terça-feira, 30 de agosto de 2011

Minha vida de Leitor. (Memê Literário)

O Fofo do Rô Fers me indicou para participar deste Memê Literário! E adorei a sugestão! Então, lá vamos nós:

1 - Existe um livro que relerias várias vezes?

Pergunta MUITO difícil pra mim...são tantos que eu leria várias vezes... que não consigo indicar só um.

2 - Existe algum livro que começou a ler, parou, recomeçou, tentou e tentou e nunca conseguiu ler até ao fim?
O Mundo de Sofia.

3 - Se escolhesse um livro para ler no resto da tua vida, qual seria?
Existem muitos livros bons para eu escolher apenas um para ler o resto da minha vida...

4 - Que livro gostaria de ter lido, mas que, por algum motivo, nunca leste?
Todos de Clarice Lispector. Ainda não tive maturidade suficiente para ler um ao menos. Até tento, mas não consigo.

5 - Que livro leste cuja «cena final» jamais conseguiste esquecer?
Todos os de Agatha Christie que li tiveram finais surpreendentes para mim. E inesquecíveis.

6 - Tinha o hábito de ler quando era criança? Se lia, qual o tipo de leitura?
Revistas em Quadrinho da Turma da Mônica!

7 - Qual o livro que achaste chato, mas ainda assim leste até ao fim? Por quê?
Quando o livro é chato, não faço cerimônia: paro de ler, simplesmente.

8 - Indica alguns dos teus livros preferidos.
O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de Saramago
Depois daquela viagem, Valéria Polizzi
A casa dos budas ditosos, João Ubaldo Ribeiro


9 - Que livros estás a ler?
Leio "A Rainha do Castelo de Ar", Série Millennium, de Stieg Larsson.

10 – Agora nomear 10 pessoas.

Adoraria indicar vários leitores para também fazerem este Memê, mas nem sempre eles fazem...então deixo livre para quem me segue participar, e se quiser, indicar 10 amigos para o fazerem! Então, é isso...abração a todos os meus leitores amigos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

VMA 2011!



Aqueles que gostam de música, principalmente internacionais, pararam para acompanhar nesta noite de domingo ao VMA 2011! Antes do evento começar, muitas eram as expectativas, como por exemplo, Adele ganhar vários Astronautas, já que concorria a 7 categorias. Antes mesmo da premiação começar, o burburinho que tomou conta e que a meu ver, roubou a cena na noite foi o anúncio da gravidez de Beyoncé! Talvez eu tenha visto por esse lado porque confesso, sou fã desta mulher. Fiquei super feliz com a notícia.

Gaga surpreendeu a todos que esperavam dela roupas exóticas, extravagantes mas que veio encarnando seu alter ego Jo Calderone, do clipe de You And I. E assim permaneceu durante toda a premiação.

Esperei pra ver a apresentação e a premiação de Adele. Adorei vê-la cantar e encantar a todos cantando Someone Like You, e fiquei decepcionado por ela não ter ganho nenhuma estatueta. Ou melhor, ganhou 4, mas todas por motivos técnicos. Mas, isso é um mero detalhe. Com certeza o seu sucesso não di

minuirá por causa deste detalhe.
A homenagem feita a Britney (apesar de eu não ser muito fã da moça) também foi muito bonita! Que ela é (ou foi) sexy não há como negar! Ver Chris Brown voando, fazendo peripécias, acrobacias também foi muito legal e também adorei a performance de PitBull e Ne-Yo, adoro a música que cantaram, "Give me Everything". Já o tributo a Amy...bem...eu esperava mais, considerando-se a artista fantástica que ela é. Sim, É, porque apesar de já não estar mais aqui, o seu sucesso continua e permanecerá.
Fato é que no fim da apresentação, ver Katy Perry ganhar o Astronauta de melhor clipe do ano (nada a ver), foi decepcionante. Mas, Beyoncé e Adele, a meu ver, salvaram a noite. Valeu a pena ter esperado pra assistir a este VMA!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Aniversário da Rainha!

Era início de 2006. E volta e meia eu ouvia no rádio uma batida grudenta, que não saía da cabeça, mas que até então não tive curiosidade de saber de quem se tratava. Numa época de tantas descobertas para mim, já que havia retirado o cabresto do catolicismo fanático, e aprendido a ler, ouvir, ver coisas que o mundo me oferecia, aquilo era apenas mais uma música.
No entanto, a curiosidade no fim falou mais forte e procurei saber de quem se tratava. Era nínguem mais, ninguém menos que a Rainha da Música: Madonna!


