sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O retorno e as decisões a serem tomadas.

São Paulo. Fiquei mais tranquilo ao colocar os pés aqui. É inegável, eu gosto deste lugar, apesar das saudades de casa, da minha mãe, de ter alguém cuidando de mim. Mas, eu gosto de viver a minha vida, do meu modo. Então, agora é recomeçar.
E por falar em recomeçar, o improvável aconteceu. O ex, o confuso, que voltaria para Igreja quando terminou comigo, resolveu voltar atrás, reconhecer que errou, e dizer que faço falta. Tá bom, eu esperei por isso durante os quase dois meses em que passamos separados, nos falando uma vez ou outra e brigando uma vez ou outra. Sim, reconheço que pedi pra voltar, que briguei, que chorei, que implorei, me humilhei até mesmo. E o que ele me dizia? Que não estava pronto. Que não era hora, que ele precisava de tempo. E eu, curioso que sou, cai na besteira de perguntar se no tempo que não estivemos separados, ele ficou com alguém, e ouvi o que não queria. Ficou sim. Porque estava carente, porque recebeu atenção, carinho, e outros motivos.
Quando eu fiquei sabendo disso, resolvi deixar ele de lado. Não o procurei mais, não dei notícias, ignorei. E aí ele voltou atrás, dizendo que sentiu minha falta, que reconheceu o meu valor em sua vida, que quer conversar.
E agora, eu não sei se quero mais retomar uma história que não sei tem condições de seguir em frente. Acho que saber que uma pessoa que olhava em meus olhos e dizia que amava como nunca amou ninguém, e ainda assim ficou com outra pessoa, fez com que algo se perdesse.
Algo se quebrou. Não sei o que, não sei onde, e não sei se é possível consertar. Aceitei ter esta conversa, mas até isso eu estou evitando, não estou fazendo questão que aconteça. Preciso de um tempo. Pra mim, pra meu coração, pra minha vida.
E acho que o caminho agora é ser bem direto e realista com ele. Mentir pra que? O que tiver de ser, será.
Fato é que estou de volta, que quero viver mais algumas coisas da cidade de SP, conhecer gente nova, viver. Minha cota de sofrimento de 2011 já foi utilizada totalmente.
Seguir em frente... e deixar rolar. É o meu lema agora.
Saudades de todos! Prometo que voltarei a ler os blogs e comentar, viu.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Até breve, Bahia!

Meu recesso de dois meses está chegando ao fim. Este é meu último post na Bahia, já que no próximo sábado estou retornando pra SP.
Confesso a vocês que não sei o que estou sentindo. Vivi tanta coisa nestes dois meses aqui, mas sabendo o tempo inteiro que teria que retomar minha vida quando o furacão passasse. E ele passou, e sol já mostra alguns raios por entre as nuvens, anunciando a chegada de um novo dia, de um novo tempo.
Neste exato momento, tenho vontade de chorar. Chorar pelo meu pai que eu enterrei enquanto estive aqui, chorar por minha mãe que vai ficar aqui, por meu amigos que eu amo tanto e com quem tive momentos únicos nesses dias, chorar por medo de retornar, de recomeçar após todas as dificuldades. Chorar de saudades daqueles que amo e que ficarão aqui. Sim, eu sei que não é uma ida sem volta. Se eu não quiser permanecer lá, posso retornar a hora que quiser, e por isso estou tentando ir livre de amarras.
Mas, quando se tem sonhos e planos na vida, temos que procurar a melhor forma de realizá-los e acho que continuar vivendo aqui não seria a melhor alternativa. Dói pra mim também ver a diferença, a dificuldade em fazer amigos, bons amigos em SP. Enquanto aqui basta mandar um SMS e dizer ao amigo que estou indo dormir na casa dele pra gente conversar, em SP eu tenho que me contentar a algumas visitas marcadas e remarcadas com pessoas conhecidas, mas não tão amigas assim. Ainda permaneço com esta dificuldade em fazer amigos numa cidade tão populosa como a capital paulista.
Mas, tudo pronto, a mim só resta entrar naquele avião e retornar. E seja o que tiver de ser!
AH...e nessas reviravoltas da vida, tem o ex querendo conversar quando eu retornar... Depois de tudo o que aconteceu.
E também quero partilhar com você uma dupla que estou adorando ouvir. Em especial esta música. Espero que gostem. E até o próximo post, já em SP galera.
Forte abraço em todos!


sábado, 23 de julho de 2011

Do fundo do poço...


