domingo, 1 de março de 2015

Desinteresse.

Estou fazendo algo que definitivamente não gosto. Correndo atrás de alguém.
A príncípio, achei que era mútuo. Que havia interesse. Mas agora, acho que o interesse sumiu, e só restou minha insistência em querer acreditar que ele ainda está interessado. Que ele ainda quer continuar com os papos, com as trocas de informações, etc.
Eu gosto de carinho, de interesse, de atenção. Eu sei dar essas coisas a alguém, seja amigo, seja pretendente. Mas quem oferece essas coisas, no fundo, no fundo espera receber também. E quando, em contrapartida, só recebe respostas geladas, que demonstram frieza e desinteresse, provavelmente é porque você está correndo atrás e o outro sabe disso. Gosta e usa isso a seu favor.
Mas há limite pra tudo na vida. E eu cheguei no meu.

Ando sumido, eu sei. Mas tão sem assunto, que vou começar a postar coisas assim, reflexões ou retratos do meu dia-a-dia, apenas para não ficar longe daqui por tanto tempo.

Abraços, meus queridos.

domingo, 11 de janeiro de 2015

A primeira de 2015!

11 dias se passaram desde que 2015 chegou. Como viajei para passar as festas com a família na Bahia, acabei não escrevendo uma tradicional retrospectiva de 2014, nem um levantamento do que foi feito ou não no ano que passou. E nem me despedi dos amigos desejando um Feliz Ano Novo antes da viagem. Por causa disso, peço desculpas.
Mas, aqui estou eu. Este ano é especial para mim por que estou mais perto de ir para meu apartamento e completo (com fé em Deus) 30 anos em março. Agora eu penso sobre as outras mudanças que eu quero pra mim.
O tempo passa, nós repensamos inúmeras coisas de nossa vida: os erros, os acertos, os sonhos e planos para o futuro e o que eu mais tenho questionado é sobre o que me faz me feliz. O que me motiva? O que faz com que eu siga em frente, rumo a um futuro que é incerto mas que depende em partes das minhas ações no presente?
Trabalhei, conquistei muita coisa, e ainda quero muitas outras. Porém, às vezes sinto que viver não é somente EU. É um NÓS. Sinto que eu preciso fazer alguma coisa para ajudar o próximo, dividir minha experiência de vida ajudando os outros. A questão é onde posso fazer isso, como?
Estou em busca dessas modificações, desses novos sentidos para a vida. Novas cores, e novos ares.
Desejo a todos um 2015 cheio de novidades, de mudanças, de experiências que proporcionem o crescimento de cada um. Grande abraço, meus queridos!

domingo, 23 de novembro de 2014

Amigos, amigos...

Faz tempo...um bom tempo que tento ir com frequência a academia. A preguiça de acordar cedo me vence quase todos os dias, o que me impede de manter a disciplina, e melhorar este corpinho (e a saúde principalmente).
Há uns dois meses atrás (mais ou menos), nessas idas esporádicas a academia, percebi um rapaz que volta e meia, trocava olhares comigo. Não é o tipo de homem que chamaria a minha atenção, mas eu gostei: tatuagens pelos braços, pernas, (algumas tatuagens), piercing no nariz (aquelas argolinhas que colocam no septo sabe), cabelo castanho liso com um topetinho, branco, grande. Enfim, alguns olhares depois, um dia ele chegou na academia e me cumprimentou. Outro dia ouviu o instrutor me chamando e perguntou se meu nome também era Jefferson (igual ao dele), e ficamos nesse papo besta. Logo de cara, vi que ele utilizava um anel de compromisso e já imaginei que tivesse namorado.
Alguns dias depois, por acaso, vi seu perfil no Instagram e confirmei minha suspeita: namorava sim. Curti uma foto, logo depois ele me seguiu e deixou um comentário numa foto para que eu adicionasse ele no Facebook. Eu adicionei e conversamos algumas bobagens, nosso interesse por Madonna, o ritmo na academia, etc, etc. Alguns dias depois, pediu para que eu o adicionasse no Whats App, porque nem sempre conseguia utilizar o Messenger do Face. Adicionei, e trocávamos algumas mensagens bobas no Whats, do tipo: vai na academia amanhã, cadê você que não apareceu hoje, quero ver você na academia amanhã hein, etc. 
Volta e meia, nesses papos, eu sempre tocava falava sobre o namorado dele, sobre o namoro, coisa que ele evitava falar. Acho que mais como uma forma de me lembrar que a pessoa em questão é comprometido e que aquilo tudo não passava de uma amizade de academia, e nada mais.
Comentando com ele sobre séries, comentei que havia comprado uma naquele dia bem baratinha, ele me pediu para comprar uma pra ele e me pagaria em dinheiro. Comprei, e coloquei a entrega para meu trabalho. Como ele trabalha perto, fui entregar no metrô entre o horário de saída dele e a hora do meu almoço no trabalho. Ele me viu com o uniforme do trabalho, sorriu e disse que estava bonito naquela roupa, que nem me reconheceu. Agradeceu por eu ter comprado a série e foi embora. Um outro dia em que trabalhei num sábado, comentei com ele que estava trabalhando e pediu que esperasse por ele pra ir embora, já que trabalha perto e mora perto de mim também. Resisti, mas no fim das contas encontrei com ele e fomos embora. No caminho, ele me olhando e sorrindo disse que eu era a cara de um ex dele. Tudo, até a voz. Até brinquei falando que pelo visto foi alguém importante, ele negou, falou que sofreu muito com a pessoa e nem tem contato mais.
Fato é que, quando estamos na presença um do outro, rola uma energia legal, dá pra sentir uma atração latente. Mas, ultimamente tenho evitado estar com ele e acho que ele percebeu isso.
O cara namora, pelo visto está muito bem com o namorado e eu não vou entrar de gaiato neste navio. 
Convidei ele e pedi que trouxesse o namorado para almoçarem em minha casa qualquer dia desses, já que moramos perto e ele ficou de falar com o love e me avisar. E eu espero. Mas decidi tratar tudo como uma amizade apenas e não dar margem para confusões. E pelo visto ele já percebeu isso, porque as mensagens diminuíram.
É a vida, e seus desencontros.

