domingo, 29 de março de 2015

O que eu vi da vida, até aqui.

Cheguei neste mundo quando o Brasil entrava na Nova República, saindo da Ditadura, período horroroso que vivemos neste país. Naquele mesmo ano, tivemos o primeiro Rock In Rio, o retorno de Roque Santeiro a TV Brasileira, após ser censurada 10 anos antes.
Cresci assistindo Xuxa e AMAVA saber que faço aniversário no mesmo dia que ela. Imagine acordar no dia de seu aniversário, e ver aquela cantora e apresentadora que você é fã comemorando o aniversário na TV. Para mim era o Céu.
Tive momentos inesquecíveis com os amigos na infância e adolescência, vi grandes novelas, vi grandes artistas e esportistas partirem, como Ayrton Senna, Mamonas Assassinas que me marcaram demais! Após anos de Papado de João Paulo II, que eu achava fantástico, vi a primeira vez a morte de um Papa, e a eleição do novo. Como na época era rato de igreja, aquilo pra mim foi marcante demais. Ainda lembro onde estava quando a TV anunciou que o novo papa havia sido escolhido, apesar de não simpatizado muito com a cara dele.
Acompanhei o fenômeno Chiquititas, não assisti Carrossel. Adorava Timão e Pumba. Fui fã de carteirinha de Sandy e Jr. Nossa, como eu adorava aqueles dois. Todo domingo acordava e ia direto para o sofá esperar o programa deles.
Vi o Real ser implantado como nossa nova moeda, o PT ascender ao poder e aí ficar até hoje. 
Vi no 11 de setembro de 2001, os atentados contra os EUA ao vivo na TV. Coisa triste, inacreditável.  Jurava que era um filme sendo exibido pela manhã na TV, achei até estranho.
Acompanhei o advento da internet, que hoje é imprescindível para todos, até pra quem não curte muito.
Li inúmeros livros, alguns inesquecíveis, outros até releio sem lembrar que já li antes. Músicas várias que marcaram minha história nestes 30 anos.
Terminei o Ensino Médio, fiz novos amigos no caminho até a Universidade e lá fiz amigos para a vida inteira. 5 anos maravilhosos de minha vida. Perdi pessoas que amava, sendo o principal meu pai.
Me mudei, vindo morar em SP. Estou quase morando sozinho, no meu apartamento. Aos poucos conquistando meu lugar no mundo e planejando meu futuro.
Toda essa falação só para lembrar o quanto vivi em 30 anos, recém completados no último dia 27. Uma data que me trouxe tantas lembranças de onde estive, onde estou e onde quero estar daqui há 5, 10, 30 anos.
Cheguei aos 30 feliz por ser quem sou, por ter me tornando um homem responsável e que faz bem a tanta gente ao meu redor. Claro, pontos a melhorar tenho muitos! Mas dá pra ir mudando com o tempo.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Homens que se entregam demais...

Há uma grande diferença entre encontrar e ser encontrado; escolher e ser escolhido.
Durante muito tempo eu procurei, eu fui atrás do reconhecimento, do sentimento, da entrega de uma outra pessoa a mim. E até aqui, isto não tem funcionado.
Costumo me entregar de cara, me jogar de cabeça independente do que esteja acontecendo. E isso tem sido fonte de inúmeras dores pra mim. Não sei ser difícil, fazer o papel de desconfiado, de descrente. Eu me jogo mesmo e se não der certo, quebro a cara, sofro e vamos em frente. Vivo intensamente! Poderia me descrever desta forma.
Mas talvez seja hora de aplicar-me um pouco mais e ser mais reservado. Guardar meus sentimentos, palavras, ações para algo ou alguém que realmente valha a pena. E isso (saber se vale a pena) só sabemos com o tempo, com a convivência, com a conquista.
Conquista esta que eu não quero mais empreender ou pelo menos não quero me dedicar e ser o único a isso. É cansativo se dedicar tanto a alguém e no fim receber um olhar blasé, um tanto faz, e um discurso de que estou numa boa, não é o que eu quero neste momento porque estou com uma vida muito atribulada...e não sei o que mais...
Como disse um amigo num bate-papo virtual, "se o interesse é mútuo, pouco importa se a vida anda uma merda, a gente embarca e vê no que vai dar".
Diante dessa indiferença alheia, só posso recolher o pouco de vergonha que me resta e me reinventar. Quem sabe assim seja menos doloroso...

Boa semana galera, até o próximo desabafo. rs.

Forte abraço!

domingo, 1 de março de 2015

Desinteresse.

Estou fazendo algo que definitivamente não gosto. Correndo atrás de alguém.
A príncípio, achei que era mútuo. Que havia interesse. Mas agora, acho que o interesse sumiu, e só restou minha insistência em querer acreditar que ele ainda está interessado. Que ele ainda quer continuar com os papos, com as trocas de informações, etc.
Eu gosto de carinho, de interesse, de atenção. Eu sei dar essas coisas a alguém, seja amigo, seja pretendente. Mas quem oferece essas coisas, no fundo, no fundo espera receber também. E quando, em contrapartida, só recebe respostas geladas, que demonstram frieza e desinteresse, provavelmente é porque você está correndo atrás e o outro sabe disso. Gosta e usa isso a seu favor.
Mas há limite pra tudo na vida. E eu cheguei no meu.

