segunda-feira, 21 de julho de 2008

A hora certa.

Lendo um post no Blog de um "amigo recente" (rs) onde ele descreveu como contou a sua mãe sobre sua homossexualidade, me veio uma pergunta: quando é a hora de contar para aqueles que você ama, principalmente família, que você é homossexual? Que você gosta de homem e pensa em formar o seu futuro ao lado de um?
Há três, quatro anos atrás, foi necessário para mim romper com a Igreja Católica, com seus dogmas, preceitos, para que eu pudesse tentar ser feliz, sem culpa, e vivendo o que eu sempre senti em mim que era o desejo por outros carinhas. Isso é um tópico para outro post que vou escrever em breve, que é a minha questão entre homossexualidade e religião.
De lá pra cá, minha vida melhorou em alguns aspectos. Hoje me divirto mais, tenho mais abertura com meus amigos, por não precisar mais fingir ser um machão, que quer casar com uma mulher e ter lindos filhos. Os meus AMIGOS sabem de minha orientação. E por serem meus AMIGOS, me aceitaram e continuam me amando como antes, talvez até mais.
Mas, mesmo tendo o apoio deles, falta o apoio de minha família. Não digo nem tanto os parentes: avós, tios, primos...mas minha família. Os que me viram crescer, que estiveram comigo em todos os momentos, quase todos os dias de minha vida. Meu pai, minha mãe, meus irmãos.
Nesta caminhada de aceitação, meu irmão do meio, o que veio logo depois de mim, acabou sendo informado (por mim mesmo) de minha orientação. E sinceramente, acho até (ou tenho certeza, mas não tô querendo aceitar, não sei porque...rsrsrsrsrs) que ele também é gay. Bem, a reação dele foi a que eu esperava. Não disse que estava bom, nem que estava ruim. Apenas aceitou, e não se manifesta a este respeito. Me respeita! Acho até que nossa relação melhorou depois que assumi para ele minha homossexualidade.
Hoje, moro com ele. E a figura mais importante de minha vida dorme alguns dias conosco, aqui em nossa casa: minha mãe. Figura doce, divertida, cuidadosa, uma leoa quando o assunto é proteger suas crias. Após a separação de meu pai, nós nos aproximamos muito. E foram inúmeras as vezes em que pensei em sentar e contar a ela o que na verdade ela já sabe: que seu filho mais velho é gay.
Minha mãe é uma pessoa de cabeça aberta. Apesar disso, é influenciável pelo que as irmãs e mãe diz. Mas agora, que ela passa mais tempo conosco, compartilhando da vida de seus filhos já crescidos, esse desejo de contar a ela que sou gay passa inúmeras vezes por minha cabeça. Tudo o que eu mais queria era apenas a aceitação dela, ouvir dela que posso contar com seu ombro sempre que precisar, que seu amor é incondicional. Desconfiar ela com certeza desconfia. Afinal, porque seu filho que não tem namorada guardaria em casa lubrificante e camisinhas? Ela já viu, mas fingiu não ver...
Enfim, quando é o momento certo de dizer pra quem você ama sua orientação sexual? Quando conseguirmos independêcia financeira? Quando encontrarmos alguém especial que esteja do nosso lado para nos apoiar? Depois de levar um fora homérico de alguem que gostamos???
Quando???
Estou aguardando partilha desse momento, pra quem lê meus devanneios. Já contou? Pensa em contar? Se contou, como foi???
Abração.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Devaneios

A correria do dia-a-dia, tão falada por todos e tida como vilã, para outros caí como uma luva. É tão bom estar com a mente ocupada. Pode parecer uma forma de fugir dos problemas, de problemas que na maioria das vezes, nós é que criamos.

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A melhor coisa para você esquecer pessoas que o machucam, e estar com a família que nos foi permitido escolher: OS AMIGOS. Foram a minha força neste momento de transição, de abstração de coisas e pessoas que não estavam me fazendo bem. O processo é lento, mas eles, os amigos, são pacientes e estão ao meu lado.

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Esse conselho de que para encontrar um amor, é necessário não procurá-lo, está começando a fazer sentido pra mim. Afinal, do que adianta tentar forçar o destino? Estou deixando as coisas acontecerem... Estou sofrendo, na verdade, porque nada está acontecendo. Mas tenho esperanças de que isto há de mudar.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O tempo não pára!

