Ouvindo Madonna, S&S Tour.
Mais uma vez eu estive rememorando as pessoas que já passaram por minha vida, e que eu numa imensa carência denominei namorados. E cheguei a uma conclusão: eu tenho dedo podre. Ou seria mão podre?
Porque de todos os que encontrei no meu caminho (não foram muitos, apesar do TODOS), não houve nenhum livre, *sem complicações afetivas passadas, ou presentes. Um não era confiante o bastante, me deixou porque tinha medo de se envolver, outro estava em dúvida se era gay mesmo ou se deveria retornar para a ex-noiva, outro quer se envolver, mas ainda gosta do ex-namorado. Enfim, todos tiveram suas complicações. E eu no meio do fogo cruzado, entre a cruz e a espada.
Assumo que mesmo tendo um dedo podre, eu também tenho as minhas neuras. E quem não tem? Mas aparecem pessoas piores que eu, fico abismado com isso. No fim das contas, creio que o melhor a fazer é o que Alanis Morissette assumiu ter feito.
Em uma entrevista que a cantora deu, assumiu ser depende de amor. Viciada, como ela mesma definiu. E diz que a vida dela dependia de sempre ter um amor, um namorado, alguém do lado dela sempre. No entanto, quando o último namorado dela a largou e hoje está prestes a ser casar com com atriz Scarlett Johansson, ela pensou que iria morrer. E após sofrer toda a sua dor, resolveu não mais se apegar a nínguem, ou viver com esta necessidade de ter alguém do seu lado como namorado, mas viu que poderia conhecer muitas pessoas e não se apegar a nínguem. E ela diz que é o que tem feito: tem conhecido muita gente legal, tem beijado na boca, se divertido, mas nada sério.
Na verdade eu já vivo isso. Só que falta o desejo de não querer nínguem sério. Falta a opção: estar só por opção minha e não opção dos outros.
É difícil se acostumar com esta idéia. Estar só e estar bem assim mesmo. Após passar todo o carnaval enjaulado dentro de casa, porque maior parte dos dias de carnaval na Bahia foram chuvosos, eu pensei que ia enlouquecer sem ter nínguem ali comigo, sem ter alguem pra conversar, namorar, beijar... Foi uma experiência frustrante, enlouquecedora. Mas que pode hoje servir como um aprendizado. Antes de mais nada, estar bem sozinho, feliz assim, para que quando alguém se decidir a fazer parte da minha vida, apenas complemente minha felicidade e não que seja a razão dela.
Enfim, acho que estou caminhando para uma maturidade emocional necessária para ser feliz.
Abraços meus amados leitores...
*P.S. Eu não quero uma pessoa sem passado, mas uma pessoa bem resolvida com o seu passado, porque "águas passadas não movem moinho".