Ando sumido, eu sei. Mas tão sem assunto, que vou começar a postar coisas assim, reflexões ou retratos do meu dia-a-dia, apenas para não ficar longe daqui por tanto tempo.

Abraços, meus queridos.

domingo, 11 de janeiro de 2015

A primeira de 2015!

11 dias se passaram desde que 2015 chegou. Como viajei para passar as festas com a família na Bahia, acabei não escrevendo uma tradicional retrospectiva de 2014, nem um levantamento do que foi feito ou não no ano que passou. E nem me despedi dos amigos desejando um Feliz Ano Novo antes da viagem. Por causa disso, peço desculpas.
Mas, aqui estou eu. Este ano é especial para mim por que estou mais perto de ir para meu apartamento e completo (com fé em Deus) 30 anos em março. Agora eu penso sobre as outras mudanças que eu quero pra mim.
O tempo passa, nós repensamos inúmeras coisas de nossa vida: os erros, os acertos, os sonhos e planos para o futuro e o que eu mais tenho questionado é sobre o que me faz me feliz. O que me motiva? O que faz com que eu siga em frente, rumo a um futuro que é incerto mas que depende em partes das minhas ações no presente?
Trabalhei, conquistei muita coisa, e ainda quero muitas outras. Porém, às vezes sinto que viver não é somente EU. É um NÓS. Sinto que eu preciso fazer alguma coisa para ajudar o próximo, dividir minha experiência de vida ajudando os outros. A questão é onde posso fazer isso, como?
Estou em busca dessas modificações, desses novos sentidos para a vida. Novas cores, e novos ares.
Desejo a todos um 2015 cheio de novidades, de mudanças, de experiências que proporcionem o crescimento de cada um. Grande abraço, meus queridos!

domingo, 23 de novembro de 2014

Amigos, amigos...

Faz tempo...um bom tempo que tento ir com frequência a academia. A preguiça de acordar cedo me vence quase todos os dias, o que me impede de manter a disciplina, e melhorar este corpinho (e a saúde principalmente).
Há uns dois meses atrás (mais ou menos), nessas idas esporádicas a academia, percebi um rapaz que volta e meia, trocava olhares comigo. Não é o tipo de homem que chamaria a minha atenção, mas eu gostei: tatuagens pelos braços, pernas, (algumas tatuagens), piercing no nariz (aquelas argolinhas que colocam no septo sabe), cabelo castanho liso com um topetinho, branco, grande. Enfim, alguns olhares depois, um dia ele chegou na academia e me cumprimentou. Outro dia ouviu o instrutor me chamando e perguntou se meu nome também era Jefferson (igual ao dele), e ficamos nesse papo besta. Logo de cara, vi que ele utilizava um anel de compromisso e já imaginei que tivesse namorado.
Alguns dias depois, por acaso, vi seu perfil no Instagram e confirmei minha suspeita: namorava sim. Curti uma foto, logo depois ele me seguiu e deixou um comentário numa foto para que eu adicionasse ele no Facebook. Eu adicionei e conversamos algumas bobagens, nosso interesse por Madonna, o ritmo na academia, etc, etc. Alguns dias depois, pediu para que eu o adicionasse no Whats App, porque nem sempre conseguia utilizar o Messenger do Face. Adicionei, e trocávamos algumas mensagens bobas no Whats, do tipo: vai na academia amanhã, cadê você que não apareceu hoje, quero ver você na academia amanhã hein, etc. 
Volta e meia, nesses papos, eu sempre tocava falava sobre o namorado dele, sobre o namoro, coisa que ele evitava falar. Acho que mais como uma forma de me lembrar que a pessoa em questão é comprometido e que aquilo tudo não passava de uma amizade de academia, e nada mais.
Comentando com ele sobre séries, comentei que havia comprado uma naquele dia bem baratinha, ele me pediu para comprar uma pra ele e me pagaria em dinheiro. Comprei, e coloquei a entrega para meu trabalho. Como ele trabalha perto, fui entregar no metrô entre o horário de saída dele e a hora do meu almoço no trabalho. Ele me viu com o uniforme do trabalho, sorriu e disse que estava bonito naquela roupa, que nem me reconheceu. Agradeceu por eu ter comprado a série e foi embora. Um outro dia em que trabalhei num sábado, comentei com ele que estava trabalhando e pediu que esperasse por ele pra ir embora, já que trabalha perto e mora perto de mim também. Resisti, mas no fim das contas encontrei com ele e fomos embora. No caminho, ele me olhando e sorrindo disse que eu era a cara de um ex dele. Tudo, até a voz. Até brinquei falando que pelo visto foi alguém importante, ele negou, falou que sofreu muito com a pessoa e nem tem contato mais.
Fato é que, quando estamos na presença um do outro, rola uma energia legal, dá pra sentir uma atração latente. Mas, ultimamente tenho evitado estar com ele e acho que ele percebeu isso.
O cara namora, pelo visto está muito bem com o namorado e eu não vou entrar de gaiato neste navio. 
Convidei ele e pedi que trouxesse o namorado para almoçarem em minha casa qualquer dia desses, já que moramos perto e ele ficou de falar com o love e me avisar. E eu espero. Mas decidi tratar tudo como uma amizade apenas e não dar margem para confusões. E pelo visto ele já percebeu isso, porque as mensagens diminuíram.
É a vida, e seus desencontros.