Um SMS, e a confirmação de que estava se sentindo só. Foi assim que o meu ex voltou atrás de mim, pedindo pra voltar, se dizendo arrependido do que me fez. Mexeu comigo, dei esperanças, muito levemente....e falei que esta não é a melhor forma de reatar um "namoro", por torpedos. E o papo fluiu até que algo no fundo começou a me incomodar.
Fazendo uma restrospectiva: O conheci em novembro, e até dezembro, pouco antes das festas natalinas, tínhamos nos visto 2 vezes apenas, mas conversado muito por telefone e SMS. Isto porque ele não mora aqui, na mesma cidade que eu. Janeiro, com a perspectiva de um trabalho que começou no Natal (o que fez com que eu não o visse nas festas), ele me disse que não poderia vir me ver em Janeiro. Entendi, muito a contra-gosto, mas ele disse que o trabalho acabaria no fim de janeiro. Chegou o prazo e disse que a patroa pediu para que ficasse até depois do carnaval. Pirei, mas aceitei, e claro, e cobrei! Fevereiro, fim das festas carnavalescas. O primeiro fim de semana após sair do trabalho, não veio, porque a mãe adoeceu. Segundo fim de semana após sair do trabalho não poderia vir porque a mãe viajaria e ele iria junto. E EU, ONDE FICO NISSO TUDO?
Me pediu um tempo para pensar na viagem, e o idiota deu, na esperança que ele retornasse e viesse enfim matar as saudades. Pois quando voltou, foi para terminar, através de um SMS, com a desculpa de que não conseguia ficar com alguem por muito tempo, que precisava pensar, que eu pressionei demais.
Enfim, sofri! Mas coloquei ele de escanteio, e resolvi recomeçar, tentar encontrar um outro alguém para algo que valesse a pena. Não encontrei. Porém, até então, conheci outros caras, fiz outras amizades, e dei continuidade a minha vida. Até a manhã do fatídico dia de julho, em que ele, que não falava comigo, não respondia meus torpedos quando ás vezes a saudade batia, ou se respondesse, me deixava falando sozinho e nao respondia mais, voltou do nada. Com a desculpa de que se sentia só, precisava conversar com alguém (?) e tal. Papo vai, papo vem. Confessou estar arrependido do que me fez, que sentiu minha falta todo o tempo, que não ficou com mais nínguem (kkkkkkkkkkkkkkk) e que me queria de volta.
Mexeu comigo. Me desestabilizou. Pensei em voltar. Mas depois de alguns dias falando por SMS, descobri que o algo que me incomodava era o meu orgulho ferido. Foi o sofrimento que ele me causou. Foi a covardia em terminar por SMS. Foi a frieza a meus apelos. Foi a insebilidade.
Não voltei. Dei razão a meu coração no momento, que dizia que antes estar só, do que viver na expectativa de ser largado novamente. Expus o que sentia. E ele me falou de crueldade, de nem ao menos tentar, de estar sofrendo. E EU, QUANDO PASSEI PELO MESMO?
Optei por mim, pelo meu amor próprio, pela minha vida. Ás vezes, precisamos deixar o nosso ego falar mais alto.
Que você pense no outro quando ele não mais te interessar, afinal, é um ser humano. Tem coração e sentimentos. E você pode voltar atrás um dia, e ser tarde demais. Ou, para quem estiver na outra posição, avalie seriamente se esta é a melhor decisão a tomar, e se isto o (a) faz feliz. Dê ouvidos ao seu coração.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Porque não eu?