Esses dias, comentei com uma amiga que estou no fundo do poço. Finalmente, eu acho que cheguei. MAS, não ficarei.
O bom de se viver é ter esta capacidade de ir ao fundo, de sofrer, de penar, de acolher tudo o que estamos vivendo num momento difícil, mas não adicionarmos isso a nossas vidas. Saí do emprego, descobri que meu pai estava com câncer, não passei no processo seletivo que estava fazendo, o namorado terminou comigo, perdi meu pai, e agora estou reorganizando os pensamentos para retornar para São Paulo. Confesso que neste momento veio a dúvida entre permanecer onde estou ou voltar para onde estava. E cheguei a conclusão que não consigo mais ficar aqui.
Preciso da efervescência de São Paulo, dos carros, dos aviões, dos helicopteros, das nuvens negras de chuva, do caos. Me acostumei muito bem a isso e agora que estou sem, sinto falta. Ou seja, é meu coração dizendo para onde devo voltar.
Sinto este retorno como um renascimento, uma retomada da vida parada na qual estava vivendo. É hora de procurar trabalho novamente, de investir nos estudos, de sonhar de novo, de encontrar um novo amor ou simplesmente curtir com pessoas legais que acrescentem à minha vida. É momento de renovação.
Quero aqui enterrar tudo que deve ser deixado para trás, guardar os aprendizados desses momentos difíceis e encarar a vida de frente novamente!
Que venham os novos tempos!
Também deixo registrado aqui o meu pesar pela perda da grande artista que é Amy Winehouse! Voz inigualável, talento de sobra. Fará muita falta ao mundo da música.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Despedida.


Todos por aqui, que tiveram o trabalho (ou prazer) em ler minhas últimas postagens sabem que estou na Bahia, que tive de vir por que meu pai fez uma cirurgia e precisava da minha companhia.
Foram 30 dias de hospital, no meu caso, e pra ele 42 dias de internação. Tive momentos de irritação, de descontração, de medo, de amor pelo meu pai, compaixão pelo seu sofrimento, e vontade de dar uns tapas nele nos momentos de teimosia e chatice. Mas num resumo geral, os últimos 30 dias, eu estive do seu lado, acompanhando tudo o que ele estava vivendo.
Na madrugada da última sexta-feira, ele se foi. Pela manhã o hospital mandou me chamar e o médico me deu a notícia, ali sozinho. Afinal, nos seus últimos momentos de vida, no dia anterior, eu que o vi com vida, que conversei com ele, que dei água, que tentei ajeitar a posição na cama, que pedi que lutasse para que saísse logo daquela UTI, e ele disse que assim faria.
Meu pai se foi, de forma inesperada. Ele tinha tudo para sair dali e continuar vivendo. Mas não foi assim que aconteceu. Exatos 30 dias após a minha chegada, ele partiu.
E agora ainda estou perdido, sem acreditar que realmente aconteceu, que o enterrei, que o vi num caixão, que tudo isso de fato ocorreu.
A vida agora tenta seguir seu rumo normal. A saudade ainda vai ficar por muito, muito tempo. E agora vem as decisões que não sei se devo ou não tomar. Ficar em SP ou voltar para Bahia? Assumir a posição do meu pai na família ou deixar tudo como está?
Apesar de na Bahia ter meus amigos e família, não sei se conseguiria viver minha vida como vivo em SP. Enfim, são coisas que eu preciso pensar muito bem antes de decidir.
Por enquanto, ainda fico na Bahia alguns dias até resolver algumas coisas, mas até o final do mês eu volto pra SP.
Nos dias em que estive confinado em um hospital, aproveitei para refletir sobre minha vida, sobre o que tenho feito, o que quero fazer. Mas principalmente, pensei sobre a efemeridade da vida. Vivemos tão loucamente dia após dia, muita fritura, muita gordura, açúcar, correria, sem tempo para cuidar de si, alimentação fora de hora... A verdade é que um dia o corpo cobra tudo isso, e no fim podemos terminar como meu pai, preso a um hospital, tendo que levar várias agulhadas durante o dia, inúmeros exames, e perspectiva de ir para casa, nenhuma.
A verdade é que agora eu quero me cuidar mais, do meu bem estar, da minha qualidade de vida, para tentar evitar um futuro tão doloroso.
E no meu peito, permanece a saudade...
Abraço a todos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O fim (ou não?)

