nem tinha porque mentir, mostra uma imagem que não era minha. Porém, logo de cara, já disse: só que na foto você era mais moreno.

Viagem, hospedagem, muita conversa, uma crítica ao meu andar, que segundo ele, parece-se com o do seu melhor amigo, que parece estar numa passarela. Não tem postura, anda encurvado. Já fiquei com um cachorro atrás da orelha.

A noite, num barzinho, numa cidade movimentada, águas termais, muita gente tomando banho, ele olhando sem parar para um cara da mesa vizinha. Disfarçava, olhava, virava o rosto...e assim ficou boa parte do tempo que ficamos na mesa. Não aguentei e perguntei o que ele tanto olhava? Interessou, vai atrás. Ele disse que não estava olhando pra nínguem.

A noite, no quarto do hotel, não estava para muita conversa e ele entrava e saía do quarto a todo momento, o que me irritou. Eu perguntei o que era que estava acontecendo, que ele entrava e saía toda hora. Eu sabia que estava de papo com o atendente do hotel que segundo ele era amigo, de outras vezes em que esteve lá. Tudo bem, não me importava com isso. Mas me deixasse assistir minha TV em paz. Daí começou a hora da verdade.

Primeiro ele disse que eu era ciumento e ele não gostava disso, e blah, blah, blah. Admiti: sou ciumento até certo ponto, e se a pessoa que está comigo está mais interessando em uma pessoa da mesa vizinha, que vá atrás. Melhor do que ficar humilhando quem está ao seu lado na mesa.

Disse não estar olhando, que foi impressão minha, não gostou do que falei pra ele ir atrás, e que ia verificar uma coisa, perceber uma coisa e depois a gente ia conversar.

Bem, se a conversa havia começado, ela ia terminar.

Forcei ele a dizer logo o que era que ele estava pensando, porque nós não tínhamos nada, não teria porque eu cobrar a ele nada, nem ele tampouco de mim.

E foi aí que veio o jorro: disse que eu havia dito a ele que era "na minha" e era discreto. Que era ativo. Mas que ele estava percebendo que havia algumas contradições, porque eu realmente era na minha, mas não era tão discreto assim, e que como a família dele acabou de saber da orientação dele, precisava encontrar alguém, mas que fosse igual a ele, discreto, ainda mais que o pai e o irmão não sabiam ainda, mas se esse alguem fosse eu, com certeza o pai e o irmão diriam logo que ele estaria tendo um "caso" comigo. E que ele achava que eu não era ativo/versátil porque eu não estava aparentando isso, e outras coisas mais.

Bem, a conversa toda na íntegra seria muito longa. Mas as palavras ainda giram em minha cabeça. Mais uma vez pensei ter encontrado a felicidade ao lado de algúem, mas ledo engano. Não nego que ele é uma pessoa maravilhosa. Mas retirei meu time de campo. Não quero ser empecilho na vida de nínguem, nem tampouco motivo de vergonha ou chacota.

Minha atitude foi somente acordar no outro dia, arrumar minhas coisas e voltar para minha cidade, enquanto que ele foi pra cidade vizinha, visitar amigos que até o dia anterior ele não iria visitar. Mas depois que eu falei em ir embora, ele resolveu ir. Ou seja, eu seria motivo de vergonha novamente. Compreendo-o. Mas a dor que eu sinto é incrível. Só tenho vontade de chorar quando lembro. Chorar pelo que? Pelo que ele disse? Pelo que ele é e eu não posso ter? Por mais uma vez ter acreditado em algo, e ver essa crença destruída?

Sou o gay mais idiota que existe, chego a ser ridículo ás vezes.