“Quem está com você?”. Essa pergunta ansiava na verdade por uma resposta que não veio.
“Um amigo”. Você sabia, sim, que não era droga de amigo nenhum. Sabia que havia um envolvimento ali e que havia também o desejo de não ferir o coitado que o adorava, que faria tudo para estar no lugar deste “amigo”.
A historia se passou com uma visita surpresa, e a demora de atender a campainha, coisa que você sabe ser anormal. E o nervoso disfarçado, tentando fugir do óbvio. Mas você tinha certeza que estava acontecendo algo, porém foi covarde e fugiu do convite para adentrar o espaço e ver, com seus próprios olhos, quem estava ali, quem era o amigo, e confirmar se realmente não passava de laços de amizade. Não te confirmou as suspeitas se era ou não quem você pensava. Apenas se calou, o que já era uma resposta clara e evidente.
Sua atitude? Ir embora, com raiva, desiludido, sonhando que aquilo fosse realmente coisa da sua cabeça e que ele estivesse realmente com um amigo e nada mais. Afinal, tinha pouco tempo que ele, o cara que você tanto queria pra você e que te relegou ao posto de amigo, de confidente, sabendo que você o amava como homem, acima da amizade, tinha acabado de sair de um relacionamento sério. Essa crença foi o que fez você continuar bem, até hoje.
Uma semana depois. Ponto de ônibus. O dito que você acha que está com ele, está alguns centímentros atrás de você. E você, claro, nem consegue olhar na cara da criaturinha, pequeno, franzino, e sinceramente, sem nada que de cara poderia atraí-lo, por isso você prefere acreditar que nada está acontecendo entre os dois. Mas, junto com a chuva, com o frio, vem a confirmação funesta: aquele que você sempre quis, chega. Com ares de intimidade, com cobranças bobas, típicas de casalzinho recente. E não percebeu (ou fingiu) que você não estava ali, logo um pouco a frente, de costas. Você sabe que ele o viu. Você sentiu. E seu constrangimento foi tal, que buraco se abriu sob seus pés, e com o mundo chuvoso e escuro a sua volta, sua única atitude foi sair daquele lugar, se afastar deles, chovendo ou não, mas ir para longe, ir em busca de consolo, de alguém que pudesse ouvir de você a confirmação bombástica e que compartilhasse da mesma opinião que você: aquele não é homem para ele. Porque não eu? O que ele tem que eu não tenho? Mais inteligente? Mais carinhoso? Mais homem? Mais amante? Mais o que? Bonito, com certeza não é. E o que mais te revolta é que você e o cara que está ocupando o lugar que você sempre quis tem muitas coisas em comum. Isto é o que te revolta. É o que te deixa sem chão, sem compreender quais os critérios dele para estar com esta pessoa.
E agora? O que fazer? Continuar mantendo essa paixão idiota, sem fundamento? Continuar mantendo um fio de esperança de que um dia, talvez quando ele enfim estiver barrigudo e careca (o que não vai demorar), ele perceba que você realmente o desejou, e faria tudo para ser feliz com ele, o procure? Ou renegar este sentimento, matar o desejo, e crer que no mundo existem pessoas melhores que ele, e que poderão te dar valor?

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Mesmo que seja eu...

Ouvindo Ney Matrogrosso, cantando Mesmo que seja eu de Erasmo e Roberto, vou me despedindo destes dias de reclusão. Me despedindo das festas juninas. Dos meus pensamentos loucos, da solidão, da tristeza.

E vou retomando minha vida. Esse tempo para mim foi ótimo. Pude reavaliar minha vida e ver que estou errando...é fato.

Chega de Bate-Papo Virtual....chega de sites de relacionamento. Meu Deus, parece que estava alucinado por encontrar alguém... Confesso: estava mesmo! Desesperado.

Mas "pera aí": tenho 23 anos, to no auge da idade, tenho muita coisa para viver (eu espero!!!!) e muita gente pra conhecer. Porque este desespero? Então CHEGA! É hora de dar um basta nesta vida vadia que ando levando...e cuidar de coisas mais importantes e mais interessantes.

Afinal, num site de relacionamento o que se vê? Corpos maravilhosos, que na verdade só servem para nos deixar com um sentimento de inferioridade, muito pau, muita bunda, e sempre a repetição das mesmas coisas: não curto afeminados, homens com jeito de homem, voz de homem, que se vista como homem e que esteja a fim de sexo sem compromisso. Alguns, ainda dizem que se rolar algo mais sério, topam. Porém, seja um Super Homem! Lindo, macho, viril, que além de tudo na sua maioria ainda seja passivão. Eles sonham neh? Acho que por isso ficam a vida toda nestes sites.

Se é no bate papo, o roteiro não muda muito não. Homens lindos afim de sexo apenas. Sexo, sexo, sexo.

