domingo, 19 de outubro de 2014

Mais do mesmo...

São Paulo! Dia desses um amigo pediu que eu desse minha opinião sobre o trecho de um livro de Caio Fernando Abreu, onde ele troca cartas com um amigo. Em uma dessas cartas, ele fala sobre seu retorno a SP com a seguinte alusão:

"Mas estou mais tranquilo. E percebendo coisas: voltei para Sampa muito alegrinho, muito na-boa, muito tudo-vai-rolar. A memória da gente é safada: elimina o amargo, a peneira só deixa passar o doce. Então eu tinha esquecido que esta cidade te cobra preços altos. Ela é uma mulher (ou um homem) belíssima(o) que se oferece, tentador(a), como se amasse, te envolve, te seduz — e na hora em que você não suporta mais de tesão e faria qualquer negócio, ela(e) te diz o preço. Que é muito alto."

Minha opinião? Hum...deixa eu pensar... Eu adoro São Paulo. Eu gosto de não ter que ver os mesmos rostos todos os dias nas indas e vindas para trabalhar ou caso eu saia para algum lugar. Eu gosto de saber que há inúmeras oportunidades de diversão, ainda que eu não aproveite nada dessas opções, ficando em casa nos fins de semana. Eu gosto das mudanças de tempo repentina, estamos com sol agora, menos de 1 hora depois chuva torrencial! Enfim, se for elucidar aqui todos os motivos que me fazem gostar de São Paulo o post será imenso.
Porém, em alguns momentos bate a tristeza, por N motivos. O último foi no sábado.
Fiz um novo amigo na academia. Muito lindinho, atencioso, sinto quando estou com ele que há uma energia boa entre nós. Porém, ele namora e eu respeito demais isso, assim como ele também. No sábado eu precisei ir até o trabalho e ele pediu pra esperar por ele que trabalha perto para voltarmos juntos. Já havia dito antes aqui a falta que tenho de novos amigos, de companhias para sair no fim de semana, ir no shopping, conversar, pegar um cinema, dar risada, etc. Enfim, ele me acompanhou até determinada estação de metrô, onde precisou descer para encontrar o namorado, pois iam sair. Ia chamar os dois pra gente jantar, comer algo, conversar mas ele disse que iriam ao aniversário da tia do namorado. Fui sozinho ao shopping, onde fui jantar sozinho e comecei a teclar com meu melhor amigo que mora na Bahia.
E como tenho espaço para conversar abertamente com ele, falei que estava jantando, sozinho. Ele disse que isso irá mudar, e ficamos falando amenidades até que ele se despediu pois havia marcado de sair para jantar com amigos, e encerramos o papo. E neste momento, shopping lotado, maior barulho, a minha situação veio com força total: SOZINHO. Jantando sozinho. Existe situação de maior solidão do que jantar sozinho num shopping lotado? E ali fiquei, com os olhos cheios de lágrimas, remoendo tudo isso. Tentei esquecer, comprei um milkshake, mas os olhos ali, transbordando. E pensei, pensei, pensei. Deixei a dor doer até chegar em casa...quando tentei me ocupar de outras coisas para não pensar mais nisso.
Eu espero que São Paulo cobre o preço por eu escolher morar aqui, daqui há muitos, muitos anos!
E o Fred ainda quer que eu escreva mais...pra contar o que, Fred?

Abraços, meus queridos!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Os Livros e a leitura.