Abraços, queridões! 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A vida é cheia de curvas

Neste mês, a revista Vida Simples veio com um presente para os assinantes: um livro do Eugênio Mussak "A vida é cheia de curvas". O livro tem 30 capítulos, com textos curtos que falam sobre as mudanças de rumo, sejam elas pessoais, profissionais, etc.
Já tenho o livro como uma preciosidade. As reflexões são fantásticas.
Dia desses, pensava em como reagimos diante das coisas que acontecem em nossas vidas. Em algumas situações, principalmente as mais complicadas, dramáticas, na maioria das vezes bate o desespero. Aquele medo que nos domina e nos faz agir de forma inconsciente. A preocupação que nos tira o sono, que nos estressa, que nos adoece e irrita. Mas no fim das contas, tudo se resolve.
Ultimamente, tenho procurado principalmente nos momentos de dificuldade, repetir pra mim que: Tudo passa. TUDO. Nada, nenhuma situação que estejamos vivendo hoje em nossa vida é eterna. Tudo passa. Tudo é mutável.
Ajuda? Sim. A mim, pelo menos. Claro, não vou deixar a coisa na situação que está, vou tentar resolver, mas guardo no coração e na mente a certeza de que irá passar.
Só não gostei muito quando, lendo o livro que mencionei acima, o autor discorrendo sobre este mesmo pensamento de que Tudo Passa, diz que isto vale tanto para os momentos de extrema dificuldade quanto para os momentos de extrema felicidade. O Tudo Passa serve para as duas situações. E aí lembrei daquela frase que já ouvi tanto quando morava na Bahia: "Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe". Difícil aceitar que assim como a tristeza, a alegria também vai passar. Mas, pensando dessa forma ao menos tentamos aproveitar cada momento de alegria, de felicidade genuína pois sabemos que ela poderá não durar muito.

Abraços, meus queridos!

domingo, 9 de novembro de 2014

E seus sonhos, como estão?

Quando mais novos, pré-adolescentes, os sonhos povoam nossa mentalidade. Profissão (ou profissões), viagens, experiências, planos para um futuro (não) tão distante. Eu tinha vários deles..
O tempo passa, nós crescemos, e viramos adultos cheios de responsabilidades e contas a pagar, estudos, problemas, relacionamentos, etc etc e no meio do caminho vamos deixando nossos sonhos de lado ou mesmo os abandonando.
Tenho tentado resgatar meus sonhos. Na correria diária, não sobra tempo para os questionamentos: o que quero da minha vida futura? O que ainda falta experimentar? Quais os lugares que quero conhecer, os shows que quero ir, os livros que quero ler, os sabores, os cheiros, os toques...
E pensando nisso tudo, vejo que algumas coisas já foram devidamente marcadas na minha lista: viagem ao Rio pra ver o show de Madonna em 2008, morar na grande metrópole que é SP, terminar minha graduação em Letras que é uma área que gosto muito, ter minha casa (sonho que está quase se realizando, afinal está no papel ainda, só preciso entrar na dita cuja), show de Beyoncé na área VIP ano passado, show de Ivete Sangalo este ano, em SP (a pessoa sai da Bahia pra ver Ivete em SP, como pode?), e tem muita, muita coisa pendente ainda.
O grande amor, aquele que será inesquecível; show de Bethânia (que espero ir ano que vem, na comemoração de 50 anos de carreira dela); viajar para Barcelona (apaixonado por aquela cidade) e conhecer outros lugares no Brasil como Belo Horizonte, Porto Alegre, Floripa, Vitória, Curitiba, e algumas outras; fazer o curso de espanhol e inglês; fazer da corrida um estilo de vida; viajar em férias com minha mãe e tantos outros planos, sonhos, vontades que espero (e irei me preparar) para realizar cada uma delas e descobrir outras tantas...
Como diz Eugênio Mussak, em seu livro A vida é cheia de Curvas (Ed. Abril), "Os sonhos são como os deuses, só existem enquanto acreditamos neles". E eu acredito nos meus!
E você, meu amigo leitor, quais os seus sonhos? Ainda os tem, ou já os deixou pelo caminho da vida?

Abraços!