Cada dia que passa me convenço mais que o ser humano está voltando a época das cavernas. Não vai demorar e vamos encontrar as pessoas como animais, transando na rua, se lambendo, se chupando, se cheirando. Escrevam o que digo: os instintos animais do ser humano estão aflorando além do normal e vai chegar a hora em que a suposta moral que a nossa sociedade diz que tem, vai pras cucuias, e vai prevalecer o desejo, o sexo sem limites, a qualquer hora e em qualquer lugar.

Enfim, estou optando por algo mais racional. NUNCA que um homem como os que vejo nestes sites, que mais se parecem com deuses gregos renascidos do Olimpo irá dar bola para um pobre mortal como eu. São raros os relacionamentos que dão certo, sendo que os envolvidos se conheceram pela net, por bate papos.

Então vou optar por sentir mais o calor humano. Por olhar nos olhos, conversar, flertar, paquerar, trocar figurinhas, e deixar as coisas acontecerem. E vou precisar controlar minha ansiedade, porque esta me mata....Mas ela não será mais que eu! rs

Então, é hora de começar de novo, de re-inventar o homem que sou hoje. E como diz Ranata Belmonte: "Há sempre o dia de amar, mas vésperas não são possíveis." Chega de vésperas, melhor esperar o dia de amar, ou viver algumas vésperas de outra forma, de forma mais palpável.


J.M.

http://br.youtube.com/watch?v=4v__5ANnPpg - Quem quiser ver o clip da música, olha aí. Daniela Mercury E Erasmo Carlos cantando ao vivo em Altas Horas. "Um Homem pra chamar de seu, mesmo que seja eu!" Claro que prefiro a música sendo cantada por Ney Matogrosso, no cd Vivo.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Pausa para o cafezinho...

ut.

Bem, após ter corrido tanto procurando seguir meu instintos e anseios da carne, é chegada a hora da pausa para o cafezinho.

Perdi muita coisa neste tempo de irracionalidade, de "bestialidade". Perdi meus sonhos, perdi meus planos para o futuro, perdi o que realmente queria. Busquei das formas e nos lugares errados, tentei forçar o destino a dar-me o que queria na hora e da forma como eu queria. Pretensioso não??? Mas confesso, mea culpa. Porém, permanecem no erro apenas os burros e eu sinceramente estou farto de ser burro.

Quero agora resgatar o que perdi, recomeçar, renovar, mudar, cuidar, transformar, viver, sentir, amar, saborear, conjugar a minha vida.
E tentar a todo custo ser FELIZ! Mas sinceramente. De coração. De movo leve e solto.

Hora de retomar as rédeas da minha vida. De forma magistral.

E escrever, escrever muito. Porque só assim eu consigo ser feliz e estar bem comigo mesmo.


J. M.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Faber Est Quisque Fortuncie


Traduzindo: Expressão latina que quer dizer: Constua você mesmo o seu destino. Meu Destino...o que ele me reserva, ou melhor, o que eu estou fazendo para construí-lo? Estive pensando, e cheguei a conclusão de que tudo o que sonhei para mim, para minha vida, não está seguindo os planos. Deixei pelo caminho da minha vida os meus sonhos. Meu desejo de conhecer o mundo, de falar outras línguas, de ter o meu canto, a minha independência, o meu filho, a minha ou minhas orquídeas, os meus livros.

EU CONSTRUO O MEU DESTINO! Preciso fazer desta frase um lema de vida, um guia para este ano que a pouco iniciou, levá-la sempre comigo, até o dia em que eu possa olhar para tudo o que consegui e dizer: Eu construi o meu destino. Eu escrevi a minha história.

Vou escrever em 2008. Vou colocar em palavras a minha luta pelos meus sonhos, e tudo o que possa vir a me atrapalhar momentaneamente na busca do meu futuro desejado, sonhado e que será realizado e concreto.

*************s

Mudando de assunto e falando um pouco de frívolidades: Eu não aguento mais esperar pelo lançamento do novo CD da Diva! Madonna, porque és tão cruel com teus fãs? Todos os dias, religiosamente, lá estou eu atrás de uma boa notícia nos sites de Madge. Mas NADA, silencio total. Sabemos apenas que o bendito clipe da música "4 minutes to save the world" está sendo produzido em Londres, com as participações de Justin Timberlake e Timbaland. Enquanto a bendita música não é divulgada oficialmente como Single do novo cd, vou curtindo Shakira e seu belo DVD Oral Fixation Tour, com uma capa hiper sexy e músicas maravilhosas!