A música em questão era Hung Up, com a famosa introdução de Gimme, Gimme, Gimme, do Abba. Baixei o cd, e foi amor aos primeiros acordes! A partir de então, comecei a ouvir outras e outras músicas, descobri que muitas músicas que já tinha ouvido antes e gostado eram de Madonna! E então, me rendi. Virei seu súdito também. Difícil é achar um gay que não seja! rs
E alimentei essa paixão, comprei cd's, Dvd's, torci pela vinda da Confessions Tour ao Brasil, mas não deu.
Mas, em 2008, com o lançamento do cd Hard Candy, veio a notícia maravilhosa que após quinze anos, a Rainha retornaria ao Brasil. E foi aí que tive minha primeira grande oportunidade de ir a uma Mega Produção Internacional, de viajar sozinho pela primeira vez e de conhecer o Rio de Janeiro. E me lancei nesta aventura inesquecível, que eu lembro emocionado até hoje. Fui aos dois shows da Rainha no Rio de Janeiro e não me arrependo!
E de lá pra cá, a devoção é total.! Hoje, 16 de agosto, nossa Rainha completa 53 anos e por isso resolvi relembrar minha história com esta Diva da música. Parabens, Madonna!!!




sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O retorno e as decisões a serem tomadas.

São Paulo. Fiquei mais tranquilo ao colocar os pés aqui. É inegável, eu gosto deste lugar, apesar das saudades de casa, da minha mãe, de ter alguém cuidando de mim. Mas, eu gosto de viver a minha vida, do meu modo. Então, agora é recomeçar.
E por falar em recomeçar, o improvável aconteceu. O ex, o confuso, que voltaria para Igreja quando terminou comigo, resolveu voltar atrás, reconhecer que errou, e dizer que faço falta. Tá bom, eu esperei por isso durante os quase dois meses em que passamos separados, nos falando uma vez ou outra e brigando uma vez ou outra. Sim, reconheço que pedi pra voltar, que briguei, que chorei, que implorei, me humilhei até mesmo. E o que ele me dizia? Que não estava pronto. Que não era hora, que ele precisava de tempo. E eu, curioso que sou, cai na besteira de perguntar se no tempo que não estivemos separados, ele ficou com alguém, e ouvi o que não queria. Ficou sim. Porque estava carente, porque recebeu atenção, carinho, e outros motivos.
Quando eu fiquei sabendo disso, resolvi deixar ele de lado. Não o procurei mais, não dei notícias, ignorei. E aí ele voltou atrás, dizendo que sentiu minha falta, que reconheceu o meu valor em sua vida, que quer conversar.
E agora, eu não sei se quero mais retomar uma história que não sei tem condições de seguir em frente. Acho que saber que uma pessoa que olhava em meus olhos e dizia que amava como nunca amou ninguém, e ainda assim ficou com outra pessoa, fez com que algo se perdesse.
Algo se quebrou. Não sei o que, não sei onde, e não sei se é possível consertar. Aceitei ter esta conversa, mas até isso eu estou evitando, não estou fazendo questão que aconteça. Preciso de um tempo. Pra mim, pra meu coração, pra minha vida.
E acho que o caminho agora é ser bem direto e realista com ele. Mentir pra que? O que tiver de ser, será.
Fato é que estou de volta, que quero viver mais algumas coisas da cidade de SP, conhecer gente nova, viver. Minha cota de sofrimento de 2011 já foi utilizada totalmente.
Seguir em frente... e deixar rolar. É o meu lema agora.
Saudades de todos! Prometo que voltarei a ler os blogs e comentar, viu.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Até breve, Bahia!

Meu recesso de dois meses está chegando ao fim. Este é meu último post na Bahia, já que no próximo sábado estou retornando pra SP.
Confesso a vocês que não sei o que estou sentindo. Vivi tanta coisa nestes dois meses aqui, mas sabendo o tempo inteiro que teria que retomar minha vida quando o furacão passasse. E ele passou, e sol já mostra alguns raios por entre as nuvens, anunciando a chegada de um novo dia, de um novo tempo.
Neste exato momento, tenho vontade de chorar. Chorar pelo meu pai que eu enterrei enquanto estive aqui, chorar por minha mãe que vai ficar aqui, por meu amigos que eu amo tanto e com quem tive momentos únicos nesses dias, chorar por medo de retornar, de recomeçar após todas as dificuldades. Chorar de saudades daqueles que amo e que ficarão aqui. Sim, eu sei que não é uma ida sem volta. Se eu não quiser permanecer lá, posso retornar a hora que quiser, e por isso estou tentando ir livre de amarras.
Mas, quando se tem sonhos e planos na vida, temos que procurar a melhor forma de realizá-los e acho que continuar vivendo aqui não seria a melhor alternativa. Dói pra mim também ver a diferença, a dificuldade em fazer amigos, bons amigos em SP. Enquanto aqui basta mandar um SMS e dizer ao amigo que estou indo dormir na casa dele pra gente conversar, em SP eu tenho que me contentar a algumas visitas marcadas e remarcadas com pessoas conhecidas, mas não tão amigas assim. Ainda permaneço com esta dificuldade em fazer amigos numa cidade tão populosa como a capital paulista.
Mas, tudo pronto, a mim só resta entrar naquele avião e retornar. E seja o que tiver de ser!
AH...e nessas reviravoltas da vida, tem o ex querendo conversar quando eu retornar... Depois de tudo o que aconteceu.
E também quero partilhar com você uma dupla que estou adorando ouvir. Em especial esta música. Espero que gostem. E até o próximo post, já em SP galera.
Forte abraço em todos!


sábado, 23 de julho de 2011

Do fundo do poço...