"Sometimes it lasts in love,
but sometimes it hurts instead"
Adele, "Someone Like You"


Em meio a lágrimas, escrevo esse post. Eu até tento ser forte e direcionar meus pensamentos, minha atenção para outras coisas, mas meu coração sangra já a alguns dias.
É horrível se entregar a alguém, deixar os sonhos que estavam presos vir a tona, fazer planos, se apegar, para depois ver tudo terminar tão facilmente. E com uma alegação que ficou solta. Vaga.
Sim, ele terminou comigo alegando estar confuso, não saber o que quer da vida. Disse que apesar de agora ter tudo o que sempre quiz , não estava feliz. Algo o estava incomodando.
Não, o motivo não era eu. Segundo o que me disse eu mostrei a ele algo que ninguém nunca mostrou, eu fiz ele sonhar em viver com alguém, em dividir uma vida. Eu o fiz feliz. Eu o toquei mais fundo que alguém já o tocou antes. "Meu coração quer você, mais minha cabeça está confusa, cheia de dúvidas e medos", foi o que eu ouvi.
Foram dias sofridos. Chorei e senti a dor de ver meus sonhos desmoronarem como se tivesse perdido parte de mim. Durou pouco, mas foi intenso, nunca vivi nada do tipo. E acabou.
No meio dessa confusão ele me pede, implora que eu não me afaste por que sou o único com quem ele pode conversar sobre o que sente. Mas e a minha dor, onde fica? E o que eu ainda sinto por ele, como fica?
Dois dias após o fim, precisei me fazer de forte para dar suporte a uma pessoa confusa, que aparentemente não se aceita, não entende que ser gay não é pecado, que amar outro homem e querer viver e ser feliz ao lado dele, apesar de trazer duras batalhas, também traz recompensas inesquecíveis. Fiz o que pude, mas volta e meia ele não aguenta o que sente e diz que ainda me ama, que sente minha falta, que pensa em mim, e chora. Mas que precisa se encontrar, precisa colocar as coisas em ordem em sua cabeça, e quem sabe, se tiver de ser, depois a gente se acerta.
Não sei se faço de tudo pra matar esse sentimento em mim, ou se alimento esperanças de quando tudo passar, ele voltar e recomeçarmos.
Não sei. Em um momento de confusão, recarregar as baterias é o melhor. Viajo pra Bahia hoje também por causa do meu pai, mas estar longe vai me ajudar a pensar um pouco, a reavaliar tudo e dar tempo para que ele procure ajuda, e também avalie seus sentimentos, suas ações.
Até o fim do mês tenho decisões para tomar, conversas para ter, pessoas para cuidar, saudades para diminuir.
E viajo com essa música representando nós dois.
A vocês meus amigos, um grande abraço e até o fim do mês.


sábado, 14 de maio de 2011

Notícias!


