segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Estou...

Eu estou cansado.
Cansado da procura incessante por algo que parece não existir mais.
Cansado de ser taxado de "bom demais" para alguém.
De ser apenas mais um.

Não quero aqui reclamar da rotina, como Elisa Lucinda nos diz para não fazer. O que quero é bem simples, e ao mesmo tempo complicado de encontrar. Eu quero sair ao sol, e poder me sentir feliz por estar vivo, por ter pessoas que me amam, por saber que quando eu quiser posso voltar atrás e achar o conforto do meu lar.
Por outro lado, quero sair ao sol e poder me sentir feliz por tudo o que já conquistei e que ainda irei conquistar, por ter saúde para alcançar estes e outros objetivos ainda maiores. Quero sair ao sol e me sentir feliz por amar alguém e ter esse amor retribuído.
E me perguntam: você está preparado para o que você procura?
E precisa-se estar preparado para encontrar alguém que te ajude a ser um pouco mais feliz? Que dê uma cor diferente, junto ao prisma de cores que a sua vida tem?
Então preciso também descobrir onde é a escola para me preparar para isso.
Preciso de novos objetivos, de um novo olhar, de um novo coração, de uma mente que comande todo o resto do corpo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Indignado!

Eu sei que o assunto está sendo hiper debatido estes dias devido as agressões que jovens gays sofreram na Avenida Paulista, aqui em São Paulo e próximo ao Forte de Copacabana, no Rio. Mas como ver tanta intolerância e ficar quieto? Como ver tanta maldade, tanta crueldade e simplesmente ficar calado, e fingir que não me atinge em nada?
Me atinge sim, uma vez que eu sou gay, uma vez que eu quero ser respeitado pelo que sou como ser humano, cidadão e também pela minha orientação sexual. Gostar de homem me faz pior do que outro ser humano?
Vi o vídeo com algumas mensagens do twitter onde as pessoas se dizem a favor da homofobia, onde levantam a bandeira de morte aos gays, onde essas pessoas mostram que se acham melhores que os gays, mais dignas, soberanas. E eu pergunto: no final das contas, todos nós não iremos para o mesmo lugar?
No fim de tudo, não viraremos pó?
O que mais me deixa indignado é que enquanto essas pessoas mesquinhas, de pensamento pequeno se preocupam tanto conosco, homens que gostamos de homens e não fazemos mal a ninguém, que procuram apenas os seus direitos e que buscam viver a sua vida da melhor forma possível, o país segue com inúmeras pessoas vivendo na miséria, políticos corruptos sendo reeleitos, inúmeras falhas na educação básica deste país, o aquecimento global piorando a cada dia, a violência também aumentando a cada dia, e essas almas pobres preocupadas com o fato de um homem querer amar e transar com outro homem? Qual o mal que estamos fazendo a essas pessoas? Comemos em suas casas? Dormimos em suas casas? Eles pagam nossas contas?
Sinceramente, a raiva que estou sentindo nesse momento, a indignação, o desprezo por essas pessoas nem permitem que eu continue escrevendo sobre este assunto.
Ao menos fica registrado aqui a minha indignação com alguns seres humanos, pessoas desprezíveis.

domingo, 31 de outubro de 2010

Norah Jones em São Paulo!

Vadiando na net no domingo eleitoral, me deparo com a notícia no MSN: Norah Jones fará um show gratuito no Parque da Independência, no próximo dia 14 de novembro, lançando seu último cd, The Fall.
Fiquei eufórico, porque adoro a voz doce da Norah, gosto de relaxar ouvindo suas músicas, pensar na vida, e ter a oportunidade de ouvi-la ao vivo será algo mágico, numa tarde de domingo. Com certeza, para quem gosta de boa música, vale muito a pena se programar e comparecer!
Sem contar que, na segunda, dia 15/11, é feriado. Então, para aqueles que permanecem na capital, é uma ótima pedida, após a balada de sábado.
E para quem não conhece nenhuma música do novo cd da Norah, disponibilizo aqui duas músicas do cd eu gosto muito e tenho certeza que vocês também vão gostar. E ficarão tentados a ir a apresentação no dia 14/11.
Grande abraço, meus amigos.