Esses dias, comentei com uma amiga que estou no fundo do poço. Finalmente, eu acho que cheguei. MAS, não ficarei.
O bom de se viver é ter esta capacidade de ir ao fundo, de sofrer, de penar, de acolher tudo o que estamos vivendo num momento difícil, mas não adicionarmos isso a nossas vidas. Saí do emprego, descobri que meu pai estava com câncer, não passei no processo seletivo que estava fazendo, o namorado terminou comigo, perdi meu pai, e agora estou reorganizando os pensamentos para retornar para São Paulo. Confesso que neste momento veio a dúvida entre permanecer onde estou ou voltar para onde estava. E cheguei a conclusão que não consigo mais ficar aqui.
Preciso da efervescência de São Paulo, dos carros, dos aviões, dos helicopteros, das nuvens negras de chuva, do caos. Me acostumei muito bem a isso e agora que estou sem, sinto falta. Ou seja, é meu coração dizendo para onde devo voltar.
Sinto este retorno como um renascimento, uma retomada da vida parada na qual estava vivendo. É hora de procurar trabalho novamente, de investir nos estudos, de sonhar de novo, de encontrar um novo amor ou simplesmente curtir com pessoas legais que acrescentem à minha vida. É momento de renovação.
Quero aqui enterrar tudo que deve ser deixado para trás, guardar os aprendizados desses momentos difíceis e encarar a vida de frente novamente!
Que venham os novos tempos!
Também deixo registrado aqui o meu pesar pela perda da grande artista que é Amy Winehouse! Voz inigualável, talento de sobra. Fará muita falta ao mundo da música.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Despedida.


Todos por aqui, que tiveram o trabalho (ou prazer) em ler minhas últimas postagens sabem que estou na Bahia, que tive de vir por que meu pai fez uma cirurgia e precisava da minha companhia.
Foram 30 dias de hospital, no meu caso, e pra ele 42 dias de internação. Tive momentos de irritação, de descontração, de medo, de amor pelo meu pai, compaixão pelo seu sofrimento, e vontade de dar uns tapas nele nos momentos de teimosia e chatice. Mas num resumo geral, os últimos 30 dias, eu estive do seu lado, acompanhando tudo o que ele estava vivendo.
Na madrugada da última sexta-feira, ele se foi. Pela manhã o hospital mandou me chamar e o médico me deu a notícia, ali sozinho. Afinal, nos seus últimos momentos de vida, no dia anterior, eu que o vi com vida, que conversei com ele, que dei água, que tentei ajeitar a posição na cama, que pedi que lutasse para que saísse logo daquela UTI, e ele disse que assim faria.
Meu pai se foi, de forma inesperada. Ele tinha tudo para sair dali e continuar vivendo. Mas não foi assim que aconteceu. Exatos 30 dias após a minha chegada, ele partiu.
E agora ainda estou perdido, sem acreditar que realmente aconteceu, que o enterrei, que o vi num caixão, que tudo isso de fato ocorreu.
A vida agora tenta seguir seu rumo normal. A saudade ainda vai ficar por muito, muito tempo. E agora vem as decisões que não sei se devo ou não tomar. Ficar em SP ou voltar para Bahia? Assumir a posição do meu pai na família ou deixar tudo como está?
Apesar de na Bahia ter meus amigos e família, não sei se conseguiria viver minha vida como vivo em SP. Enfim, são coisas que eu preciso pensar muito bem antes de decidir.
Por enquanto, ainda fico na Bahia alguns dias até resolver algumas coisas, mas até o final do mês eu volto pra SP.
Nos dias em que estive confinado em um hospital, aproveitei para refletir sobre minha vida, sobre o que tenho feito, o que quero fazer. Mas principalmente, pensei sobre a efemeridade da vida. Vivemos tão loucamente dia após dia, muita fritura, muita gordura, açúcar, correria, sem tempo para cuidar de si, alimentação fora de hora... A verdade é que um dia o corpo cobra tudo isso, e no fim podemos terminar como meu pai, preso a um hospital, tendo que levar várias agulhadas durante o dia, inúmeros exames, e perspectiva de ir para casa, nenhuma.
A verdade é que agora eu quero me cuidar mais, do meu bem estar, da minha qualidade de vida, para tentar evitar um futuro tão doloroso.
E no meu peito, permanece a saudade...
Abraço a todos.