Meus queridos amigos! Em primeiro lugar, peço-lhes perdão por ter sumido por tanto tempo, nem ao menos visitando os blogs alheios e deixando um mero sinal de "estou vivo".
Mas, aqui estou, querendo retomar a minha escrita, aos meus devanneios e a minha amizade com todos os que leem o que escrevo aqui.
Bem, nos últimos posts, falei de alguns acontecimentos da minha vida.
Estava aguardando um resultado de um processo seletivo, que após muitas fases e muito tempo de espera, acabei não passando. Chorei, chorei muito de raiva, de decepção porque tudo indicava que uma das vagas eu conseguiria, e foi justamente na hora H, na hora da convocar os canditatos para a contratação que o meu nome não apareceu na lista. Fiquei muito mal com esse resultado, questionamentos vários, mas resposta alguma de lugar algum, nem da empresa, nem dos céus, nem de qualquer outro canto.
Ou seja, estou desempregado, angustiado por não conseguir um emprego que não seja na área em que estava, enfim... Estou tentando seguir em frente e ver onde vou chegar.
O namoro, que começou virtualmente lá em fevereiro, continua. Brigas aconteceram, desentendimentos, momentos maravilhosos, e estamos juntos. Manter um relacionamento não é fácil. A distância ajuda, ás vezes atrapalha... Mas com esta pessoa eu estou aprendendo muitas coisas: confiar, ter paciência, moderar nas palavras, pensar antes de dizer ou de agir, ouvir...enfim, muitos aprendizados. E acho que são esses relacionamentos que nos acrescentam, nos tornam melhores, que no final das contas valem realmente a pena. E olhem que, em post anterior, eu estava indeciso se levava isso a frente ou não, por N motivos. Mas, não me arrependo de ter dado uma chance a um sentimento bom, a uma pessoa boa.
Também comentei sobre meu pai, que está com câncer. Ele na Bahia e eu aqui, quilômetros de distância. Graças a Deus, apesar de ser um tumor maligno, os médicos disseram que não evoluiu e que será feita uma cirurgia para retirada do tumor. Agora é esperar a cirurgia.
Enfim, estou assim. Meio bagunçado interiormente, tentando colocar ordem na alma para ter um pouco de equilibrio e organizar a vida no meio desta balbúrdia em que me encontro. Saudades de todos por aqui. Prometo que nesses próximos dias volto a visitar os blogs, comentar e retomar as atividades no EGGO. Grande abraço a todos...

sábado, 9 de abril de 2011

Acontecimentos.

Oi Gente Linda! Sumi, não é mesmo? Mas é chegada a hora de dar sinal de vida.
Neste tempo, aconteceram coisas de repercussão mundial como terremoto e tsunami no Japão, Massacre de Realengo, mas também aconteceram coisas de repercussão pessoal. O namoro vai bem, obrigado. Um aprendizado após o outro, e confesso: hoje gosto muito mais dele do que ontem. E assim permanece, dia após dias. Já se vão dois meses que nos conhecemos e 01 mês de namoro.
Neste período feliz, como disse no post anterior, fiquei e estou ainda (por pouco tempo, eu espero) desempregado. Aguardando o resultado do processo seletivo que fiz. Então estou em casa, cuidando da vida.
No último dia 27, completei 26 anos. Um aniversário bem tranquilo, em casa, com os vizi-amigos. rs. Não houve uma comemoração maior porque na segunda-feira, após o aniversário, descobri que meu pai, que está na Bahia, está com câncer. E ainda não dá pra saber a gravidade, só após o resultado dos vários exames que ele ainda está fazendo. O namorado apareceu, trouxe presente, fiquei feliz, mas não dá pra evitar a preocupação com quem amamos e que está longe.
Morar em outro estado, outra cidade é libertador, mas tem esses percalços. Momentos importantes que queremos estar presente, mas que não há a possibilidade.
Enfim, passei para dizer a todos que estou bem e pedir desculpa. Voltarei a ler e comentar nos blogs que sigo e que amo.