domingo, 24 de outubro de 2010

No Divã - parte 01

Eu sei que você é capaz de me entender ou de pelo menos me fazer percorrer o caminho que me fez chegar até aqui.
Certo. Eu nunca neguei, nas vezes em que estive deitado neste divã, que eu sou uma pessoa carente. Que preciso de atenção, que gosto de dar atenção. Que quero estar presente na vida de alguém e desejo profundamente que alguém queira a mesma coisa.
Mas você sabe bem das coisas que tem acontecido comigo ultimamente. Algumas pessoas se afastaram de mim baseando-se em meus defeitos: carente, ciumento, etc, etc. Agora apareceu uma nova modalidade: se afastar de mim porque eu sou bom demais. Como entender?
Aquela pessoa, que já te contei em outra sessão, disse pra mim que não dava mais pra continuar porque eu sou areia demais para o seu caminhão, bom demais, e que ele não merece isso. Pelo amor de Deus, era o que me faltava!
Ele conhece bem os meus defeitos e sabe que eu estou longe de ser a pessoa ideal. Tenho as minhas qualidades, assim como ele tem as dele. E acho sim que meus defeitos, os defeitos dele, podem ser uma fonte de aprendizado para ambos como fiz questão de deixar muito claro quando conversamos a última vez. No entanto, ele ainda prefere um tempo. Se afastar de mim para ter certeza do que sente e se realmente quer ficar comigo.
Eu confesso: fico perdido sem saber agora o que fazer. Se mostro minhas qualidades, as pessoas fogem. Se os defeitos são ressaltados, as pessoas fogem.
Recordo-me de uma conversa que travei uma vez com um amigo meu, do blog que escrevo, onde falávamos sobre equilíbrio. Ele me dizia justamente isso: que preciso encontrar o equilíbrio. Pela experiência, os extremos não agradaram nem a gregos nem a tróianos. Agora preciso conseguir chegar ao meio termo para ver se vai surtir algum resultado. Não é mesmo?
Em conversas anteriores com você, me disse que eu precisava encontrar em minha vida aquilo que eu gosto de fazer, descobrir o prazer de ser solteiro. Tudo bem, eu sei que tenho família (longe, no momento), que tenho amigos (maioria longe no momento também), que posso conhecer novas pessoas, ou ainda que tenho todas as possibilidades do mundo de viver a minha vida sozinho e alcançar a felicidade pessoal sem necessitar de alguém do meu lado para ser a razão da minha felicidade. Aliás, ninguém deve ser a razão da nossa felicidade. Felicidade é...
Mas você, analisando tudo o que já te contei, prestou atenção que quando o assunto é coração, é amor, é paixão, relacionamento, eu sempre fracasso? É uma triste realidade, mas que eu não tenho medo de encarar.
Não sei, acho esses 25 anos de vida tanto tempo, acho que já deveria ter vivido algo substancial sabe, do tipo que ouvimos uma música e temos do que recordar? Eu não tenho essa lembrança. E eu sinto falta dessa lembrança.
Mas, a vida segue neh? Pra quê desespero? Um ano se passou desde a última pessoa que eu denominei como namorado. Um ano solteiro. E algumas tentativas fracassadas de relacionamento. A vida acaba aqui por causa disso? Definitivamente não.
É só acrescentar mais essas coisas ao baú de experiências.
E peço desculpa pelo mês de sumiço. Realmente, não tinha inspiração para escrever. Mas estou de volta, com gás total. Abraços, meus amigos leitores.

domingo, 26 de setembro de 2010

Alis Volat Propriis*


Adoro a madrugada. Sou um notívago confesso. Do tipo que só dorme depois do Programa do Jô, ou Altas Horas, ou uma Família da Pesada. Ás vezes chego até ao Corujão.
Gosto de pensar, de escrever, quando o mundo se cala. Quando todos estão visitando o mundo dos sonhos (ou dos pesadelos).
Hoje em especial, penso sobre minha vida nesta cidade, sobre as mudanças que estão ocorrendo principalmente me mim.
Uma gestação se passou. 9 meses quase completos morando em São Paulo, gerindo minha vida, sofrendo, chorando, sorrindo, comemorando as vitórias, desejando amar e ser amado, temendo as mudanças, dramatizando até demais o cotidiano, para no fim ver que tudo não passava de uma tragicomédia.
Estou aprendendo a me conhecer melhor, a não ser tão emocional, a racionalizar algumas atitudes antes de colocá-las em prática. Estou me permitindo. Lembro que quando o ano começou, li num desses mapas astrais que encontramos disponíveis na internet de que no final de 2010, ao olhar para trás, a sensação que eu teria era de ser outra pessoa muito diferente daquele que começou o ano.
Ainda não fiz esta retrospectiva. Mas crescer irremediavelmente traz novos aprendizados. Viver longe da família, dos amigos, trabalhar com algo que nunca se imaginou fazer, explorar uma cidade completamente nova e completamente louca (por isso me apaixonei por ela), experimentar o senso de solidariedade do próximo, ver do que é capaz o ser humano desconhecido (tanto no sentido bom quanto no sentido ruim), ver a importância de se ter um amigo de verdade, que topa viver uma aventura ao seu lado na busca de uma vida melhor, de um futuro já sonhado.
O sonho está apenas começando a se tornar realidade. Muitas outras coisas virão. Muitos degraus ainda tenho que subir para alcançar a vida tranquila e prazerosa que almejo. O importante é saber ir aproveitando o que tenho no momento e ser feliz com isso. Mas não perder o foco jamais. Saber muito bem onde quero chegar.
E te convido a vir comigo. Sua presença será muito bem vinda! Sempre!
Abraços meus amados amigos leitores.