Abraços, queridões! 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A vida é cheia de curvas

Neste mês, a revista Vida Simples veio com um presente para os assinantes: um livro do Eugênio Mussak "A vida é cheia de curvas". O livro tem 30 capítulos, com textos curtos que falam sobre as mudanças de rumo, sejam elas pessoais, profissionais, etc.
Já tenho o livro como uma preciosidade. As reflexões são fantásticas.
Dia desses, pensava em como reagimos diante das coisas que acontecem em nossas vidas. Em algumas situações, principalmente as mais complicadas, dramáticas, na maioria das vezes bate o desespero. Aquele medo que nos domina e nos faz agir de forma inconsciente. A preocupação que nos tira o sono, que nos estressa, que nos adoece e irrita. Mas no fim das contas, tudo se resolve.
Ultimamente, tenho procurado principalmente nos momentos de dificuldade, repetir pra mim que: Tudo passa. TUDO. Nada, nenhuma situação que estejamos vivendo hoje em nossa vida é eterna. Tudo passa. Tudo é mutável.
Ajuda? Sim. A mim, pelo menos. Claro, não vou deixar a coisa na situação que está, vou tentar resolver, mas guardo no coração e na mente a certeza de que irá passar.
Só não gostei muito quando, lendo o livro que mencionei acima, o autor discorrendo sobre este mesmo pensamento de que Tudo Passa, diz que isto vale tanto para os momentos de extrema dificuldade quanto para os momentos de extrema felicidade. O Tudo Passa serve para as duas situações. E aí lembrei daquela frase que já ouvi tanto quando morava na Bahia: "Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe". Difícil aceitar que assim como a tristeza, a alegria também vai passar. Mas, pensando dessa forma ao menos tentamos aproveitar cada momento de alegria, de felicidade genuína pois sabemos que ela poderá não durar muito.

Abraços, meus queridos!

domingo, 9 de novembro de 2014

E seus sonhos, como estão?

Quando mais novos, pré-adolescentes, os sonhos povoam nossa mentalidade. Profissão (ou profissões), viagens, experiências, planos para um futuro (não) tão distante. Eu tinha vários deles..
O tempo passa, nós crescemos, e viramos adultos cheios de responsabilidades e contas a pagar, estudos, problemas, relacionamentos, etc etc e no meio do caminho vamos deixando nossos sonhos de lado ou mesmo os abandonando.
Tenho tentado resgatar meus sonhos. Na correria diária, não sobra tempo para os questionamentos: o que quero da minha vida futura? O que ainda falta experimentar? Quais os lugares que quero conhecer, os shows que quero ir, os livros que quero ler, os sabores, os cheiros, os toques...
E pensando nisso tudo, vejo que algumas coisas já foram devidamente marcadas na minha lista: viagem ao Rio pra ver o show de Madonna em 2008, morar na grande metrópole que é SP, terminar minha graduação em Letras que é uma área que gosto muito, ter minha casa (sonho que está quase se realizando, afinal está no papel ainda, só preciso entrar na dita cuja), show de Beyoncé na área VIP ano passado, show de Ivete Sangalo este ano, em SP (a pessoa sai da Bahia pra ver Ivete em SP, como pode?), e tem muita, muita coisa pendente ainda.
O grande amor, aquele que será inesquecível; show de Bethânia (que espero ir ano que vem, na comemoração de 50 anos de carreira dela); viajar para Barcelona (apaixonado por aquela cidade) e conhecer outros lugares no Brasil como Belo Horizonte, Porto Alegre, Floripa, Vitória, Curitiba, e algumas outras; fazer o curso de espanhol e inglês; fazer da corrida um estilo de vida; viajar em férias com minha mãe e tantos outros planos, sonhos, vontades que espero (e irei me preparar) para realizar cada uma delas e descobrir outras tantas...
Como diz Eugênio Mussak, em seu livro A vida é cheia de Curvas (Ed. Abril), "Os sonhos são como os deuses, só existem enquanto acreditamos neles". E eu acredito nos meus!
E você, meu amigo leitor, quais os seus sonhos? Ainda os tem, ou já os deixou pelo caminho da vida?