Ontem no Fantástico, foi exibido um episódio da série "Vai fazer o quê?", onde expõem pessoas comuns a situações inusitadas, com o intuito de ver como elas irão reagir. No episódio deste domingo, uma criança de uns 8 anos, maltrapilho, na rua fazendo um pedido no mínimo estranho: ao invés de pedir para as pessoas na rua dinheiro, comida, como constantemente acontece nos grandes centros, em frente a uma livraria famosa aqui de São Paulo ele pedia: "Por favor, você pode comprar um livro pra mim? Pode ser do mais baratinho..."
Só em escrever isso, eu já fico emocionado. Os olhos, durante a reportagem, ficaram cheios de lágrimas em ver as pessoas surpresas com o pedido do garoto, emocionadas, e alguns até leram pra ele. E fiquei pensativo com aquilo que assistia. (
Filho de professora, graduado em Letras, ex-professor (visto que só exerci minha profissão por 1 ano letivo), eu acredito piamente que a vida de uma pessoa pode ser completamente modificada através da leitura. Algumas pessoas que aqui conheci costumam me chamar de culto, de não sei mais o que, somente pelo falo de que gosto de ler. Outros até vem até mim perguntar: Como faço pra aprender gramática? E se lamentam, que são ruins, que não entendem, etc, etc. Ao que eu respondo: você vai aprender muito de gramática, se ler muito. Acaba aprendendo por osmose  a escrever bem, e se for crítico ainda poderá interpretar melhor o mundo ao redor.
Eu sou um adepto dos livros, sejam do que for. Já comprei livros pela capa e fui muito, muito Feliz na compra, assim como já comprei livros que não consegui terminar de ler (sem culpa alguma, não leio nada forçado). Não consigo ir a uma livraria somente para olhar lançamentos. Se estou lá, saio com 2, três livros pelo menos. AMO o ambiente das bibliotecas, quando estava na graduação sabia onde estavam os livros que eu gostava sem precisar consultar o sistema (muitos de meus colegas se aproveitaram disso). Meu sonho de infância era ter uma assinatura das Revistas da Turma da Mônica. Como eu amava (ou amo ainda) aqueles gibis. Li revistas tipicamente femininas, como Carícia, Capricho, Atrevida. Fui assinante da Super Interessante, da Mundo Estranho e hoje sou assinante (e apaixonado) pela Vida Simples, da Editora Abril. E tenho meus livros, de crônicas, romances, poemas. Adoro um bom romance policial. Sou viciado em Martha Medeiros, Rubem Alves, Mário Quintana, ou qualquer outro livro que esteja na moda. Sim, livros ou autores da moda, como John Green, James Patterson, etc. E procuro incentivar as pessoas com quem convivo a lerem mais.
Bom exemplo disso é uma colega de trabalho que tem sindrome do pânico (ou tinha). Quando nos conhecemos, ela me disse que não conseguia pegar o metrô, fazia o trajeto pra casa de ônibus e raramente de metrô, porque ficava sufocada quando começava a encher, os túnel, e o calor, etc, etc e ela acabava descendo no início do trajeto e optando pelo ônibus. Perguntei porque ela não fazia o trajeto lendo, e quem sabe assim se desligasse do problema e fizesse sua viagem em paz. E ela começou a levar um livro meu pra ler... Hoje ela só faz o trajeto de casa para o trabalho com um livro, e lê super rápido! Diz que sou seu biblioterapeuta! No trabalho tem uma caixa cheia de livros meus, onde algumas pessoas pegam emprestado, outro colega lê minhas revistas Vida Simples, e assim vou fazendo minha parte.
Meu afilhado de 8 anos (filho adotivo de uma tia minha, que é professora também) está crescendo sendo constantemente incentivado a ler. Hoje, ele antes de dormir vai para o quarto dele, veste seu pijama, deita na cama e abre um livro. E fica ali lendo, lendo...às vezes levanta, apaga as luzes e dorme. Outras vezes, dorme com o livro aberto sobre o peito. Uma coisa LINDA de ver! Faço questão de, nas duas vezes por ano que vou a Bahia, levar livros pra ele, que devora rapidinho! Agora está metido até a querer fazer palavras cruzadas, que minha tia gosta. Mas como não sabe ainda, temos que ir ajudando e ele fica super animado.
Eu faço minha parte e fico feliz de ver que influenciei a vida de algumas pessoas através da leitura. Confesso que com a reportagem do Fantástico, senti como se não estivesse fazendo nada, que poderia fazer mais pelas crianças, sei lá, apoiando uma ONG, doando livros para instituições de caridade, lendo para uma ou várias crianças. Preciso amadurecer estas ideias, sinto que é algo que quero fazer, que preciso fazer. Inclusive, se alguém souber de algum projeto social que tenha voluntariado, me indica!
E é isso! Grande abraço, meus queridos!

domingo, 10 de agosto de 2014

Quase 30.