Tradução do Título: Voa com as próprias asas.

sábado, 18 de setembro de 2010

Isto é Brasil.

Está se aproximando a data em que vamos escolher o próximo presidente do nosso país, bem como nossos representantes no Senado e nossos Deputados Estaduais e Federais.
Distante de minha terra, não sei como está a política por lá. Mas estou acompanhando o cenário político nacional e estadual aqui em São Paulo e confesso: não é muito diferente do resto do nosso país. Verdadeiras figuras cômicas, porque não dizer ridículas, querendo chegar ao Poder.
Algumas dessas pessoas, que dizem ter um intuito político, e querem cuidar da nossa saúde, educação, segurança, lazer, etc, etc deixam muito, MUITO a desejar na propaganda eleitoral.
Claro, precisamos ver o que os presidenciáveis tem a dizer sobre sua proposta de Governo, apesar de ser praticamente certo que a candidata Dilma Roussef (em quem eu não votaria*) vence esta eleição. Mas a propaganda dos que tentam ser deputados sinceramente, me faz gargalhar.
Temos cantores, fanáticos religiosos, humoristas, pessoas que percebemos que basicamente sabem ler e escrever (e olhe lá), todos querendo o seu quinhão no Governo e claro, no dinheiro que envolve a nossa política.
Claro que não posso generalizar. Há os deputados e senadores que realmente querem trabalhar pela sua comunidade, querem ver o Brasil crescer e melhorar.
Mas pra mim, não tem melhor programa de comédia do que o Horário Gratuito Eleitoral.
E como se não bastasse a palhaçada deste programa, ainda aparecem os escândalos eleitorais que já viraram marca registrada da política deste país. Tráfico de influência, quebra de sigilo fiscal, acusações gratuitas, todo eleição é a mesma coisa.
Quando é que a política nesse país vai ser levada a sério?
A todos os meus leitores, um grande abraço, e um pedido de desculpas pelo sumiço. É a inspiração que não vem...rs

* (digo votaria porque infelizmente este ano eu não poderei me manifestar através do meu voto, já que infelizmente estou sem meu título de eleitor aqui em São Paulo)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mais uma vez

Tenho procurado nos livros a companhia que me falta em São Paulo. Os livros nunca me desamparam, posso contar com eles e ver muito de mim nas palavras que leio cotidianamente.
Minhas visitas a biblioteca estão cada vez mais constantes. E nessas indas e vindas, encontro algumas obras que realmente valem muito a pena ler.
Numa dessas idas a biblioteca, me deparei com um livro com uma capa rosa choque, de um autor que nunca ouvi falar... Geralmente, leio as críticas que jornais fizeram ao livro quando este foi lançado, e é o que na maiora das vezes me faz ler o livro.
Enfim, o nome do livro é Mais Uma Vez, de Tony Parsons. Comecei a ler mais pela capa e pelas recomendações da crítica. Achei muito lindinha. E a cor rosa choque, então... Tudo a ver. rs
Mas a história do livro, que fala de um homem em busca do amor, do conceito de família, amizade, ralmente mexe com o leitor.
Fazia tempo que não lia um livro onde as emoções afloram facilmente. Você, ri, chora, sente raiva, pena, tudo na medida em que vai conhecendo a história de Alfie, da sua família, sua história de amor, sua profissão, suas relações de amizade, seus sonhos não realizados, ou que foram realizados, mas acabaram, deixando apenas as lembranças.
Sensível e forte, é como posso definir esse livro. Com certeza, quem aceitar a dica e procurar este livro, não vai conseguir parar de ler. A vontade de participar da vida deste homem, da sua busca pelo amor, ou ainda de desfrutar das tiradas cômicas de Joyce, ou do amor que todo neto espera(ou tem!!!) de sua avó vai prender o leitor até o fim. Vale muito a pena! Recomendo!