Abraços!

domingo, 19 de outubro de 2014

Mais do mesmo...

São Paulo! Dia desses um amigo pediu que eu desse minha opinião sobre o trecho de um livro de Caio Fernando Abreu, onde ele troca cartas com um amigo. Em uma dessas cartas, ele fala sobre seu retorno a SP com a seguinte alusão:

"Mas estou mais tranquilo. E percebendo coisas: voltei para Sampa muito alegrinho, muito na-boa, muito tudo-vai-rolar. A memória da gente é safada: elimina o amargo, a peneira só deixa passar o doce. Então eu tinha esquecido que esta cidade te cobra preços altos. Ela é uma mulher (ou um homem) belíssima(o) que se oferece, tentador(a), como se amasse, te envolve, te seduz — e na hora em que você não suporta mais de tesão e faria qualquer negócio, ela(e) te diz o preço. Que é muito alto."

Minha opinião? Hum...deixa eu pensar... Eu adoro São Paulo. Eu gosto de não ter que ver os mesmos rostos todos os dias nas indas e vindas para trabalhar ou caso eu saia para algum lugar. Eu gosto de saber que há inúmeras oportunidades de diversão, ainda que eu não aproveite nada dessas opções, ficando em casa nos fins de semana. Eu gosto das mudanças de tempo repentina, estamos com sol agora, menos de 1 hora depois chuva torrencial! Enfim, se for elucidar aqui todos os motivos que me fazem gostar de São Paulo o post será imenso.
Porém, em alguns momentos bate a tristeza, por N motivos. O último foi no sábado.
Fiz um novo amigo na academia. Muito lindinho, atencioso, sinto quando estou com ele que há uma energia boa entre nós. Porém, ele namora e eu respeito demais isso, assim como ele também. No sábado eu precisei ir até o trabalho e ele pediu pra esperar por ele que trabalha perto para voltarmos juntos. Já havia dito antes aqui a falta que tenho de novos amigos, de companhias para sair no fim de semana, ir no shopping, conversar, pegar um cinema, dar risada, etc. Enfim, ele me acompanhou até determinada estação de metrô, onde precisou descer para encontrar o namorado, pois iam sair. Ia chamar os dois pra gente jantar, comer algo, conversar mas ele disse que iriam ao aniversário da tia do namorado. Fui sozinho ao shopping, onde fui jantar sozinho e comecei a teclar com meu melhor amigo que mora na Bahia.
E como tenho espaço para conversar abertamente com ele, falei que estava jantando, sozinho. Ele disse que isso irá mudar, e ficamos falando amenidades até que ele se despediu pois havia marcado de sair para jantar com amigos, e encerramos o papo. E neste momento, shopping lotado, maior barulho, a minha situação veio com força total: SOZINHO. Jantando sozinho. Existe situação de maior solidão do que jantar sozinho num shopping lotado? E ali fiquei, com os olhos cheios de lágrimas, remoendo tudo isso. Tentei esquecer, comprei um milkshake, mas os olhos ali, transbordando. E pensei, pensei, pensei. Deixei a dor doer até chegar em casa...quando tentei me ocupar de outras coisas para não pensar mais nisso.
Eu espero que São Paulo cobre o preço por eu escolher morar aqui, daqui há muitos, muitos anos!
E o Fred ainda quer que eu escreva mais...pra contar o que, Fred?

Abraços, meus queridos!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Os Livros e a leitura.