2015, daqui a 8 meses mais ou menos, eu faço 30 anos. Um divisor de águas, assim como os 20, e a crise dos 20.
Estou chegando aos trinta com algumas metas cumpridas: mudei de cidade e Estado, conclui minha graduação, e já estou a caminho da minha casa, meu apartamento. De tudo o que já conquistei até aqui, minha maior frustração foi não ter vivido até o momento um amor, daqueles que marcam, que ferem, que são como bálsamo, que são a cura e a "doença". E o pior é que vejo os tempos atuais, de relacionamentos virtuais via aplicativos, Redes Sociais (e eu confesso, me rendo à essas tecnologias todas) e vejo que com o passar o do tempo a situação só tende a piorar.
Pra completar, acho que quem convive comigo deve ter pena de mim ou algo do tipo, porque agora alguns amigos e amigas cismaram de arranjar seus amigos e conhecidos pra mim, e não dá certo. Não funciona. Chega a ser engraçado kkkk.
A maturidade vem, vamos ficando mais exigentes. Sexo por sexo já não tem tanta graça, e a falta de sentimento, de acolhimento, de colo, de carinho faz falta pra caramba. E o coração pede por um novo amor. E esse pedido só piora quando ao redor todos anunciam seus namoros, casamentos, gritam suas felicidades de cima dos telhados. Inveja? Nome feio. Mas sim, inveja.
Questionamentos: porque não eu? O que está errado? O que mudar? Como agir? Será que ainda vai acontecer? E se não acontecer? Tantas perguntas que somente o tempo poderá responder.
Agora é me cuidar, rever essa saúde que tá descuidada, e me preparar para, com fé em Deus, chegar aos 30 anos melhor que os 20.

Abração, queridos!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Medos

Dizem que nossos medos precisam ser verbalizados (neste caso, escrito) como forma de expurgar, de afastar o que é ruim e assim aprendermos a dominá-los, vencê-los, controlá-los.
Lembro que, quando era menor, sentia uma medo terrível de perder as pessoas que amo. Meus pais, meus avós, amigos, irmãos. Era um medo tão horrível, que me fazia chorar às vezes, mas acabava passando.
Nestas férias, eu pude sentir este medo novamente de forma palpável, e mesmo agora, dias depois o aperto que sinto no peito só de lembrar.
Já quase nos últimos dias de férias na Bahia, um acidente me tirou o ar, o chão, me fez tremer nas bases como nunca mais havia sentido. Minha mãe caiu em casa, sozinha e sofreu um corte na cabeça que levou 7 pontos. Meu irmão mais novo, de 17 anos, que a encontrou em casa, sozinha, em sua cama ensanguentada, ainda tonta mesmo a pancada tendo acontecido 1 ou 2 horas antes. O susto que ele levou só o fez ir atrás de mim, que desesperado e cego corri pra casa. Foi a corrida mais longa, os passos mais escuros e desesperados que já dei na vida para no fim ver aquela cena que até agora me deixa triste, confuso, com mais medo: a pessoa que mais amo na vida vulnerável, machucada, ferida, indefesa.
Bem, tomamos a providências que deveríamos tomar, passei a noite com ela no Hospital, pela manhã levamos para fazer uma tomografia e graças a Deus tudo está bem. Ela já retirou os pontos, e eu voltei pra SP quase 10 dias depois do acontecido.
Mas são esses momentos que me fazem questionar a minha vida, a minha relação com ela e com todos aqueles que amo, e dos quais estou longe. Fiquei confuso, pensando em voltar pra cá apenas para dar um fim nas coisas que conquistei e voltar pra Bahia pra ficar com ela. Minha mãe tem somente 51 anos, faz 52 mês que vem. Está forte, saudável, lúcida. Teimosa como só ela sabe ser.
Eu sei que, mesmo que eu deixe tudo aqui e retorne pra Bahia não estarei imune aos acidentes, eles acontecem esteja eu perto ou não. Mas que é doloroso sair e voltar para minha vida aqui sabendo que estou longe dela, e que pode acontecer de novo. Graças a Deus, as vezes em que coisas graves aconteceram eu estava lá ou livre para viajar pra lá. Mas pode ser que nem sempre seja assim...
Nesses momentos, tudo o que eu mais queria era alguém pra dar a direção, para me dizer o que fazer... Mas algumas decisões tenho que tomar e arcar com as consequências...
Me perdoem o desabafo, mas quem sabe assim não me sinto melhor...com menos medo.

Forte abraço!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Junho = Férias!