Ontem no Fantástico, foi exibido um episódio da série "Vai fazer o quê?", onde expõem pessoas comuns a situações inusitadas, com o intuito de ver como elas irão reagir. No episódio deste domingo, uma criança de uns 8 anos, maltrapilho, na rua fazendo um pedido no mínimo estranho: ao invés de pedir para as pessoas na rua dinheiro, comida, como constantemente acontece nos grandes centros, em frente a uma livraria famosa aqui de São Paulo ele pedia: "Por favor, você pode comprar um livro pra mim? Pode ser do mais baratinho..."
Só em escrever isso, eu já fico emocionado. Os olhos, durante a reportagem, ficaram cheios de lágrimas em ver as pessoas surpresas com o pedido do garoto, emocionadas, e alguns até leram pra ele. E fiquei pensativo com aquilo que assistia. (
Filho de professora, graduado em Letras, ex-professor (visto que só exerci minha profissão por 1 ano letivo), eu acredito piamente que a vida de uma pessoa pode ser completamente modificada através da leitura. Algumas pessoas que aqui conheci costumam me chamar de culto, de não sei mais o que, somente pelo falo de que gosto de ler. Outros até vem até mim perguntar: Como faço pra aprender gramática? E se lamentam, que são ruins, que não entendem, etc, etc. Ao que eu respondo: você vai aprender muito de gramática, se ler muito. Acaba aprendendo por osmose  a escrever bem, e se for crítico ainda poderá interpretar melhor o mundo ao redor.
Eu sou um adepto dos livros, sejam do que for. Já comprei livros pela capa e fui muito, muito Feliz na compra, assim como já comprei livros que não consegui terminar de ler (sem culpa alguma, não leio nada forçado). Não consigo ir a uma livraria somente para olhar lançamentos. Se estou lá, saio com 2, três livros pelo menos. AMO o ambiente das bibliotecas, quando estava na graduação sabia onde estavam os livros que eu gostava sem precisar consultar o sistema (muitos de meus colegas se aproveitaram disso). Meu sonho de infância era ter uma assinatura das Revistas da Turma da Mônica. Como eu amava (ou amo ainda) aqueles gibis. Li revistas tipicamente femininas, como Carícia, Capricho, Atrevida. Fui assinante da Super Interessante, da Mundo Estranho e hoje sou assinante (e apaixonado) pela Vida Simples, da Editora Abril. E tenho meus livros, de crônicas, romances, poemas. Adoro um bom romance policial. Sou viciado em Martha Medeiros, Rubem Alves, Mário Quintana, ou qualquer outro livro que esteja na moda. Sim, livros ou autores da moda, como John Green, James Patterson, etc. E procuro incentivar as pessoas com quem convivo a lerem mais.
Bom exemplo disso é uma colega de trabalho que tem sindrome do pânico (ou tinha). Quando nos conhecemos, ela me disse que não conseguia pegar o metrô, fazia o trajeto pra casa de ônibus e raramente de metrô, porque ficava sufocada quando começava a encher, os túnel, e o calor, etc, etc e ela acabava descendo no início do trajeto e optando pelo ônibus. Perguntei porque ela não fazia o trajeto lendo, e quem sabe assim se desligasse do problema e fizesse sua viagem em paz. E ela começou a levar um livro meu pra ler... Hoje ela só faz o trajeto de casa para o trabalho com um livro, e lê super rápido! Diz que sou seu biblioterapeuta! No trabalho tem uma caixa cheia de livros meus, onde algumas pessoas pegam emprestado, outro colega lê minhas revistas Vida Simples, e assim vou fazendo minha parte.
Meu afilhado de 8 anos (filho adotivo de uma tia minha, que é professora também) está crescendo sendo constantemente incentivado a ler. Hoje, ele antes de dormir vai para o quarto dele, veste seu pijama, deita na cama e abre um livro. E fica ali lendo, lendo...às vezes levanta, apaga as luzes e dorme. Outras vezes, dorme com o livro aberto sobre o peito. Uma coisa LINDA de ver! Faço questão de, nas duas vezes por ano que vou a Bahia, levar livros pra ele, que devora rapidinho! Agora está metido até a querer fazer palavras cruzadas, que minha tia gosta. Mas como não sabe ainda, temos que ir ajudando e ele fica super animado.
Eu faço minha parte e fico feliz de ver que influenciei a vida de algumas pessoas através da leitura. Confesso que com a reportagem do Fantástico, senti como se não estivesse fazendo nada, que poderia fazer mais pelas crianças, sei lá, apoiando uma ONG, doando livros para instituições de caridade, lendo para uma ou várias crianças. Preciso amadurecer estas ideias, sinto que é algo que quero fazer, que preciso fazer. Inclusive, se alguém souber de algum projeto social que tenha voluntariado, me indica!
E é isso! Grande abraço, meus queridos!