Junho chegou e com ele a Copa do Mundo. A cidade pegando fogo com a greve do metrô, trânsito caótico, tudo parado. Pra mim, junho é o mês das FÉRIAS!
Já há uma semana estou curtindo minha liberdade anual remunerada (rs) e aproveitei para rever antigos amigos, para ver os filmes do momento: Malévola (visual maravilhoso, história bem infanto-juvenil); X-Men: Dias de um futuro esquecido (filme fantástico!) e A culpa é das estrelas (que já tinha lido o livro, mas chorei igualmente ao assistir o filme e ver o quanto os atores Shailene Woodley e Ansel Elgort interpretaram tão maravilhosamente bem os personagens). Além destes também assisti o tão emocionante quanto The Normal Heart, onde a interpretação do Matt Bomer foi fantástica, e a história do filme impactante.
Mas, férias pra mim também é sinônimo de visitar a família e por isso estou embarcando para a Bahia hoje pela manhã, para passar três semanas visitando os amigos, minha mãe, meus avós, revendo todas as pessoas queridas. Confesso que, um pouco antes de ir bateu um certo desânimo porque minha família vê em mim o Salvador da Pátria, aquele que pode resolver todos os problemas da família, principalmente os problemas que acontecem dentro da MINHA casa, mas que os avós, os tios se acham no direito de opinar. Então, basta eu chegar que começa o despejo de lamentações e problemas e queixas e opiniões. Confesso que por muitas vezes eu peguei estes problemas para mim, como se não bastassem os meus. E me estressei e estraguei minhas férias, meus dias de descanso.
Este ano será diferente. Os problemas existem, porém eu não tenho poder para resolvê-los, visto que dependem exclusivamente da vontade de outras pessoas. Portanto, posso até ouvi-los, mas não irei tomar para mim esta responsabilidade.
E assim, me preparo para esta viagem. Como tenho ido a Bahia duas vezes no ano, não dá tempo para alimentar MUITAS saudades além da normal. Portanto queridos, caso eu suma o motivo é este. Estou descansando e prometo assim que voltar visitar a todos os blogs.

Abração!

domingo, 25 de maio de 2014

Vida Simples: vale a pena ler!

Não é segredo pra ninguém que eu adoro ler. Viver numa cidade como São Paulo sem subterfúgios para o longo tempo no transporte público é loucura. Então sempre estou munido de fones de ouvido e um livro ou revista. Assim o trajeto parece menor, o tempo passa mais rápido.



Nessas tantas leituras, sempre admirei muito a revista Vida Simples, da Editora Abril. Em fevereiro, quando a reportagem de capa foi sobre Recomeços não aguentei e fiz a assinatura. E confesso: de lá pra cá não me arrependi 1 minuto. A diagramação, o design, as capas, as matérias, tudo nessa revista me apaixona.

São tantas reflexões que nos levam a questionar o modo como estamos vivendo, ou a forma como gostaríamos de viver. Pensamentos que nos levam a ação e que com certeza transformam nosso dia a dia.

Recentemente li uma matérias que falava sobre o luto, perder alguém que se ama. Uma matéria linda, que mexe com aqueles que sentem a falta de ente querido que já não está neste plano.


Já a deste mês, a reportagem de capa fala sobre a gratidão! A importância de ser grato a Deus, ao Universo, ou qualquer que seja sua crença por tudo o que se tem, pelos aprendizados diários, até mesmo pelas dores, como forma de se viver mais plenamente. Enfim, não poderia deixar de compartilhar algo que me faz tão bem, que me deixa bem e me faz querer ser melhor!

Abração meus queridos!

terça-feira, 20 de maio de 2014

Sem nome

O problema de receber cuidado, carinho, atenção é quando você fica sem, é um buraco gigantesco que fica dentro do peito, uma dor física que faz você se enroscar todo pra dormir.
Sim, pra dormir, porque é neste momento você e sua consciência, e seus travesseiros, o cobertor que paro pra pensar em tudo o que foi, o que poderia ter sido, tudo o que não será.
Hoje sinto menos falta que ontem, e amanhã sentirei menos ainda do que hoje. Aos poucos seus contornos vão sumindo de minha memória e sendo substituídos por preocupações diárias, por outras imagens igualmente belas, por novas perspectivas. Mas ainda lembro do teu cheiro quando sinto o perfume em outra pessoa, ainda lembro dos abraços apertados, das noites agarradinhos..e pensar nisso tudo me deixa de olhos marejados...
Me pediram para pensar que tudo tem um propósito na vida. Não entendemos, mas no fim houve um motivo para nossas vidas se cruzarem e se separarem tão rapidamente. Aprendizados que podemos não reconhecer agora, mas que um dia virão à tona. Não sei se isso de fato acontecerá, mas confesso: agora eu só queria você aqui, comigo...